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Encontre o (a) Santo (a), Beato (a), Venerável ou Servo (a) de Deus

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Beata Maria Serafina Micheli, Virgem e Fundadora



     Clotilde Micheli nasceu em Imer (Trento) no dia 11 de setembro de 1849. Seus pais eram profundamente católicos. Com 03 anos, como era uso então, recebeu o Sacramento da Crisma em Fiera di Primiero, do bispo-príncipe de Trento Mons. Tschiderer. Aos 10 anos recebeu a Primeira Comunhão.
     No dia 2 de agosto de 1867, com 18 anos, quando estava em oração na igreja de Imer, Nossa Senhora manifestou-lhe que era a vontade de Deus que fosse fundado um instituto religioso com a finalidade específica de adorar a Santíssima Trindade, com especial devoção a Nossa Senhora dos Anjos, estes modelos de oração e de serviço.
     Seguindo os conselhos de uma senhora sábia e prudente, Constança Piazza, Clotilde dirigiu-se para Veneza para se aconselhar com Mons. Domenico Agostini, futuro patriarca daquela cidade, que a aconselhou a iniciar a obra desejada por Deus, começando por redigir a Regra do Instituto. Mas temendo não conseguir levar adiante o projeto, Clotilde retornou a Imer.
     Em 1867, se transferiu para Pádua, onde permaneceu por nove anos, sendo dirigida por Mons. Ângelo Piacentini, professor do Seminário local, buscando compreender melhor a mensagem recebida.
     Com a morte de Mons. Piacentini, em 1876, Clotilde mudou-se para Castellavazzo, onde o arcipreste Jerônimo Barpi, conhecedor das intenções da jovem, colocou à sua disposição um velho convento para a nova fundação.
     Em 1878, para fugir de um casamento combinado, Clotilde vai para a Alemanha para onde seus pais tinham ido para trabalhar. Ali permaneceu por sete anos, de 1878 a 1885, trabalhando como enfermeira no Hospital das Irmãs Elisabetanas e tornando-se notável por sua caridade e delicadeza com os enfermos.
     Depois da morte da mãe em 1882 e do pai em 1885, decidiu deixar a Alemanha e voltar para Imer, sua terra natal.
     Dois anos depois, aos 38 anos, Clotilde e sua prima Judite, iniciam a pé uma peregrinação a Roma, fazendo visitas a vários santuários marianos com devoção e espírito de penitência, sempre em busca da vontade de Deus acerca da fundação idealizada.
     Em agosto chegaram a Roma e se hospedaram nas Irmãs de Caridade Filhas da Imaculada, fundação de Maria Fabiano. A fundadora, conhecendo Clotilde mais profundamente, convenceu-a a tomar o hábito de sua fundação nascente, prometendo deixá-la livre se o seu plano juvenil se concretizasse.
     Clotilde adotou o nome de Irmã Anunciada e permaneceu naquela fundação até o início de 1891, ocupando inclusive o cargo de superiora de 1888 a 1891 no convento de Sgurgola de Anagni.
     Em 1891, Clotilde vai para Caserta, atendendo ao convite do Pe. Francisco Fusco de Trani, franciscano conventual, que queria propor a ela a realização de uma fundação idealizada pelo bispo Mons. Scotti, mas ela constatou que o projeto do prelado não concordava com o que lhe parecia ser a vontade de Deus.
     Depois de permanecer em Caserta como hóspede de uma família que a sustentava, Clotilde mudou-se para Casolla, com duas jovens que a ela tinham se unido. Alguns meses depois, o bispo de Caserta, Mons. de Rossi, príncipe de Castelpetroso, autorizou a vestição religiosa do primeiro grupo de cinco irmãs.
     No dia 28 de junho de 1891, com a presença do Pe. Fusco, a nova instituição adotou o nome de Irmãs dos Anjos, Adoradoras da Santíssima Trindade. Clotilde Micheli, a fundadora, tinha 42 anos; ela adotou então o nome de Irmã Maria Serafina do Sagrado Coração.
     Um primeiro núcleo de irmãs foi enviado para dirigir um orfanato em Santa Maria Capua Vetere (Caserta), o qual se tornou a primeira Casa do Instituto, seguido de outras obras voltadas ao serviço da infância e da juventude abandonada.
     A partir do fim de 1895, iniciou-se para Madre Serafina um período de sofrimentos físicos. Após uma cirurgia muito delicada, solicitada pelo próprio bispo de Caserta, sua debilidade era visível. Neste tempo, depois de vários problemas, foi aberta a Casa de Faicchio (Benevento), em junho de 1899. Esta casa se tornará o Instituto de formação da Congregação.
     Madre Serafina empenhava-se em realizar outras obras, mas a fragilidade da saúde a constrange a não mais sair de Faicchio.
     Como quase todas as fundadoras de Congregações religiosas, ela também teve muito que sofrer moralmente pela incompreensão até no interior de seu Instituto, e no dia 24 de março de 1911, consumida pelos sofrimentos físicos, faleceu na Casa de Faicchio, onde foi sepultada.
     As Irmãs dos Anjos introduziram a causa de sua beatificação na Santa Sé em 9 de julho de 1990. A mensagem da Virgem no longínquo ano de 1867 a acompanhou por toda a vida e se difundiu na sua Congregação como um dom do Espírito Santo: “Como os Anjos adorem a Trindade e sereis na terra como eles são nos céus”.
     Madre Serafina foi beatificada em 28 de maio de 2011.



A BEATA QUE VIU MARTINHO LUTERO NO INFERNO.

Em 1883 a Bem-aventurada Sóror Maria Serafina Micheli (1849-1911), fundadora do Instituto das Irmãs dos Anjos, passava pela cidade de Eisleben, na Saxônia, Alemanha. Eisleben é a cidade natal de Lutero. E, naquele dia comemorava-se o quarto centenário do nascimento daquele grande heresiarca (10 de novembro de 1483). Lutero dividiu a Igreja e a Europa. Dessa divisão advieram crudelíssimas guerras de religião que duraram décadas a fio.

A população aguardava o imperador alemão Guilherme I que devia presidir as solenidades. A Beata não se interessou pela agitação e seu único desejo era encontrar uma igreja onde pudesse rezar e visitar a Jesus Sacramentado. As igrejas estavam fechadas e já era noite. Na escuridão, localizou uma com as portas trancadas, mas se ajoelhou nos degraus de acesso.

Pela falta de luz não percebeu que a igreja não era católica, mas protestante. Enquanto rezava lhe apareceu o anjo da guarda e lhe disse:

”Levante porque este é um templo protestante”.

E acrescentou:

‒ “Eu quero te fazer ver o lugar aonde Martinho Lutero foi condenado e a pena que sofre como castigo de seu orgulho”.



Depois destas palavras, a santa religiosa viu uma horrível voragem de fogo, na qual era cruelmente atormentado um número incalculável de almas.  No fundo dessa voragem via-se um homem: Martinho Lutero. Ele se distinguia dos outros porque estava rodeado de demônios que o obrigavam a ficar de joelhos. Todos esses espíritos imundos equipados com martelos se esforçavam, em vão, para enfiar-lhe na cabeça um grande prego.

A freira achou que se o povo que estava na festa visse aquela cena dramática, certamente não tributariam honras, lembranças, comemorações e festejos a semelhante personagem.  Desde então, Sóror Serafina sempre que aparecia a ocasião exortava suas irmãs de religião a viverem na humildade e no esquecimento dos outros.

Ela estava convencida que Martinho Lutero foi condenado ao Inferno, sobretudo por causa do primeiro pecado capital: a soberba.  O orgulho fez que ele caísse no pecado capital e o levou para a aberta rebelião contra a Igreja Católica.


A sua péssima conduta moral, sua atitude de revolta contra o Papado e a sua pregação de más doutrinas pesaram muito no desvio de muitas almas superficiais e mundanas que caíram na perdição eterna. 

Beato Ângelo Paoli, Presbítero carmelitano.


A virtude que mais se destaca no sacerdote carmelita Angelo Paoli, alimentada pela constante oração diante do Santíssimo, é a caridade, “a atenção dedicada aos pobres e àqueles acometidos pela pobreza moral e espiritual”.


O florescimento de uma vocação

Seu nome de batismo era Francisco. Desde pequeno já manifestava sua vocação, quando em Argigliano, na Toscana, sua terra natal, convidava seus amiguinhos a praticarem as virtudes e a abandonarem os maus hábitos.

Muitos diziam que era um pequeno catequista, e ele próprio conta em uma carta escrita a um amigo de sua juventude: “explicava a eles a doutrina cristã e os conduzia às igrejas e, uma vez que, para envolvê-los, costumava presenteá-los com alguma coisa, estes me seguiam voluntariamente, e todos me queriam bem”.
Tinha apenas 12 anos quando perdeu a mãe, evento que contribuiu para intensificar sua vida espiritual e a amadurecer sua vocação. Aos 18 anos, ingressou no seminário. Ali sentiu ser chamado a uma vida de oração e penitência. Tinha uma relação íntima com Nossa Senhora do Carmo, e assim ingressou no convento dos frades carmelitas em Fivizzano. Em 1661 proferiu os votos solenes.


Sacerdote do Senhor

Seis anos mais tarde, recebeu a ordenação sacerdotal. “Grande dignidade, grande potestade, fazer descer um Deus do Céu à terra, libertar uma alma do purgatório e enviá-la ao Paraíso”, dizia a respeito da vocação em um de seus escritos.

Padre Paoli quis em seguida dedicar mais tempo à penitência e aos sacrifícios físicos. Começou a se debilitar, e acabou sendo mandado de volta à casa de seu pai. Passava o dia converasndo com os pastores e conhecendo a vida das pessoas humildes e simples do campo, às quais ensinava a orar e dedicava lições de catecismo.

Descobriu assim que sua vocação deveria ser orientada a cuidar dos mais pobres, podendo discernir “um chamado dentro do chamado”. “Nossa ordem não tem como acento principal a caridade, mas para ele este constituiu verdadeiramente um chamado particular”,  explica padre Grosso.
Voltando à comunidade, padre Paoli é transferido para Florença para se encarregar dos noviços. Na formação dos aspirantes ao Carmelo, sublinhou a importância da força interior, do amor pelo apostolado, da oração e do domínio das paixões.

Mais tarde, torna-se pároco em Corniola, próximo a Empoli. Seus preferidos eram os pobres e os doentes. Trabalhou também em Siena, Montecatini e Fivizzano.

Em 1687 recebe uma carta que anunciava sua transferência para Roma, a fim de servir como professor dos noviços do convento de São Martinho. Ali demonstrou sua preocupação para com os pobres que mendigavam pelas ruas e visitou prisões. “Passou a servir os doentes e os pobres, distribuiu comida, roupas. 300 pessoas eram por ele assistidas diariamente”, disse seu postulador.

Preocupava-se também com os doentes do hospital São João, da comunidade dos carmelitas, situado próximo à Basílica de São João em Latrão.

Quando os doentes deixavam o hospital, muitos não tinham para onde ir, e padre Paoli procurava famílias dispostas a acolhê-los. Assim nasceu uma casa de convalescença, fundada por ele e que funcionou por vários anos.

Outra característica sua era seu grande amor pela cruz. “Sempre exibia a cruz onde podia”, sublinha padre Grosso. Queria também colocar uma cruz no Coliseu, “porque havia sido um local de martírio, segundo a tradição, de muitos cristãos”. No interior deste, organizava a Via Crucis.

O futuro beato morreu em Roma em 1720. “Muitas pessoas participaram de seu funeral, realizado no convento de São Martinho após uma espécie de procissão à Basílica de Santa Maria Maior, pois muitas pessoas ficaram do lado de fora da igreja”.


“O Paraíso é um bem tão grande que vale pena qualquer esforço para conquistá-lo”, escreveu certa vez padre Paoli – “os Santos, para conquistá-lo, trabalharam muito, sem se preocuparem em descansar”.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

BEATA TERESA DE CALCUTÁ: FUTURA SANTA! O milagre para a canonização foi aprovado.


Futura Santa Teresa de Calcutá: brasileiro com hidrocefalia e oito abscessos no cérebro foi o “alvo” do milagre. A cura inexplicável do homem que estava em lua-de-mel aconteceu em Santos em 2008. Madre Teresa de Calcutá será canonizada em setembro de 2016 depois do reconhecimento de um milagre atribuído à sua intercessão e ocorrido no Brasil em 2008.





São João Paulo II e a futura santa
Teresa de Calcutá.
O milagre

O homem a quem aconteceu o milagre tinha na época 35 anos de idade e estava em lua-de-mel quando teve de ser hospitalizado às pressas. No hospital, em Santos, ele foi diagnosticado com hidrocefalia e oito abscessos espalhados pelo cérebro.
Durante a internação, sua esposa foi buscar ajuda espiritual com o padre Elmiran Ferreira, da paróquia de Nossa Senhora Aparecida, na cidade vizinha de São Vicente.
O padre lhe deu a medalhinha da Madre Teresa de Calcutá, que a mulher colocou no travesseiro do marido no hospital, além de rezar pedindo a sua intercessão pela cura.
Com o esposo inconsciente no Centro Cirúrgico, um dos médicos saiu para buscar um dreno. Nesse ínterim, o homem acordou, recuperou plenamente os sentidos e tomou café sozinho. A cirurgia, marcada para o dia seguinte, foi cancelada. Segundo os médicos neurologistas e neurocirurgiões que acompanharam o caso, pacientes com apenas um abcesso (“loja” ou “saco” de pus) cerebral podem se recuperar e, mesmo assim, de forma demorada e, muitas vezes, com sequelas neurológicas. Porém, um paciente com oito abcessos cerebrais seria impossível, pela medicina, salvar-se e recuperar-se plenamente.


Foto histórica de duas santas: Teresa
de Calcutá e Dulce dos Pobres. 
A confirmação

A Congregação para as Causas dos Santos recorre à assessoria de uma equipe de 70 médicos e vários outros especialistas que avaliam todos os estudos clínicos aos quais o indivíduo curado foi submetido. Para que a cura seja considerada milagrosa, ela deve ter acontecido de forma instantânea, completa, duradoura e cientificamente inexplicável.
No caso do milagre atribuído à Madre Teresa, o exame por parte da Ordem dos Médicos, realizado meses depois do fato, levou ao reconhecimento unânime por parte de um colegiado de sete médicos de que a cura não tinha nenhuma explicação científica.
O Tribunal Diocesano, em seguida, ouviu 15 testemunhas e reuniu toda a documentação de comprovação do milagre, com cerca de 400 páginas remetidas depois ao Vaticano.
Depois de examinar todo o processo, o Vaticano confirmou hoje (18 de dezembro) que vai canonizar a Madre Teresa de Calcutá em setembro de 2016.

Teresa de Calcutá e o Cardeal
Joseph Ratzinger, futuro Papa
Bento XVI, hoje emérito. 
Madre Teresa

Madre Teresa de Calcutá nasceu na Macedônia em 1910, filha de pais albaneses.
Fundou em 1950 as Missionárias da Caridade e dedicou mais de 40 anos aos pobres e doentes, em especial na cidade indiana de Calcutá.
Recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 1979.
Faleceu em 1997 e seu funeral em Calcutá mobilizou toda a Índia, com a presença de chefes de Estado e governantes do mundo inteiro e milhões de pessoas acompanhando o cortejo pelas ruas da megalópole.
São João Paulo II a beatificou em 19 de outubro de 2003, em cerimônia com presença de 300 mil fiéis no Vaticano.

As Missionárias da Caridade são hoje uma rede com mais de 4.500 religiosas que trabalham em 700 casas de mais de 130 países para servir “aos mais pobres dos pobres”.

domingo, 3 de janeiro de 2016

SÃO JOÃO PAULO II: 21 FATOS INTERESSANTES SOBRE ESTE SANTO PAPA.


1. Nos tempos de teatro, ele literalmente salvava o show com sua memória fenomenal.

Nós todos sabemos que João Paulo II tinha paixão pelo teatro e pela literatura, desde a adolescência. Mas o que não sabíamos, era que ele salvou o show uma vez com sua memória incrível.

Um dos membros do elenco abandonou a produção dois dias antes da noite de estreia. E eles não tinham substituto.

Mas, sem estresse. A mente de esponja do jovem Karol havia absorvido cada linha da fala de todos os personagens nos ensaios, e ele se ofereceu para assumir um papel extra. O show deve continuar!

2. Em suas viagens de acampamento com o grupo de jovens, ele lia, ao redor da fogueira, o livro “Cartas de Um Diabo a Seu Aprendiz”

Muitos de nós sabemos que o Papa Wojtyla amava passar o tempo ao ar livre com os jovens, enquanto ele era pároco na Polônia e mais tarde como cardeal. Esses passeios tinham de ser feitos às escondidas, uma vez que eram proibidos pelos comunistas. Eles praticavam caiaque, canoagem, caminhada, e às vezes celebrava-se a missa em uma canoa virada.

E, ao redor da fogueira à noite, eles cantavam músicas de louvor e adoração e liam livros, incluindo clássicos de C. S. Lewis como “Cartas de Um Diabo a Seu Aprendiz” (que foi publicado em 1942).


  


3. Os comunistas, ironicamente, queriam que ele se tornasse arcebispo de Cracóvia

Embora o governo comunista permitisse que a Igreja da Polônia nomeasse seus próprios candidatos a bispo para ocupar uma vaga em aberto, mantiveram o direito de rejeitar qualquer candidato de que não gostassem.

Eles vetaram uma série de nomes para arcebispo de Cracóvia, até que sobreveio o candidato preferido: Karol Wojtyla.

Naquele momento, sem saber, os comunistas selecionaram aquele que mais tarde se tornaria Papa e voltaria à Polônia para derrubar o comunismo. Subestimaram o escolhido. Provavelmente, esta foi a pior subestimação da história.


4. Ele teve que limpar latrinas com cocô congelado

João Paulo II nunca teve repulsa de trabalho sujo, ou de se debruçar para fazer a mais humilhante das tarefas.

Logo após a mudança de poder na Polônia (dos nazistas para os comunistas), Karol e seus colegas seminaristas conseguiram regressar ao seminário, o qual tinha ficado em condições muito precárias. As tubulações tinham congelado, e as latrinas ficaram em estado de calamidade. Montes de excrementos congelados precisavam ser retirados com pás e levados dali.

Então, da próxima vez que você tiver uma tarefa repugnante para fazer, basta lembrar que João Paulo II também teve.



5. Ele continuou esquiando até os 73 anos de idade

Uma das minhas histórias favoritas é a do menino de oito anos que conheceu João Paulo II nas pistas de esqui. Eles formaram uma dupla, esquiaram juntos um bom tempo. A mãe do menino não acreditou que seu filho realmente tinha esquiado com o Papa, até que ele mesmo se apresentou a ela.


6. Ele viajou para a lua três vezes durante a vida

Ao menos, a mesma distância: 1.207.008 km!

Ele tinha uma missão, e sentiu que seu chamado como pastor da Igreja universal significava que era realmente necessário conhecer o seu rebanho.

"Por acaso eu não sou Papa de todo o mundo?", disse.


7. Qual foi o "dia mais feliz de sua vida"?

Segundo ele mesmo, foi o dia em que canonizou Irmã Faustina como a primeira santa do novo milênio.

A devoção à Divina Misericórdia foi um dos temas centrais de sua vida, algo muito próximo e querido ao seu coração, especialmente por ser polonês.

"Não há nada que o homem precise mais do que a Misericórdia Divina"

8. Ele escreveu um poema profundo em memória de um colega morto

Durante a invasão nazista, quando Karol teve que trabalhar em uma pedreira, submetido a temperaturas abaixo de zero, e ainda, andar por um trajeto de 30 minutos no começo de cada madrugada, ele testemunhou a morte de um colega de trabalho numa explosão de dinamite. Mais tarde, escreveu este poema:

“Eles o deitaram, as costas sobre folhas e cascalhos.
A esposa veio, angustiada de preocupação; seu filho voltava da escola...
As pedras de novo em movimento: um vagão machucava as flores.
Novamente a corrente elétrica corria intensa por dentro das paredes.
Mas o homem levou consigo a estrutura interna do mundo,
Quanto maior a raiva, maior a explosão de amor”.


9. Ele teve que bancar o James Bond umas duas vezes para fugir da polícia secreta

Quando era bispo na Polônia, durante o governo comunista, a polícia secreta constantemente tentava estudá-lo (no momento em que se tornou Papa, haviam acumulado 18 caixas de relatórios sobre ele).

Uma vez, quando o arcebispo precisava ter uma reunião secreta com Karol, o motorista dele teve que fazer um emaranhado de caminhos tortuosos para evitar que seu perseguidor o alcançasse; Karol trocou de carro várias vezes sem que eles percebessem, e assim, foi capaz de se reunir com o arcebispo em paz.

O governo também havia grampeado a residência dos bispos com dispositivos de escuta, os quais Karol sabia da existência. Quando precisava falar algo importante, saía da residência. E falava muito alto quando queria que eles ouvissem alguma coisa. Deixava reservada as conversas privadas, para suas excursões secretas.


10. Os royalties de um de seus livros ajudaram a construir igrejas na Iugoslávia

O Papa João Paulo II ao longo de toda a sua vida foi um doador. Ele fez de si mesmo um dom, e dava de presente seu tempo e talento.

Por exemplo, após a publicação de "Cruzando o Limiar da Esperança" - que vendeu milhões pelo mundo - ele usou os primeiros pagamentos de royalties para reconstruir igrejas que haviam sido destruídas no conflito da Iugoslávia.
Também era conhecido por doar as roupas novas compradas para ele, e continuar usando as antigas.

11. Recebeu o sacramento da Reconciliação de Padre Pio

Em 1947, o Padre Wojtyla visitou o Padre Pio, que ouviu sua confissão.

O Papa João Paulo II canonizou-o 55 anos depois.


12. Seu predecessor, o Papa João Paulo I disse isso...

"Meu nome é João Paulo o primeiro. Eu estarei aqui apenas por um curto período de tempo. O segundo está chegando".



13. Ele era o rei da multitarefa

João Paulo II tinha uma energia para o trabalho incrível, e foi descrito por um de seus secretários como um "vulcão de energia." Não era incomum para ele trabalhar 12-16 horas por dia.

Tinha o dom da "concentração dividida", e muitas pessoas relatavam que ele conseguia ter uma conversa atenta com alguém enquanto lia – sem deixar de prestar atenção no que a pessoa dizia. Ele às vezes se cansava nas reuniões se ele não estivesse trabalhando em outra coisa ao mesmo tempo. De fato, durante o Concílio Vaticano II, ele lia e escrevia todo o tipo de livro e poesia.


14. Ele leu Marx no Conclave que o elegeu

Era tão intenso o seu desejo de estar constantemente ligado em várias coisas, constantemente alimentando seu intelecto, que ele mesmo trouxe material de leitura para o Conclave pouco antes da sua própria eleição. E de todos os livros que tinha... estava lendo literatura marxista.

Como disse a seu amigo, "se você quer entender o inimigo, você tem que saber o que escreveu".

15. Um público de 300 mil pessoas não parou de o aplaudir por 14 minutos

Durante sua viagem à Polônia como Papa, em junho de 1979, que foi um divisor de águas, João Paulo II celebrava a Missa de Pentecostes na Praça da Vitória para uma multidão de 300.000 pessoas. Em um ponto, os aplausos ruidosos continuaram por 14 minutos sem parar.

Pare para pensar nisso.

Um povo, uma cultura, reprimida por um comunismo que negou sua dignidade humana como pessoas. E agora um deles, um menino polonês de Wadowice, volta, como Papa, a sua terra natal, com uma mensagem de liberdade e esperança.

"Envie o Teu Espírito! Envie o Teu Espírito! E renova a face da terra! Da sua terra!"

16. Se juntar tudo o que ele escreveu, seria o equivalente a 20 Bíblias

Ele obteve a média de mais de 3.000 páginas escritas por ano apenas durante o seu pontificado.


17. Ele foi o primeiro Papa a pisar em uma mesquita

Seu amor pela pessoa humana estendeu-se muito além dos confins da Igreja Católica, a todas as religiões, todas as raças, todas as línguas.


18. Os guardas-suíços tiveram muito trabalho com ele

Imagine isso: uma figura preto-encapuçada, camuflada, esgueirando-se pela porta de trás do Vaticano.

JPII foi um desses líderes que gostavam de se esgueirar portão afora sem serem notados pelos seus próprios guardas de segurança. Muitas vezes, essas excursões eram um pouco de recreação nas montanhas ou passeios de esqui. Mesmo sendo um homem tão ocupado, também entendeu a necessidade do equilíbrio e diversão.

19. Ele gostava de um pouco de humor auto-depreciativo

Em uma ocasião, numa conversa falou algo assim:

JPII: "A música é extremamente útil para a oração. Como Santo Agostinho disse: "Quem canta, reza duas vezes".

Amigo: "E o senhor é um bom cantor, Santo Padre?"

JPII: "Quando eu cantava, era mais ou menos como se eu estivesse rezando apenas uma vez...".

20. Ele conhecia todos os mais de 2.000 bispos do mundo pelo nome.

Ele mantinha um mapa no qual marcava todas as dioceses do mundo, e sabia de cor o nome de cada bispo.

Sua memória não era restrita à liderança da Igreja. Guardas suíços, seminaristas, e conhecidos de ocasião que ele mal tinha visto, ficavam espantados com o número de detalhes de que se lembrava sobre eles anos mais tarde.


21. Ele foi visto por mais pessoas do que qualquer outro na história humana

Bem, pelo menos é o que se diz. Mas com uma audiência de meio bilhão de pessoas, será que vai aparecer outro concorrente?


Esses fatos foram retirados do livro “Saint John Paul the Great: His Five Loves”, do norte-americano Jason Evert, pelo também norte-americano Joe Houde.

SANTA GENOVEVA, Virgem e Padroeira de Paris (03 de janeiro).



No ano de 420, São Germano, bispo de Auxerre, legado do Papa São Celestino, e São Lobo, Bispo de Troyes, rumavam para a Grã-Bretanha a fim de combater a heresia dos pelágios, os quais pretendiam poder o homem, sozinho, e sem a graça divina, merecer o céu e ver Deus na sua essência. Pelo caminho, os dois pontífices chegaram ao burfo de Nanterre, perto de Paris. Os habitantes, sabedores da reputação de ambos, apresentaram-se em multidão. São Germano fez-lhe uma exortação, e, olhando o povo que o circundava, viu de longe uma jovem em quem notou algo de celestial. Pediu-lhe que se aproximasse e, com grande assombro de todos, beijou-lhe respeitosamente a testa. Perguntou-lhe o nome, e quem eram seus pais. Responderam-lhe que se chamava Genoveva. Seu pai Severo e sua mãe Gerôncia apresentaram-se ao mesmo tempo.

São Germano congratulou-se com eles por terem tal filha, e predisse-lhes que, um dia, seria exemplo para todas as criaturas humanas. Exortou-a a lhe descobrir os segredos do coração, e perguntou-lhe se queria consagrar-se a Jesus Cristo, como esposa. Genoveva declarou que era esse o seu propósito, e rogou ao santo bispo lhe desse a benção solene das Virgens. Entraram na igreja para a prece da nona; em seguida, entoaram-se vários salmos, e fizeram-se longas preces durante as quais o santo bispo manteve a mão direita sobre a cabeça da jovem. Depois, almoçou com ela e seus pais, e recomendou a estes que lhe levassem no dia seguinte. Não faltaram ao compromisso e, São Germano perguntou a Genoveva se se lembrava do que tinha prometido. "Sim, santo padre, disse ela, e espero observá-lo com o auxílio de Deus e por meio de vossas orações." Olhando para o chão, viu ele uma moeda de cobre com o sinal da cruz; pegou-se, e, dando-a a Genoveva, disse-lhe: - "Guardai-a por amor a mim, levai-a sempre pendente do pescoço e como único ornamento, e deixai o ouro e as pedras preciosas às que servem o mundo." Recomendou-a aos pais, e continuo

Desde a idade de quinze anos até os cinquenta, santa Genoveva não comeu senão duas vezes por semana, no domingo e na quinta-feira; e assim mesmo, tratava-se apenas de pão de cevada e favas; nunca bebeu vinho nem coisa nenhuma que pudesse entontecê-la. Alguns dias depois da partida de São Germano, a mãe pretendeu impedi-la de ir à igreja num dia de festa, e, não logrando retê-la, a bateu na face. Imediatamente, ela cegou e cega ficou durante dois anos. Finalmente, lembrando-se da profecia de São Germano, disse à filha que lhe trouxesse um pouco de água do poço e que sobre ela fizesse o sinal da cruz. Santa Genoveva lavou-lhe os olhos, e ela começou a ver um pouco; quando a filha repetiu o ato duas ou três vezes, a mãe recobrou inteiramente a vista.

Após a morte dos pais, Genoveva foi viver em Paris, em casa de sua mãe espiritual, ou madrinha. Lá recebeu solenemente, com outras duas virgens, o véu das mãos do bispo. Deus provou-a pelos sofrimentos; todo o corpo foi atacado de paralisia, e, durante três dias, ela pareceu morta. Quando recobrou a saúde, contou que um anjo a tinha conduzido à morada dos justos, para receber o prêmio que Deus reserva aos que o amam. Recebeu também o dom de ler no âmago dos corações.

Entretanto, São Germano de Auxerre, em 447, foi chamado pela segunda vez à Grã-Bretanha, e para lá rumou com São Severo, bispo de Tréves. Os dois prelados tomaram o caminho por Paris. Os habitantes dessa cidade, sabedores que eles chegavam, foram encontrá-los e rogaram a São Germano que lhes desse a benção. Ele pediu-lhes notícias de Genoveva. Compreendeu pelas respostas que a sua reputação era violentamente atacada por calúnias. Conhecendo-a perfeitamente, rumou para ela, e saudou-a tão humildemente que todos se encheram de assombro. Falou ao povo, para justificá-la e, a fim de provar a sua virtude, mostrou no lugar em que repousava o chão encharcado de lágrimas. Tendo persuadido todos da inocência de Genoveva, continuou a jornada.


Aos quinze anos Genoveva consagrava-se definitivamente a Deus. Passou a fazer parte de um grupo de jovens consagradas a Deus. Vestiam um hábito que as distinguia das outras mulheres, mas não viviam em convento. Moravam em suas próprias casas dedicando-se às obras de caridade e de penitência. Genoveva levava tudo muito a sério: jejuava frequentemente e, quando podia, retirava-se procurando renovar sua vida espiritual.

Um dia, espalhou-se a notícia de que Átila, rei dos hunos, iria devastar a Gália. Os cidadãos de Paris tomados de pânico resolveram emigrar e transportar os seus haveres a cidades mais fortificadas. Genoveva, reunindo as companheiras, aconselhou-lhes dedicar-se aos jejuns, às preces e às vigílias, a fim de lograrem, como Judite e Ester, escapar à calamidade que as ameaçava. Reuniram-se com Genoveva no batistério, e destinaram vários dias a tais obras de penitência. A santa, por outro lado, dizia aos homens que não abandonassem Paris, visto que as cidades para as quais pretendiam retirar-se seriam devastadas pelos bárbaros, ao passo que, com a proteção de Cristo, Paris ficaria salvo.

Mas os habitantes de Paris sublevaram-se contra ela, chamando-lhe falsa profetisa. Falavam até em assassiná-la a pedradas, ou afogá-la num sorvedouro. Apareceu então de Auxerre o arquidiácono de São Germano, que encontrou nos parisienses amontoados nos cantos das ruas, bradando que matariam Genoveva. Disse-lhes “Não cometais tamanho crime. A que pretendeis matar, soubemo-lo do nosso bispo São Germano, foi escolhida por Deus desde o seio materno; e eis aqui elogios ou bênçãos que lhe trago da parte do sumo pontífice”. Os habitantes de Paris, considerando o testemunho de Germano, temeram a Deus e deixaram de molestar-lhe a fiel servidora. Chegaram até a conceber por ela uma veneração religiosa, quando viram, de acordo com a profecia, que os hunos se afastavam da sua província.

Segundo duas Vidas antiquíssimas de Santa Genoveva, mais antigas até que Gregório de Tours, os francos assediaram durante muitos anos, ou melhor, dez anos, a cidade de Paris, o que provocou uma fome extrema, estando todas as cercanias devastadas. A cidade abriu as portas, e o rei dos francos, Childerico ou Hilderico como o chamam essas Vidas, lá, pelo menos durante algum tempo, fixou moradia. A protetora dos parisienses durante tais calamidades foi Santa Genoveva.

 Na fome, arranjou-lhes mantimentos que foi procurar pessoalmente com barcos no Sena, até Arcis-sur-Aube e em Troyes. Em seguida, várias vezes obteve de Hilderico o perdão dos que ele havia condenado à morte. O rei, apesar de bárbaro e pagão, não pode deixar de respeitá-la. De resto, era tão grande a fama de Genoveva, que do fundo da Síria São Simeão Estilita pedia notícias dela e se recomendava às suas preces.
O que excitava a admiração e o afeto de todos era apenas a sua terna piedade, que a fazia verter lágrimas cada vez que erguia os olhos ao céu, não era somente a sua viva caridade para com os pobres, mas o grande número de milagres que Deus lhe permitia realizar. Viram-na, com o sinal da cruz, curar enfermos, devolver a vista aos cegos, o ouvido aos surdos, expulsar demônios, ressuscitar mortos. Viram-na realizar milagres desse gênero em vários lugares, principalmente em Paris, Meaux, Laon, Troyes, Orleans e Tours. Várias vezes foi em romaria a esta última cidade, a fim de honrar as relíquias de São Martinho. 

Tinha também particular devoção por São Dionísio de Paris, e mandou erguer-lhe, bem como os companheiros de martírio, uma igreja no lugar em que tinham vertido o sangue pela fé de Jesus Cristo. Foi ainda ela que formou o projeto da basílica dos apóstolos São Pedro e São Paulo, começada por Clóvis e terminada por Santa Clotilde. Finalmente após uma vida de 80 anos, passada na prática de toda a espécie de obras, Genoveva morreu em 3 de Janeiro de 512, cinco semanas depois que Clóvis, o primeiro rei cristão dos francos.

O seu corpo foi sepultada perto do príncipe, no recinto da nova igreja dos apóstolos, que ainda não estava concluída, e que, com o tempo tomou o nome de Santa Genoveva, trazido até o nosso século.

(Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume I, p. 122 a 128