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Encontre o (a) Santo (a), Beato (a), Venerável ou Servo (a) de Deus

sábado, 2 de julho de 2016

Serva de Deus Maria Teresa da Santíssima Trindade (Aycinena Y Piñol), Virgem Carmelita Descalça, Mística e Estigmatizada.




Nasceu em Nova Guatemala da Assunção, em 15 de abril de 1784 e faleceu em 29 de novembro de 1841. Era irmã de Mariano de Aycinena y Piñol, líder do clã Aycinena e governador da Guatemala na Guerra Civil Centro-Americana, entre 1827 e 1829.

Maria Teresa da Santíssima Trindade Aycinena y Piñol, ocd, foi uma monja carmelita descalça da Guatemala. Proveniente da poderosa família conservadora Aycinena y Piñol, que tinha importantes ligações com a Igreja Católica e que tinha o monopólio do comércio com a metrópole espanhola durante a última etapa da colonização espanhola. Recebeu esmerada educação católica e professou os votos em 1808.
Já sendo monja carmelita, sua disciplina religiosa, sua humildade e simplicidade a levaram a ser considerada santa pelas autoridades eclesiásticas de sua época; o processo para sua beatificação reiniciou recentemente, no princípio deste século.


Biografia
Poucos dias após ter nascido, recebeu o sacramento do Batismo e da Confirmação, como se fazia então em alguns lugares, na Igreja da Candelária, pelas mãos do arcebispo Cayetano Francos y Monroy. Seu nome completo foi Maria Teresa Anastasia Cayetana. Desde sua mais terna infância, recebeu uma esmerada educação cristã. Sua mãe a ensinou o respeito a Deus, o amor a Jesus Cristo, o temor ao pecado e a importância da caridade. Maria Teresa ainda sendo uma menina, dedicava longo tempo à oração e participava diariamente da Eucaristia.

Tomou o hábito das Carmelitas Descalças aos 23 anos de idade no dia 21 de novembro de 1807. Professou votos solenes no dia 24 de novembro de 1808. Sua delicada saúde a obrigou a guardar leito numerosas vezes. As perdas de saúde se fizeram especialmente notórias entre os anos 1814 e 1815. Durante esses anos experimentou a maior parte dos fenômenos místicos que caracterizam sua vida.

Em 1812, afirmam seus escritos, Cristo pôs em sua cabeça um cravo de sua Paixão e, no ano seguinte, a coroa de espinhos. Estas dores espirituais tornaram-se mais intensas quando no dia 01 de março de 1816, primeira sexta-feira da Quaresma, apareceram-lhe em suas mãos as impressões das chagas da Paixão. Nesse mesmo ano afirma ter celebrado o matrimônio espiritual com Cristo. Em sua mão, a partir daquele dia, ficou impresso um anel no dedo anelar, como mostra de uma aliança matrimonial.

A estes fenômenos sobrenaturais seguiram-se outros de maior monta. O arcebispo de Guatemala cuidou cautelosamente de recolher o testemunho escrito destes fenômenos espirituais, tanto da própria Madre Maria Teresa, como de seu confessor e das outras monjas que viviam com ela.

Por sua parte, os escritores liberais, rivais políticos acérrimos dos membros conservadores do clã Aycinena, dedicaram-se a tratar de desmentir os milagres da monja Aycinena y Piñol; por exemplo, o licenciado José Manuel Montúfar Aparicio assinalou que o caso provocou uma contenda entre o arcebispo guatelmateco e o comissário do Santo Ofício, Bernardo Martínez, que fez todo o possível para denunciar às “mentiras” da monja Aycinena. O médico Pedro Molina Mazariegos, futuro líder do partido liberal, contemplou os estigmas da monja e foi da opinião que seus sinais não eram chagas e qualificou de “catalepsia” o “mal” que padecia a monja.

Em 20 de março de 1826 foi eleita priora do convento das carmelitas descalças, ao mesmo tempo que seu irmão, Mariano de Aycinena y Piñol, foi designado como governador do Estado da Guatemala em 1827. Porém, após os eventos da Guerra Civil Centro-Americana, em 1829, Mariano de Aycinena foi derrotado pelas tropas liberais do general hondurenho Francisco Morazán, e a madre Maria Teresa foi expulsa do território centro-americano junto com o resto dos membros das Ordens regulares e do clã Aycinena.

Morte
Faleceu na madrugada do dia 29 de novembro de 1841, depois de vários anos de vida recolhida e silenciosa em seu convento.

Processo de Beatificação/Canonização
A autoridade eclesiástica ainda não havia se pronunciado sobre o espírito da madre Maria Teresa. A partir do ano 2004, começaram as investigações para retomar o processo de beatificação.
Os documentos conservados pelos familiares da carmelita constituíam um dossiê completo para introduzir a causa. No dia 06 de fevereiro de 2006 estabeleceu-se uma Associação para promover a causa da canonização da Madre Maria Teresa. O documento foi firmado, entre outros, pelo Cardeal Rodolfo Quezada Toruño, arcebispo da Guatemala e ficou à espera do juízo da autoridade eclesiástica para aventurar um juízo sobre a autenticidade dos fenômenos místicos e santidade da Irmã Maria Teresa.
Em 30 de abril de 2008, na catedral metropolitana da Cidade da Guatemala deu-se a abertura do processo diocesano de canonização e o juramento ao tribunal que se encarregará do mesmo.

Neste ano, 2016, a comissão recebeu a visita do Postulador Geral da Ordem dos Carmelitas Descalços, Frei Romano Gambalunga, OCD, onde foi discutido e atualizado a situação do processo de beatificação/canonização desta que poderá ser a primeira “santa” carmelita da América Central. 

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Beata Imelda Lambertini: a menina que morreu de amor (literalmente) por Jesus.


É muito provável que poucos tenham ouvido falar da Beata Imelda Lambertini. E, mesmo os que a conhecem, ainda hoje poderão perguntar: "essa história é possível"? 

Lambertini nasceu em 1322 na Bolonha, Itália, e foi filha de pais bastante católicos. Apesar do costume da época ser de receber a Primeira Comunhão aos 15 anos, ela falava do desejo de receber nosso Senhor quando tinha apenas 5 anos.

Mas não se trata de uma menina querendo imitar o que faziam os adultos. Ela realmente entendia a Eucaristia, muito mais do que a maioria pensava. Ela sempre perguntava aos maiores “Diga-me, alguém pode receber Jesus em seu coração e não morrer?.”

Esta piedosa pergunta chegou a ser profética em sua vida.

Durante a missa da vigília da Solenidade da Ascensão de Nosso Senhor na hora da Comunhão, de joelhos no fundo da igreja, Imelda acompanhava com ardorosos desejos a movimentação de todos que recebiam a sagrada Hóstia e retornavam recolhidos a seus lugares.

De seu coração brotou a mais ardente súplica:

Meu Jesus, dizem-me que, pelo fato de ser criança, não posso ainda comungar… Mas Vós mesmo dissestes: “Deixai vir a Mim os pequeninos”. Eis que Vos peço, Senhor: vinde a mim!

O sacristão que ajudava o sacerdote notou algo surpreendente: um tipo de luz milagrosa apareceu sobre sua cabeça, correu para avisar o padre, o qual se sentiu movido a oferecer a Lambertini a Eucaristia, apesar de não ter idade para receber a primeira comunhão.

A pequena Imelda recebeu Nosso Senhor com gratidão e logo voltou para seu assento para rezar; lugar que ficou até depois da missa para seguir em oração. Passou muito tempo e ela seguia em oração; sua irmã foi buscá-la para o jantar. Ao chegar encontrou Imelda de joelhos com um sorriso no rosto. Quando sua irmã tocou em seu ombro para chamar sua atenção, Lambertini caiu no chão. Estava morta!


Lambertini foi beatificada pelo Papa Leão XII em 1826 e é a patrona das Primeiras Comunhões. Hoje, seu corpo incorrupto permanece na Igreja de São Sigismundo, na Bolonha, Itália. Sua memória litúrgica é celebrada no dia 12 de maio



Corpo incorrupto da Beata Imelda. 

terça-feira, 28 de junho de 2016

Serva de Deus Madre Cecília do Coração de Maria, religiosa e fundadora.




Hoje trago aos leitores do Blog a vida e obras da Serva de Deus Madre Cecília do Coração de Maria. Madre Cecília ou "Mamãe Cecília" pertenceu a um seleto grupo de santas, beatas ou servas de Deus que Deus que viveu santamente em todos os estados de vida possíveis a uma mulher: foi moça cristã virtuosa, esposa abnegada e fiel, mãe amorosa e dedicada, viúva e, finalmente, consagrada a Deus como religiosa, sendo a fundadora de uma congregação: a Congregação das Irmãs Franciscanas do Coração de Maria. 


A Congregação das Irmãs Franciscanas do Coração de Maria surgiu no início do século XX, de um apelo de Deus acolhido e vivenciado por Antônia Martins de Macedo, jovem brasileira, corajosa e temente a Deus. Seus pais: Pedro Liberato de Macedo e Rosa Martins Bonilha.

Devido à situação política de seu tempo pouco favorável à religião, não pode ingressar, como era seu ardente desejo, em nenhuma Congregação Religiosa, mesmo porque seu pai não a permitia e nem mesmo liberava os recursos necessários. Por imposição paterna, aceitou casar-se com um noivo que não escolhera, do que resultou uma difícil convivência.

Foi mãe de três filhos, dois meninos e uma menina portadora de deficiência física e mental. Viúva, ingressou na Ordem Franciscana Secular recebendo o nome religioso de Irmã Cecília do Coração de Maria.

Continuou a trabalhar para o sustento de seus filhos, em uma oficina de costura, com um grupo de costureiras. Mas, seu coração, não estava tranquilo e uma verdadeira "nostalgia de Deus" se instalara em seu íntimo. Buscava algo que pudesse abrandar seu desejo de servir a Deus quando, no dia 06 de janeiro de 1896, uma ideia insistente, clara e luminosa, uma inspiração se apoderou de sua mente e de seu coração. Partilhou então, com suas companheiras, “Anda em minha mente uma ideia, que não sei se é inspiração ou tentação: Desejava muito abrir uma casa onde morando com algumas companheiras, pudéssemos viver na oração, no trabalho e no apostolado ajudando os Frades Capuchinhos nas Missões”.

O grupo apreciou a ideia e foi apressadamente comunicá-la ao diretor da Ordem Franciscana Secular, Frei Luiz Maria de São Tiago, o qual a aprovou, plenamente, porém acrescentou: “Não é loucura nem tentação minhas filhas, mas verdadeira inspiração de Deus. Mas que esta casa possa acolher meninas pobres e órfãs de Piracicaba. Deus ficará Assim, Irmã Cecília e suas companheiras começaram a buscar ajuda e a obra foi se concretizando. Uma paineira foi tombada, para dar lugar ao futuro Asilo de meninas.

No discurso de inauguração, Frei Luiz assim se expressou, revelando o Carisma da futura Congregação: “De hoje em diante, em Piracicaba, nenhuma criança chorará a lágrima da orfandade, pois o Coração de Maria Nossa Mãe, a todas oferecerá carinho. O ímpeto de Deus, soprava com rapidez: Em 30 de setembro de 1900, após muito trabalho e heroica dedicação, com um grupo de seis jovens, nascia a Congregação das Irmãs Franciscanas do Coração de Maria. Novas casas foram fundadas e outras jovens continuavam a sentir o mesmo apelo para consagrar a vida, “por um Bem Maior".

Devido ao seu carinho e cuidado materno para com as crianças, que a chamavam de “mãe”, Madre Cecília passou a ser chamada de “Mamãe Cecília”.  Antoninha, ou Madre Cecília do Coração de Maria esteve à frente da Congregação durante 12 anos.

Em 1912, Madre Cecília, como fiel seguidora de Jesus Cristo, recebeu um grande chamado de Deus: o de segui-lo no silêncio e no abandono. Soube fazer da experiência da CRUZ, o caminho da transformação: passou de uma dor suportada, para uma dor transformada.


Por determinação diocesana, Madre Cecília passou a residir com sua filha Rosa e Irmã Maria do Carmo numa casa denominada Chalé, onde viveu durante 31 anos, na pobreza, na oração e na confiança em Deus e no Coração de Maria.

“A tempestade é grande, mas ainda maior é o poder de Deus”.  (M.C.)

Ali, no “Chalé”, Madre Cecília viveu durante 31 anos, no cuidado de sua filha Rosa, na pobreza, na oração, no trabalho e na confiança ao Coração de Maria, a quem entregou a Congregação: “Fiz e dei ao Coração de Maria. Dei tudo a ela. Sou sua escrava” (M.C.)


A Serva de Deus com sua filha deficiente visual e mental


O Coração de Maria para Mamãe Cecília, mais do que uma espiritualidade, era um programa de vida. Nos momentos mais difíceis, confiante ela dizia: “O Coração de Maria tudo proverá”.

Com quase 96 anos, já com a saúde bastante debilitada, retorna ao Asilo que fundara. Madre Cecília saiu do Chalé, transformada, num outro “Coração de Maria”, irradiando a todos a ternura e a fortaleza da Mãe de Deus. Dizia: “Tudo tem fim, não é minha filha”?

Em seu quarto, em Piracicaba, Mamãe Cecília terminou sua peregrinação terrestre no dia 06 de setembro de 1950. Pequenina como o grão de mostarda, morta como o grão de trigo, ela produziu muitos frutos. Foi da sua vida que brotou a árvore frondosa da Congregação das Irmãs Franciscanas do Coração de Maria.

Mamãe Cecília era conhecida como a “Mulher da Benção” e Deixou como herança às Irmãs, preciosas BENÇÃOS, com as quais costumava presentear a todos que a visitavam:

Deus te abençoe e te santifique.
Deus te abençoe agora e sempre.
Deus te abençoe, quantas vezes você pensar n’Ele.
Deus te abençoe até o fim, com toda a força do seu poder.
Deus te abençoe e te faça feliz n'Ele.

Sua vida é dom precioso para a Igreja, pela fé, esperança e confiança na providência de Deus e no Coração de Maria, além de uma caridade imensa para com os órfãos, doentes, leprosos, velhinhos, abandonados e encarcerados. Ela é modelo de “mulher forte”, como filha, esposa, mãe e religiosa. Dizia sempre: “O Coração de Maria tudo proverá”.

Em 06/09/1992 foi iniciado o Processo de sua Canonização. Todos os Documentos recolhidos por testemunhas e escritos foram enviados a Roma e esperamos a confirmação de suas virtudes em grau heroico. Todos os que acreditam na santidade da Serva de Deus devem sentir-se envolvidos no seu Processo, suscitando e fazendo crescer grupos de oração e devoção, implorando o reconhecimento dessa santidade.


Oração de Intercessão à Serva de Deus Madre Cecília
“Ó Deus, que vos manifestastes em vossa serva, Madre Cecília do Coração Maria, por sinais de santidade, na vivência da fé, do amor e da entrega total aos vossos planos – sempre confiante no Coração de Maria – suplicamos-vos concedei-nos, por sua intercessão, a graça que vos pedimos... (pede-se a graça).

E se for de Vossa Vontade e para glória de Vossa Mãe Santíssima, elevai Madre Cecília à honra dos altares.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.


Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém”.