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Encontre o (a) Santo (a), Beato (a), Venerável ou Servo (a) de Deus

sábado, 1 de julho de 2017

Beato Secondo Pollo, presbítero e capelão militar (mártir da caridade).


Para a cidade de Alpine, Itália, é seu primeiro “santo”. Para os capelães militares é o primeiro modelo, a sua maior glória (até o momento) nos altares. Para toda a Igreja um verdadeiro “mártir da caridade”. Não podemos deixar de reverenciar sua memória, desse modelo de sacerdote beatificado em 23 de maio de 1998, em Vercelli.

Nascido em Caresanablot (pequena aldeia na província de Vercelli), em 02 de janeiro de 1908, quando criança foi aluno dos Irmãos das Escolas Cristãs, ou Lassalistas, que muito contribuíram com sua sólida formação cristã. Talvez aí tenha nascido sua vocação. Apoiado por seu pároco, ingressou em 1919, com apenas 11 anos, no seminário. Logo passou para Roma, para o seminário lombardo, doutorando-se em Teologia e em Filosofia. Foi ordenado sacerdote em 1931, aos 23 anos de idade.
Foi destinado ao seminário menor de Monerivello, ao mesmo tempo em que exercia o serviço de capelão de duas aldeias. Em pouco tempo foi designado professor do seminário maior e consiliário diocesano da Ação Católica de Jovens.
Em 1940, e antes de sua incorporação ao Exército como capelão, foi cura encarregado das paróquias de Caresanablot e Larizzate. Foi também confessor de vários colégios, reitor diocesano da União Apostólica dos Sacerdotes, capelão do cárcere das mulheres e exerceu amplo apostolado auxiliando sacerdotes que o chamavam para pregar em suas paróquias.
Compreendendo o bem espiritual que podia fazer aos jovens soldados, aceitou à nomeação de capelão militar, sendo lotado na terceira legião dos Alpinos, chamada “Val Chisone”. Dedicou-se totalmente ao bem e ao serviço dos soldados, dos quais se tornou rapidamente o bom pastor, amigo e companheiro de suas almas.   
Sua morte foi no cumprimento de seu ministério. Depois de celebrar com os soldados o Natal, em um ataque inimigo, foi atender a um soldado moribundo e, enquanto o consolava e administrava os sacramentos, uma bala atingiu a artéria femoral, sangrando até morte. Como homenagem póstuma, foi-lhe concedida a cruz de prata de valor militar.
A Santa Igreja também reconheceu seus méritos: seu amor à vocação sacerdotal e sua dedicação ao serviço e pastoreio das almas.





sexta-feira, 30 de junho de 2017

Beato Antônio Molle Lazo, jovem leigo e mártir da fé (Guerra Civil Espanhola, 1936).



Antônio Molle Lazo nasceu em Arcos de la Frontera (Cádiz), em 02 de abril de 1915, em uma família de tradição cristã. Estudou no Colégio do Bom Pastor dos Irmãos de La Salle de Jerez de la Frontera. Trabalhou primeiro como aprendiz na estação ferroviária de Jerez, caixeiro em um armazém em seguida e, finalmente, como caixa de bilheteria em um cinema junto com seu pai.

Jovem devotadamente católico, em 1931 se afiliou às Juventudes Tradicionalistas. Ativo propagandista, em maio de 1936 foi detido e passou mês e meio no cárcere.
Ao ser deflagrada a Guerra Civil, se apresentou imediatamente como voluntário junto com seus irmãos ao comandante Arizón, cabeça da sublevação militar em Jerez. Incorporado à Terceira Companhia de Nossa Senhora das Mercês, foi destinado, com outros quinze companheiros e outros quinze guardas civis  a Peñaflor.
Em 10 de agosto, os pelotões decidiram celebrar um funeral pelo general Sanjurjo e as vítimas do 10 de agosto de 1932 no convento das Irmãzinhas da Cruz, porém, foram surpreendidos pelo ataque rápido de um dois mil milicianos republicanos (comunistas), que tentavam conquistar o município.
Durante o pequeno combate que se desenrolou no povoado e quando seus companheiros foram caíram, Molle foi aprisionado ao ficar para trás, na tentativa de ajudar a uma senhora. Desarmado, morreu nas mãos dos milicianos, “brutalmente linchado e selvagemente mutilado”.  Antes de começarem o linchamento, exclamou: “me matareis, porém, Cristo triunfará”! Exalou o último suspiro bradando: “Viva Cristo Rei”!
As circunstâncias nas quais teve lugar sua morte e a violência empregada por seus captores, juntamente com a inteireza com que proclamou sua fé nos últimos instantes, fizeram com que, imediatamente depois de acabada a guerra, se lhe dedicassem duas biografias: “Antonio Molle Lazo: mártir de Deus e da Espanha”, escrita pelo redentorista Ramón Sarabia (Editorial El Perpetuo Socorro, 1940), e “Um mártir de Cristo Rei: Antonio Molle Lazo”, obra do carmelita Hilarión Sánchez Carracedo (1940).



Translado dos restos mortais do
glorioso mártir para Jerez. 



segunda-feira, 26 de junho de 2017

Beata Margarida Bays, Virgem, Terciária Franciscana, Mística e Estigmatizada (27 de junho)



Margarida Bays nasceu em La Pierraz, paróquia de Siviriez, no Cantão de Friburgo, Suíça, em 8 de setembro de 1815, segunda dos sete filhos de José Bays e de Maria Josefina Morel, agricultores e bons cristãos. Dotada de vivacidade e de inteligência excepcional, frequentou por 3-4 anos a escola de Chavennes-les-Forts, aprendendo a ler e a escrever. Desde pequena demonstrou particular inclinação para a contemplação, deixando de brincar com suas companheiras para se retirar no silêncio da oração.
Aos 11 anos foi admitida à Primeira Comunhão na paróquia de Siviriez. Aos 15 anos fez um período de aprendizado como costureira, profissão que exerceu por toda sua vida seja em casa, seja nas famílias vizinhas.
Margarida descartou a possibilidade de tornar-se religiosa, preferindo permanecer solteira e santificando-se no seio da família e junto à paroquia, onde praticamente ficou toda a vida. Os três irmãos e as três irmãs tinham por ela profunda afeição e ela, costurando e fazendo os trabalhos domésticos, criou com eles uma atmosfera de bom humor e de paz.
Mas, depois do casamento do irmão mais velho com uma empregada sua, Margarida teve que suportar a hostilidade e a incompreensão da cunhada, que se tornara a dona da casa em seu lugar. Ela reprovava o tempo passado por Margarida em oração ou no tranquilo trabalho de costura, enquanto ela se esgotava nos trabalhos do campo.
Por longos 15 anos Margarida opôs a isto o silêncio e a paciência, fruto de sua caridade, que suscitava a admiração de quantos a circundavam. Por fim a cunhada reconheceu seus próprios erros e Margarida com grande caridade cristã a assistiu no seu leito de morte.

Tanto na sua própria casa, como naquela onde ia trabalhar, Margarida convidava os presentes a recitar com ela uma ou duas dezenas do Rosário. Assistia todos os dias a Santa Missa e isto constituía “o cume de sua jornada”. No domingo, dia de festa e oração, após a Missa ficava na igreja em oração diante do Santíssimo Sacramento, fazia a Via Sacra por uma hora e recitava o Rosário.
Ela gostava de fazer a pé longas e cansativas peregrinações aos Santuários Marianos, sozinha ou com amigas; vivia constantemente na presença de Deus. Leiga cheia de zelo, dedicava seu tempo livre a um apostolado ativo junto às crianças, ensinando-lhes o catecismo e formando-as para uma vida moral e religiosa; também preparava com grande solicitude as jovens para sua futura condição de esposas e mães. Visitava infatigavelmente os enfermos e os moribundos. Os pobres encontravam nela uma amiga fiel, cheia de bondade.
Introduziu na paróquia as Obras Missionárias e contribuiu para difundir a imprensa católica durante o Kulturkampf (*). Era uma incansável apóstola da oração, pois tinha presente sua importância vital para todo cristão. Amava profundamente a Jesus Eucaristia e a Virgem Maria.

Quarto e leito de dor e morte da Beata. 

Em 1835, aos 35 anos, lhe sobreveio um câncer no intestino, que os médicos não conseguiram deter. Margarida pediu à Virgem Santíssima que lhe mudasse estas dores por outras que lhe permitissem participar mais diretamente na Paixão de Cristo.
Em 8 de dezembro de 1854, no momento em que o Papa Pio IX proclamava em Roma o dogma da Imaculada Conceição, uma enfermidade misteriosa inesperadamente se manifestou, a qual a imobilizava em êxtases todas as sextas-feiras, enquanto revivia no espírito e no corpo os sofrimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, desde o Getsemani até o Calvário.
Recebeu ao mesmo tempo os estigmas da crucifixão, que ela dissimulava zelosamente aos olhos dos curiosos. O bispo de Friburgo, Mons. Marilly, mandou um médico verificar os êxtases e os estigmas de Margarida, o qual autenticou oficialmente a origem mística dos fenômenos.
Nos últimos anos de sua vida a dor se fez mais intensa, mas suportou-a sem um lamento, abandonando-se totalmente à vontade do Senhor. Foi então que ela compôs a belíssima oração: “Ó Santa Vítima, chama-me a Ti, é justo. Não leve em consideração minha repulsa; que eu complete no meu corpo aquilo que falta aos Teus sofrimentos. Abraço a cruz, desejo morrer contigo. É na chaga de Teu Coração que espero exalar o último suspiro”.
Morreu, segundo seu desejo, na festa do Sagrado Coração, na sexta-feira 27 de junho de 1879, às três da tarde. Os paroquianos de Siviriez e do entorno, quando do anúncio de sua morte, diziam: “A nossa santa morreu!”. 
Os funerais ocorreram no dia 30, com a participação de numerosos sacerdotes e uma multidão de fieis. Margarida foi sepultada no cemitério de Siviriez. Mais tarde foi transladada para a igreja paroquial, onde repousa na Capela de São José.
A fama de santidade que gozava em vida continuou e se ampliou após sua morte. Em 29 de outubro de 1995, São João Paulo II beatificou-a.

Fontes: