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Encontre o (a) Santo (a), Beato (a), Venerável ou Servo (a) de Deus

domingo, 10 de abril de 2016

SANTA JOANA D'ARC, Virgem, Patrona da França e Heroína Nacional.



Uma simples camponesa, com apenas 17 anos de idade, assume o comando de exércitos e salva sua pátria de um desaparecimento inglório.
Certas lendas parecem-se tanto com a realidade a ponto de levantar a pergunta: "Será, de fato, simples lenda?" Em sentido contrário, certas narrações históricas revestem-se de tantos aspectos surpreendentes que suscitam uma desconfiança: "Mas isto é mesmo real?".
Um dos mais expressivos exemplos do segundo caso é a vida de Santa Joana d'Arc, uma das maiores epopeias da História. São desconcertantes os traços de sua curta existência. Seriam mesmo inexplicáveis abstraindo-se a graça de Deus, que transformou essa delicada virgem camponesa em guerreira intrépida e fez de seu nome uma saga, um mito, um poema.



Desde muito pequena, preparada para sua grande missão.

Quando Joana nasceu, em 1412, a França sangrava dolorosamente havia já 75 anos, nos duros embates da Guerra dos Cem Anos, contra a Inglaterra. O nome de seu vilarejo natal, situado no Ducado de Lorena, soa como um toque de sininho de aldeia: Domrémy.

Filha de camponeses honrados e laboriosos, ali passou ela sua infância, aprendendo o mesmo que as outras meninas de sua idade. "Ela se ocupava, como as demais mocinhas, fazendo os trabalhos de casa e fiando, e, algumas vezes, como eu mesma vi, cuidava dos rebanhos de seu pai" - conta Hauviette, sua amiga.

Entretanto, a nota dominante de sua infância foi sua exemplar piedade. Desde muito pequena, Deus a atraía para a contemplação de panoramas elevados. Destinada a grandes feitos, sua fé deveria ser robusta. Gostava imensamente de frequentar a igreja, e com sumo interesse dava os primeiros passos no aprendizado da doutrina cristã.

Jamais poderia ela imaginar a grande missão para a qual sua alma estava sendo preparada. Ouçamo-la narrar, com encantadora simplicidade, um acontecimento que a marcou profundamente: "Quando eu tinha mais ou menos 13 anos, ouvi a voz de Deus que veio ajudar-me a me governar. Eu ouvi a voz do lado direito, quando ia para a Igreja. Depois que ouvi esta voz três vezes, percebi que era a voz de um anjo. Ela me ensinou a me conduzir bem e a frequentar a igreja".

Tempos depois, sabendo já que aquela "voz" era de São Miguel Arcanjo, conta: "Ela [a voz] me disse ser necessário que eu, Joana, fosse em socorro do Rei da França".


Aos 17 anos, parte para a vida de batalhas

A Filha Primogênita da Igreja estava numa situação calamitosa. Em 1337, o Rei Eduardo III da Inglaterra, reivindicando para si o Trono da França, desencadeou a Guerra dos Cem Anos. Enfraquecidos por fatores de ordem moral e religiosa, além de graves discórdias internas, os franceses sofreram reveses sucessivos. Em 1420, foram obrigados a assinar o humilhante Tratado de Troyes, em consequência do qual o Rei da França perdeu o trono em favor do Rei da Inglaterra. Assim, a nação francesa caminhava para um inglório ocaso.

Precisamente nesta trágica circunstância, surge a figura argêntea de Santa Joana d'Arc, a camponesa iletrada, mas instruída nas vias da virtude por três enviados de Deus: o Arcanjo São Miguel, Santa Catarina de Sena e Santa Margarida de Antioquia.

Quando ela completou 17 anos, as "vozes do Céu" lhe indicaram que o momento de agir havia chegado. Saindo da casa paterna, Joana conseguiu convencer o Capitão Roberto de Baudricourt a conduzi-la à presença do "Delfim" (assim era chamado o monarca francês Carlos VII, ainda não coroado Rei), o qual se encontrava em Chinon.

Com a convicção e confiança recebida das vozes celestes, afirmava ela ser a vontade do rei do Céu que Carlos fosse coroado, e que ela era chamada a comandar em nome de Deus os exércitos franceses para expulsar da França as tropas inglesas.

Após vencer muitas dificuldades, a pastora de Domrémy chegou à corte no dia 6 de março de 1429. Nesta ocasião ela se encontraria, por fim, com o monarca que ela própria levaria ao trono. Para testar a autenticidade da missão da qual ela assegurava estar incumbida, e também para divertir-se frivolamente às custas da "ingênua" camponesa, Carlos decidiu disfarçar-se no meio de seus cortesãos, enquanto outro ficaria sentado no trono, vestido com os trajes reais.

Entrou a Santa e foi apresentada ao falso Delfim. Sem dar-lhe maior atenção, ela imediatamente passou a observar todas as fisionomias do recinto, até ver Carlos escondido em um canto. Fixou nele seu puro e penetrante olhar, e fez-lhe uma profunda reverência, dizendo: "Muito nobre senhor Delfim, aqui estou. Fui enviada por Deus para trazer socorro a vós e vosso reino". O assombro geral logo deu origem a estrondosas aclamações.

Em longa conversa, Santa Joana d'Arc expôs a Carlos VII a missão a ela confiada pela Providência e solicitou que lhe fosse posto à disposição um exército para acorrer logo em defesa de Orléans. Convencido, afinal, pelo que vira e ouvira, Carlos não hesitou em fazer o que a enviada de Deus lhe indicava.


Coroação do Rei: dia de glória e alegria

Desta forma o mundo de então presenciou um fato absolutamente inédito: Joana, a "donzela", marcha à frente dos exércitos franceses, conduzindo-os para uma batalha decisiva.





A presença dessa virgem resplendente de inocência e de certeza na vitória impunha respeito no acampamento e dava novo alento aos oficiais e soldados. Proibiu terminantemente as bebidas alcoólicas e os jogos. Sobretudo, fez questão de que os soldados pudessem confessar-se e receber a santa Comunhão.

Seus conselhos de guerra jamais falharam, causando admiração aos mais experimentados generais. A tomada de Orléans foi um esplêndido triunfo! Em meio à batalha, lá estava ela segurando seu branco estandarte bordado com a imagem de Nosso Senhor e as palavras Jesus, Maria.

Após a tomada de Orléans, seguiram-se outras grandes vitórias. Graças a Joana d'Arc, renascera na França o ideal de unidade e a esperança de reconquistar o território perdido. O povo não poupava entusiásticas manifestações de gratidão e admiração pela "Donzela".

Chegou, enfim, o almejado dia em que o Rei da França voltou a ocupar o trono ao qual só ele tinha direito. Em 17 de julho de 1429, na Catedral de Reims, Carlos VII foi solenemente coroado, tendo a seu lado Santa Joana d'Arc com seu estandarte. Alguém lhe perguntou o motivo da presença daquele lábaro de guerra numa cerimônia de coroação, e recebeu pronta resposta: "Ele esteve comigo na hora do combate, é natural que esteja também no momento da glória".

Foi um dia de grande festa. Mais do que nunca, a alegria invadia-lhe a alma. Embora os ingleses não tivessem ainda sido expulsos totalmente, o Reino da França já estava restabelecido!



Uma terrível perplexidade

Em pouco tempo, porém, a essa alegria se sobreporiam as pesadas sombras da ingratidão, das intrigas e da traição.

O Rei, sentindo-se agora poderoso e firme em seu trono, rapidamente se esqueceu da gratidão devida a essa heroica donzela. Pior ainda, Carlos VII, dominado por surda inveja, abandonou-a à própria sorte.

Santa Joana d'Arc sofreria da mesma forma que o Divino Salvador, o qual, depois de ser recebido triunfalmente no Domingo de Ramos, foi crucificado na Sexta-Feira Santa.

Mesmo assim, ela continuou a luta, disposta a não depor armas enquanto houvesse tropas inglesas no território francês. Tentando salvar a cidade de Compiègne, em 1430, ela foi feita prisioneira por soldados da Borgonha (aliada da Inglaterra) e entregue aos ingleses.

Estes a levaram a um falso tribunal da Inquisição, formado irregularmente e presidido por um bispo indigno e corrupto, Pierre Cauchon, ao qual foi oferecida alta soma em dinheiro. Esse bispo também era favorável ao retorno da posse do trono francês ao rei da Inglaterra.

Perante o iníquo tribunal, a inocente jovem foi acusada de heresia e bruxaria. Não faltou quem atribuísse suas vitórias a um acordo com os espíritos malignos. Não lhe foi dado um defensor, mas ela, assistida pelo Espírito Santo, defendeu-se com tanta segurança e sabedoria que deixou pasmos tanto os acusadores quanto os juízes.

Esse tribunal, porém, não se reunira para julgar... A sentença condenatória já estava decidida de antemão. A salvadora da França foi condenada à pena de morte na fogueira em praça pública.

Torturada pelas pressões e injustiças das quais era vítima, Joana tinha um sofrimento maior, uma terrível perplexidade: o Rei estava reposto em seu trono, mas os ingleses ocupavam ainda boa parte do território francês; iria ela morrer sem ter cumprido inteiramente sua missão?


O prêmio da confiança e da fidelidade

Na manhã triste e fria do dia 30 de maio de 1431, ela foi queimada viva na cidade de Rouen, aos 19 anos de idade. Amarrada em meio às chamas e olhando para seu crucifixo, ela reafirmou em altos brados a inabalável confiança no cumprimento de sua missão: "As vozes não mentiram! As vozes não mentiram!". Depois, consumida dolorosamente pelas chamas, Joana gritou em voz alta, por várias vezes, o Santíssimo Nome de Jesus. E esse Nome pronunciou até entregar sua bela alma ao Senhor.

Terá ela recebido nesse instante supremo alguma revelação que a tirou da angustiante perplexidade? Ter-lhe-ão "as vozes" falado uma última vez, explicando que, graças ao irresistível impulso por ela dado, em pouco tempo a França estaria livre dos invasores?

Quem saberá dizer? O certo é que em 1453, após a batalha de Castillon, os ingleses foram expulsos do Reino da França.


Em 1456, portanto, vinte e cinco anos após sua morte, um inquérito judicial realizado por ordem do Rei teve como resultado a declaração da inocência de Joana d'Arc. Beatificada por São Pio X em 1909, foi ela canonizada por Bento XV em 1920. A Santa Igreja celebra sua festa no dia 30 de maio.

Guardadas as devidas proporções, essa virgem guerreira e mártir bem poderia cantar como a Mãe de Deus:

"Minha alma glorifica o Senhor (...) porque lançou os olhos sobre a baixeza de sua serva, e eis que de hoje em diante me proclamarão bem-aventurada todas as gerações. Porque realizou em mim maravilhas Aquele que é poderoso e cujo nome é santo."

(Fonte: Carmela W. Ferreira; Revista Arautos do Evangelho, Maio/2004, n. 29, p. 32 à 35)





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Santa Joana D'Arc: exemplo de santidade na política

Em uma de suas audiências gerais (26/01/2011) o Papa Bento XVI falou sobre Santa Joana D'Arc e destacou seu "belo exemplo de santidade para os leigos empenhados na vida política, sobretudo nas situações de maior dificuldade".

O Sumo Pontífice lembrou que Santa Catarina de Sena e Santa Joana D'Arc são as figuras mais características de "mulheres fortes" que, no fim da Idade Média, mostraram sem medo a luz do Evangelho em momentos difíceis da história.

O Santo Padre salientou a força das mulheres em episódios cruciantes da história. Recordou o exemplo de Nossa Senhora e de Santa Maria Madalena: "Podemos escutar as santas mulheres que permaneceram no Calvário, próximas a Jesus crucificado e a Maria, Sua mãe, enquanto os apóstolos fugiram e o próprio Pedro negou Jesus três vezes”.


Santa Joana D'Arc

Bento XVI lembrou que Santa Joana D'Arc viveu num período conturbado da história da Igreja e da França: ela nasceu em 1412, quando existia um Papa e dois antipapas. Junto com este cisma na Igreja, aconteciam contínuas guerras entre as nações cristãs da Europa. A mais dramática delas foi a "Guerra dos Cem Anos", entre França e Inglaterra.

"A compaixão e o empenho da jovem camponesa francesa diante do sofrimento do seu povo tornou mais intenso o seu relacionamento místico com Deus", explicou o Papa.

Santidade na Contemplação e ação

O Pontífice recordou que um dos aspectos mais originais da santidade desta jovem foi a ligação entre a experiência mística e contemplativa e a missão e ação política: "Depois dos anos de vida oculta e crescimento interior, seguem dois anos, curtos, mas intensos, de sua vida pública: um ano de ação e um ano de paixão".

Paz e justiça entre os cristãos

O futuro Rei da França, Carlos VII, rendeu-se aos conselhos da camponesa de Domremy, depois de ela passar por exames de teólogos.

A proposta que ela tinha era de uma verdadeira paz e justiça entre os povos cristãos, à luz dos nomes de Jesus e Maria. Esta proposta foi rejeitada e Joana, então, se engaja na luta pela libertação de seu país em 8 de maio 1429.

"Joana vive com os soldados, levando a eles uma verdadeira missão de evangelização. Muitos testemunham sua bondade, sua coragem e sua extraordinária pureza. É chamado por todos, como ela mesma se definia, ‘la pucelle', a virgem", conta o Papa.



Condenação de uma santa

Em 1430, ela é presa por seus inimigos, que a julgaram. "Os juízes de Joana eram radicalmente incapazes de compreender, de ver a beleza de sua alma, não sabiam que condenavam uma santa".

Na manhã do dia 30 de maio, recebe pela última vez a Comunhão na prisão e, em seguida, é conduzida à praça do velho mercado. Pede a um dos sacerdotes para manter diante dela um crucifixo e, assim, morre "olhando Jesus Crucificado e pronuncia mais vezes e em alta voz o Nome de Jesus".

O nome de Jesus, confiança e amor a Deus

"O Nome de Jesus, invocado por essa santa até os últimos momentos de sua vida terrena, era como o contínuo respirar de sua alma, um hábito do seu coração, o centro da sua vida", ressaltou o Santo Padre. Para o Pontífice, o "mistério da caridade de Joana D'Arc é aquele total amor de Jesus que está sempre em primeiro lugar na sua vida. "Amá-lo, significa obedecer sempre a sua vontade. Ela afirmava com total confiança e abandono: ‘Confio-me a Deus, meu Criador, amo-o com todo meu coração'", destacou o Papa.

Oração: diálogo contínuo com Deus

Esta santa viveu a oração como um diálogo contínuo com Deus que iluminava também seu diálogo com os juízes e dava paz e segurança. "Em Jesus, Joana contempla também a realidade da Igreja, a ‘Igreja triunfante' do Céu, como a ‘Igreja militante' da Terra. Segundo suas palavras, ‘é tudo uma coisa só: Nosso Senhor e a Igreja'.

Amar a Igreja

"No amor de Jesus, Joana encontra a força para amar a Igreja até o fim, também no momento de sua condenação", enfatiza o Santo Padre.


Por fim, Bento XVI afirma que o luminoso testemunho de Santa Joana D' Arc convida a um alto padrão de vida cristã: "fazer da oração o fio condutor dos nossos dias, tendo plena confiança no cumprimento da vontade de Deus, seja ele qual for; viver a caridade sem favoritismos, sem limites, e atingindo, como ela, no Amor de Jesus, um profundo amor pela Igreja". Santa Joana D'Arc, foi canonizada pelo Papa Bento XV, em 1920. (JG).

sexta-feira, 8 de abril de 2016

SÃO JOSÉ DE CUPERTINO: o "santo voador". Sete dons sobrenaturais que o santo possuía.


São José de Cupertino (1603-1663), padroeiro dos estudantes e conhecido como o santo voador, foi abençoado por Deus com muitos milagres que ele sempre atribuiu à intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria. Abaixo sete eventos sobrenaturais que ocorreram durante a sua vida.



Voava pelos ares

São José de Cupertino constantemente caía em êxtase e seus irmãos frades, bem como os fiéis, o viram “voar” em várias ocasiões. Certo dia, religiosos o viram elevado até uma estátua da Virgem que estava a três metros e meio de altura, dando então um beijo no menino Jesus. Em seguida ele orou no ar com intensa emoção.

O mais famoso destes eventos ocorreu quando os trabalhadores queriam levar uma cruz pesada para uma alta montanha, mas sem sucesso. Então São José elevou-se ao ar com a cruz e a levou ao topo da montanha.


Exorcizava com apenas uma sentença obediente

Seus superiores o escolheram para exorcizar demônios, mas o Santo considerava-se indigno para tal. Por isso, ele usava a seguinte frase contra o mal: “Saia dessa pessoa, se desejar, mas não o faça para mim, mas para a obediência que devo a meus superiores”. E os demônios saíam.


Podia estar em dois lugares ao mesmo tempo

O dom de estar em dois lugares ao mesmo tempo é chamado bilocação ou ubiquidade. Dizem que quando a mãe de São José estava morrendo na aldeia de Cupertino, o Santo, que estava em Assis, sabia. O monge entrou com uma grande luz para o quarto de sua mãe que, depois de vê-lo, partiu para a Casa do Pai.

Em Assis, seus superiores perguntaram por que São José estava chorando amargamente e ele respondeu que sua mãe havia acabado de morrer. Mais tarde foram muitos os que testemunharam o fato do Santo ter acompanhado sua mãe em Cupertino.


Curava com o Sinal da Cruz

Certa vez, um homem arrogante disse a São José: “Ímpio, hipócrita, não por você, mas pelo hábito religioso que você veste, tenho que respeitá-lo. Eu acreditaria em tudo que você faz se com o Sinal da Cruz em minha ferida a mesma ficasse curada”.

O Santo humildemente respondeu que tudo o que ele havia dito sobre ele era verdade e, fazendo o Sinal da Cruz sobre a ferida, o homem foi curado.

Ele também curou a visão de um homem cego colocando-lhe seu casaco sobre a cabeça. Os aleijados e coxos foram curados por beijar o crucifixo que São José colocava diante deles. Os contaminados com uma praga de febre altíssima foram curados quando o Santo fez o Sinal da Cruz em suas testas.


Lia os corações e convertia protestantes

O príncipe luterano John Frederick, aos 25 anos de idade, foi para Assis com dois acompanhantes, um católico e um protestante. Eles entraram na Igreja onde São José foi celebrar a Missa e, no momento da consagração, o Santo não pôde partir a Hóstia Consagrada porque estava dura como pedra e teve de colocá-la de volta na patena.

São José começou a chorar de dor e elevou-se para quase um metro de altura. Ao descer, conseguiu partir a Hóstia com grande esforço. Seus superiores lhe perguntaram o que tinha acontecido e ele respondeu que era devido aos corações duros das pessoas que assistiram à missa.

No dia seguinte, o príncipe voltou com os dois homens e quando o Santo elevou a Hóstia na Missa, a Cruz da Sagrada da Hóstia ficou preta. Isto causou-lhe grande dor e choro, o que o fez levitar por cerca de 15 minutos. Este milagre balançou o coração do príncipe, o levando a se converter à fé católica juntamente com o seu companheiro protestante.


Se comunicava com os animais

Quando passava por um campo e se colocava a rezar, ovelhas se reuniram ao seu redor e ouviram suas orações atentamente. As andorinhas voavam em bandos em torno de sua cabeça e acompanhavam-no por vários quarteirões.


Profetizou o futuro dos Papas

Uma vez o levaram até o Papa Urbano VIII, o qual queria saber se era verdadeiro o êxtase e os episódios de levitação do Santo.


São José compareceu perante o Papa e levitou pelo ar para o espanto de todos os presentes. O Santo ainda previu a hora e o dia da morte do próprio Papa Urbano VIII e de Inocêncio X.





(Fonte do texto: site pioveritas.com)

sábado, 2 de abril de 2016

SÃO JOÃO DE ÁVILA, Presbítero e Doutor da Igreja.





Conselheiro de Bispos e nobres, pregador, diretor de almas, coluna da Igreja e um dos paladinos da Contrarreforma católica no século XVI, São João de Ávila pode ser chamado pai espiritual de grande número de Santos na Espanha de sua época.


De repente, ouve-se na igreja um soluço que mais parecia um rugido: um homem de grande porte sai do templo, onde predica o Pe. Mestre Ávila na festa de São Sebastião, dando fortes pancadas no peito compungido: era o futuro São João de Deus.

Esse foi um dos esplêndidos frutos da pregação ardente e sobrenatural de São João de Ávila, o qual figura entre os maiores santos espanhóis de sua época, com Santo Inácio de Loyola e Santa Teresa de Jesus.


* * *

João de Ávila (1) nasceu no ano de 1500 na pequena cidade de Almodóvar del Campo, na Diocese de Toledo. Seus pais, Alonso de Ávila e Catarina Xixón, eram “dos mais honrados e ricos do lugar”. O pai descendia de “cristãos novos” (judeus convertidos).

Precoce na inteligência e piedade, notava-se nele desde menino uma já notável mortificação, muita propensão para a oração, devoção profunda ao Santíssimo Sacramento e um amor especial pelos pobres.

Aos 14 anos foi mandado para a famosa Universidade de Salamanca para estudar Direito. Não terminara ainda esse curso quando, sentindo um apelo especial de Nosso Senhor para Seu inteiro serviço, abandonou o estudo voltando para casa. Nela permaneceu três anos em grande recolhimento, oração, penitência e frequência aos Sacramentos. Passava várias horas do dia em adoração diante do Sacrário.

Seu intenso amor de Deus dirigiu-o, enfim, ao sacerdócio, pelo desejo de atrair o maior números de pecadores a seu Criador. Continuou assim seus estudos na não menos famosa Universidade de Alcalá, onde foi discípulo do renomado Domingos de Soto, que predisse ao seu aluno um brilhante futuro.

No dia de sua ordenação, o Pe. João de Ávila vestiu e serviu com as próprias mãos refeição a 12 mendigos em honra dos Apóstolos. Único herdeiro da grande fortuna dos falecidos pais, vendeu tudo, distribuindo o obtido aos necessitados. Desde então passaria a viver de esmolas.

Começou então “uma vida austeríssima, de grande recolhimento e mortificação, dada à oração e favorecida com extraordinárias visões e revelações” (2). “Às mortificações do corpo, juntava as do espírito. Morria todos os dias para si mesmo pela prática de uma renúncia absoluta, de uma humildade profunda e de uma inteira obediência” (3).



Apóstolo da Andaluzia

Sedento de almas, o jovem sacerdote dirigiu-se a Sevilha com o intuito de embarcar para as Índias, a fim de converter a multidão de pagãos que morria sem conhecer o verdadeiro Deus. Enquanto esperava a partida, um dia em que celebrava a Missa e pregava em uma paróquia da cidade, foi ouvido pelo Servo de Deus, Pe. Fernando de Contreras. Vendo o grande tesouro espiritual que se encerrava naquele sacerdote de aspecto humilde e mortificado, quis saber de quem se tratava. Conhecendo assim o projeto do Pe. João de Ávila, pediu o referido Pe. Fernando ao Grande Inquisidor que ordenasse ao sacerdote, em nome da santa obediência, que permanecesse na Espanha, onde poderia obter também imensos frutos. Dessa forma começava sua carreira apostólica o grande Apóstolo da Andaluzia.



“O Espírito Santo fala por sua boca”

São João de Deus: sua conversão operou-se durante um sermão de São João de Ávila. Como pregador, o Pe. Ávila adquiriu logo grande renome. Escolheu São Paulo como modelo e patrono. Preparava-se para cada sermão com muita oração e penitência, a fim de obter que a graça divina o assistisse e a seus ouvintes.

Aos poucos a fama do novo pregador espalhou-se por toda a Andaluzia. “Sua popularidade é extraordinária. Quando prega, lotam-se as igrejas e tem que fazer seus sermões nas praças públicas” (4). “Dir-se-ia que o Espírito Santo falava por sua boca, de tal modo seus sermões estavam cheios desses traços de fogo que convertem e mudam os corações. Ele retirava do vício aqueles que nele estavam enchafurdados, e confirmava no bem aqueles que não se tinham desviados das vias da justiça” (5).

Não é de admirar que, durante seus sermões “até os rapazes que o ouviam, choravam; e quando terminava o sermão, era coisa maravilhosa ver as pessoas que o seguiam beijando-lhe as mãos e a roupa e mesmo os pés, se não houvera impedido” (6).

Os sermões do Pe. Mestre Ávila tornaram-se tão famosos, que as pessoas dirigiam-se já de madrugada às igrejas onde ia pregar, para obter um bom lugar. Às vezes, sendo pequena a igreja, ele tinha que pregar nas praças públicas. E, lotando-se estas, as pessoas subiam até nos telhados das casas para ouvi-lo, ficando por mais de duas horas presos às suas palavras.


Ante o Tribunal da Santa Inquisição

Naquela época em que toda a Europa era abalada por cismas e pseudo-reformadores, e na própria Espanha uma seita, a dos iluminados, sob aparências de alta virtude, enganava muita gente piedosa, o Santo Tribunal da Inquisição estava muito ativo para opor-se a qualquer novidade duvidosa. Fala a favor dessa instituição tão caluniada, o fato de que vários Santos, acusados por inimigos, foram a ela levados, julgados e, evidentemente, inocentados. Assim sucedeu com Santo Inácio de Loyola e com a grande Santa Teresa de Jesus.

Da mesma forma coube ao santo Mestre Pe. Ávila a glória de ser acusado por invejosos perante o temível Tribunal, e de permanecer nele preso enquanto corria seu processo. Nesse isolamento concebeu uma de suas mais famosas obras: Audi, Filia (Ouve, Filha) escrita para uma de suas dirigidas a quem desejava elevar a eminente santidade.

Evidentemente, foi comprovada a inocência do Santo, fazendo tal evento brilhar mais sua ortodoxia.



Conselheiro de Prelados e correspondência com Santos

Para sustentar os inúmeros discípulos que se formaram a seu redor, o Pe. Mestre Ávila dedicava boa parte de seu tempo à correspondência e a escrever obras espirituais.

Diz o grande teólogo Frei Luís de Granada que “as cartas lhe chegavam de todas as partes da Espanha. E, em seus últimos anos, era ele conselheiro nato de vários prelados, como o Arcebispo de Granada, D. Pedro Guerrero, D. Cristóbal de Rojas, bispo de Córdoba e D. Juan de Ribera, bispo de Badajoz e mais tarde arcebispo de Valência” (7). Este último seria também elevado à honra dos altares.

São João de Ávila manteve correspondência com quase todos os Santos espanhóis contemporâneos seus, como São Pedro de Alcântara, Santo Inácio de Loyola, Santa Teresa de Jesus, São Francisco de Borja e São João de Ribeira.

Humildade do Santo em face de Santo Inácio

Se bem que o Pe. Mestre de Ávila tenha atraído muitos discípulos, não formou ele nenhuma Ordem religiosa. Mas, ao conhecer melhor a Companhia de Jesus, disse ao jesuíta Pe. Villanueva: “Isso é o que eu andava atrás há tanto tempo. E agora me dou conta de que não me saía porque Nosso Senhor havia encomendado esta obra a outro, que é vosso Inácio, a quem tomou por instrumento do que eu desejava fazer e não conseguia” (8).

Santo Inácio o tinha em alta conta, escreveu-lhe diretamente, e ordenou aos seus representantes na Espanha – inclusive a São Francisco de Borja que acabara de ser recebido na Companhia – que visitassem o Pe. Mestre de Ávila e tudo fizessem para atraí-lo para sua Ordem. O Mestre Ávila respondeu diretamente a Santo Inácio que estava disposto a nela entrar se não estivesse constantemente tão doente. Mas aconselhou a trinta dos seus melhores discípulos que o fizessem. Doou à Companhia de Jesus vários dos colégios por ele fundados, e quis ser enterrado na igreja da Ordem em Montilla.

Os jesuítas da Espanha tinham por ele grande veneração, consultavam-no em casos difíceis, e o assistiram em seu leito de morte.


Plêiade de discípulos admiráveis

Aos poucos, muitos discípulos, atraídos por sua santidade, haviam se reunindo em torno do Pe. Mestre Ávila. Inúmeros leigos, alguns da alta nobreza, também se puseram sob sua direção. Houve casos, como o da Condessa Ana Ponce de León, em que não só a castelã, mas todas suas donzelas de serviço entregaram-se definitivamente a uma vida verdadeiramente religiosa. Três de suas convertidas, por ele dirigidas, morreram em odor de santidade, tendo sido favorecidas com grandes graças místicas.

Outro grupo de discípulos seus, liderados pelo Servo de Deus Pe. Mateus de la Fuente, dedicou-se à vida contemplativa como solitários junto ao monte Tardón, restaurando depois na Espanha a primitiva Ordem de São Basílio. Outros ainda aderiram à reforma de Santa Teresa, vindo a tornar-se proeminentes Carmelitas Descalços. Um terceiro grupo, infelizmente, veio a ser o desgosto de sua vida. Entregues estes membros também à vida contemplativa, apesar das admoestações veementes e enérgicas do Santo --- que via o perigo que corriam por buscar o deleite espiritual pelo deleite em si -- dele se afastaram, acabando por seguir a seita dos iluminados e serem condenados pela Inquisição.

Vocação especial diante do sofrimento
A partir dos 50 anos, ou seja, nos últimos 19 anos de sua vida, o Pe. Mestre João de Ávila esteve sempre doente, algumas vezes impossibilitado mesmo de levantar-se, seja com alta febre, seja com terríveis dores renais (descobriram-se três pedras em seus rins, depois de sua morte). Nem por isso deixava de atender aos inúmeros visitantes ou de ditar cartas para os seus dirigidos. À primeira melhora, já estava no púlpito.

“Sua ânsia pelo martírio se satisfazia no leito de dor, e constantemente repetia: ‘Senhor meu! Cresça a dor, e cresça o amor, que eu me deleito em padecer’”. Quando as dores eram mais insuportáveis, bem espanholamente exclamava: “Senhor: mais mal, e mais paciência”. E, também: “Fazei comigo, Senhor, como faz o ferreiro: mantende-me com uma mão, e batei-me fortemente com a outra” (9).

Às dores abdominais, acrescentaram-se, nos meses anteriores à sua morte, outras agudíssimas no ombro e lado esquerdo das costas. No mês de março, o médico, como verdadeiro católico, lhe disse: “Senhor, agora é o tempo em que os verdadeiros amigos digam as verdades: vossa reverendíssima está morrendo. Faça o que é necessário para a partida”. O Pe. Mestre Ávila elevou os olhos ao céu numa súplica à Santíssima Virgem, e pediu em seguida os Sacramentos que recebeu com a mais tocante piedade.

Aos sacerdotes da Companhia de Jesus que acorreram junto ao seu leito de morte, perguntou: “Padres meus: o que costumam dizer aos que serão enforcados ou queimados quando os acompanham ao patíbulo?”. Responderam eles: “Que ponham sua confiança em Deus e nEle confiem”. O moribundo então lhes suplicou: “Meus padres, digam-me então muito isso” (10).


Na madrugada do dia 10 de maio de 1569, o Pe. Mestre João de Ávila foi receber no céu “o prêmio demasiadamente grande que Deus reserva àqueles que O amam”. A uma discípula foi revelado por um anjo que sua alma não passara pelo Purgatório, mas fora diretamente para o Céu (11).

Santa Teresa de Ávila, que estava em Toledo na casa de Dona Luisa de la Cerda, quando recebeu a notícia pôs-se a chorar copiosa e sentidamente. Às Irmãs que lhe perguntaram a razão desse tão profundo pranto, uma vez que o Pe. Mestre de Ávila deveria já estar gozando de Deus, respondeu: “Disso estou bem certa. Mas o que me dá pena é que a Igreja de Deus perde uma grande coluna, e muitas almas, um grande amparo que tinham nele, que a minha, apesar de estar tão longe, o tinha por causa disso obrigação” (12).

Os desígnios de Deus são imperscrutáveis. Apesar de todos esses sinais e testemunhos universais de santidade, tendo partido para a eternidade em 1569, São João de Ávila foi beatificado por Leão XIII em 1894 (mais de três séculos após sua morte) e canonizado por Paulo VI em 10 de maio de 1970 (quase oitenta anos após a beatificação).  O Papa Pio XII, em 1946, proclamou-o patrono do clero secular espanhol. Sua inserção na lista dos Doutores da Igreja foi anunciada por Bento XVI na Jornada Mundial da Juventude em 2011.

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Notas

1- Tomamos como base para este artigo a biografia que aparece nas Obras Completas del Santo Maestro Juan de Avila, de autoria dos Pes. Luís Sala Balust e Francisco Martin Hernandez (Biblioteca de Autores Cristianos, Madrid, 1970). Esse livro tem como fundamento a primeira biografia do mesmo escrita pelo célebre teólogo e místico dominicano espanhol, Frei Luís de Granada, seu amigo íntimo; as declarações dos contemporâneos do Santo constantes nos processos visando sua beatificação; suas obras e correspondência. Para simplificação, as citações das mencionadas Obras Completas aparecerão como BAC e o número da página onde figuram.

2 - BAC, p. 37.

3 - Les Petits Bollandistes, Vies des Saints, Mgr Paul Guérin, Bloud et Barral, Libraires-Éditeurs, Paris, 1882, t. III, p. 292.

4 - BAC, p. 38.

5 - Les Petits Bollandistes, op. cit., p. 293.

6 - BAC, p. 38.

7 - BAC, pp. 264/265.

8 - Idem, p.158.

9 - Idem, p. 331.

10 - Idem, p. 334.

11 - Cfr. id., p. 339.

12 - Pe. Diego de Yepes, Vida, virtudes y milagros de la Bresa de Jesús , apud BAC, p. 340.



(FONTE: Autor: Afonso de Souza; Site Catolicismo) 

02 DE ABRIL DE 2016: 11 ANOS DA MORTE DE SÃO JOÃO PAULO II.



02 de abril: em um dia como hoje, faleceu São João Paulo II. São ‎11 anos de sua partida.


Era dia 2 de abril de 2005, véspera do Domingo da Divina Misericórdia – assim como o dia de hoje. Naquela noite, os olhares do mundo todo se voltaram para o Vaticano, quando o então Papa João Paulo II partiu para a casa do Pai.
O Papa polonês, que liderou a Igreja Católica por 26 anos e 5 meses, ficou conhecido como o “Papa peregrino”, defensor das famílias, amigo dos jovens e foi quem, no ano 2000, instituiu a Festa da Divina Misericórdia.
Bento XVI o beatificou em 1º de maio de 2011 e ele foi canonizado pelo Papa Francisco em 27 de abril de 2014, junto com São João XXIII.
São João Paulo II liderou o terceiro pontificado mais longo nos mais de 2.000 anos de história da Igreja, realizando 104 viagens apostólicas fora da Itália e 146 nesse país.

(Fonte: ACI digital)


Nota do autor do blog: 
Em suas visitas, quanto amor, quanta emoção! No Sul e Sudeste, quantas vezes não foi cantada esta música: "A bênção, João de Deus! (bis) A benção, João de Deus, vosso povo te abraça! Tu vens em missão de paz: sê bem vindo e abençoa este povo que te ama!". E nós, cearenses, no Congresso Eucarístico, juntamente com Luís Gonzaga, o rei do baião, emocionados cantamos: "João Paulo II, de Deus grande graça, o povo te abraça e em ti vê Jesus, feliz agradece por o visitares e a Cristo adorares na Terra da Luz"
São João Paulo II, quanta saudade! Quanta saudade! Realmente sua presença era portadora de paz, de amor a Deus, de alegria e de fé. Jesus caminhava verdadeiramente juntamente com o senhor. Eu mesmo, na ocasião, com apenas 14 anos de idade, fui curado instantaneamente de uma doença com a simples passagem dele de "papamóvel" em minha frente. São João Paulo II, interceda por nós, que ainda peregrinamos. Que possamos ser fiéis à Igreja que o senhor tanto amou. Seja nosso protetor e intercessor! Amém.