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Encontre o (a) Santo (a), Beato (a), Venerável ou Servo (a) de Deus

sábado, 8 de julho de 2017

Venerável MADRE MARIA TERESA SPINELLI, Religiosa e Fundadora



Olhai justamente com profunda admiração para esta mulher extraordinária. Tendo nascido em Roma em 1789, e entregando-se à vida religiosa em 1827, ela soube tornar-se humilde e generosa imitadora de Santa Rita de Cássia. Tenho a certeza de que a nova visita que realizastes neste ano, das fontes da sua espiritualidade e da sua obra suscitará em cada uma de vós, suas filhas espirituais, uma profunda consciência do valor e da atualidade do seu método apostólico. Desta forma, podereis oferecer um significativo contributo ao empenho da nova evangelização, que diz respeito a toda a Comunidade eclesial.”

Papa São João Paulo II, à Congregação das Agostinianas Servas de Jesus e Maria, por ocasião do 150º aniversário da morte da Madre Maria Teresa Spinelli.




Maria Teresa Spinelli nasceu no centro de Roma, no primeiro dia de outubro de 1789. Ela era a caçula de uma família de nove filhos, dos quais apenas quatro sobreviveram. Para sua educação e instrução, seus pais a confiaram às Mestras Pias Venerini. Na esteira da Revolução Francesa, Roma experimentou um revés econômico e como resultado a família Spinelli sofreu grande pobreza. Aos dezesseis anos, por obediência aos pais, casou-se com Luigi Ravieli, um homem violento com ideias revolucionárias.
Muitas vezes ela foi espancada e ameaçada por seu marido; Teresa conseguiu sofrer em silêncio e oferecer tudo para sua conversão. Mas os vizinhos fizeram uma denúncia, apresentando um relatório às autoridades e a jovem passou a viver separada de seu marido, tendo seu casamento anulado, por intervenção do Vicariato de Roma.
Teresa retornou para a casa dos pais dela, já mãe de uma menina chamada Maria Domenica. Sua situação financeira levou-a a trabalhar como um 'ama de leite' em casa de uma família nobre, passando a educar a filha do casal posteriormente. Algum tempo depois, ela voltou para casa para cuidar de seus pais idosos que estavam doentes, dedicando-se ao mesmo tempo à oração e às obras de caridade.
No primeiro dia de novembro de 1820 ela teve uma visão e recebeu o chamado para a Evangelização. Teresa quis abrir uma escola em Ferentino onde já era bem conhecida, mas, enquanto rezava, ouviu uma voz dizendo-lhe "não é em Ferentino que eu te quero, mas em Frosinone". Convidada pela Câmara Municipal, Maria Teresa abriu sua primeira escola para meninas em Frosinone em 1821. 





Nos primeiros anos, a comunidade permaneceu em Frosinone. O zelo de Teresa Spinelli deu origem á várias atividades: escola, pensão, ensinamento do catecismo, retiros espirituais, estudos de formação tanto para os grandes como para os jovens e moças. Teresa Spinelli acreditava que deste modo, ela e a sua comunidade davam um serviço muito importante à sociedade. De fato, eram muitos aqueles que procuravam o seu ensinamento e por muitos anos a escola que ela fundou era a única escola para meninas em Frosinone.
No 23 de setembro de 1827 fundou a Congregação das Irmãs Agostinianas Servas de Jesus e Maria, com o propósito específico da educação e formação cristã de jovens.
Alguns anos depois, começavam a formar as primeiras comunidades nas regiões de Roma e Frosinone. Ainda hoje, existe aquela de Guarcino, que iniciou em 1869 e aquela de 1877 de Genzano iniciada um ano depois. Em 1877, as irmãs foram convidadas pelo Papa Pio IX a abrir uma escola na capital, Roma. Foi ele mesmo que providenciou o local onde pudesse realizar este projeto.
Depois de uma vida dedicada ao serviço de Deus e seus irmãos, ela morreu em 22 de janeiro de 1850. Através de suas filhas, as irmãs agostinianas, a semente lançada por Teresa tem crescido ao longo dos anos em uma árvore enorme que espalhou suas raízes nos cinco continentes, para continuar a missão iniciada por esta mulher simples, cheia de coragem e do amor de Deus.

Servas de Jesus e de Maria




Para Madre Teresa Spinelli, tornando-se um com o Servo Sofredor Jesus Cristo, o único mediador entre Deus e o homem, significa entregar-se completamente para servir os outros. Ela viveu uma vida de serviço contínuo, a fim que toda pessoa vivesse dentro da Igreja. Seu amor por Cristo crucificado atingiu o ponto onde ela se ofereceu como vítima para a conversão dos pecadores.
Na sua carta de 31 de Maio de 1844, ela escreve “Eu ofereço a Deus do fundo do meu coração minha vida para as necessidades da Igreja e em expiação pelos pecadores”. Ela queria entrar no coração de Deus e viver a partir daí todo o drama do amor infinito de Deus para o homem; o amor de Cristo que chama ao serviço do próximo. Madre Teresa quis que sua vida se identificasse com o Cristo Crucificado para que sua Paixão fosse revivida na Igreja e para a Igreja. Ela reza: “Eu queria que Tu tivesses muita misericórdia para com todos os homens”.
A educação cultural, civil, moral e religiosa, especialmente de mulheres, para Madre Teresa foi um ato de grande caridade na sociedade de seu tempo. Ela acreditava que a educação era o meio mais seguro para permitir que uma pessoa alcance mais plenamente seu Criador. Ela sentiu que era a vontade de Deus que ela servisse seu próximo pela educação das crianças e jovens.
Maria, a humilde serva do Senhor, é o modelo da vida de contemplação e serviço a que as Irmãs Agostinianas Servas de Jesus e Maria são chamadas. É por isso que MadreTeresa Spinelli o escolheu como o “Patrona e Madre Superiora do Instituto”.
Tendo em sua Congregação a Espiritualidade agostiniana, abraçou o lema: “Cor unum et anima una in Deum” - “Um só coração e uma só alma orientados para Deus), que Santo Agostinho promoveu dezesseis séculos atrás, e o carisma específico de serviço, seguindo o exemplo de Jesus e de Maria, que estão resumidos no nome dado a Congregação.
Sua dedicação altruísta para o “Cristo necessitado”, nos pobres a alimentar, no ignorante a instruir, nos filhos a serem educados, nos doentes a curar, continua hoje, por meio de suas filhas espirituais, para ser um sinal de amor e esperança para homens e mulheres de várias partes do mundo: Itália, Malta, Inglaterra, Dem Rep do Congo, Estados Unidos, Brasil, Índia, Filipinas e Austrália, enfim, nos cinco Continentes!

Ela foi declarada Venerável pelo Papa Francisco em 11/10/2016.



Oração

Meu Senhor e meu Deus,
eu adoro e rendo muitas graças
pelos benefícios que destes a vossa
fiel serva Irmã Maria Teresa Spinelli
que seguindo o Seu Santo chamado,
passou a sua vida toda imersa
nos vossos sofrimentos.
Ela dedicou seu apostolado
como holocausto do amor pelos jovens
e pela salvação dos pecadores.
Eu, com muita confiança peço-vos
de demostrar a Vossa misericórdia,
concedendo-me, por sua intercessão,
a graça que ardentemente desejo...
Amém!

Pai-nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai

Madre Maria Teresa Spinelli rogai por nós.


Fontes:







Imagens retiradas do Google imagens.




quinta-feira, 6 de julho de 2017

BEATO CLEMENTE MARCHISIO, Presbítero, Pároco, Fundador


Nascimento: 01 de março de 1833.
Local nascimento: Raconígi (Itália, província de Turim).
Vida: Rivalba (Itália).

Clemente Marchisio nasceu em Racconigi, no dia 01 de março de 1833, primeiro de cinco filhos.. Uma família como tantas. Seu pai era sapateiro. Em Racconigi há muitas igrejas. Em cada esquina aparece uma capela. Clemente cresce num ambiente muito religioso ; é fácil imaginá-lo atraído pela atmosfera sagrada que o leva a frequentar a igreja dos padres dominicanos como coroinha. No futuro ele não vai precisar dos instrumentos do pai, mas de estudos para ser no futuro santo sacerdote.

Precisa de ajuda econômica, para frequentar os estudos, mas a divina Providência vai ao seu encontro. Desejando ser padre, quis estudar em casa as disciplinas filosóficas, tendo por professor o Pe. João Batista Sacco.
Consegue entrar no seminário de Bra, onde pode iniciar o seu caminho que o conduzirá a Turim, sob a direção de São José Cafasso, reitor do Santuário da Consolata e promotor do “Convitto Eclesiástico”, instituído para a formação dos sacerdotes, deixando um forte sinal na história da igreja local e universal.
Permaneceu dois anos em Turim, tendo por mestre de teologia moral e pastoral São José Cafasso (15.01.1811 – 23.06.1860), o mesmo santo diretor espiritual de São João Bosco. Clemente Marchisio cooperou com São José Cafasso no ministério da catequese e obras de caridade em prol dos encarcerados. Ele próprio confessará, mais adiante, que os exemplos de São José Cafasso muito o encorajaram na prática das virtudes sacerdotais.
Em 20 de setembro de 1856, aos 23 anos de idade, ordenou-se sacerdote. Passou dois anos na sede do Pensionato eclesiástico de Turim. Constatando que o pão e o vinho da Santa Missa não eram puros, modificou-os e daí derivou o nome de seu Instituto: "Irmãs das Hóstias".
Estamos em pleno mil oitocentos, neste século surgem na região do Piemonte, sacerdotes santos, com uma atenção particular que se refere ao aspecto social. Entre eles está Clemente Marchisio que adere plenamente ao programa. Enviado por um tempo breve a Cambiano como vice-pároco, deve sair de lá por causa da sua sinceridade com os paroquianos que lhe causaram não poucos problemas e sofrimentos. Foi transferido também por pouco tempo, ao lugarejo de Vigone. Em seguida foi nomeado pároco de Rivalba e permanecerá aí por 43 anos. Rivalba: sua terra prometida, o lugar onde poderá andar, encontrar, pregar e fundar o Instituto das Filhas de São José.

Continuou em Rivalba até sua morte. Em 1860, tomou posse da paróquia de Rivalba. Como um bom pároco se ocupa logo da sua Igreja que queria completamente nova, mas poderá somente reestruturar. O relacionamento com os paroquianos é baseado sobre uma extrema franqueza e sobre a coerência que permite coincidir o seu pensamento com as suas ações. Esta sua maneira de relacionar-se não é sempre fácil de aceitar, mas ele age seguindo o ditado do Evangelho: “Sim, sim; não, não”.
Ali construiu um asilo para meninas e uma fiação para dar trabalho para as jovens e assim evitar que fossem buscar trabalho em cidades grandes, o que facilmente as poderia corromper. Convidou as Vicentinas de Maria Imaculada, ordem fundada pelo beato Frederico Albert para lhes dar assistência. Quando estas vieram a faltar, substituiu-as por um grupo de jovens: o primeiro núcleo das filhas de São José.
Em 1875 dá início à família religiosa das Filhas de São José. Ao seu lado, desde os primeiros anos, uma mulher de Turim que seguirá o seu sonho de fundação. Chama-se Rosalia Sismonda. Decide oferecer uma casa ás primeiras irmãs, comprando e reestruturando o castelo milenário que se encontra em Rivalba. Se tornará o berço da Congregação, o símbolo que demonstra o seu desenvolvimento com o passar dos anos.
No primeiro tempo, a finalidade do Instituto era a de ajudar as moças a aprender um ofício ocupando-se na tecelagem, sem precisarem sair da cidade para ganhar a vida, como citado anteriormente. Desta forma, evitava o perigo de as meninas abandonarem os lares, a caminho da cidade em busca de emprego, onde a maior parte delas corria o risco de perder a fé e os costumes.
Exatamente no ano 1880, que viu grandes manifestações do culto Eucarístico, Pe. Clemente Marchisio, seguindo uma inspiração interior, mudou a finalidade do Instituto, e quis que as Filhas de São José se dedicassem exclusivamente ao Culto Eucarístico:“o Instituto, em vez de servir a Jesus nos pobres operários das oficinas, empenhar-se-á em servir da melhor maneira possível a Ele mesmo, em tudo o que diz respeito ao sacramento do Amor, não só por um trabalho diligente e consciencioso, mas com o maior respeito possível e devoção.”(Beato Clemente Marchisio).
Padre Clemente quer que as irmãs se ocupem de tornar mais digno tudo o que acontece sobre o altar. Inicia o trabalho da produção da hóstias e do vinho que se tornarão Corpo e Sangue de Jesus Cristo. Além disso, a sua atenção é orientada para tudo aquilo que se refere à Celebração Eucarística, para sublinhar a importância e a beleza do momento central da fé cristã. Por esta razão as jovens que se consagram na sua família religiosa começam a serem chamadas as irmãs das hóstias”.
Pelo carisma próprio da Congregação todas as irmãs se empenham no culto à Eucaristia, preparam com a máxima reverência, seguindo as normas da Igreja, a matéria genuína do santo Sacrifício da Missa: as Hóstias, confeccionam os paramentos, toalhas do altar e demais panos sagrados, provém com amoroso cuidado o que for preciso para a honra e o decoro da Santíssima Eucaristia.
Em 1883 Pe. Clemente Marchisio abre uma comunidade em Roma, fazendo dizer ao Papa Leão XIII: “Até que em fim nosso Senhor quis pensar em si mesmo!”
Homem incansável não desiste de pregar, de viajar, de alimentar a vida interior das suas filhas. Isso até o dia 16 de dezembro de 1903 dia em que entregou sua alma ao Senhor. No mesmo dia unida a ele, sobe ao céu Rosalia Sismonda, sinal de sintonia perfeita e comunhão total entre eles.
Dotado de temperamento forte e tenaz, pôs todo o empenho em servir Deus com a máxima fidelidade da sua alma. Procurou viver pobremente, dando aos doentes e necessitados o melhor dos seus bens e da sua dedicação.
Era por natureza autoritário e inclinado à ira. Teve, por isso, de lutar com todas as energias para refrear a iracúndia e sofrer com paciência as adversidades da vida. A força para se dominar e para praticar todas s virtudes, ia buscá-la no mistério sacrossanto da Eucaristia. Pode-se dizer, sem exagero, que o característico da vida espiritual do Beato Clemente Marchisio como sacerdote, pároco e fundador, enraíza-se no sacramento do Corpo e Sangue de Cristo. Por isso, nada tinha tão a peito como celebrar devotamente a Santa Missa, adorar assiduamente o Santíssimo Sacramento e cuidar que as coisas com ele relacionadas fossem condizentes com a dignidade infinita do Filho de Deus. Não contente com isso, punha todo o empenho em instruir os fiéis no sentido de uma participação cada vez mais consciente e frutuosa da Sagrada Liturgia.

Era um homem de muita oração, que incluía a leitura diária da Sagrada Escritura e uma terna devoção à Santíssima Virgem. Assim alimentava a sua fé, esperança, caridade e demais virtudes, que praticou em grau heroico.
Até 1983, data em que foi beatificado pelo santo Papa João Paulo II, sua casa em Roma já possuía mais de 450 membros. A razão principal de sua existência foi o ministério paroquial, o cuidado das almas a exemplo de São Cura D'Ars e para todos outros padres.
Local morte
Rivalba (Itália) Morte 16 de dezembro de 1903, aos 70 anos de idade
Oração
Deus, nosso Pai, iluminai, hoje, nossos olhos com vossa luz, para que assim possamos ver e enxergar vossas pegadas ao longo do nosso caminho. Aclarai nosso entendimento para não adormecermos na tristeza, na falta de confiança da vida, no desânimo de quem se deixa vencer por suas dificuldades e contrariedades. Abri hoje nossos ouvidos para escutar vosso apelo de confiança e esperança na vida, que nos diz: "Não terás mais necessidade de sol para te alumiar, nem de lua para te iluminar: permanentemente terás por luz o Senhor, e teu Deus por resplendor" (Is 60,19ss). Elevamos a vós, Senhor, esse hino de louvor. "Jesus, coroa celeste, Jesus, verdade sem véu, ao servo que hoje cantamos deste o prêmio do céu. Dai que por nós interceda por fraternal comunhão, e nossas faltas consigam misericórdia e perdão. Bens, honrarias da terra sem valor ele julgou; vãs alegrias deixando, só as do céu abraçou. Que sois, Jesus, rei supremo, jamais cessou de afirmar; com seu fiel testemunho soube o demônio esmagar. Cheio de fé e virtude, os seus instintos domou, e a recompensa divina, servo fiel, conquistou. A vós, Deus uno, Deus trino, sobe hoje nosso louvor, ao celebrarmos o servo de quem Jesus é Senhor" (Liturgia das Horas, op.cit., 1994).
Devoção
Aos sagrados sacramentos da Confissão, Eucaristia e assistência às almas.

Fontes:





Imagens extraídas do Google.

SERVO DE DEUS PADRE PATRICK PEYTON, Presbítero, Missionário, Apóstolo do Rosário


   

Patrick Peyton foi um sacerdote irlandês, era membro da Congregação da Santa Cruz, pároco de Hollywood e fundador da Cruzada do Rosário em Família - movimento autorizado pela Igreja que visava unir as famílias em torno da oração.
Nossa Senhora curou-o. Papas e presidentes elogiaram-no. As estrelas e magnatas de Hollywood deram generosamente o seu tempo e talento para o ajudar, sendo injustamente acusado de querer holofotes. Milhões de pessoas que escutaram a sua mensagem simples foram tocadas no fundo de seus corações e firmaram compromissos que mantiveram durante toda a vida. A seu pedido, famílias através do mundo abriram os seus corações e lares a Nossa Senhora, rezaram o Rosário todos os dias e aprenderam a verdade da sua mensagem simples: A Família Que Reza Unida Permanece Unida.




Eis a história do Servo de Deus Padre Peyton, CSC, o Padre do Rosário.

Padre Peyton foi um sacerdote simples, devoto e perseverante pertencente à Congregação de Santa Cruz que dedicou a sua vida ao fortalecimento da vida em família através da oração. Ficou conhecido mundialmente como “o Padre do Rosário”. Apesar de ter alcançado reconhecimento mundial, ele nunca esqueceu o seu começo humilde. A sua mensagem nasceu da rica e confortadora experiência de oração em família na sua casa nos campos da Irlanda.

Conforme sua autobiografia, Patrick Peyton nasceu em 09 de Janeiro de 1909 no Condado de Mayo, Irlanda. Foi o sexto dos nove filhos do casal John Peyton e Mary Gilliar Peyton, uma família muito pobre, porém rica em sua fé. Tinham por hábito, reunir a família, todas às tardes e de joelhos rezar o Rosário. As dificuldades financeiras da família o levaram a emigrar para os Estados Unidos em busca de trabalho aos 19 anos de idade.
Chegou a Scranton, Pensilvânia em 1928. Em meio a difíceis condições e falta de opções, foi abrigado na catedral, onde começou a trabalhar como sacristão. Sua família o tinha educado como católico e desde que estava na Irlanda a vida sacerdotal lhe atraía muito, embora nunca tivesse dinheiro para estudar em um seminário. Já nos EUA, na mesma catedral em que trabalhava como sacristão, obteve a ajuda do Monsenhor Kelly, que pagou sua educação secundária. Podemos apontar as dificuldades enfrentadas por Peyton tentando sobreviver longe dos familiares e longe do continente europeu. A Igreja Católica não é predominante em número de fiéis nos Estados Unidos e o fato de Patrick Peyton ter conseguido abrigo e ajuda junto a uma paróquia católica foi não só uma oportunidade de sobrevivência. Talvez tenha sido a única chance vislumbrada por ele para avançar nos estudos ao pedir aos padres para ingressar na Congregação dos Padres de Santa Cruz. 
 Depois de aceito na Congregação de Santa Cruz, Patrick Peyton cursou Teologia no seminário da Universidade de Notre Dame. Quando estava no terceiro ano de seus estudos teológicos contraiu uma grave enfermidade, tuberculose. Seu estado era muito grave. Teria passado um ano inteiro na enfermaria de Notre Dame. O Padre Hagerty, sacerdote conselheiro já de idade, encorajou-o a confiar no poder e na intercessão de Maria e a enfermaria comunitária da Santa Cruz começou uma novena de Missas pedindo pela sua recuperação. Deste momento em diante, a saúde de Pe. Peyton começou a melhorar surpreendendo até os médicos que o acompanhavam. Ele atribuiu sua melhora inexplicável à intercessão da Virgem Maria. Como sinal de gratidão pela sua extraordinária recuperação, o Padre Peyton dedicou a sua vida em honra de Nossa Senhora e restituiu a prática de rezar rosário em família nos Estados Unidos da América”.

   Foi ordenado sacerdote em 15 de maio de 1941. Durante seu primeiro trabalho como padre, capelão do colégio da Congregação, com a permissão de seus superiores, começou a enviar cartas aos bispos dos Estados Unidos. O motivo das cartas era a promoção da reza do rosário nas famílias. Queria, dessa forma, agradecer a graça ‟por sua saúde, pretensamente concedido por graça da Virgem. Em função desta dedicação e louvor a Virgem, mais tarde o chamariam de “O sacerdote do Rosário”.
Padre Peyton tornara-se extremamente grato à Nossa Senhora pela recuperação de sua saúde e, com a permissão dos seus superiores, iniciou a uma cruzada, na qual pregava a importância da oração, especialmente quando feita em família.




Rosário em Família

    Começou com um padre e uma visão. Pe. Peyton foi pioneiro na divulgação do rosário pelos meios de comunicação. Ele fundou assim o que seria a resposta para a paz no mundo e para a a unidade da família, a oração. O Rosário em Família foi fundado oficialmente em 1942.
       No início produziu programas de rádio, depois foi para a televisão e fez alguns filmes. Sozinho, mas com os “bolsos” cheios de determinação foi para Hollywood onde conseguiu a adesão, apoio e colaboração de várias personalidades do cinema para sua causa tais como: Bob Hope, Loretta Young, Jimmy Stewart, Dom Ameche, Gregory Peck, Shirley Temple, Lucille Ball, Natalie Wood, Charlton Heston.
    Pe. Peyton não se contentou em divulgar sua missão no país que o acolheu, começou uma grande peregrinação pelo mundo. Visitou os cinco continentes e por onde passou sua voz foi ouvida por milhares de pessoas em grandes concentrações ou cruzadas. O mundo se rendeu ao carisma do Padre do Rosário, o
padre da Paz, como ficou conhecido.
A saúde do Padre Peyton nunca foi forte. A extraordinária energia que despendeu viajando, falando, organizando e planejando foi tendo o seu preço. O coração do Padre Peyton enfraqueceu e ele foi viver com as Irmãzinhas dos Pobres (Little Sisters of the Poor) em S. Pedro, Califórnia. Faleceu a 3 de Junho de 1992. As suas últimas palavras foram: “Maria, Minha Rainha, minha Mãe”. Pe. Peyton foi sepultado em Easton, no Estado de Massachusetts, nos Estados Unidos. A pedido da própria Congregação de Santa Cruz e dos membros do Movimento do Rosário, o Vaticano aceitou abrir o processo de estudos para a sua canonização em 2001.


Durante o seu longo e extremamente ativo ministério sacerdotal, elogiado por todos os Sumos-Pontífices desde Pio XII a João Paulo II, o Padre Peyton tinha apenas um objetivo: ver Nossa Senhora honrada em cada lar. Estava convencido de que a recitação do Rosário em conjunto manteria fortes as famílias. Nunca esqueceu que Nossa Senhora lhe restabeleceu a saúde quando a ciência médica não conseguiu fazer.
Padre Peyton foi um homem que acreditava na oração. Recitava o Rosário muitas vezes por dia, sempre que tinha um momento livre do seu trabalho. O Rosário raramente estava fora da sua mão. Não era um grande pregador. Ele falou ternamente com seu sotaque nativo irlandês; proferiu sua mensagem com tanta humildade, simplicidade e sinceridade que aqueles que o ouviram comoveram-se profundamente. 

Tudo leva a crer que ninguém, que alguma vez se encontrou com o Padre Peyton ou o ouviu pregar, se tenha esquecido dele. Desde a sua morte, são muitos os que afirmam terem recebido graças por sua intercessão. Os slogans do Padre Peyton – “Um mundo em oração é um mundo em paz” e “A família que reza unida permanece unida”- são conhecidos no mundo todo. Do mesmo modo, é conhecido como o humilde, zeloso e entusiasmado “Pe. do Rosário”, cujos esforços fortaleceram a fé de milhões de famílias em todo o mundo. Sua dedicação absoluta a Nossa Senhora e sua santidade pessoal continuam a inspirar milhares de pessoas que, nos momentos de necessidade, buscam sua intercessão.




Cruzadas do Rosário

     “Partilhar com as famílias do mundo, a paz, a oração e a união que experimentei... Seria meu agradecimento. Esta seria minha missão. Este seria o poder e a energia do meu sacerdócio. E assim nasceu a CRUZADA DO ROSÁRIO EM FAMÍLIA” (Pe. Patrick Peyton).
Ainda no ano de 1948, o Padre Peyton começou suas famosas CRUZADAS MUNDIAIS DO ROSÁRIO. Estas cruzadas eram campanhas para ensinar as famílias sobre a importância da oração em família e encorajá-las a firmarem o compromisso de recitarem o Rosário juntas todos os dias.
Em 1948, teria concretizado sua primeira Cruzada do Rosário em London, Ontário, Canadá. Essas campanhas tentavam convencer às famílias a importância de rezar o rosário diariamente. Entendiam que se a família tradicional se desagregasse, abriria oportunidades para o avanço socialista. Para combater tal medo, a arma seria a oração do rosário, pois a metodologia desta oração aponta para recitação das fórmulas em grupo. A recitação do rosário em família seria uma estratégia para mantê-la unida.
Suas campanhas passaram a reunir multidões. Em 1965 em Barcelona, Espanha, reuniu 800 mil pessoas; em 1961 em São Francisco, Califórnia, Estados Unidos, por volta de 800 mil pessoas; em 1958, em San Pablo, Minnesota, EUA, agregou 220 mil; em 1962 no Rio de Janeiro e em 1964 em São Paulo, Brasil, reuniu cerca de um milhão de pessoas.
As Cruzadas do Rosário consistiam em grandes campanhas de missões populares de evangelização. Para preparar o evento havia grandes equipes, responsáveis pela organização e divulgação. Durante a divulgação, eram exibidos filmes de 30 minutos, contendo meditações do rosário. As equipes eram compostas não só por missionários religiosos, mas por um grande número de técnicos.
Esses grandes encontros (rallies) arrastaram multidões que encheram os maiores estádios e parques nas áreas metropolitanas do mundo. Os Rallies do Rosário, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, no Brasil, e em Manila nas Filipinas, atraíram multidões que atingiram mais de dois milhões de pessoas. Com o decorrer dos anos, 28 milhões de pessoas participaram nestes rallies. De 1948 a 1985, estas Cruzadas não só promoveram a devoção a Jesus e Maria, e encorajaram as famílias a recitarem o Rosário em conjunto, todos os dias, mas também serviram como poderosos instrumentos de evangelização, levaram os paroquianos a tomarem parte ativa na promoção da fé nas suas próprias áreas de influência, à fundação de organizações locais para continuarem o trabalho de evangelização e à prática da oração familiar após a cruzada ter terminado. Ainda hoje, pessoas que participaram nesses “rallies” falam do profundo impacto que o Padre Peyton teve nas suas vidas. Muitas continua
m fiéis aos compromissos que fizeram.






       Em 1962, a convite do então Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Jaime de Barros Câmara, Pe. Patrick Peyton fundou nesta cidade uma sede de sua missão. Em 1970 recebeu o título de “Cidadão Carioca” em agradecimento ao seu trabalho.

Na preparação da Cruzada no Rio de Janeiro em 1962, cento e trinta e três técnicos e trezentos e quarenta e nove palestrantes foram treinados pelo padre Patrick Peyton. Um número que podemos considerar expressivo, pois na década de 60 em comparação com o século XXI, as limitações tecnológicas eram bem maiores, especialmente a disponibilidade de mão-de-obra de técnicos especializados.


É no coração do povo brasileiro, por sua gentileza e devoção, que a mensagem que trago encontrou maior abrigo” (Pe. Peyton, Agosto, 1968).


Um mundo que reza é um mundo em Paz.

Atualmente o Apostolado do Rosário em Família oferece programas para fomentar a reza do Rosário; publica livros e folhetos sobre os Mistérios do Rosário e sua relevância na vida familiar; patrocina concursos religiosos para as crianças; promove sua mensagem através de Internet e distribui milhões de terços ao redor do mundo.

FONTES:


Imagens retiradas do Google.


domingo, 2 de julho de 2017

SÃO BERNARDINO REALINO, Presbítero jesuíta. O político que se tornou santo. Memória em 02 de julho.



Bernardino Realino (1530-1616) é dono de um único fato na história dos santos: ainda em vida foi nomeado padroeiro da cidade de Lecce. Ao espalhar-se a notícia de que o padre Bernardinho estava morrendo, o prefeito da cidade reuniu a câmara e dirigiu-se ao colégio dos Jesuítas. Diante do leito do moribundo, leu um documento que tinha preparado:
“Grande é nossa dor, pai amado, ao ver que nos deixais, pois nosso mais ardente desejo seria que permanecêsseis sempre conosco. Não querendo, contudo, opor-nos à vontade de Deus, que vos convida para o céu, desejamos pelo menos encomendar-vos a nós mesmos e a toda esta cidade tão amada por vós e que tanto vos tem amado e reverenciado. Assim o fareis, ó pai, pela vossa inesgotável caridade, a qual nos permite esperar que queirais ser nosso protetor e patrono no paraíso, pois já por tal vos elegemos desde agora e para sempre, seguros de que aceitareis por fiéis servos e filhos…” Com esforço respondeu o padre: “Sim, senhores”.




Origens
Bernardino nasceu na ilha de Capri, Nápoles, em 1 de dezembro ao ano 1530. Era filho de uma família rica e nobre, a família Realino. Na infância, recebeu formação cristã tradicional. Quando jovem, destacou-se pela Inteligência. Seus pais o enviaram para estudar na famosa Academia de Modena e, mais tarde, para a não menos famosa Universidade de Bolonha. Lá, ele se formou em direito civil e eclesiástico, além de filosofia e medicina.


Um jovem de inteligência brilhante
Nos seus anos de juventude, Bernardino colheu lisonjeiros sucessos literários, frutos de um vivo amor aos estudos humanísticos, iniciados entre as paredes domésticas, sob a guia de bons preceptores, e prosseguidos de Bolonha, onde frequentou por três anos de cursos de filosofia e medicina, para passar depois aos de direito civil e eclesiástico nos quais se laureou em 1556.

O político
Aos vinte e cinco anos, o brilhante Bernardino ingressou na carreira da administração, por indicação de um cardeal amigo de sua família e governador da cidade de Milão. A partir desse momento, sua carreira decolou e ele passou a ocupar cargos importantes da administração e da política em vários lugares. Em dez anos, ele foi prefeito da cidade italiana de Felizzano de Monferrato, depois, advogado fiscal na famosa Alexandria, prefeito da cidade de Cassine, prefeito de outra cidade chamada Castel Leone e, por fim, foi nomeado auditor e lugar-tenente da grande cidade de Nápoles. Nesse tempo, ele nunca deixou de ajudar os pobres.



Graça especial da Virgem Maria
A carreira política de Bernardino ia de vento em popa quando, em 1564, ele caiu gravemente doente. No leito, procurou novamente a oração. Certo dia, teve a visão da Virgem Maria com o Menino Jesus no colo e ficou curado. O fato causou uma profunda mudança no coração de Bernardino. Ele percebeu que Deus estava lhe dando uma segunda chance e que tinha uma missão muito mais importante para cumprir neste mundo. Por isso, procurou um sacerdote jesuíta, que o acolheu e se tornou seu diretor espiritual.



Vida religiosa
Aos trinta e cinco anos Bernardino ingressou na vida religiosa e foi ordenado sacerdote jesuíta. Como padre, intensificou o trabalho que já realizava junto aos pobres e tornou-se um grande evangelizador. Manifestou-se nele o dom da cura e dom extraordinário do conselho. Por isso, passou a ser procurado por todos, desde os príncipes, as autoridades religiosas e o povo em geral. Todos buscavam seu conselho iluminado. O Papa Paulo V e alguns reis escreveram a ele pedindo orientações.



Padroeiro em vida
No ano 1574, o Padre Bernardino foi enviado à cidade de Lecce para fundar ali um colégio da Ordem dos Jesuítas. Lá, ele exerceu seu ministério sacerdotal por quarenta e dois anos. A sua atuação nesta comunidade foi tão marcante, que, quando adoeceu e estava prestes a falecer, o Conselho Municipal se reuniu à sua volta para pedir que ele aceitasse ser o padroeiro da cidade e intercedesse a Deus por ela. De viva voz, São Bernardino aceitou. Trata-se do único fato desse tipo registrado na tradição católica.



São Bernardino Realino sendo escolhido, em vida, para ser o patrono de Lecce. Fato
inédito na História da Igreja.

Morte
São Bernardino faleceu quanto tinha oitenta e seis anos. Era o dia 2 de julho do ano 1616. Desde então, passou a ser o padroeiro de Lecce mesmo antes de ter sido canonizado. Cultuado em vida como santo foi beatificado, em 1895, pelo papa Leão XIII e canonizado pelo papa Pio XII em 1947. Mais tarde, ele se tornou também o padroeiro da cidade de Capri.


Poderia ser também patrono dos políticos, advogados e auditores.  
Pela brilhante carreira administrativa empreendida sob a proteção do governador de Milão, a quem seu pai prestava serviço, Bernardino Realino pode ser invocado como protetor de certas categorias de cidadãos, que julgam poder contar com poucos santos: Bernardino foi de fato prefeito em Felizzano de Monferrato (para garantir a imparcialidade na administração da cidade, o prefeito era importado de outras regiões), foi advogado fiscal em Alexandria, em seguida de novo prefeito de Cassine, depois pretor em Castel Leone, e por fim desceu a Nápoles na qualidade de auditor e lugar-tenente geral.


Iconografia
As imagens devocionais do santo o representam recebendo o Menino Jesus nos braços. Foi de fato após a aparição de Nossa Senhora e do Menino Jesus.



Oração a São Bernardino Realino
“Ó Deus, que destes a São Bernardino Realino a graça de conhecer-vos a ponto de abandonar as honras, o luxo e as glórias humanas por causa de vós, dai também a nós a graça de conhecer-vos profundamente, para que possamos produzir frutos de santidade e amor como São Bernardino Realino. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo, amém. 
São Bernardino Realino, rogai por nós.”









Fontes:

sábado, 1 de julho de 2017

Beato Secondo Pollo, presbítero e capelão militar (mártir da caridade).


Para a cidade de Alpine, Itália, é seu primeiro “santo”. Para os capelães militares é o primeiro modelo, a sua maior glória (até o momento) nos altares. Para toda a Igreja um verdadeiro “mártir da caridade”. Não podemos deixar de reverenciar sua memória, desse modelo de sacerdote beatificado em 23 de maio de 1998, em Vercelli.

Nascido em Caresanablot (pequena aldeia na província de Vercelli), em 02 de janeiro de 1908, quando criança foi aluno dos Irmãos das Escolas Cristãs, ou Lassalistas, que muito contribuíram com sua sólida formação cristã. Talvez aí tenha nascido sua vocação. Apoiado por seu pároco, ingressou em 1919, com apenas 11 anos, no seminário. Logo passou para Roma, para o seminário lombardo, doutorando-se em Teologia e em Filosofia. Foi ordenado sacerdote em 1931, aos 23 anos de idade.
Foi destinado ao seminário menor de Monerivello, ao mesmo tempo em que exercia o serviço de capelão de duas aldeias. Em pouco tempo foi designado professor do seminário maior e consiliário diocesano da Ação Católica de Jovens.
Em 1940, e antes de sua incorporação ao Exército como capelão, foi cura encarregado das paróquias de Caresanablot e Larizzate. Foi também confessor de vários colégios, reitor diocesano da União Apostólica dos Sacerdotes, capelão do cárcere das mulheres e exerceu amplo apostolado auxiliando sacerdotes que o chamavam para pregar em suas paróquias.
Compreendendo o bem espiritual que podia fazer aos jovens soldados, aceitou à nomeação de capelão militar, sendo lotado na terceira legião dos Alpinos, chamada “Val Chisone”. Dedicou-se totalmente ao bem e ao serviço dos soldados, dos quais se tornou rapidamente o bom pastor, amigo e companheiro de suas almas.   
Sua morte foi no cumprimento de seu ministério. Depois de celebrar com os soldados o Natal, em um ataque inimigo, foi atender a um soldado moribundo e, enquanto o consolava e administrava os sacramentos, uma bala atingiu a artéria femoral, sangrando até morte. Como homenagem póstuma, foi-lhe concedida a cruz de prata de valor militar.
A Santa Igreja também reconheceu seus méritos: seu amor à vocação sacerdotal e sua dedicação ao serviço e pastoreio das almas.