Páginas

Encontre o (a) Santo (a), Beato (a), Venerável ou Servo (a) de Deus

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

SANTA FILOMENA DE ROMA, Virgem e Mártir - memória em 11 de agosto.


Santa Filomena é uma das virgens e mártires romanas mais veneradas pelos fiéis católicos. Coloca-se "pari passu" com Santa Luzia, Santa Inês e Santa Águeda (ou Ágata). Muitos santos foram-lhe devotos, destacando-se o grande Santo Cura de Ars (São João Maria Vianney), que não somente foi grande devoto dessa gloriosa virgem e mártir, como foi favorecido com aparições celestes dela. 

A vida de Santa Filomena era praticamente desconhecida, visto que nada foi escrito sobre ela no martirológio romano. Sabia-se apenas seu nome, graças ao achado de uma placa em seu túmulo em uma catacumba romana. 
Lápide do túmulo de Santa Filomena, virgem e mártir. 
As placas estavam trocadas. Na verdade, seria: 

Pax tecum, Filumena, isto é, "a paz esteja contigo, 
Filomena." Na placa vinham símbolos que se referiam ao seu
Martírio e vida: 1) A Âncora; 2) Flechas; 3) Palma do martírio; 
4) Flagelo; 5) "Lança" ou "Machado"; 6) Lírio da pureza ou virgindade. 

Mas Deus, querendo glorificar sua serva, fez com que ela aparecesse a uma piedosa religiosa, Madre Maria Luisa de Jesus, revelando a história de seu martírio. Essa história conta com o "nihil obstat" da Igreja. Não é matéria de fé, porém, pela beleza e riqueza dos detalhes, é bem plausível, visto que, na história testemunhada de muitos santos mártires, milagres igualmente portentosos também aconteceram... 


Santos e santas que foram devotos (as) de Santa Filomena.




"Retrato" de Santa Filomena de acordo
com a descrição feita por Madre Maria
Luisa de Jesus
História da vida e do martírio de Santa Filomena.
(Segundo as revelações à Serva de Deus Madre Maria Luisa de Jesus)


Eu sou a filha de um príncipe que governava um pequeno Estado da Grécia. Minha mãe era também da realeza. Eles não tinham meninos. Eram idólatras e continuamente ofereciam orações e sacrifícios aos seus deuses falsos.
Um doutor de Roma chamado Públio vivia no palácio ao serviço de meu pai. Este doutor havia professado o cristianismo. Vendo a aflição de meus pais, por um impulso do Espírito Santo, lhes falou acerca de nossa fé e lhes prometeu orar por eles, se consentissem em batizarem-se.

Serva de Deus, Madre Maria Luisa de
Jesus, a quem apareceu Santa 
Filomena narrando sua vida e martírio.
A graça que acompanhava suas palavras iluminou o entendimento de meus pais e triunfou sobre sua vontade. Fizeram-se cristãos e obtiveram seu esperado desejo de ter filhos.

Ao momento de nascer, me puseram o nome de Lumena, em alusão à luz da fé, da qual era fruto. No dia de meu batismo, chamaram-me Filomena, filha da luz (filia luminis), porque nesse dia havia nascido a fé. Meus pais me tinham grande carinho e sempre me tinham com eles.

Foi por isso que me levaram a Roma, em uma viagem que meu pai foi obrigado a fazer devido a uma guerra injusta. Eu tinha treze anos. Quando chegamos à capital, dirigimo-nos ao palácio do imperador e fomos admitidos para uma audiência.

Tão pronto Diocleciano me viu, fixou os olhos em mim. O imperador ouviu toda a explicação do príncipe, meu pai. Quando este acabou e, não querendo ser já mais molestado, disse-lhe: “Eu porei à tua disposição toda a força de meu império. Eu só desejo uma coisa em troca, que é a mão de tua filha”.

Meu pai, deslumbrado com uma honra que não esperava, atende imediatamente à proposta do imperador e, quando regressamos à nossa casa, meu pai e minha mãe fizeram todo o possível para induzir-me a ceder aos desejos do imperador e aos seus. Eu chorava e lhes dizia: “Vocês desejam que, pelo amor de um homem, eu rompa a promessa que fiz a Jesus Cristo? Minha virgindade pertence a ele e eu já não posso dispor dela”.

Mas sois muito jovem para esse tipo de compromisso — diziam-me — e juntavam as mais terríveis ameaças para fazer-me aceitar casar com o imperador. A graça de Deus me fez invencível. Meu pai, não podendo fazer o imperador ceder e para desfazer-se da promessa que havia feito, foi obrigado por Diocleciano a levar-me à sua presença.

Antes, tive que suportar novos ataques da parte de meus pais até o ponto em que, de joelhos ante mim, imploravam com lágrimas em seus olhos que tivesse piedade deles e de minha pátria. Minha resposta foi: “Não, não, Deus e o voto de virgindade que lhe fiz vêm primeiro que vocês e minha pátria. Meu reino é o Céu”.

Minhas palavras os fizeram desesperar e me levaram ante a presença do imperador, o qual fez todo o possível para ganhar-me com suas atrativas promessas e com suas ameaças, as quais foram inúteis. Ele ficou furioso e, influenciado pelo demônio, me mandou a um dos cárceres do palácio, onde fui encadeada.

Aparição de Maria e do Menino Jesus.
a Santa Filomena
Pensando que a vergonha e a dor iam me debilitar o valor que meu Divino Esposo me havia inspirado. Vinha me ver todos os dias e soltava minhas cadeias para que pudesse comer a pequena porção de pão e água que recebia como alimento, e depois renovava seus ataques, que, se não houvesse sido pela graça de Deus, não teria resistido. Eu não cessava de encomendar-me a Jesus e sua Santíssima Mãe.
Meu cativeiro durou trinta e sete dias, e, no meio de uma luz celestial, vi a Maria com seu Divino Filho em seus braços, a qual me disse: "Filha, três dias mais de prisão e, depois de quarenta dias, se acabará este estado de dor".

As felizes notícias fizeram meu coração bater de alegria, mas, como a Rainha dos Anjos havia dito, deixaria a prisão para sustentar um combate mais terrível que os que já havia tido.

Passei da alegria a uma terrível angústia, que pensava me mataria. “Filha, tem valentia”, disse a Rainha dos Céus e me recordou meu nome, o qual havia recebido em meu Batismo, dizendo-me: "Vós sois LUMENA, e Vosso Esposo é chamado Luz. Não tenhais medo. Eu ajudarei no momento do combate; a graça virá para dar-vos força. O anjo Gabriel virá a socorrer; eu lhe recomendarei especialmente a ele vosso cuidado." As palavras da Rainha das Virgens me deram ânimo. A visão desapareceu, deixando a prisão cheia de um perfume celestial.

O que me havia anunciado, logo se realizou. Diocleciano, perdendo todas as suas esperanças de fazer-me cumprir a promessa de meu pai, tomou a decisão de torturar-me publicamente, e o primeiro tormento era ser flagelada. Ordenou que me tirassem meus vestidos, que fosse atada a uma coluna em presença de um grande número de homens da corte, fez com que me flagelassem com tal violência, que meu corpo se banhou em sangue e luzia como uma só ferida aberta.

O tirano, pensando que eu ia desmaiar e morrer, me fez arrastar pela prisão para que morresse. Dois anjos brilhantes como a luz me apareceram na obscuridade e derramaram um bálsamo em minhas feridas, restaurando em mim a força que não tinha antes de minha tortura.

Quando o imperador foi informado da mudança que em mim havia ocorrido, fez-me levar ante sua presença e tratou de fazer-me ver que minha cura se devia a Júpiter, o qual desejava que eu fosse a imperatriz de Roma.

O Espírito Divino, a quem devia a constância em perseverar na pureza, me encheu de luz e conhecimento, e a todas as provas que dava da solidez de nossa fé, nem o imperador nem sua corte podiam achar resposta.

Então, o imperador frenético ordenou que me afogassem, com uma âncora atada ao pescoço, nas águas do rio Tibre. A ordem foi executada imediatamente, mas Deus permitiu que não acontecesse. No momento em que ia ser precipitada ao rio, dois anjos vieram em meu socorro, cortando a corda que estava atada à âncora, a qual foi parar ao fundo do rio, e me transportaram gentilmente à vista da multidão, nas margens do rio.

O milagre fez com que um grande número de espectadores se convertesse ao cristianismo. O imperador, alegando que o milagre se devia à magia, me fez arrastar pelas ruas de Roma e ordenou que me fosse disparada uma chuva de flechas.

O sangue brotou de todas as partes de meu corpo e ordenou que fosse levada de novo a meu cárcere. O céu me honrou com um novo favor. Entrei em um doce sono e, quando despertei, estava totalmente curada.
O tirano, cheio de raiva, disse: “Que seja traspassada com flechas afiadas”. Outra vez os arqueiros dobraram seus arcos, colheram todas as suas forças, mas as flechas se negaram a sair. O imperador estava presente e ficou furioso. Pensando que a ação do fogo podia romper o encanto, ordenou que se pusesse a esquentar no forno e que fossem dirigidas ao meu coração.

Foi obedecido, mas as flechas, depois de terem percorrido parte da distância, tomaram a direção contrária e regressaram a ferir aqueles que as haviam atirado. Seis dos arqueiros morreram. Alguns deles renunciaram ao paganismo e o povo começou a dar testemunho público do poder de Deus que me havia protegido.

Isto enfureceu o tirano. Este determinou apressar minha morte, ordenando que minha cabeça fosse cortada com um machado. Então, minha alma voou até meu Divino Esposo, o qual me deu a coroa da virgindade e a palma do martírio.


*****

Mostra iconográfica de Santa Filomena: 















O santo Cura de Ars foi um dos santos
que mais se destacaram na devoção

a Santa Filomena. Segundo relato do 
próprio santo, alcançava grandes milagres 
Graças à sua intercessão. 

5 comentários:

Anônimo disse...

Bendita Seja!! Santa Filomena, rogai por nós! Obrigada ao proprietário do blog, foi difícil encontrar um site com informações legítimas e tão bem explicadas!

Unknown disse...

Salve Maria! Salve Santa Filomena!

Silvana parabéns amei disse...

Mas quanta mentira

Nay Alves disse...

Agradeço por compartilhar tão bela história🙏🙌😊❤️
Santa Filomena, rogai por nós 🙏🙌🌹

~Vel disse...

Está é a mulher é pessoa que me salvo do Mártir da Dor de minha injeção.

Eu creio.

Postar um comentário