Páginas

Páginas

terça-feira, 4 de outubro de 2022

SANTA JOANA ANTIDA THOURET , Virgem e Fundadora - memória em 24 de agosto.

Nascida em Sancey-le-Long, França, em 27 de novembro de 1765, Joana nasceu em uma família pobre, dedicada ao trabalho no campo. Sua mãe faleceu quando ela tinha dezesseis anos.

Desde jovem, a santa demonstrou forte devoção à Virgem Maria e, apesar da oposição de seu pai, conseguiu ingressar no convento das Filhas da Caridade em Paris.

Após a eclosão da Revolução Francesa, a Congregação foi dissolvida à força. Joana encontrou refúgio em Besançon, onde mais tarde fundou a Congregação das Irmãs da Caridade.

Seu trabalho se expandiu, chegando até Nápoles, onde Joana assumiu a administração de um grande hospital. Na França, porém, enfrentou a oposição do Arcebispo de Besançon, que se recusou a aprovar a congregação que ela havia fundado, apesar do reconhecimento papal.

Joana não se deixou abater e continuou seu compromisso com a caridade, a educação e o trabalho apostólico.

Acometida por uma hemorragia cerebral, ela faleceu na noite de 24 de agosto de 1826. Foi proclamada santa por Pio XI em 1934.


RELATO HAGIOGRÁFICO: 

Ela nasceu perto de Besançon, na França, em 27 de novembro de 1765. Vinda de uma família pobre, dedicou-se à dura vida do campo. A pequena Joana, frágil e longe de ser bonita, parecia destinada a uma vida curta e repleta de sofrimento. Possuía uma alma delicada, uma bondade singular e era sempre marcada por uma doce melancolia.

Aos 16 anos, perdeu a mãe, e sua dor foi tão grande que parecia destinada a segui-la até o túmulo. Mas sua terna devoção à Virgem Maria a consolou e salvou. A infância e a juventude de Joana foram dedicadas assiduamente às tarefas domésticas e ao trabalho na lavoura. Após a morte da mãe, assumiu seu lugar. Apesar da pouca idade e da saúde frágil, toda a sua força vinha da oração e dos sacramentos.

Sentindo-se chamada à vida religiosa, após repetidas orações e lágrimas para vencer a oposição do pai, que tanto a amava, conseguiu entrar para o convento das Filhas da Caridade (Vicentinas) em Paris. Tinha 22 anos.

Ela logo adoeceu e, temendo ser mandada para casa, rezou fervorosamente a Nossa Senhora, o que resultou em uma recuperação completa. Após se tornar noviça, as tentações mundanas continuaram a desviá-la do caminho que havia trilhado, mas Joana resistiu.

Com a eclosão da Revolução Francesa, a pobre freira, aos 28 anos, viu-se exilada para o mundo e longe de sua casa. Ela partiu e, após uma longa jornada, chegou à casa de seus parentes, onde, enfrentando os perigos da revolução, dedicou-se a cuidar de jovens e doentes.

Imagem da Santa gerada por
I.A.
Seguiu o Abade Receveur para Friburgo e depois para a Alemanha, mas, após alguns meses, retornou à Suíça vestindo o hábito de uma mulher pobre.

Em 1797, foi para Besançon, onde abriu uma escola para moças, sem jamais abandonar o cuidado com os enfermos. Mas os revolucionários, que a haviam ameaçado de morte, a exilaram por um ano em um orfanato para mulheres pobres.

Em 1799, ela retornou a Besançon e abriu outra escola com farmácia, que formou o primeiro núcleo das Irmãs da Caridade. As companheiras e discípulas de Jeanne-Antide logo aumentaram, e a nova congregação se espalhou pela França, Suíça, Saboia e Nápoles.

Mas uma dolorosa provação veio amargurar a fundadora. As comunidades de Besançon e arredores, relutantes em aceitar o decreto papal que colocava cada comunidade sob a jurisdição de seu próprio bispo, recusaram-se a acolher sua Madre e Fundadora, que ali viera para apaziguá-las.

Ela permaneceu em Paris por dois anos, depois retornou, mas foi novamente rejeitada. Entristecida apenas por sua obstinada oposição ao decreto do Santo Padre, ela humildemente se retirou, permitindo que a vontade de Deus fosse feita em todas as coisas.

Passou a última parte de sua vida em Nápoles, realizando muitas atividades para o crescimento de sua congregação.

Em 24 de agosto de 1826, ela faleceu com um sorriso nos lábios, abençoando as filhas que a rodeavam.

Foi canonizada por Pio XI em 1934.


Nenhum comentário:

Postar um comentário