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sábado, 3 de outubro de 2026

SANTOS ANDRÉ DE SOVERAL, AMBRÓSIO FRANCISCO FERRO, Presbíteros, MATEUS MOREIRA e outros 27 companheiros leigos, Mártires, protomártires de Brasil - 3 de outubro.


Quadro oficial dos Santos Mártires, usado tanto na beatificação,
quanto em sua canonização. 

No dia 3 de outubro, a Igreja no Brasil comemora a Memória dos Protomártires do Brasil: os Santos André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, presbíteros, Mateus Moreira e outros 27 companheiros leigos, mártires, brutalmente trucidados pelos invasores holandeses e índios a eles associados em 1645.

Todos conhecem um pouco da história da ocupação holandesa no Nordeste do Brasil. Os Países Baixos, antiga possessão espanhola e em guerra contra a Espanha, atacaram o Brasil, que na época tinha como soberano o Rei Felipe II, espanhol. A 1.ª invasão ocorreu em maio de 1624, quando os holandeses tomaram a Bahia; foram expulsos em 1625, com ajuda de uma frota espanhola. Não desistiram e, em 1630, invadiram Pernambuco, tomando Olinda e Recife. Conseguiram fixar-se e aumentar os seus domínios em todo o litoral nordestino: Maranhão, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Para governar Pernambuco, foi enviado o príncipe
Maurício de Nassau, que governou com muita habilidade, atraindo a amizade dos brasileiros.


No Rio Grande
Os holandeses chegaram à Capitania do Rio Grande, hoje Estado do Rio Grande do Norte, dia 8 de dezembro de 1633. Depois da rendição dos portugueses da Fortaleza dos Reis Magos, que defendia a entrada marítima da cidade, a principal preocupação dos invasores foi assumir, o quanto antes, os pontos estratégicos que garantiam a economia da região e a subsistência da população. A principal fonte de renda era o gado, seguido da cana-de-açúcar.

Havia dois engenhos: o Potengi, economicamente decadente, e o Cunhaú. Ora, quando os holandeses chegaram a Natal, vários moradores importantes refugiaram-se no Potengi, propriedade de um deles, na esperança de que viesse ajuda da Paraíba e Pernambuco. Foram perseguidos. Os invasores, com a ajuda dos índios Tapuias, mataram Francisco Coelho, dono do engenho, sua mulher e seis filhos, e todas as outras pessoas que ali se encontravam, em número de 60. Este foi o primeiro massacre realizado pelos holandeses no Rio Grande. Como não havia a motivação religiosa, não é considerado um martírio pela fé.

Enquanto o Potengi estava quase desativado, o engenho Cunhaú era o mais importante centro da economia da capitania. Foi por isso palco de muitas lutas pelo seu controle, entre portugueses, índios e holandeses. Passadas todas as turbulências no período inicial da invasão, a vida do engenho voltou a sua normalidade. 

Ao redor da capela de Nossa Senhora das Candeias, da casa grande e do engenho, viviam pacatamente 70 modestos colonos e suas famílias. Durante a ocupação holandesa, a Igreja no Rio Grande do Norte foi implantada pelo trabalho missionário dos jesuítas e foi estruturada em duas paróquias, a de Natal e a de Cunhaú. Ela passou por um período de crise causada pelas autoridades hostis à Igreja e pela busca de novos fiéis por pastores calvinistas.

O calvinismo era a principal religião em terras flamengas (Holanda e parte da atual Bélgica). Com o tempo, essa situação hostil transformou-se em verdadeira perseguição religiosa, que culminou com os massacres de Cunhaú e Uruaçu.



Martírio de Cunhaú
Dia 15 de julho chegou a Cunhaú Jacó Rabe, trazendo consigo, como sempre, seus amigos e liderados, os ferozes tapuias, e, além deles, alguns potiguares com o chefe Jerera e soldados holandeses. Jacó Rabe era conhecido por seus saques e desmandos, feitos com a conivência dos holandeses, deixando um rastro de destruição por onde passava. Dizendo-se em missão oficial pelo Supremo Conselho Holandês do Recife, convoca a população para ouvir as ordens desta instituição após a Missa dominical no dia seguinte. Sua simples presença deixou todos tensos e temerosos.

Uma chuva torrencial na manhã de domingo, dia 16, alagando sobremaneira os caminhos da região, impediu que o número de pessoas a comparecer na missa fosse maior. Foi uma chuva providencial.

Devido ao receio de Rabe, alguns fiéis esperaram na casa de engenho. Os fiéis chegaram, em grupos de famílias, para cumprir o preceito dominical, e Pe. André de Soveral iniciou a missa...

Santo André de Soveral, presbítero
“Após a elevação da hóstia e do cálice, enquanto erguia o Corpo do Senhor para a adoração dos presentes, ao sinal de Jacó Rabe, todas as portas da igreja foram fechadas e a terrível carnificina teve início.” Foram cenas de grande atrocidade: os fiéis em oração, tomados de surpresa e completamente indefesos, foram covardemente atacados e mortos pelos flamengos com a ajuda dos tapuias e dos potiguares. Ao perceberem que iam ser mesmo sacrificados, os fiéis não se rebelaram. Ao contrário, "entre ânsias se confessaram ao sumo sacerdote Jesus Cristo, Senhor Nosso, pedindo-lhe cada qual, com grande contrição, perdão de suas culpas", enquanto o Pe. André estava "exortando-os a bem morrer, rezando apressadamente o ofício da agonia".

Os primeiros ataques ao venerando sacerdote, Pe. André de Soveral, partiram dos tapuias. O padre, porém, falando a língua indígena na qual era bem versado, exortou-os a não tocar na sua pessoa ou nas imagens e objetos do altar, sob pena de ficarem tolhidas as mãos e as partes do corpo que o fizessem. Os tapuias recuaram, receosos. Mas os potiguares não deram importância às palavras do sacerdote, arremetendo contra o ministro de Deus e "fazendo-o em pedaços". O autor da façanha foi o principal dos potiguares, Jerera, que, empunhando uma adaga, feriu de morte o Pe. André" (PEREIRA, F. de Assis. Protomártires do Brasil, p. 16s).

Os que haviam se refugiado na casa do senhor de engenho tiveram a mesma sorte. Após a igreja, esta foi invadida. Três conseguiram fugir, escapando pelos telhados. Os outros tentaram se defender como puderam, mas também foram mortos.

A disposição dos fiéis à hora da morte era a de verdadeiros mártires, ou seja, aceitando voluntariamente o martírio por amor a Cristo. Os assassinos agiam em nome de um governo que hostilizava abertamente a Igreja Católica, a religião do governo português, do qual eram adversários. As vítimas tinham plena consciência disso.

De toda essa numerosa multidão de mártires, cerca de 70 pessoas, apenas duas foram identificadas e, por isso, beatificadas e, posteriormente, canonizadas: Pe. André de Soveral e Domingos de Carvalho.



Martírio de Uruaçu.
A notícia do massacre de Cunhaú espalhou-se por todo o Rio Grande e capitanias vizinhas, deixando a população aterrorizada, temendo novos ataques dos tapuias e potiguares, instigados pelos holandeses. Mesmo suspeitando dessa conivência do governo holandês, alguns moradores influentes pediram asilo ao comandante da Fortaleza dos Reis Magos. Assim, foram recebidos como hóspedes o vigário Pe. Ambrósio Francisco Ferro, Antônio Vilela, o Moço, Francisco de Bastos, Diogo Pereira e José do Porto.
Santo Ambrósio Francisco, presb.
Os outros moradores (a grande maioria), não podendo ficar no Forte, assumiram a sua própria defesa, construindo uma fortificação na pequena cidade de Potengi, a 25 quilômetros da Fortaleza.

Enquanto isso, Jacó Rabe prosseguia com seus crimes. Após passar por várias localidades do Rio Grande e da Paraíba, chegou em setembro à Casa Forte do francês João Lostau Navarro, a poucos quilômetros de Natal. Vários moradores foram mortos e o proprietário, por ser estrangeiro, foi levado ao Forte dos Reis Magos. No Forte encontrou-se com os nossos conhecidos hóspedes e outro prisioneiro, Antônio Vilela Cid. Este era acusado de cumplicidade na morte de um holandês e de fazer parte de uma conspiração pela expulsão dos holandeses.

Rabe foi então à Potengi e encontrou heroica resistência armada dos fortificados. Como sabiam que ele mandara matar os inocentes de Cunhaú, resistiram o mais que puderam, por 16 dias, até que chegaram duas peças de artilharia vindas da Fortaleza dos Reis Magos. Não tinham como enfrentá-las.

Depuseram as armas e entregaram-se nas mãos de Deus. Cinco reféns foram levados à Fortaleza: Estevão Machado de Miranda, Francisco Mendes Pereira, Vicente de Souza Pereira, João da Silveira e Simão Correia.
Desse modo, os moradores do Rio Grande ficaram em dois grupos: doze na fortaleza e o restante sob custódia em Potengi.

No dia 2 de outubro, chegaram ordens de Recife mandando matar todos os moradores, e essa execução foi realizada no dia seguinte, 3 de outubro. Os holandeses decidiram eliminar primeiro os 12 da Fortaleza, por serem pessoas influentes, servindo de exemplo: o vigário, um escabino, um rico proprietário. Foram embarcados e levados rio acima para o porto de Uruaçu. Lá os esperavam o chefe indígena potiguar Antônio Paraopaba e um pelotão armado de duzentos índios seus comandados. Este chefe fora educado na Holanda e convertido à religião calvinista, da qual era fanático defensor. Mais tarde, os holandeses o fizeram regedor dos índios da Capitania do Rio Grande.

Logo que chegaram, os flamengos ordenaram aos doze que se despissem e ajoelhassem. Chamando os índios, que estavam emboscados, estes cercaram os pobres indefesos e deram início à requintada carnificina que se seguiu.

Mons. Mons. Mons. Assis, o postulador da causa desses nossos amados Santos, narra, por dever de ofício e necessária precisão histórica, os tormentos e crueldades praticados tanto por índios quanto por holandeses (PEREIRA, F. de Assis, p. 36-44; também p. 109-114). Protomártires do Brasil, p. 36-44; também p. 109-114)...


Impossível ler aquelas páginas e não chorar! Santo Deus! Como resistiram a tanta crueldade? Só mesmo a força da graça divina, que se manifesta na fraqueza humana, pode explicar o heroísmo desse transe! Antes de receberem a palma do martírio na Glória do céu, o mínimo que lhes aconteceu foi terem olhos, orelhas e línguas arrancadas, órgãos sexuais cortados e colocados em suas bocas... ainda vivos! Os que não morreram por essas e outras crueldades começaram a ter os membros cortados e, dessa forma, entregaram a alma a Deus. Depois de mortos, a barbárie continuou, e seus corpos foram feitos em pedaços... Em contraste a essa violência, temos a atitude serena e profundamente cristã das vítimas. Além disso, importantíssimo para a caracterização do martírio pela fé, foi justamente a presença de um pastor protestante calvinista, que tentou fazê-los abjurar a fé católica e converterem-se à religião dos flamengos. 

Confessaram em alta voz que morriam na verdadeira fé:
"Pedindo a todos que Deus tivesse deles misericórdia, e lhes perdoasse suas culpas e pecados, protestando que morriam firmes na santa fé católica, crendo o que cria a santa madre Igreja de Roma" (SANTIAGO, D. L.. História da Guerra de Pernambuco, p. 346, citado em: PEREIRA, F. de Assis. Protomártires do Brasil, p. 38)

É importante ressaltar isso, pois não era simplesmente uma perseguição política. Era claro para as vítimas que ceder aos invasores era ceder aos hereges calvinistas; era trair ao Rei, o soberano português, e à Religião Católica. Era esse o sentir das pessoas então: vencer e expulsar os invasores era defender a pátria e vencer para Deus e a verdadeira fé. Nas atrocidades do martírio, o ódio à fé católica por parte dos assassinos se manifesta claramente, especialmente na forma brutal como Pe. Ambrósio, por ser sacerdote, foi tratado e torturado enquanto ainda estava vivo. Quanto aos outros moradores que estavam presos em Potengi, também eles não tinham mais ilusões de que sobreviveriam e teriam o mesmo fim que os inocentes fiéis de Cunhaú.

Aguardavam o martírio em clima de grande religiosidade. Dentro da fortificação, que se tornou cadeia, eram realizadas orações, procissões, jejuns e penitências fortíssimas. As penitências foram tantas que seus corpos depois as denunciavam antes de serem sepultados.

Embora somente os homens é que deveriam ser levados para a morte, sabe-se que algumas mulheres, com seus filhos, acompanharam os chefes de família e foram também sacrificadas. Quando os soldados holandeses vieram buscá-los, sabiam que iam para o suplício:
"Despediram-se os miseráveis de suas mulheres e filhos com muitas lágrimas, pedindo-lhes com muita eficácia que, pois iam morrer por seu Deus e inocentes, lhes encomendassem as almas a seu Criador, e a quem pelo caminho foram pedindo perdão de seus pecados, dando-lhe muitas graças. Mui conformes por morrerem daquela sorte, e, antes de serem chegados ao sítio, teatro de crueldade e tirania jamais vista, foram cercados pelos índios, e, ao chegarem, viram os cadáveres de seus companheiros e vizinhos que ainda palpitavam com as feridas, com cuja vista não desmaiaram, antes deram a Deus muitas graças, consolando-se uns aos outros, e protestando que morriam firmes na fé católica romana". (PEREIRA, F. de Assis. Protomártires do Brasil, p. 40s).

São Mateus Moreira, leigo.
  Repetiram-se então as piores atrocidades e barbáries, que os próprios cronistas da época sentiam pejo em contá-las, porque atentavam às leis da moral e modéstia. Em Uruaçu foram mortos os principais moradores de Natal, que, por medo dos índios e holandeses, tinham se refugiado na Fortaleza dos Reis Magos e na fortificação de Potengi. Calculam-se em torno de 80 pessoas.
  Merece destaque também o martírio do leigo São Mateus Moreira, que teve o coração arrancado do peito pelas costas. Quando o carrasco arrancou seu coração, milagrosamente ainda teve forças para bradar em alta voz: "Louvado seja o Santíssimo Sacramento". Foi proclamado Padroeiro dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão.



Oração: Para pedir a Deus graças pela intercessão dos Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu:
Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo: olhai para o sacrifício e para o sangue que vossos Santos Mártires André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e Companheiros leigos derramaram em terras brasileiras. Eles testemunharam seu amor, fé e fidelidade a Vós e à Vossa Santa Igreja Católica!
Esses mártires nos deixaram precioso e belo exemplo de constância e perseverança na vida cristã, levada de forma séria, decidida e valorosa, até o oferecimento da própria vida.
Concedei a nós, que invocamos sua intercessão e proteção, que, do Céu, nos alcancem a mesma fé e a mesma caridade que os inflamava! Alcançai-nos também a graça (pedir a graça) que tanto necessitamos, se for para o nosso bem e para a Vossa maior glória, assim como a de vossos Santos Mártires. 
Santíssima Virgem Maria, Rainha dos Mártires, rogai por nós! Amém!


LADAINHA DOS SANTOS MÁRTIRES DE CUNHAÚ E URUAÇU

Senhor, Rei dos mártires, tende piedade de nós!

Cristo, Glória dos mártires, tende piedade de nós! 

Senhor, Fonte de alegria e de júbilo para os mártires, tende piedade de nós!

Jesus Cristo, ouvi-nos!

Jesus Cristo, atendei-nos!

 Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós!
         Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós!
         Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós!
         Santíssima Trindade, que sois Um só Deus, tende piedade de nós!

 Santa Maria, rogai por nós!

Santa Mãe de Deus, rogai por nós!

Santa Virgem das virgens, rogai por nós!

Rainha dos mártires, rogai por nós!

Santo André de Soveral, rogai por nós!

Santo Ambrósio Francisco Ferro, rogai por nós!

São Mateus Moreira, rogai por nós!

Santo Antônio Vilela Cid, rogai por nós!

Santo Antônio Vilela, o moço e sua Santa Filha, rogai por nós!

Santo Estevão Machado de Miranda e suas duas Santas Filhas, rogai por nós!

São Manoel Rodrigues Moura e sua Santa Esposa, rogai por nós!

São João Lostau Navarro, rogai por nós!

São José do Porto, rogai por nós!

São Francisco de Bastos, rogai por nós!

São Diogo Pereira, rogai por nós!

São Vicente de Souza Pereira, rogai por nós!

São Francisco Mendes Pereira, rogai por nós!

São João da Silveira, rogai por nós!

São Simão Correia, rogai por nós!

Santo Antônio Baracho, rogai por nós!

São João Martins e seus Sete Santos Companheiros, rogai por nós!

Santa Filha de Francisco Dias, rogai por nós!

São Domingos de Carvalho, rogai por nós!

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor!
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor!
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós!

Rogai por nós, Santos Protomártires do Brasil:
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo!

Oração (coleta da festa de hoje):

Ó Deus, concedestes admirável constância no martírio aos Santos André e Ambrósio, presbíteros, Mateus Moreira e seus companheiros leigos; fazei que o seu testemunho de fé fortaleça as nossas comunidades e estimule a ação missionária de vossa Igreja. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e vive e reina convosco na unidade do Espírito Santo. Amém! 


SANTOS MANUEL RODRIGUES DE MOURA E SUA ESPOSA, Esposos e Mártires em Uruaçú - 3 de outubro.

 Santos Emmanuel Rodrigues de Moura e sua esposa, Esposos e Mártires


† Uruaçu, Brasil, 3 e 6 de outubro de 1645




Manuel Rodrigues de Moura e sua esposa, cujo nome permanece desconhecido, eram fiéis da paróquia de Nossa Senhora da Apresentação, em Natal.

Após o massacre ocorrido em 16 de julho de 1645, na igreja de Nossa Senhora das Candeias, em Cunhaú, eles buscaram refúgio junto com outros fiéis e o pároco, Padre Ambrósio Francisco Ferro.

Impedidos pelas autoridades holandesas, adeptos do calvinismo, o pároco e os fiéis foram levados às margens do rio Uruaçu: foram torturados por um longo período e morreram em decorrência dos ferimentos.

Após a morte de Manuel, sua esposa, que o pranteou, teve as mãos e os pés amputados; ela morreu três dias depois do marido, permanecendo ao seu lado. A causa deles, incluída na de Padre Ambrósio Francisco Ferro e seus 27 companheiros (alguns dos quais foram identificados apenas por laços familiares), foi unida à do Padre André de Soveral e Domingos Carvalho, entre os mortos em 16 de julho de 1645: todos os 30 foram beatificados em 5 de março de 2000 e canonizados no domingo, 15 de outubro de 2017.

 

 

Contexto Histórico:

A evangelização no Rio Grande do Norte, Estado do Nordeste brasileiro, teve início em 1597 com missionários jesuítas e padres diocesanos vindos de Portugal católico, começando com o catecismo dos indígenas e a formação das primeiras comunidades cristãs.

Nos anos seguintes, ocorreram desembarques franceses e holandeses, com o intuito de expulsar os portugueses das áreas colonizadas. Os holandeses obtiveram sucesso em 1630.

Calvinistas, acompanhados por seus “reverendos”, impuseram restrições à liberdade de culto na região, até então pacífica: na prática, os católicos foram perseguidos.

Na época, havia apenas duas paróquias no Rio Grande do Norte: em Cunhaú, a paróquia de Nossa Senhora da Purificação ou das Velas, liderada pelo pároco Padre André de Soveral, ex-membro da Companhia de Jesus; em Natal, a paróquia de Nossa Senhora da Apresentação, cujo pároco era o Padre Ambrósio Francisco Ferro.

 

O martírio de Manuel Rodrigues de Moura e sua esposa também é um marco histórico.

Ambas as paróquias foram vítimas de dura perseguição religiosa calvinista: os fiéis de Cunhaú foram massacrados em 16 de julho de 1645, juntamente com seu pároco.

Aterrorizados pelo ocorrido em Cunhaú, os católicos de Natal tentaram fugir. Um grupo de 80 pessoas improvisou uma paliçada no território de Potengi (atual São Gonçalo do Amarante), a 25 quilômetros da Fortaleza dos Reis Magos. Em vão: os homens, mulheres e crianças foram enviados pelas autoridades holandesas para um posto designado em Uruaçu, próximo ao rio de mesmo nome.

Em 3 de outubro de 1645, foram mortos ali por soldados e cerca de 200 indígenas liderados pelo líder indígena Antônio Paraopaba, que, convertido ao protestantismo calvinista, nutria uma genuína aversão aos católicos.

Entre as vítimas do massacre estava um casal. Dos dois, apenas o nome do marido, Manuel Rodrigues de Moura, sobreviveu através do relato do que aconteceu com sua esposa. Após o assassinato do marido, a mulher, que o lamentava, teve as mãos e os pés amputados. Morreu ao seu lado após três dias de agonia.

 


O caminho para os altares.

A autorização para o início da causa, que agrupava as vítimas de Cunhaú e as de Natal, com pelo menos 30 confirmadas no total, é datada de 6 de junho de 1989. A investigação diocesana foi então aberta na diocese de Natal no mesmo ano e concluída em 1994. Em 25 de novembro de 1994, chegou o decreto que validou a investigação diocesana.

Em 28 de outubro de 1997, realizou-se uma reunião dos Consultores Históricos da Congregação para as Causas dos Santos, seguida, em 1998, da apresentação da "Positio super martyrio". Em 23 de junho do mesmo ano, os consultores teológicos emitiram parecer favorável quanto ao martírio dos 30 brasileiros; seu parecer positivo foi confirmado em 10 de novembro de 1998 pelos cardeais e bispos membros da Congregação.

Em 21 de dezembro de 1998, o Papa São João Paulo II autorizou a promulgação do decreto que declara o Padre André de Soveral e seus companheiros mártires. O próprio Papa os beatificou em 5 de março de 2000.

Em 23 de março de 2017, o Papa Francisco aprovou os votos favoráveis ​​da Sessão Ordinária dos Cardeais e Bispos Membros da Congregação para as Causas dos Santos quanto à sua canonização, sem a necessidade de um novo milagre. A canonização “equipolente” foi celebrada pelo próprio Papa no domingo, 15 de outubro de 2017.

Consequentemente, Manuel Rodrigues de Moura e sua esposa são o segundo casal a ser canonizado em conjunto, bem como o primeiro em que ambos os membros são mártires e santos.

 

Fonte:

Site: “Santi, Beati e Testimoni”.

(Foram feitas correções no texto original, para uma melhor compreensão na língua portuguesa) 

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

DEVOCIONÁRIO AO (S) SANTO (S) ANJO (S) DA GUARDA - memória em 2 de outubro.



ORAÇÕES AO SANTO ANJO DA GUARDA

Oração tradicional: 

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador. Se a ti me confiou a piedade Divina, sempre me rege, me guarda, me governa, me ilumina. Amém.  

Oração de São Sofrônio, Patriarca de Jerusalém: 

É a vossa benignidade que rogo e imploro, ó benevolentes e imaculados Anjos e Arcanjos! A vosso poder recorro, ó intemeratos espíritos! 

Obtende-me que pura seja a minha vida; inabalável, a minha esperança; ilibados, os meus costumes; perfeito e livre de toda ofensa, o meu amor para com Deus e para com o próximo. 

Ah! Tomai-me pela mão, conduzi-me, guiai-me por aqueles caminhos que são aceitos por Deus e salutares para mim.  

 

Protesto de São Carlos Borromeu ao Santo Anjo da Guarda, em preparação para a morte:   

Em Nome da Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu, infeliz e miserável pecador, protesto em vossa presença, ó Anjo Santo de Deus. Quero absolutamente morrer na Igreja Católica, Apostólica e Romana, na qual faleceram todos os santos que até agora existiram e fora da qual não há salvação. Assisti-me na hora da morte e fazei-me vencer o demônio, inimigo meu e vosso.  

Protesto ainda, ó santo Anjo, que estou sob a vossa guarda e proteção: que quero partir desta vida com grande confiança em vosso socorro e com firme esperança na misericórdia do meu Deus. 

Desbaratai, naquele último momento, os inimigos de minha salvação; recebei a minha alma quando ela se separar do meu corpo; e, depois da minha morte, fazei que me seja propício Jesus Cristo, meu Salvador.  

Protesto igualmente, ó santo Anjo protetor meu, que, com o mais vivo afeto, desejo participar dos merecimentos de Jesus Cristo, Nosso Senhor, e espero obter a remissão dos meus pecados por virtude de sua Morte e Paixão. 

Detesto todo o mal que cometi em pensamentos, em obras e em palavras. A todos os meus inimigos perdoo, e quero morrer no amplexo da santa Cruz, para mostrar que ponho toda a minha esperança na Paixão do Salvador.  

Protesto, outrossim, ó amigo meu fidelíssimo, que me abandonou aos vossos cuidados e afetuosa caridade no grande passo de minha morte. 

E que, embora seja verdade que desejo ir logo para o Céu, estou, entretanto, pronto para apagar com o sofrimento a enormidade de meus pecados. 

Estou pronto para suportar qualquer gênero de castigo que a divina justiça achar conveniente impor-me, ainda que sejam as mais atrozes penas do Purgatório. 

Assim, também estou pronto para abandonar os meus parentes, os meus amigos, o meu próprio corpo e tudo aquilo que tenho de mais caro. A fim de mais depressa poder ir gozar da presença do meu Deus e provar-lhe o quanto me pesa tê-lo ofendido.  

Declaro finalmente, ó Anjo sapientíssimo e vigilantíssimo de minha alma, que vos constituo procurador da minha última vontade e executor deste meu ato testamentário. 

Dizei a Jesus, meu Salvador, no momento de minha morte, o que talvez já não poderei dizer: que creio em tudo aquilo que crê e ensina a Santa Igreja; que detesto os meus pecados, porque lhes desagradam; que os deposito todos no seu misericordiosíssimo Coração e que de sua infinita bondade espero o perdão deles; que de boa vontade morro, porque assim Ele o quer, e abandono minha alma e minha salvação em suas mãos; que o amo sobre todas as criaturas e por toda a eternidade o quero amar. Amém.  

Oração de São Luís Gonzaga aos Santos Anjos:

Ó santos e puros Anjos, ó vós, verdadeiramente bem-aventurados, que continuamente assistis na divina presença e com tão grande júbilo estais contemplando a face daquele celeste Salomão, por quem fostes cumulados de tanta sabedoria, feitos dignos de tanta glória e ornados de tantas prerrogativas! Vós, brilhantes estrelas, que com tal felicidade resplandeceis nesse bem-aventurado Céu, infundi, eu vos peço, em minha alma as vossas bem-aventuradas inspirações. Conservai sem máculas a minha vida; firme, a minha esperança; sem culpa, os meus costumes; inteiro, o meu amor para com Deus e para com o próximo.  

Rogo-vos, Anjos bem-aventurados, que, com vossa ajuda, vos digneis conduzir-me na estrada real da humildade, pela qual vós caminhastes primeiro, para que, depois desta vida, eu mereça ver juntamente convosco a bem-aventurada face do Pai eterno, e ser contado em vosso número também, no lugar de uma daquelas estrelas que, por sua soberba, caíram do Céu.  



Orações de Santo Afonso Maria de Ligório ao Anjo da Guarda: 

I. — Ó santo Anjo de minha guarda, quantas vezes com os meus pecados não vos obriguei a cobrir a face! Rogo-vos que me perdoeis e que por eles obtenhais o perdão junto de Deus, enquanto, de minha parte, proponho jamais desgostar a Deus ou a vós com as minhas faltas. Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarda, me governa, me ilumina. Amém.   

II. — Quanto vos agradeço, ó Anjo de minha guarda, pelas luzes que me haveis concedido! Quem me dera ter-vos sempre obedecido! Ai! Continuai a iluminar-me, repreendei-me em minhas quedas e não me abandoneis até o último momento de minha vida. Santo Anjo do Senhor...  

III. — Agradeço-vos, ó príncipe do Paraíso, Anjo meu, pois por tantos anos me assististes! Tenho-me esquecido de vós, mas não vos esquecestes de mim. Quem sabe o quanto me resta de viagem para entrar na eternidade. Ah, anjo de minha guarda, guiai-me pelo caminho do Céu e não deixeis de me assistir enquanto não me virdes eterno companheiro vosso no Reino bem-aventurado. Santo Anjo do Senhor…  

 

Oração de São Pedro Canísio ao Santo Anjo da Guarda:

À vossa tutela me recomendo, ó santo Anjo, pois à vossa guarda me confiou a divina bondade. 

Sou cego, guiai-me; sou ignorante, instruí-me; sou fraco, confortai-me; sou pequeno, protegei-me; sou um caminhante extraviado, reconduzi-me à estrada real; sou preguiçoso, despertai-me; sou lento, estimulai-me a progredir no bem. 

E, sobretudo, fazei que aquela extrema e perigosa luta, que eu terei de sustentar contra os demônios em minha morte, tenha termo feliz, para que, passando a ser companheiro vosso no Céu, possa cantar alegremente o hino da vitória: “Rompeu-se-nos o laço e livres dali nós fomos”.  

 

Oração de São João Berchmans ao Santo Anjo da Guarda: 

Anjo santo, amado de Deus, que por divina disposição tomaste-me sob a vossa bem-aventurada guarda desde o primeiro instante de minha vida, jamais cesseis de defender-me, de iluminar-me, de reger-me. Venero-vos como padroeiro, amo-vos como guarda, submeto-me à vossa direção e todo me dou a vós, para ser por vós governado. Peço-vos, portanto, e vos suplico pelo amor de Jesus Cristo, que, por mais que eu tenha sido ingrato para convosco e surdo a vossos avisos, não me queirais por isso abandonar; mas que vos digneis reconduzir-me ao reto caminho quando eu estiver transviado; ensinar-me na ignorância; levantar-me quando caído; consolar-me quando aflito; sustentar-me no perigo, até que me introduzais no Céu a gozar convosco a eterna felicidade. Assim seja.  

 

ORAÇÃO AOS ANJOS PELA FAMÍLIA

Ó Jesus, nosso santíssimo Redentor, pedimos que abençoeis nossa casa, nossa família, nosso lar. Preservai-nos de todo mal.

São Miguel, defendei-nos de todos os ardis do inferno.

São Gabriel, concedei-nos a sabedoria para que possamos compreender a santa vontade de Deus.

São Rafael, protegei-nos de problemas de saúde e de todo perigo de vida.

Santos anjos da guarda, guardai-nos dia e noite no caminho da salvação. Amém.”  

 

ORAÇÃO AO ANJO DA GUARDA DO BRASIL

Deus Eterno e Onipotente, que destinastes a cada nação o seu Anjo da Guarda, concedei que, pela intercessão e patrocínio do Anjo do Brasil, sejamos livres de todas as adversidades. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Nossa Senhora de Aparecida, rogai por nós!  

 

CONSAGRAÇÃO AOS ANJOS DA GUARDA

Santo Anjo da Guarda, que desde o início da minha vida me fostes concedido para meu protetor e companheiro, quero eu (nome), pobre pecador, consagrar-me hoje a vós na presença de meu Senhor e Deus, de Maria, minha Mãe celestial, e de todos os Anjos e Santos;  

Peço-vos, Santo Anjo, toda a força do amor divino para que eu seja nele inflamado; peço-vos o vigor da fé para que nunca mais vacile.  

Enfim, peço-vos que esta minha união convosco seja para mim escudo protetor contra todos os ataques de Satanás. Alcançai-nos de Deus a saúde do corpo e da alma, defendei-nos contra os ladrões, assaltantes, sequestradores e terroristas. Livrai-nos da morte repentina e iminente, dos desastres, dos perigos e acidentes em nossas viagens, e guiai-nos na difícil caminhada, rumo à casa do Pai.  

E nestas intenções, unidos a vós, agradecemos ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, pelos inefáveis dons de vossa criação e confirmação na graça divina, e pelas missões que Deus vos confiou. Amém.  


Oração ao Santo Anjo da Guarda para antes da Missa:

Meu Santo Anjo da Guarda, doce guardião da minha alma e do meu corpo, intercedei por mim junto com a Virgem Maria e São José e ajudai-me a participar da Santa Missa com muita fé, devoção e piedade.

Dignai-vos livrar-me das distrações que vierem sobre mim e ajudai-me a prestar atenção no Santo Sacrifício do altar. 

Durante o Ofertório, levai tudo o que sou e tenho e coloca isso como um sacrifício em cima do trono do altar.

Caminhai comigo na fila da comunhão e ajudai-me a receber Nosso Senhor Jesus Cristo, presente no Santíssimo Sacramento, com muita humildade, fervor, fé e sinceridade.

Intercedei por mim, para que esta Santa Missa transforme o meu coração e me faça uma pessoa mais santa. Amém! 


Coroa do Santo Anjo da Guarda (rezar em um terço comum)

Início: Um Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória ao Pai, em honra de nosso Santo Anjo da Guarda.

Nas contas grandes:

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo: adoro-Vos profundamente, e agradeço-Vos por terdes criado meu Santo Anjo da Guarda para Vosso serviço e louvor no Céu! Agradeço-vos por sua vitória sobre o mal e por sua glória no Céu! Agradeço-vos por haverdes escolhido a ele para meu amigo e companheiro na jornada desta vida! Concedei-me a graça de sempre ouvir e acatar suas santas inspirações, para um dia, com ele, Vos louvar e bendizer na eternidade! Amém!

Nas contas pequenas:

Santo Anjo da Guarda, eu confio em vós!

No final da coroa:

Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós!

São Miguel, Príncipe dos Anjos, rogai por nós!

Santos Anjos do Senhor, rogai por nós!

 


NOVENA AO SANTO ANJO DA GUARDA

PRIMEIRO DIA:

Ó fidelíssimo executor das ordens de Deus, santíssimo Anjo, meu protetor, que, desde o primeiro instante da minha existência, velas sempre com solicitude à guarda do meu corpo e da minha alma. Eu te saúdo e te agradeço, em união com todo o coro dos Anjos que a bondade Divina comprometeu à guarda dos homens. Eu te peço instantemente: redobra a tua atenção para me preservar de toda queda nesta presente peregrinação, a fim de que a minha alma se conserve sempre pura.  

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a Piedade Divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém.  

V) Rogai por nós, Bem-Aventurados Anjos de Deus,

R) Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.  

Oremos:

Ó Deus, que, por inefável Providência, vos dignais enviar os vossos Anjos a fim de nos guardarem. Dai-nos a graça de aqui na terra colher os efeitos da sua proteção eficaz e partilhar um dia da sua felicidade. Nós vo-lo pedimos pelos méritos de Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim seja.  

SEGUNDO DIA:

Ó, meu companheiro amantíssimo, meu único amigo verdadeiro, meu Santo Anjo da Guarda, que, em todos os tempos e lugares, me dás a honra da tua venerável presença. Eu te saúdo e te agradeço, em união com todo o coro dos Arcanjos, encarregados por Deus de anunciar os eventos grandes e misteriosos. Eu te peço insistentemente: ilumina o meu espírito para conhecer a Vontade Divina e dispõe meu coração para executá-la sempre perfeitamente, a fim de que, agindo sem cessar conforme a fé que professo, obtenha na outra vida a recompensa prometida aos verdadeiros fiéis.  

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a Piedade Divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém.  

V) Rogai por nós, Bem-Aventurados Anjos de Deus,

R) Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. 

Oremos:

Ó Deus, que, por inefável Providência, vos dignais enviar os vossos Anjos a fim de nos guardarem. Dai-nos a graça de aqui na terra colher os efeitos da sua proteção eficaz e partilhar um dia da sua felicidade. Nós vo-lo pedimos pelos méritos de Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim seja.  

TERCEIRO DIA:

Ó meu mestre sapientíssimo, meu Santo Anjo da Guarda, que nunca cessas de me ensinar a verdadeira ciência dos Santos, eu te saúdo e te agradeço, em união com todo o coro dos principados, encarregados de governar os espíritos inferiores para assegurar a pronta execução das ordens divinas. Eu te peço insistentemente: vela sobre os meus pensamentos, minhas palavras e minhas ações, para que, aderindo em tudo aos teus salutares ensinamentos, eu não perca jamais de vista o santo temor de Deus, princípio único e infalível da verdadeira sabedoria.  

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a Piedade Divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém.  

V) Rogai por nós, Bem-Aventurados Anjos de Deus,

R) Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.  

Oremos:

Ó Deus, que, por inefável Providência, vos dignais enviar os vossos Anjos a fim de nos guardarem. Dai-nos a graça de aqui na terra colher os efeitos da sua proteção eficaz e partilhar um dia da sua felicidade. Nós vo-lo pedimos pelos méritos de Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim seja.  

 

QUARTO DIA:

Ó meu amantíssimo educador, meu santo anjo da guarda, que, por amáveis censuras e contínuas admoestações, me convidas a levantar da queda toda vez que, para minha infelicidade, caio: eu te saúdo e te agradeço, em união com todo o coro das Potestades, encarregadas de conter as forças do demônio contra nós. Eu te peço insistentemente: tira a minha alma do sono da tibieza em que ela vive atualmente, e que eu lute para triunfar sobre todos os meus inimigos.  

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a Piedade Divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém.  

V) Rogai por nós, Bem-Aventurados Anjos de Deus,

R) Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.  

Oremos:

Ó Deus, que, por inefável Providência, vos dignais enviar os vossos Anjos a fim de nos guardarem. Dai-nos a graça de aqui na terra colher os efeitos da sua proteção eficaz e partilhar um dia da sua felicidade. Nós vo-lo pedimos pelos méritos de Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim seja.  

 

QUINTO DIA:

Ó meu poderosíssimo defensor, meu Santo Anjo da Guarda, que, mostrando-me as armadilhas do demônio e ocultando de mim as pompas deste mundo e os prazeres da carne, me facilitas a vitória e o triunfo: eu vos saúdo e vos agradeço, em união com todo o coro das Virtudes, destinadas por Deus Todo-Poderoso a operar os milagres e a conduzir os homens à santidade. Eu vos peço insistentemente: socorre-me em todos os perigos. Defende-me em todos os assaltos, a fim de que eu possa avançar com segurança na via de todas as virtudes. Em particular, da humildade, da pureza, da obediência e da caridade, que são as mais queridas por ti e as mais indispensáveis à salvação.  

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a Piedade Divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém.  

V) Rogai por nós, Bem-Aventurados Anjos de Deus,

R) Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.  

Oremos:

Ó Deus, que, por inefável Providência, vos dignais enviar os vossos Anjos a fim de nos guardarem. Dai-nos a graça de aqui na terra colher os efeitos da sua proteção eficaz e partilhar um dia da sua felicidade. Nós vo-lo pedimos pelos méritos de Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim seja.  

 

SEXTO DIA:

Ó meu inefável conselheiro, meu Santo Anjo da Guarda, que, de maneira muito eficaz, me fazes conhecer a vontade de Deus e os meios mais próprios para cumpri-la. Eu te saúdo e te agradeço, em união com todo o coro das Dominações, eleitas por Deus para comunicar os seus segredos e nos dar a força para dominar nossas paixões. Eu te peço insistentemente; livra o meu espírito de todas as dúvidas inoportunas e de todas as perniciosas perplexidades, a fim de que, livre de todo receio, siga sempre os teus avisos, que são conselhos de paz, de justiça e de santidade.  

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a Piedade Divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém.  

V) Rogai por nós, Bem-Aventurados Anjos de Deus,

R) Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.  

Ó Deus, que, por inefável Providência, vos dignais enviar os vossos Anjos a fim de nos guardarem. Dai-nos a graça de aqui na terra colher os efeitos da sua proteção eficaz e partilhar um dia da sua felicidade. Nós vo-lo pedimos pelos méritos de Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim seja.  

 

SÉTIMO DIA:

Ó, meu zelosíssimo advogado, meu Santo Anjo da Guarda, que, por incessantes orações, pleiteias no céu a causa da minha salvação eterna e desvias minha cabeça dos castigos merecidos, eu te saúdo e te agradeço, em união com todo o coro dos Tronos, escolhidos para manter os homens nos bons empreendimentos. Eu te peço insistentemente: coroa a tua caridade obtendo-me o dom inestimável da perseverança final, para que, na morte, eu passe felizmente das misérias desta vida e deste exílio para as alegrias eternas da pátria celeste.  

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a Piedade Divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém.  

V) Rogai por nós, Bem-Aventurados Anjos de Deus,

R) Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.  

Oremos:

Ó Deus, que, por inefável Providência, vos dignais enviar os vossos Anjos a fim de nos guardarem. Dai-nos a graça de aqui na terra colher os efeitos da sua proteção eficaz e partilhar um dia da sua felicidade. Nós vo-lo pedimos pelos méritos de Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim seja.  

 

OITAVO DIA:

Ó dulcíssimo consolador de minha alma, meu Santo Anjo da guarda, que, por suaves inspirações, me reconfortas nas vicissitudes da vida presente e em todos os temores da vida futura. Eu te saúdo e te agradeço, em união com todo o coro dos Querubins, que, cheios da ciência de Deus, são encarregados de iluminar a nossa ignorância. Eu te peço insistentemente: assiste-me e consola-me, tanto nas adversidades atuais quanto na última agonia, para que, seduzido pela doçura divina, eu feche o meu coração a todos os atrativos enganadores desta terra, a fim de repousar na esperança da felicidade eterna.  

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a Piedade Divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém.  

V) Rogai por nós, Bem-Aventurados Anjos de Deus,

R) Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.  

Oremos:

Ó Deus, que, por inefável Providência, vos dignais enviar os vossos Anjos a fim de nos guardarem. Dai-nos a graça de aqui na terra colher os efeitos da sua proteção eficaz e partilhar um dia da sua felicidade. Nós vo-lo pedimos pelos méritos de Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim seja.  


NONO DIA:

Ó príncipe nobilíssimo da corte celeste, infatigável cooperador de minha salvação eterna, meu Santo Anjo da Guarda, que marcas cada instante com inumeráveis benefícios. Eu te saúdo e te agradeço, em união com todo o coro dos Serafins, que, inflamados do divino amor, são escolhidos para abrasar os nossos corações. Eu te peço insistentemente: acende em minha alma uma faísca desse amor de que tu queimas sem cessar, a fim de que, tendo abolido em mim tudo que é do mundo e da carne, eu me eleve sem obstáculos à contemplação das coisas celestes, e, após ter sempre correspondido fielmente à vossa amorosa solicitude sobre a terra, eu chegue enfim, contigo, ao Reino da Glória.  

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a Piedade Divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém.  

V) Rogai por nós, Bem-Aventurados Anjos de Deus,

R) Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.  

Oremos:

Ó Deus, que, por inefável Providência, vos dignais enviar os vossos Anjos a fim de nos guardarem. Dai-nos a graça de aqui na terra colher os efeitos da sua proteção eficaz e partilhar um dia da sua felicidade. Nós vo-lo pedimos pelos méritos de Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim seja.