Páginas

Encontre o (a) Santo (a), Beato (a), Venerável ou Servo (a) de Deus

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

SÃO JOÃO DE CAPISTRANO, Presbítero Franciscano, grande pregador e taumaturgo - 23 de outubro.



São João de Capistrano possuía um 
extraordinário dom da pregação. 
Suas palavras, quais espadas de
dois gumes, penetrava o mais fundo
das almas, causando sincera contrição
em seus ouvintes e muitas conversões. 
João nasceu no ano de 1385 em Capistrano, pequena cidade dos Abruzos no reino de Nápoles. Seu pai era um fidalgo angevino que tinha ido para a região na comitiva do duque de Anjou, e lá se havia fixado. Nada se sabe da infância e adolescência de João, a não ser que estudou humanidades em sua terra natal, indo depois para Perúsia estudar direito civil e canônico. Doutorou-se nestes com sucesso. Assinalou-se tanto, por sua honestidade e prudência e por seus costumes puros, que lhe foi oferecido um posto na magistratura na própria Perúsia. Naqueles felizes tempos, ao contrário de hoje, a virtude era premiada. Um dos principais personagens da cidade lhe ofereceu a mão de sua filha única. O que mais poderia desejar, João? Tudo para ele eram flores e louvores. Mas essa felicidade sem nuvens não duraria muito, pois a Divina Providência tinha altos desígnios em relação ao jovem jurista.

Nesse tempo, a orgulhosa Perúsia levantou-se em armas contra o rei Ladislau, da Sicília. Na batalha que se seguiu, os perusinos foram vitoriosos. João, que tentara ser moderador entre as duas forças, teve sua atitude mal interpretada — foi acusado de favorecer o partido de Ladislau e de estar em comunicação com o exército inimigo. Isso bastou para pô-lo no cárcere. Defendeu-se brilhantemente, mas os homens eram surdos aos seus argumentos. Ele esperava que o rei Ladislau se interessasse por sua sorte; ou que o fizesse algum dos magistrados de Perúsia, que tão devotados tinham se mostrado antes. Mas ninguém se interessou por ele, que ficou esquecido na prisão. Para ele, era a hora da Providência.

Nas longas e monótonas horas de recolhimento forçado, João começou a considerar a inconstância da amizade humana, o falacioso das glórias deste mundo, e como não se podia fiar senão em Deus. A graça começou a trabalhar sua alma. Aos poucos começou a pensar em entregar-se a Deus.

E Deus secundava seus planos: nesse tempo faleceu sua jovem esposa, com quem não tivera filhos. Esse fato determinou-o a romper radical e totalmente com o mundo. Por sua ordem, seus bens foram vendidos e seu resgate pago, sendo ele posto em liberdade. Liquidou suas dívidas e doou o resto de sua boa fortuna aos pobres. Dirigiu-se depois ao convento franciscano do Monte, perto de Perúsia, da estrita observância, e pediu admissão. Tinha ele 30 anos de idade.

Humilhações para formar um santo.
João vinha precedido da sua boa fama no mundo. O mestre de noviços quis então experimentar sua vocação por meio das humilhações. Para começar, fê-lo desfilar pela cidade onde antes triunfara, montado num burrico, vestido com um velho hábito, tendo na cabeça uma mitra de papel na qual estavam escritos alguns pecados. Suportou com espírito sobrenatural não só essa humilhação, mas todas que Deus Nosso Senhor permitiu que sofresse, a fim de fazê-lo caminhar mais rapidamente no caminho da perfeição. Por duas vezes foi expulso do convento como inapto para a vida religiosa, e por duas vezes foi readmitido. Enfim, fez a profissão religiosa e foi ordenado sacerdote.

Para controlar seus impulsos ardentes e sua natureza viva, entregou-se com empenho à mortificação, flagelando-se duramente, reduzindo as horas de sono para três por noite e alimentando-se uma só vez por dia. Rezava diariamente inúmeras preces, entre elas o Ofício de Nossa Senhora, o Ofício dos Mortos, os Sete Salmos Penitenciais. Dedicava-se com empenho à meditação das verdades eternas e à leitura espiritual. Durante a celebração do santo sacrifício da Missa, chamava atenção sua profunda piedade.

João de Capistrano, como ficou seu nome depois da profissão religiosa, foi designado para trabalhar nos hospitais da cidade e para a pregação.


Devoto de Nossa Senhora e prodigioso pregador.
Os santos se atraem entre si, assim como acontece com os maus. Estreita amizade logo uniu Frei João com São Bernardino de Siena, do qual se fez discípulo. E, quando se levantou uma campanha de calúnias contra o mestre –– por causa da reforma da Ordem, que levava a efeito, e da propagação da devoção ao nome de Jesus, que empreendia ––, João de Capistrano foi a Roma defendê-lo diante do Papa e da Corte romana. Foi tal o brilho com que o fez, chamando sobre si a atenção da Santa Sé, que esta passou então a empregá-lo em várias missões difíceis, tornando-lhe impossível entregar-se à vida retirada e contemplativa que pretendia. Frei João manteve também profunda amizade em relação a São Lourenço Justiniano, outro reformador.

Sua devoção para com a Virgem Maria era terna e profunda. Quando pregava sobre Ela, o auditório chorava de emoção. Certo dia, em que aludiu num sermão às palavras do Apocalipse: "signum magnum apparuit in coelo" (um sinal admirável apareceu no céu), os assistentes puderam contemplar brilhante estrela que apareceu sobre o auditório, lançando raios sobre a face do pregador. 

Em outra ocasião, fez parar no ar a chuva que prejudicava seu sermão e silenciou os passarinhos que chilreavam muito forte. 

Com ele repetiu-se o milagre ocorrido com alguns outros santos: negando-se um barqueiro a levá-lo à outra margem do rio Pó, atravessou-o a pé enxuto sobre seu manto, que lhe serviu de barco. 

No fim de um sermão sobre as vaidades e perigos do mundo, em Áquila, as mulheres da cidade trouxeram seus ornamentos e os queimaram em grande fogueira na praça pública. O mesmo sucedeu em vários outros lugares. 

Em Praga, depois de um sermão que fez sobre o Juízo Final, mais de cem jovens abraçaram a vida religiosa. Na Morávia, converteu quatro mil hussitas e deixou um livro no qual refutava ponto por ponto a doutrina dessa seita herética. Também converteu bom número de judeus.

Inquisidor, diplomata e reformador.
No final do século XIII, surgiu na comarca de Ancona, na Itália, uma seita religiosa muito perniciosa de monges vagabundos, quase todos apóstatas, com o nome de Fraticelli, que escandalizavam a Igreja e a Cristandade. Apesar de condenada várias vezes, a seita, restos dela ainda existiam na Itália no tempo do santo. 

O papa Eugênio IV nomeou então Frei João de Capistrano inquisidor contra a seita, para exterminá-la de vez. Ele agiu com decisão e sucesso, logrando livrar a Itália do flagelo e confirmando que faz parte da caridade combater o mal. 

O papa Eugênio IV nomeou-o seu núncio na Sicília e enviado especial no Concílio de Florença, para procurar estabelecer a união entre gregos e latinos. Enviou-o depois para afastar os duques de Bolonha e Milão de sua adesão ao antipapa Félix V. 

Em missão junto ao rei da França, Carlos VII, desempenhou-se também Frei João a contento do Papa. Os sucessores do Pontífice continuaram a servir-se dos bons ofícios do santo, que desse modo tornou-se enviado apostólico na Alemanha, Boêmia, Caríntia, Saxônia, Morávia, Polônia e Hungria.

Frei João de Capistrano tinha uma graça particular para reconciliar inimigos. Apaziguou uma sedição em Riete, ressuscitando um homem que tinha tido a cabeça partida em dois durante o tumulto. Reconciliou também a cidade de Áquila com Afonso de Aragão e várias famílias divididas entre si.

Contrário a toda forma de relaxamento, ao mesmo tempo trabalhava para a reforma de sua Ordem, da qual foi Geral duas vezes, vendo-se florescer a disciplina e o fervor em todos os conventos por onde ele passava.



Na Batalha de Belgrado, salva a Cristandade.
Pode-se dizer que a grande missão da vida de São João Capistrano foi a luta contra o temível Maomé II. Este sultão, tendo se apoderado de Constantinopla no ano de 1453, havia jurado hastear o estandarte otomano no Capitólio, de Roma, ameaçando assim toda a Cristandade. Era necessária uma reação imediata e eficaz. O Papa Nicolau V convocou então uma Cruzada e nomeou São João de Capistrano seu pregador e chefe religioso.

Por suas exortações cheias de fogo, animou os presentes a pegarem as armas contra os turcos, que ameaçavam o nome cristão. Essa guerra, entretanto, foi adiada devido à morte do Papa Nicolau V. Subindo ao trono pontifício, Calixto III fez voto de empregar todas as suas forças e até a última gota de seu sangue nessa guerra.

Como todo verdadeiro santo, João de Capistrano era também um combatente. Em 1455, participou da Dieta que se realizava em Neustadt. Com o fervor de suas pregações e dom de persuasão, conseguiu ele reunir um exército de quarenta mil homens, entre franceses, italianos, alemães, boêmios, poloneses e húngaros. Chefiados por Ladislau, rei da Hungria, João Uniade, senhor da Transilvânia, e George, príncipe da Rússia, tiveram que enfrentar o exército muito maior e mais bem armado dos muçulmanos, que cercava Belgrado.

Aparição de São João de Capistrano
a São Pedro de Alcântara. 
Conta-se que, quando estava a caminho de Belgrado, o santo foi alertado por uma flecha caída do céu, que revelava a vitória cristã. O Céu queria aquela guerra santa. Nessa flecha estava escrito: “Não temas; triunfarás sobre os turcos pela virtude de meu Nome e da Santa Cruz, que tu portas”.


Armado assim com a cruz, João de Capistrano animava a todos, aparecendo nos lugares em que os cristãos pareciam fraquejar, animando-os em nome de Jesus Cristo. O exército cristão, tomado por um fervor sobrenatural, avançou irresistivelmente contra as linhas islâmicas, rompendo o cerco. Foi tal o ímpeto, que o próprio Maomé foi ferido, e seu exército, desbaratado. A Cristandade estava salva. 

Diz-se que, na batalha, morreram mais de 40 mil turcos, sendo relativamente pequenas as perdas dos cristãos. Apesar de São João de Capistrano estar sempre no local mais perigoso da batalha, não sofreu o mais leve arranhão, o que foi considerado como fato milagroso.

Toda a Cristandade reconheceu que a vitória fora concedida pelo Céu, devido às orações e ação de presença do santo. Apenas três meses depois da vitória, ele falecia, em 1456, na Hungria, aos 71 anos de idade.

Seu corpo, que se livrara da barbárie dos turcos, foi vítima da impiedade dos luteranos. Esses inimigos da verdadeira fé, tomando a cidade, desenterraram seus restos mortais e os lançaram no rio Danúbio. 

Felizmente os católicos os reencontraram e levaram para Elloc, perto de Viena, onde até hoje são venerados pelos fiéis, enquanto aguardam o dia da ressurreição final.

SÃO JOÃO PAULO II (Karol Wojtyla), Papa. O Papa “Peregrino”, o Papa da Misericórdia, o Papa da Juventude – 22 de outubro.

Nascimento – Wadowice, Cracóvia, 18 de maio de 1920.
Pontificado: 22 de outubro de 1978 a 2 de abril de 2005.
Falecimento: - Cidade do Vaticano, 2 de abril de 2005.
Dia de festa: 22 de outubro — Memória Facultativa.

Emblemas:

Hábito pontifício branco, a faixa papal (que contém seu brasão), a cruz peitoral, o pálio arquiepiscopal (pois, é arcebispo de Roma), a férula papal (nome que é dado ao "báculo do Papa", o "anel do Pastor", por vezes uma imagem de Maria ou o lema Totus tuus.

Ele foi o primeiro papa polonês e o primeiro pontífice não italiano desde Adriano VI, trazendo para seu ministério a experiência da Polônia, que foi oprimida primeiro pelo nazismo e depois pelo comunismo.

Participou do Concílio Vaticano II como bispo e promoveu sua implementação durante seu pontificado.

Incansável proclamador do Evangelho, realizou inúmeras viagens apostólicas aos cinco continentes, defendendo a liberdade dos povos, a paz e a dignidade da pessoa humana.

Seus ensinamentos, expressos em importantes encíclicas como Redemptor Hominis, Laborem Exercens, Veritatis Splendor e Evangelium Vitae, abordaram as principais questões espirituais, sociais e morais do mundo contemporâneo.

Promoveu o diálogo ecumênico e inter-religioso, com gestos significativos como o encontro de 1986 em Assis e a oração no Muro das Lamentações em Jerusalém.

Dedicou especial atenção aos jovens, instituindo as Jornadas Mundiais da Juventude (as JMJ).

Em 13 de maio de 1981, ele sobreviveu a um grave ataque a tiros na Praça de São Pedro.

Em seus últimos anos, falou publicamente sobre sua progressiva debilidade física, causada por grave Mal de Parkinson.

Faleceu em 2 de abril de 2005, após acompanhar a Igreja no terceiro milênio. Beatificado por Bento XVI em 1º de maio de 2011 e canonizado por Francisco em 27 de abril de 2014, seus restos mortais repousam na Basílica de São Pedro, no Vaticano, onde aguardam a ressurreição dos mortos. 

Foto do futuro Papa com seus amados pais. Tinha
especial apreço, carinho e amor por sua mãe, que, 
inclusive, por ter falecido em odor de santidade, 
está em processo de beatificação. 

Karol Woytyla com aproximada-
mente 1,5 ano a 2 anos de idade. 
Texto hagiológico:

Karol Józef Wojtyła nasceu em 18 de maio de 1920, em Wadowice, perto de Cracóvia, filho de Karol Wojtyła e Emilia Kaczorowska.

Sua infância foi marcada por perdas familiares: sua mãe, que ele muito amada (e tinha, também, fama de santidade) faleceu em 1929. 



Karol Wojtyla com
aproximadamente
4 a 5 anos. 

Seu irmão mais velho, Edmund, médico, que ele muito amava e admirava, faleceu em 1932, e seu pai em 1941.

Frequentou a escola em Wadowice, desenvolvendo interesse por literatura, poesia, teatro e vida religiosa.

Em 1938, ingressou na Universidade Jaguelônica de Cracóvia, onde estudou literatura.

A invasão alemã da Polônia em setembro de 1939 e o fechamento da universidade interromperam seus estudos regulares.


Para se sustentar e evitar o risco de deportação para trabalhos forçados, Wojtyła trabalhou entre 1940 e 1944, primeiro em uma pedreira e depois nas fábricas químicas da Solvay.

Karol Wojtyla com vestes de operário.

Participou da experiência clandestina do Teatro Rapsódico, na qual a linguagem poética e a cultura polonesa se tornaram instrumentos de resistência espiritual e cultural à ocupação.

Karol Wojtyla quando
era ator de teatro. 

Em 1942, iniciou sua formação sacerdotal no seminário clandestino de Cracóvia, liderado pelo Arcebispo Adam Stefan Sapieha. Sua escolha, portanto, amadureceu em um contexto de severas restrições à liberdade religiosa e à educação.

Karol Wojtyla quando 
seminarista de Teologia

Sacerdote, erudito e pastor. 

Em 1º de novembro de 1946, foi ordenado sacerdote por Sapieha. Prosseguiu seus estudos em Roma, no Angelicum, aprofundando seu conhecimento da teologia de São João da Cruz, e em 1948 retornou à Polônia.

Padre Karol Wojtyla

Exerceu seu ministério pastoral em Niegowić e, posteriormente, na paróquia de São Floriano, em Cracóvia, dedicando-se especialmente aos jovens e aos universitários.

Sua experiência pastoral foi acompanhada por reflexões filosóficas sobre o ser humano, a consciência, o amor e a responsabilidade moral. Lecionou-se em ética e filosofia em instituições acadêmicas, inclusive na Universidade Católica de Lublin.



Suas pesquisas entrelaçaram a tradição tomista com a fenomenologia e o personalismo, tendo como ponto central a irredutibilidade da pessoa a um mero meio.

Entre suas obras do período anterior ao pontificado, destacam-se "Amor e Responsabilidade" e "Pessoa e Ato". Sua atividade intelectual não se dissociou de seu cuidado pastoral: em seus escritos, o valor da liberdade está constantemente ligado à verdade, à consciência e à responsabilidade para com os outros.


Dom Karol Wojtyla, recém
ordenado bispo. 

Bispo, Concílio e arcebispo de Cracóvia:

O Venerável Servo de Deus Papa Pio XII o nomeou Bispo Auxiliar de Cracóvia e Bispo Titular de Ombi em 4 de julho de 1958; recebeu a ordenação episcopal em 28 de setembro.

Participou do Concílio Vaticano II, contribuindo principalmente para a reflexão sobre a Igreja no mundo contemporâneo e para a constituição pastoral Gaudium et Spes.



Em 13 de janeiro de 1964, São Paulo VI o nomeou arcebispo de Cracóvia e, em 26 de junho de 1967, o elevou ao cardinalato, com apenas 47 anos (!), algo realmente extraordinário, pela relativa juventude do novo cardeal da Igreja de Roma. 

Como arcebispo, atuou em uma sociedade sujeita ao controle político do regime comunista. Defendeu os espaços da vida eclesial, a formação religiosa e a liberdade das comunidades, sem reduzir a missão da Igreja a uma função partidária.

O confronto com as autoridades estatais exigia um equilíbrio entre a firmeza de princípios e a capacidade de negociação. Sua experiência pastoral e conciliar influenciaria profundamente as prioridades de seu futuro pontificado.

 

A eleição de 1978:

Após a morte de São Paulo VI e o brevíssimo (apenas 33 dias) pontificado do (no momento) Beato João Paulo I, o conclave elegeu Wojtyła em 16 de outubro de 1978.

O novo papa adotou o nome de João Paulo II, em continuidade com seu antecessor e os dois pontífices do Concílio Vaticano II. Em 22 de outubro, ele iniciou solenemente seu ministério petrino na Praça de São Pedro.


Momento que é apresentado ao povo como o novo 
Papa recém eleito: Joannes Paulus p.p. II





Sua eleição teve forte repercussão internacional: pela primeira vez em mais de quatro séculos, o bispo de Roma não era italiano e vinha de uma nação situada atrás da Cortina de Ferro.

Seu pontificado foi caracterizado desde o início por uma intensa presença pública, contato direto com as multidões e o uso de viagens como forma regular de governança pastoral e comunicação.

 

São João Paulo II gozava de grande respeito
por parte também de autoridades governamentais:
presidentes, reis, rainhas, príncipes e princesas
vieram visitá-lo e consideravam uma honra 
conhecê-lo. Realmente, era uma personalidade
muito carismática. Na foto acima com o 
presidente americano George W. Bush. 


E na foto acima, o Santo com o então
presidente americano Ronald Reagan. 


João Paulo II realizou 104 viagens apostólicas fora da Itália e 146 visitas pastorais dentro do país. A abrangência geográfica dessas viagens tornou a dimensão global do catolicismo mais visível, mas também trouxe um foco particular para a figura pessoal do pontífice.

Um dos homens (não digo somente "Papa") mais
fotografados da história, São João Paulo II, em 
mais um de seus muitos voos de suas viagens
apostólicas, flagrado ou lendo algum livro ou 
fazendo suas orações... 


A chegada do Papa João Paulo II sempre era um momento de grande emoção para todos
aqueles que o esperavam e o vinham recepcionar. Só quem o viu pessoalmente (como eu, 
por quatro vezes) é que pode atestar uma espécie de "energia" que parecia emanar
daquele Santo Papa. 



Cena muito comum e característica do Papa
São João Paulo II: beijar o solo de mais um
país que ele chegava para uma visita ou
missão apostólica. 


Em todo e qualquer lugar onde chegava, ao
descer do avião, beijava o chão daquele 
lugar, demonstrando profundo amor às
almas a ele confiadas e à sua missão como
Sucessor de Pedro e Vigário de Cristo naquela
terra à qual ele acabara de chegar.  

 

Polônia, Direitos Humanos e o Fim da Guerra Fria.

A primeira viagem do Papa à Polônia, em junho de 1979, foi um importante evento religioso e cívico. A presença do Papa fortaleceu a identidade cultural e espiritual de amplos setores da sociedade polonesa e ajudou a criar um clima favorável às reivindicações por liberdade.

Em 1980, foi fundado o sindicato independente Solidariedade, liderado por Lech Wałęsa.

O papel de João Paulo II no processo que levou à crise dos regimes comunistas europeus foi significativo em um nível moral e simbólico, mas não pode ser considerado a única causa das transformações, que também foram determinadas por fatores políticos, econômicos e sociais.

Em seus ensinamentos, a liberdade religiosa foi apresentada como um direito humano fundamental. O Papa denunciou formas de opressão e violação da dignidade humana, opondo-se tanto a sistemas totalitários quanto a uma concepção de vida social dominada exclusivamente pelo lucro ou pelo interesse material.

As encíclicas Laborem exercens de 1981, Sollicitudo rei socialis de 1987 e Centesimus annus de 1991 abordaram o trabalho, o desenvolvimento, a solidariedade e as transformações do mundo contemporâneo.

 

Foto do Papa sendo socorrido às pressas após
ter sido alvejado por dois disparos bem próximos.
O próprio "assassino" contratado para matar o Papa
uma vez declarou que não entendia como ele
havia sobrevivido, pois, era habilidoso no tiro
E nunca havia falhado antes em alguma missão. 
 

A tentativa de assassinato de 13 de maio de 1981:

Em 13 de maio de 1981, durante a audiência geral na Praça de São Pedro, São João Paulo II foi gravemente ferido por tiros disparados por Mehmet Ali Ağca. Ele foi submetido a uma longa cirurgia no Hospital Gemelli e enfrentou uma recuperação complexa.



Declarou publicamente seu perdão ao assassino e o visitou na prisão em dezembro de 1983.




Atribuiu a proteção de Nossa Senhora de Fátima como crucial para sua sobrevivência: essa interpretação deriva de sua experiência religiosa e não constitui uma reconstrução médico-histórica do evento. O atentado contra sua vida tornou-se um dos episódios mais marcantes de seu pontificado.

O Santo com a Venerável Serva de Deus Irmã Lúcia,
quando visitou Fátima, em três ocasiões: 1982 (12-15 de maio) - 
1 ano após o atentado, para agradecer a Nossa Senhora e
doar ao Santuário uma das balas que quase o vitimaram;
1991 (10-13 de maio) - no 10º aniversário do atentado e em
 2000 (12 a 13 de maio) - para beatificar Francisco e Jacinta Marto. 


Magistério e reformas eclesiais:

João Paulo II publicou catorze encíclicas. Redemptor hominis (1979) apresentou Cristo e a dignidade do homem como os pilares do programa pontifício; Dives in misericordia (1980) e Dominum et vivificantem (1986) completaram um amplo curso de reflexão teológica. Veritatis splendor (1993) abordou os fundamentos da moral católica; Evangelium vitae (1995) defendeu a dignidade e a inviolabilidade da vida humana; Ut unum sint (1995) relançou o compromisso ecumênico; Fides et ratio (1998) examinou a relação entre fé e razão; Ecclesia de Eucharistia (2003) explorou o significado eclesial da Eucaristia.


São João Paulo II escrevendo mais uma de suas Encíclicas
ou Cartas Apostólicas. 

Em 1983, promulgou o novo Código de Direito Canônico para a Igreja Latina e, em 1990, o Código de Cânones das Igrejas Católicas de Ritos Orientais.

Durante seu pontificado, o Catecismo da Igreja Católica foi publicado em 1992, com sua edição em latim lançada em 1997.

Essas obras figuraram entre os instrumentos mais importantes de organização doutrinal e disciplinar após o Concílio Vaticano II.

Seu ensinamento sobre corporeidade, matrimônio e amor humano, também desenvolvido nas catequeses conhecidas como A Teologia do Corpo, foi amplamente difundido.

Sua liderança também foi marcada por discussões e controvérsias. Suas posições sobre a reserva da ordenação de homens, contracepção, moral sexual e disciplina eclesiástica foram alvo de críticas por parte do público e de teólogos católicos.

O tratamento dado aos casos de abuso sexual por clérigos e as respostas das autoridades eclesiásticas durante seu pontificado são objeto de escrutínio histórico e institucional que distingue o conhecimento, as responsabilidades e as decisões das diversas partes envolvidas.

Uma avaliação geral não pode ignorar esses problemas, nem atribuir ao Pontífice, sem provas, conhecimento específico de cada caso individual.

 

Diálogo, paz e encontros inter-religiosos:

São João Paulo II promoveu encontros ecumênicos e inter-religiosos de considerável importância. Em 13 de abril de 1986, visitou a sinagoga de Roma, reunindo-se com a comunidade judaica num gesto de grande significado histórico. Em 27 de outubro do mesmo ano, convocou um Dia Mundial de Oração pela Paz em Assis, com representantes de diversas tradições religiosas. Em 2000, viajou à Terra Santa e rezou no Muro das Lamentações, em Jerusalém; em 2001, visitou a Mesquita Omíada, em Damasco.

São João Paulo II buscou o diálogo com representantes
de Igrejas Orientais, com líderes religiosos cristãos e até
mesmo com não cristãos. Isso não significa que "dialogar"
é "concordar" com tudo que o outro irá dizer ou falar, 
mas, entre pessoas no mínimo civilizadas é trocar ideias
a respeito de temas em "comum" a quaisquer crenças. 
Geralmente, a paz e o bem da humanidade é comum
a todas as religiões, a não ser àquelas de origem bastante
duvidosa e controversa, quiçá, diabólica mesmo. 


Esses gestos não eliminaram as diferenças doutrinais, mas fizeram do diálogo um elemento reconhecível de seu ministério.

Ele se manifestou repetidamente em favor da paz, criticando o recurso à guerra e defendendo a proteção das populações civis.

Em 2003, expressou clara oposição à guerra no Iraque. Seu ensinamento internacional buscou conciliar a defesa dos direitos humanos, a liberdade religiosa, a reconciliação e a responsabilização das instituições políticas.

 

Um das coisas que São João Paulo II mais gostava de fazer era estar entre os jovens, 
falar-lhes sobre Jesus, sobre fé, esperança, caridade, sobre desejarem serem santos, em 
"não terem medo" de dar o seu "sim" a Cristo. O carisma do Santo Papa com os jovens
era, realmente, extraordinário. Atraía centenas de milhares. Às vezes, milhões. 
Já perto de morrer, ao ser avisado que uma multidão de jovens estava na Praça de São
Pedro, teria dito: "Por tanto tempo eu vos procurei. Hoje, são vocês que vem ao encontro de mim. Muito obrigado!". Palavras de um verdadeiro pai... 

São João Paulo II, cheio de alegria por estar entre os jovens. Na foto acima, com
jovens poloneses. 


Juventude, Jubileu e Santidade.

As Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), lançadas durante o seu pontificado, tornaram-se encontros periódicos capazes de reunir um grande número de jovens de diversos países.

A celebração em Roma, no ano 2000, durante o Grande Jubileu, foi particularmente significativa. O Papa desejava que a entrada no novo milênio fosse acompanhada por uma renovação da vida cristã, pela memória dos mártires e por pedidos de perdão pelos pecados cometidos pelos cristãos ao longo da história.

Promoveu um grande número de causas de beatificação e canonização, propondo modelos de santidade de diversos contextos geográficos e sociais.

Durante o seu pontificado, celebrou 147 ritos de beatificação, proclamando 1.338 beatos e 51 canonizações, com 482 santos.

A amplitude desta atividade alterou significativamente a visibilidade pública de figuras reconhecidas pela Igreja como exemplos de vida cristã.

Na foto acima, São João Paulo II canoniza Santa
Maria Faustina Kowalska, também polonesa, a
apóstola da Divina Misericórdia. 

Na foto acima, a canonização de São Pio de Pietrelcina, com imensa afluência de devotos.
Estima-se que 500 mil pessoas vieram à canonização. Foi necessária a instalação de
telões também nas praças das Basílicas de São João do Latrão e de Santa Maria Maior. 

Doença, Morte e Reconhecimento do Culto:

Nos seus últimos anos, João Paulo II sofreu uma deterioração progressiva da sua saúde, causada por grave  Mal de Parkinson (resistente aos tratamentos médicos de então), manifestada por dificuldades de movimento e fala.

Contudo, continuou a exercer o seu ministério, confiando cada vez mais a leitura de textos e certas funções públicas a outros.

Faleceu no Palácio Apostólico a 2 de abril de 2005, às 21h37.

O seu funeral, a 8 de abril, reuniu representantes religiosos e civis de numerosos países e uma grande multidão de fiéis em Roma. Foi inicialmente sepultado nas Grutas Vaticanas.

O processo de sua beatificação iniciou-se com particular rapidez, após a dispensa do período de espera habitual. Inclusive, durante suas exéquias, não poucos fiéis, portando cartazes, clamavam: “Santo Súbito!”, isto é, “Santo já!”.  



O Papa Bento XVI, que havia sido grande amigo seu, com admiração mútuas, quando ainda era o cardeal Joseph Ratzinger, proclamou-o Beato em 1 de maio de 2011.

Após o reconhecimento canônico de mais um milagre atribuído à sua intercessão, o Papa Francisco canonizou-o a 27 de abril de 2014, juntamente com João XXIII.

Os seus restos mortais, transferidos para a Capela de São Sebastião na Basílica de São Pedro por ocasião da sua beatificação, são um local de veneração.

A comemoração de 22 de outubro recorda a inauguração de seu pontificado e não o dia de sua morte.

 

Informações adicionais (um resumo do texto acima): 

Foto "icônica" de São João Paulo II. Baseadas
nessa foto, inúmeras estatuetas e imagens
do Santo foram confeccionadas para venda. 
 

A Importância Histórica do Pontificado

O pontificado de João Paulo II, que durou quase vinte e sete anos, abrangeu o fim da Guerra Fria, a dissolução do bloco soviético e o alvorecer do terceiro milênio.

Sua contribuição para a recepção do Concílio Vaticano II se expressou em seu magistério, na legislação eclesiástica, nos sínodos e nas iniciativas pastorais globais.

A grande visibilidade do pontífice conferiu ao papado uma dimensão pública sem precedentes na era da mídia de massa.

Seu modelo de governo, caracterizado por uma marcada centralidade da Santa Sé, também impulsionou discussões sobre a colegialidade episcopal e a autonomia das Igrejas locais.

 

Polônia, Solidariedade e o fim do comunismo europeu.

A experiência do nazismo e do regime comunista polonês afetou profundamente sua compreensão da liberdade religiosa e dos direitos humanos.

Sua viagem à Polônia em junho de 1979 teve um impacto profundo na sociedade civil; nos anos que se seguiram, o pontífice apoiou moralmente as aspirações de liberdade personificadas pelo sindicato independente “Solidariedade”.

Seu papel na transformação da Europa Oriental foi significativo tanto no plano espiritual quanto no diplomático, mas o colapso dos regimes comunistas dependeu de múltiplos fatores políticos, econômicos e sociais, e não pode ser atribuído a um único indivíduo.

O Concílio Vaticano II e as Reformas da Igreja.

Já como bispo, Wojtyła contribuiu para os trabalhos do Concílio, particularmente para a constituição pastoral Gaudium et Spes.

Como Papa, promulgou o novo Código de Direito Canônico para a Igreja Latina em 1983, o Código de Cânones das Igrejas Orientais em 1990 e o Catecismo da Igreja Católica em 1992.

Essas intervenções ofereceram ferramentas normativas e doutrinais de referência para a vida eclesial após o Concílio. Sua aplicação esteve intrinsecamente ligada ao confronto entre diferentes interpretações da renovação conciliar.

Magistério e Encíclicas:

As catorze encíclicas de João Paulo II abordaram questões teológicas, antropológicas, morais e sociais. Redemptor hominis (1979) colocou Cristo e a dignidade do homem no centro de seu programa pontificado; Dives in misericordia (1980) explorou a misericórdia divina; Laborem exercens (1981), Sollicitudo rei socialis (1987) e Centesimus annus (1991) desenvolveram a doutrina social da Igreja. Veritatis splendor (1993) e Evangelium vitae (1995) abordaram questões fundamentais de moralidade, enquanto Fides et ratio (1998) examinou a relação entre fé e razão. Ecclesia de Eucharistia (2003) foi a última encíclica de seu pontificado.

Jovens e Jornadas Mundiais da Juventude:

João Paulo II atribuiu aos jovens um papel central na transmissão da fé.

Após os grandes encontros romanos de 1984 e 1985, ele instituiu as Jornadas Mundiais da Juventude em 1985, com a primeira celebração diocesana ocorrendo em 1986.

Encontros internacionais, incluindo Santiago de Compostela em 1989, Częstochowa em 1991, Denver em 1993, Manila em 1995 e Roma em 2000, tornaram-se uma marca registrada de seu pontificado.

O contato direto com as gerações mais jovens também transformou a linguagem e os métodos da pastoral juvenil católica.


Ecumenismo e diálogo inter-religioso

O compromisso ecumênico encontrou uma formulação coerente na encíclica Ut unum sint, de 1995.

O pontífice promoveu encontros com representantes das Igrejas Ortodoxas e comunidades surgidas da Reforma, embora sem superar todas as diferenças doutrinais e institucionais.

Em 27 de outubro de 1986, ele convocou um Dia Mundial de Oração pela Paz em Assis, com representantes de diferentes tradições religiosas, seguido por outras iniciativas.

O diálogo foi concebido como encontro e colaboração, sem apagar as diferenças entre as religiões.

A relação com o judaísmo:

A visita à sinagoga de Roma em 13 de abril de 1986 marcou um marco histórico nas relações entre católicos e judeus.

Durante sua peregrinação à Terra Santa em março de 2000, João Paulo II visitou o memorial do Holocausto Yad Vashem e rezou no Muro das Lamentações em Jerusalém.

Seu pontificado fomentou um aprofundamento da reflexão católica sobre o antissemitismo, a memória da perseguição aos judeus e a responsabilidade dos cristãos na história.

Contudo, o debate permaneceu aberto sobre a interpretação de certos eventos e documentos do passado.

O Grande Jubileu de 2000

O Jubileu de 2000 foi um dos momentos culminantes do pontificado. Sua preparação foi delineada na carta apostólica Tertio millennio adveniente de 1994.

Em 12 de março de 2000, Dia do Perdão, o Papa presidiu uma celebração penitencial na qual os pecados cometidos pelos cristãos ao longo da história foram reconhecidos.

O Jubileu reuniu grandes celebrações públicas, peregrinações, reflexões sobre a reconciliação e atenção às dívidas dos países pobres.

A carta Novo millennio ineunte de 2001 apresentou suas perspectivas pastorais.

 

O prestígio do Papa era tamanho que até mesmo 
"inimigos ideológicos" seus o respeitavam. Acima, o 
famigerado e cruel ditador cubano Fidel Castro, como
chefe de Estado e de governo cubano, recepciona o 
Santo Padre que é o chefe de Estado do Vaticano. 

Dignidade humana, paz e doutrina social.

A defesa da dignidade humana foi um princípio orientador do ensinamento de João Paulo II. Ele denunciou as violações da liberdade religiosa, criticou tanto os sistemas totalitários quanto os efeitos desumanizadores de uma economia desprovida de responsabilidade ética e chamou a atenção para a pobreza e a solidariedade internacional.

Opôs-se à guerra como instrumento padrão para a resolução de conflitos e manifestou-se publicamente contra a guerra de 2003 no Iraque.

Suas posições sobre a vida nascente, a eutanásia, a família e a moral sexual atraíram apoio, mas também debates dentro e fora da Igreja.

 

Brasão do Papa São João Paulo II. 
O Santo Padre era consagrado, inteiramente,
à Virgem Maria. "Totus Tuus" era seu lema. 

Devoção Mariana e Fátima.

O lema episcopal e papal, "Totus Tuus", expressava a entrega pessoal a Maria, inspirada pela espiritualidade de São Luís Maria Grignion de Montfort. Uma vez declarou que o famoso livro do Santo: “Tratado da Verdadeira Devoção à Virgem Maria” era seu “livro de cabeceira” (sic).

São João Paulo II interpretou religiosamente sua sobrevivência à tentativa de assassinato de 13 de maio de 1981 à luz da proteção mariana e vinculou essa experiência a Nossa Senhora de Fátima. Em 1982, ele visitou o santuário português para agradecer por sua salvação.

Uma das duas balas que o atingiram no atentado foi posteriormente colocada na coroa da estátua de Nossa Senhora de Fátima. Essa interpretação espiritual se distingue da reconstrução judicial dos responsáveis ​​pelo atentado.

 

A espiritualidade do sofrimento.

Em sua carta apostólica de 1984, Salvifici doloris, João Paulo II refletiu sobre o significado cristão do sofrimento.

Em 1992, instituiu o Dia Mundial do Doente, celebrado anualmente desde 11 de fevereiro de 1993.

Nos seus últimos anos, a doença e a progressiva limitação das suas capacidades motoras e vocais expuseram a fragilidade da sua pessoa. A

 sua decisão de continuar o ministério, apesar das crescentes dificuldades, tornou-se um dos aspetos mais marcantes da fase final do seu pontificado.

Beatificações, canonizações e a memória dos mártires:

João Paulo II deu grande impulso ao reconhecimento eclesial da santidade. Segundo dados oficiais da Santa Sé, ele presidiu 147 celebrações de beatificação, proclamando 1.338 beatos, e 51 canonizações, proclamando 482 santos.

A reforma dos procedimentos processuais, implementada em 1983, acompanhou essa intensa atividade.

Deu-se especial ênfase à valorização dos mártires do século XX (tanto os da “Guerra Cristera – México, de 1927 – 1929) quanto os da “Guerra Civil Espanhola” – Espanha, de 1936 – 1937), de figuras leigas, de missionários e testemunhas de diversos países, destacando a dimensão universal da santidade católica.

Curiosidades

- O nome João Paulo II era uma referência ao seu antecessor imediato e também a João XXIII e Paulo VI.

- Ele foi o primeiro pontífice polonês e o primeiro não italiano desde a eleição de Adriano VI em 1522.

- Durante a ocupação nazista, participou de apresentações teatrais clandestinas em Cracóvia.

- Sua memória litúrgica em 22 de outubro coincide com a solene inauguração de seu pontificado em 1978, e não com o dia de sua morte.

- Realizou 104 viagens apostólicas internacionais e 146 visitas pastorais à Itália.

- Visitou 317 paróquias romanas durante seu ministério como Bispo de Roma.

- Publicou quatorze encíclicas durante seu pontificado.

- Em dezembro de 1983, encontrou-se na prisão com Mehmet Ali Ağca, o homem que o assassinou em 1981.

- Ele foi o primeiro papa a visitar oficialmente a sinagoga de Roma, em 13 de abril de 1986.

- Em 2000, foi ao Muro das Lamentações em Jerusalém e deixou uma oração escrita no local.

- Em 2003, publicou o Tríptico Romano, uma obra poética composta durante seu pontificado.

- Seu corpo repousa na Capela de São Sebastião, na Basílica de São Pedro.

 

Cronologia

- 18 de maio de 1920 - Nasceu em Wadowice, Polônia.

- 1938 - Matriculou-se na Universidade Jaguelônica em Cracóvia.

- 1939 - A ocupação nazista interrompeu seus estudos universitários regulares.

- 1942 - Iniciou sua formação no seminário clandestino em Cracóvia.

- 1º de novembro de 1946 - Ordenado sacerdote.

- 1948 - Retornou à Polônia após estudar em Roma.

- 4 de julho de 1958 - Nomeado bispo auxiliar de Cracóvia.

- 28 de setembro de 1958 - Recebeu a ordenação episcopal.

- 1962-1965 - Participou do Concílio Vaticano II.

- 13 de janeiro de 1964 - Nomeado arcebispo de Cracóvia.

- 26 de junho de 1967 - Criado cardeal.

- 16 de outubro de 1978 - Eleito papa.

- 22 de outubro de 1978 - Iniciou solenemente seu ministério petrino.

- Junho de 1979 - Realizou sua primeira viagem papal à Polônia.

- 13 de maio de 1981 - Foi vítima de uma tentativa de assassinato na Praça de São Pedro.

- 1983 - Promulgou o Código de Direito Canônico em latim.

- 13 de abril de 1986 - Visitou a sinagoga de Roma.

- 27 de outubro de 1986 - Promoveu o encontro inter-religioso pela paz em Assis.

- 1990 - Promulgou o Código de Cânones das Igrejas Orientais.

- 1992 - Foi publicado o Catecismo da Igreja Católica.

- 2000 - Celebrou o Grande Jubileu e fez uma peregrinação à Terra Santa.

- 2 de abril de 2005 - Faleceu no Vaticano.

- 1º de maio de 2011 - Foi beatificado por Bento XVI.

- 27 de abril de 2014 - Ele é canonizado por Francisco.

 

São João Paulo II, saudoso e querido Papa, rogai por nós!