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Encontre o (a) Santo (a), Beato (a), Venerável ou Servo (a) de Deus

terça-feira, 24 de março de 2026

"SANTA" (*) ROSA DE VITERBO, Virgem da Ordem Terceira de São Francisco (atual OFS), mística e taumaturga.

Nascida em uma família de recursos modestos, aos 17 anos ingressou na Ordem Terceira de São Francisco após ter uma visão.

Durante esse período, fez diversas peregrinações e, sobretudo, cumpriu severas penitências.

Com a intensificação da guerra entre guelfos e gibelinos, ela e sua família foram exiladas. Retornou à sua terra natal após a morte de Frederico II, mas sua vida foi muito curta.

Praticamente nada se sabe sobre sua morte, exceto que seu corpo foi encontrado intacto alguns anos depois.

Nunca foi canonicamente proclamada santa, mas considerada santa pelo povo e, portanto, venerada até mesmo pelos Papas.


Martirológio Romano: Em Viterbo, a Beata Rosa, virgem da Ordem Terceira de São Francisco, que foi assídua nas obras de caridade e terminou prematuramente sua breve existência com apenas dezoito anos de idade.


Sua história:

Que coragem tem essa jovem de dezessete anos! Na Idade Média, ela caminhava descalça pelas ruas de Viterbo e enfrentava o próprio imperador para defender a paz e a Igreja.

Rosa nasceu em 1233 em Viterbo (Lácio), em uma família de agricultores pobres. Seus pais eram Giovanni e Caterina. Rosa era diferente das outras meninas. Com apenas três anos de idade, demonstrou sua santidade ao trazer de volta à vida uma tia que havia falecido recentemente. A menina adoeceu e se recuperou graças às orações dirigidas à Virgem Maria, que lhe apareceu. A família tinha pouca comida, mas a menina privou-se de sua ração de pão para doá-la aos pobres. Um dia, quando seu pai, desconfiado, pediu que ela visse o que estava escondido em seu avental, a filha o abriu obedientemente: eis que o pão se transformou em rosas recém-colhidas e perfumadas.

Naqueles anos, a cidade de Viterbo era assolada por guerras sangrentas entre os guelfos (participantes do Papa Inocêncio IV) e os gibelinos (aliados do Imperador Frederico II). Em 1250, os gibelinos dominavam a cidade. Rosa tinha dezessete anos e, sem hesitar, desafiou o imperador. A jovem vestiu o hábito de uma terciária franciscana e caminhou por Viterbo: segurando um crucifixo, implorava pela paz para todos e exortava os habitantes a permanecerem fiéis ao cristianismo. A família de Rosa foi expulsa e forçada a refugiar-se nas montanhas, apesar de ser 4 de dezembro e nevar. A jovem previu a morte do imperador, que ocorreu pouco depois, em 13 de dezembro. Os guelfos retomaram o controle da cidade e a família de Rosa pôde retornar para casa. Imediatamente, a jovem realizou um milagre, concedendo a visão a uma menina chamada Delicata, cega de nascença.


Rosa pediu para entrar em um convento de clarissas, mas teve seu pedido negado. A jovem previu que o convento a aclamaria e a acolheria na morte. Segundo testemunhas, Santa Rosa teria dito à madre: "Vós não me quereis viva, mas me havereis de querer morta."

Rosa morreu pouco depois, em 1251, e, como havia previsto, o convento que a rejeitara em vida acolheu seus restos mortais. 

Anos após sua morte, o Papa Alexandre IV teve visões da santa, o que o levou a ordenar o traslado de seu corpo para o mesmo mosteiro que a havia rejeitado. 

Até hoje, seu corpo permanece incorrupto e é venerado no Santuário de Santa Rosa de Viterbo, que pertence ao antigo mosteiro das Clarissas.

A cidade de Lácio ainda celebra sua amada padroeira todo dia 3 de setembro com uma procissão espetacular e comovente: o famoso "transporte da Macchina", uma torre iluminada de trinta metros de altura e cinco toneladas, carregada nos ombros de cem homens conhecidos como "Facchini". Proclamada padroeira da Ordem Terceira de São Francisco, da juventude católica italiana e da Juventude Franciscana, “Santa” Rosa de Viterbo também protege meninas e floristas.

Em 1252, o Papa Inocêncio IV considerou canonizá-la e ordenou um julgamento canônico, que talvez nunca tenha começado. Sua reputação de santidade cresceu e, em 1457, Calisto III ordenou um novo julgamento, que foi devidamente realizado. No entanto, nesse ínterim, ela faleceu e Rosa nunca foi canonizada com o rito solene habitual. Seu nome, porém, já constava entre os santos na edição de 1583 do Martirológio Romano. Igrejas, capelas e escolas por toda a Itália, e até mesmo na América Latina, foram gradualmente dedicadas a ela.

Sua vida foi curta. Ela nasceu filha de Giovanni e Caterina, provavelmente agricultores, no distrito de Santa Maria in Poggio. Aos 16 ou 17 anos, gravemente doente, foi imediatamente admitida nas Terciárias de São Francisco, que seguiu sua regra enquanto vivia com sua família. Uma vez curada, começou a percorrer Viterbo carregando uma pequena cruz ou uma imagem sagrada: orava em voz alta e exortava a todos a amar Jesus e Maria e a serem fiéis à Igreja. Tinha um carisma especial e extraordinário de tocar os corações e as almas com suas palavras cheias de convicção, amor a Deus, unção espiritual e sabedoria infusa (coisa raríssimo de acontecer com “moças” ou mulheres de seu tempo). Ninguém lhe havia incumbido dessa tarefa. Enquanto isso, Viterbo estava envolvida em uma crise entre a Santa Sé e o Imperador Frederico II. Ocupada por este último em 1240, a cidade "rendeu-se" em 1247, aceitando-o como soberano.

Rosa iniciou uma campanha para fortalecer a fé católica, contra as ações de grupos religiosos dissidentes atuantes na cidade, governada pelos gibelinos, leais ao imperador e inimigos do papa. Uma iniciativa espiritual, mas atrelada à situação política. Por esse motivo, o prefeito enviou Rosa e sua família para uma residência forçada em Soriano del Cimino.

Um breve exílio, pois em 1250 Frederico II morreu e Viterbo retornou à Igreja. Mas ela nunca mais ouviria a voz de Rosa nas ruas. A jovem morreu, provavelmente em 6 de junho de 1251 (outros situam sua vida entre 1234 e 1252). Foi sepultada sem caixão, na terra nua, perto da igreja de Santa Maria in Poggio.

Em novembro de 1252, o Papa Inocêncio IV iniciou o primeiro julgamento canônico (sem precedentes) e mandou sepultar seu corpo dentro da igreja. Em 1257, o Papa Alexandre IV ordenou sua transferência para o mosteiro das Clarissas. É possível que ele próprio tenha participado da cerimônia, já que se mudou para Viterbo da insegura cidade de Roma (seus sucessores residiram em Viterbo até 1281).

A morte de Rosa é comemorada em 6 de março. Mas as celebrações mais famosas em sua homenagem são as de setembro, que comemoram a transferência de seu corpo para o atual santuário dedicado a ela.

O transporte da "machina" pelas ruas da cidade é bastante conhecido: trata-se de uma espécie de torre de madeira e lona, renovada a cada ano, com a estátua da santa carregada nos ombros de 62 homens. Também é comemorada em 1868 a iniciativa do Conde Mario Fani, que, com o clube Santa Rosa em Viterbo, antecipou a Sociedade da Juventude Católica, posteriormente promovida pelos católicos bolonheses sob a liderança de Giovanni Acquaderni. Em 1922, Bento XV proclamou Rosa padroeira das Moças de Ação Católica.

Em Viterbo, onde é a padroeira da cidade e co-padroeira da diocese, sua memória é celebrada em 4 de setembro, dia da transladação.

O asterisco acima (*) é porque a "Santa" nunca foi canonizada oficialmente. Alguns sites a nomeiam ainda como "Beata", mas, a piedade popular e muitos Papas, devocionalmente, já a consideram "Santa". 

Autores:

Mariella Lentini

Domenico Agasso

Fonte: site “santiebeati.it”

sábado, 21 de março de 2026

SÃO JOSÉ, Pai Nutrício e Putativo de Jesus: suas Sete Dores e Alegrias (devoção preciosa a São José).


Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo. Diante de vossa augustíssima presença venho hoje honrar meu santo pai São José, vosso fidelíssimo filho, pai adotivo e amigo.

Ele muito vos amou e serviu, bem como à Santíssima Virgem Maria e ao Verbo Humanado enquanto estes estiveram sob seus cuidados na terra.

Neste serviço e cuidado, São José muito sofreu, mas, também muito foi consolado por Vós.

Quero agora honrar de forma especial suas sete principais dores e alegrias, implorando, em nome delas, a assistência, patrocínio e intercessão desse grande santo, na vida e também na hora de minha morte. Amém.

 


1ª Dor e Alegria

·       Ver-se obrigado por força da lei a abandonar sua esposa Maria, que estava grávida.

Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo (Mt 1,18).

·       Saber, por revelação angélica, que o fruto de seu ventre era o Messias prometido, concebido pelo Espírito Santo.

O anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo (Mt 1, 20-21).

   Pai nosso, Ave Maria e Glória.



2ª Dor e Alegria

·       Quando viu o Deus Menino nascendo em tanta pobreza e esquecido por seu povo eleito.

Veio para o que era seu, e os seus não o acolheram (Jo 1,1).

·       Quando ouviu e contemplou os santos anjos cantando a glória daquela santíssima noite e quando viu os pastores vindo saudar e adorar o Santo Menino.
Foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido, deitado na manjedoura (Lc 2,16).

   Pai nosso, Ave Maria e Glória.

 


3ª Dor e Alegria:

·       Quando viu o sangue precioso do Redentor sendo derramado dolorosamente na circuncisão.

Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido (Lc 2,21).

·       Quando pronunciou o dulcíssimo Nome de Jesus, enchendo-se de consolação.

A quem porás o nome de Jesus, será chamado Filho do Altíssimo..., e o seu reino não terá fim (Lc 1, 31 e 32).

Pai nosso, Ave Maria e Glória.

 


4ª Dor e Alegria:

·       A profecia de Simeão a respeito dos futuros sofrimentos de Jesus e de Maria.

Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. E a ti, mulher, uma espada transpassará a tua alma. Assim,serão revelados os pensamentos de muitos corações (Lc 2, 34).

·       Saber que tais sofrimentos seriam causa de libertação, paz e salvação para inúmeras almas.

Porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações (Lc 2, 30.32).

   Pai nosso, Ave Maria e Glória.

 


5ª Dor e Alegria:

·       As penas e dificuldades que teve para sustentar e servir o Filho de Deus, especialmente na fuga e exílio para o Egito.

O Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise! (Mt 2,13).

·       Por ter consigo, são e salvo, o Filho de Deus e ao ver que os ídolos do Egito caíam por terra com a chegada de Jesus.

Ali ficou até à morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 'Do Egito chamei o meu Filho' (Mt 2,15).

   Pai nosso, Ave Maria e Glória.

 


6ª Dor e Alegria

·       Temor que o filho de Herodes, Arquelau, pudesse também perseguir o Menino.

José levantou-se, pegou o menino e sua mãe, entrou na terra de Israel. Mas, quando soube que Arquelau reinava na Judeia, no lugar de seu pai Herodes, teve medo de ir para lá (Mt 2, 22).

 

·       Aviso em sonhos pelo anjo, dizendo que poderiam voltar em paz e segurança para Nazaré.

Depois de receber um aviso em sonho, José retirou-se para a região da Galileia, e foi morar numa cidade chamada Nazaré. Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareno (Mt 2,23).

   Pai nosso, Ave Maria e Glória.

 


7ª Dor e Alegria

·       Perda do Menino Jesus e angustiante procura por três dias.

Começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura (Lc2, 44)

·       Encontro do Menino Jesus no templo, são e salvo.

Três dias depois, O encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas (Lc 2,45 )

Pai nosso, Ave Maria e Glória.

- O Senhor fez dele chefe de Sua Casa.

- E príncipe de suas possessões.

 

Oremos: Ó Deus, que por uma inefável providência escolhestes o bem-aventurado São José para chefe e guarda da Sagrada Família, fazei que tenhamos no Céu por intercessor aquele que temos na terra por protetor. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

terça-feira, 10 de março de 2026

SÃO JOÃO DA CRUZ, modelo de ternura, humildade e serviço amoroso aos irmãos de Ordem.


São João da Cruz é muito mais conhecido por suas obras de espiritualidade, recheadas com sua iminente sabedoria e vida mística. Ainda hoje é objeto de estudos em faculdades de filosofia e de teologia e até mesmo por pensadores e cientistas não católicos e até não cristãos. Suas obras principais: Subida ao Monte Carmelo, Noite Escura da Alma, Cântico Espiritual e Chama Viva de Amor encantam pela doutrina espiritual sólida, profunda, pungente e até - poderíamos dizer - "misteriosa", pois, para um místico é muito difícil descrever em palavras suas experiências místicas, vividas em seu relacionamento íntimo com o Amado Deus. 

Muitos são os que acham que São João da Cruz é "difícil" de ser entendido. Que seus escritos são "complicados" de serem lidos. E, por causa disso, julgam que era um homem austero e duro com os outros, porém, ele era exatamente o contrário: era dulcíssimo, uma alma humilde e cândida, de ótima convivência fraterna e muito querido por seus confrades, bem como por Santa Teresa e as demais monjas que tiveram a graça de ouvir suas preleções, serem atendidas em confissão por ele ou serem dirigidas espiritualmente por ele. 

Hoje, o site: Santos, Beatos, Veneráveis e Servos de Deus traz uma visão nova do Santo: sua ternura e sua caridadade fraterna, pouco conhecidas... 


A ternura escondida de São João da Cruz

Na vida de São João da Cruz há um fio silencioso que atravessa seus dias com uma luz especial: o cuidado dos frades doentes. Não foi para ele uma tarefa secundária nem um gesto ocasional de bondade, mas um lugar privilegiado onde amar Deus em carne viva. Na doença de seus irmãos, Frei João reconheceu um altar discreto, e lá se inclinou com uma delicadeza que surpreendia aqueles que apenas conheciam sua fama de homem austero.

Este procedimento não foi por acaso. João tinha bebido profundamente do espírito da Madre Teresa, que insistia com firmeza — e ternura — que as doentes deviam ser cuidadas com todo amor, sem poupar atenção nem sacrifícios. A Santa não tolerava uma observância que esquecesse a caridade, e Frei João, fiel discípulo, traduziu esse desejo em gestos concretos e quotidianos. Em seus conventos, a atenção aos doentes tornou-se uma prioridade silenciosa e constante.

Quando alguém adoecia, o Prior tornava-se servidor. Deixava livros, encomendas e preocupações para entrar na cela do doente com um passo leve e olhar atento. Não estava com pressa nem com gravidade impostada, mas com uma proximidade simples que fazia o doente sentir-se olhado e amado. Testemunhas lembram-se de como ele próprio preparava a comida, adaptando-a ao gosto e à fraqueza do irmão: um caldinho macio, um peito bem cozido, algo que pudesse acontecer sem esforço. Arrumei a cama, ajustei o cobertor, abria a janela se o ar estivesse pesado. Fazia tudo como quem cumpre um dever sagrado, sem aspavientos, sem esperar agradecimentos.

Diz-se que quando uma epidemia de constipação e febres se espalhou por Baeza, Frei Juan redobrou a sua presença entre os doentes. Não se limitava a dar ordens: entrava, sai, perguntava, observava, e não raramente esfregava panelas ou varria, para que nada faltasse aqueles que estavam acamados. Aquele pedido concreto era o seu modo de viver a reforma: uma reforma feita de amor prático.

Tinha um dom especial para acompanhar o sofrimento. Sabia quando falar e quando calar. Às vezes sentava-se junto à cama e começava uma conversa simples, quase quotidiana, para distrair o irmão da sua dor. Outras vezes, contava uma anedota engraçada ou um estalinho oportuno, convencido de que um sorriso podia aliviar mais do que muitos raciocínios. Há testemunhos que lembram como ele pediu que levasse música aos doentes, porque — dizia — o coração também precisa de conforto, não apenas do corpo. Essa delicadeza revela um conhecimento profundo da alma humana, tão afinado quanto sua doutrina espiritual.


São João da Cruz não era apenas o Santo da vida mística,
mas, o Santo da caridade fraterna. 


Os frades diziam que, nesses momentos, Frei Juan parecia outro: não o mestre exigente da noite escura, mas um pai amável, quase maternal. Sua presença infundia paz. O doente sentia que não era um fardo, que sua fragilidade tinha um lugar na comunidade. Frei Juan não tratava a doença como um estorvo para a vida religiosa, mas como uma forma diferente de vivê-la, mais nua, mais verdadeira, em plena sintonia com o que Teresa tinha sonhado para suas casas.

Nos seus gestos se transparentava uma fé sem discursos. Não prometia curas nem adoçava o sofrimento com palavras vazias. Ensinava a confiar. Lembrei-me suavemente que Deus estava perto, até — e talvez mais — na fraqueza. Seu jeito de cuidar falava de um Deus que não foge da dor humana, mas se inclina sobre ele com amor paciente, como o bom samaritano do Evangelho.

Mesmo quando ele próprio estava cansado ou doente — e não foram poucas as suas doenças — ele não se desentendia dos outros. Sua caridade não dependia da força do momento, mas de uma decisão profunda: amar até o fim. Para seus frades, aquele cuidado silencioso foi uma lição indelével. Aprenderam que a santidade nem sempre se manifesta em grandes gestos nem em palavras sublimes, mas em uma sopa quente levada a tempo, numa visita repetida, numa visita repetida sem cansaço, numa noite velada ao lado do irmão sofrendo.

Assim foi São João da Cruz com seus doentes: um pai pequeno que soube curvar-se, um discípulo fiel da Madre Teresa na caridade concreta, um místico que encontrou Deus não só na noite luminosa da fé, mas também na fragilidade tremida de seus irmãos. E talvez ali, nessas celas humildes e silenciosas, ardeu uma das chamas mais puras do seu amor.


Fonte de referência:

José Vicente Rodriguez, San Juan de la Cruz. A biografia, Editorial San Pablo, Madrid 2012.





terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Serva de Deus Josefina Vilaseca Alsina, virgem e mártir da castidade.

Uma Morte que Comoveu o Mundo

Era a noite de 28 de dezembro de 1952, Festa dos Santos Inocentes. O caixão contendo os restos mortais de Josefina Vilaseca Alsina, agora Serva de Deus, chegou ao cemitério de sua cidade natal, Horta d'Avinyó, na região catalã de Bages. Um grande cortejo fúnebre acompanhava o longo trajeto da igreja paroquial até o cemitério.

Josefina havia recebido um solene funeral na noite anterior na Basílica de La Seu, em Manresa.

Uma multidão também acompanhou o cortejo fúnebre até a igreja e depois até o cemitério da cidade, onde foi realizada a autópsia antes de seu corpo ser levado para sua cidade natal.



Por que tanta gente? Quem era Josefina? O que havia acontecido?

Uma virgem frágil morreu como mártir devido aos ferimentos infligidos por Josep Garriga, enfurecido porque ela se recusara a satisfazer seus desejos lascivos.

Josefina fora enviada por sua mãe para a casa de campo Salabernada, no município de Artés, na fronteira com Horta, para ajudar e fazer companhia por alguns dias à proprietária, Dolors Guardiola, que esperava novos moradores. Josep Garriga, que lá se encontrava, fora órfão de mãe desde os nove anos, era analfabeto e havia negligenciado sua educação religiosa. Na época, ele tinha vinte e quatro anos e se apaixonara por Josefina, uma menina de doze anos, chegando a assediá-la em diversas ocasiões. Quando Josefina ia à casa dele nos fins de semana, dizia à mãe que não queria voltar para Salabernada. Sua mãe respondia: "Tenha paciência, não vai demorar muito". Sabe-se que outra menina de Horta, Felicitat, só ficou uma semana em Salabernada antes de Josefina.

Em 4 de dezembro, enquanto a dona da casa fazia compras em Artés, Josep Garriga aproveitou a situação para abusar de Josefina. Mas ela resistiu, gritando: "Não! Não é isso que Deus quer! É pecado!" Enquanto isso, a jovem virgem tentava escapar das garras gananciosas do desejo carnal.


Por um tempo, Josep perseguiu Josefina por diferentes cômodos da grande mansão, infligindo-lhe vários ferimentos com a faca de cozinha que brandia ameaçadoramente. Quando ela chegou à pequena sala de estar ao lado da cozinha, onde costumavam costurar e fazer outros trabalhos manuais, como crochê — que poderia ter sido um refúgio seguro depois de trancada a porta —, o perverso agressor a impediu de se trancar lá dentro, colocando rapidamente o pé para dentro. Em seguida, atacou a frágil vítima, que caiu, sangrando profusamente perto do braseiro no cômodo.

O criado, acreditando que ela estivesse morta, a deixou e, com total compostura, continuou com suas tarefas. Ele retornou mais uma vez para se certificar de que ela não estava mais viva. Então ela ficou imóvel, fingindo-se de morta, para que ele não a atacasse novamente e acabasse com ela.

Quando Dolors chegou, ficou surpresa ao ver que Josefina não estava lá para recebê-la, como era seu costume quando vinha de Artés. Preocupada, começou a chamá-la enquanto subia as escadas para o primeiro andar, onde ficavam a ampla sala de estar e jantar — típica das grandes casas de campo catalãs —, a cozinha e os quartos. Ao ouvi-la, Josefina se movimentou o máximo que pôde para fazer barulho e chamar a atenção de Dolors para que ela a encontrasse. Foi assim que Dolors descobriu as trágicas consequências da paixão desenfreada. Josefina, inacreditavelmente, ainda estava viva. A princípio, perdeu a consciência, mas a recuperou. Dolors reagiu rapidamente, amarrando um lenço em volta do pescoço gravemente ferido, colocando-a na cama e trancando a porta. Como sua traqueia estava cortada, Josefina não conseguia falar.


Por meio de um diálogo em linguagem de sinais, ela conseguiu comunicar a identidade do agressor. Dolors confrontou seu empregado: "O que você fez?" Ele respondeu, surpreso por estar encurralado: "Então, ela ainda está viva?"

Começou então uma corrida frenética para salvar a vida de Josefina. Salabernada fica longe da estrada que liga Sabadell a Prats de Lluçanés, passando por Artés e Avinyó, e a estrada que leva até lá estava intransitável para carros naquele momento. Um táxi levou o médico e a Guarda Civil até a área onde se localizam as casas de campo Casanova i Riusec. De lá, caminharam até a casa de campo, local do ataque brutal.

Após receber os primeiros socorros, uma maca improvisada foi feita com a estrutura de uma cama para transportar a mulher ferida até o táxi que a levou para Artés. De lá, ela foi levada de ambulância para Manresa, onde foi internada na Clínica Sant Josep. A rápida cirurgia foi bem-sucedida e a jovem melhorou a cada dia. Mas, no dia de Natal, seu estado piorou. Uma segunda operação se mostrou inútil e ela faleceu.



Corpo da Serva de Deus após ter sido autopsiado


O assassino, Josep, fotografado em sua
cela onde cumpriu prisão. 



Josep, o agressor, cooperou com a denúncia do incidente e ajudou no transporte de Josefina para tratamento. Ele se arrependeu e recebeu o perdão explícito de Josefina. Foi julgado e condenado à prisão. Após cumprir sua pena, casou-se e tornou-se um honesto operário da construção civil. Morreu em um acidente de trabalho fatal.


Velório da Serva de Deus Josefina Alsina. À cabeceira
da salma, uma estatueta de Santa Maria Goretti, 
recentemente canonizada. 



Sua fama de santidade e pureza, aliada
à sua morte heróica, já atraiam a veneração
dos que a conheciam. 




A morte exemplar de Josefina e a fama de suas virtudes logo se espalharam pela cidade e região, pela Diocese de Vic, pela Catalunha, por toda a Espanha e além. Mensagens de interesse em seu testemunho de santidade continuam a chegar de todo o mundo. A Igreja espera reconhecê-la com a beatificação e posterior canonização, um processo que já está bem encaminhado.

Uma adolescente como qualquer outra, em uma família cristã.

Mas quem era Josefina de verdade? Como ela era?
Com base no que foi explicado, pode-se deduzir que ela era uma jovem excepcional, naturalmente dotada de habilidades extraordinárias que lhe permitiram enfrentar momentos tão cruciais com a reação descrita. Pode-se supor que ela tinha uma formação intelectual especial ou que vinha de uma família com amplos recursos de todos os tipos.

Contudo, todos aqueles que a conheciam e conviviam com ela, incluindo seus familiares, padres, catequistas e freiras, não a tinham em alta estima, não vendo nada de extraordinário nela. E é, portanto, a partir da banalidade de uma vida que poderíamos chamar de normal, habitual e corriqueira, que Deus, com Sua graça, pôde demonstrar nela e por meio dela Sua onipotência, Sua força, Sua bondade e Suas maravilhas. Estas são impensáveis através da lente limitada da lógica humana, com seu conhecimento tão contaminado pelo orgulho e tão frequentemente subjugado pelo inexplicável, pelo misterioso, pelo inefável.

A análise humana pode, de fato, apontar, diante de um heroísmo tão surpreendente, para as origens de Josefina em uma família distintamente cristã, onde tudo era vivido em relação a uma fé plenamente abraçada e praticada.

Josefina nasceu em 9 de março de 1940, em Cal Nasi, uma casa humilde na Carrer de Dalt, a mais próxima do complexo paroquial, entre as espalhadas pela cidade e paróquia de Horta de Avinyó. Seus pais eram Jaume, de Horta, e Antônia, de Avinyó. No dia seguinte, foi batizada na igreja paroquial, recebendo os nomes Josefina, Francesca e Assunção. Em 2 de novembro de 1941, recebeu o Sacramento da Confirmação e, em 12 de junho de 1949, fez a Primeira Comunhão.

Eram tempos difíceis no período pós-guerra espanhol, após a Guerra Civil. O pai de Josefina, como tantos outros, fora obrigado a lutar pelo lado republicano. Seu irmão Josep morrera na frente de batalha. Em março de 1939, seu avô paterno, Joan Vilaseca Careta, faleceu aos 56 anos. Era um cristão devoto que praticava exercícios espirituais.

Durante os três anos de guerra, na ausência do pai, sua mãe carregou todo o fardo do sustento da família: cultivava a terra, moía grãos… E, mesmo com todas as obrigações familiares, ainda encontrava tempo, administrando-se como podia (de trem, em um caminhão de entregas...), para visitar o marido, que foi hospitalizado com tifo durante a guerra em vários hospitais diferentes. Nessa época, ela já tinha quatro de seus sete filhos: Ignasi, o mais velho, Antônia, Dolors e Lluís. Também moravam na casa sua avó materna, Angeleta, e uma tia paterna, Carmeta, que mais tarde se tornou freira das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo.

De volta à casa do pai, nasceu Josefina, seguida por Maria Rosa e, por fim, a caçula, Joan.

Horta de Avinyó tinha, naquela época, cerca de 350 habitantes que trabalhavam na agricultura e na viticultura, e também possuía uma fábrica têxtil. Os moradores de Vilaseca-Alsina não eram donos da terra; Eles cultivavam a terra em regime de parceria.

A mãe de Josefina criava galinhas, coelhos, uma cabra e alguns porcos, cujo abate garantia um suprimento confiável de alimento para o árduo trabalho no campo. Ela também trabalhava em uma fábrica para complementar sua renda. Mesmo assim, não era suficiente para sustentar a todos. Então, gradualmente, ela colocou seus filhos em diferentes casas para ajudar com os afazeres domésticos e agrícolas ou, se pudessem, na indústria ou no comércio, na esperança de conseguir sustentar a família. Maria Rosa e Joan foram colocadas sob a custódia do Juizado da Infância e da Juventude depois que um dos funcionários que as visitavam, ao ver a situação de Josefina, ofereceu seus serviços.

Por causa dessas dificuldades financeiras, em março de 1952, Josefina começou a trabalhar para as Irmãs do Sagrado Coração de Jesus em Avinyó, a capital do município que abrangia várias aldeias, incluindo Horta, a cerca de cinco quilômetros de distância. Josefina caminhava essa distância, rezando o Rosário com sua prima. Era um hábito que ela havia aprendido com a mãe quando iam às compras em Artés uma vez por semana. Em Avinyó, Josefina ajudava as freiras no berçário e em outras tarefas que lhe eram atribuídas. Em troca, recebia educação e alimentação.

Foi lá, em Avinyó, que ela ouviu falar do poderoso testemunho de Santa Maria Goretti, recentemente canonizada, cujo drama, em circunstâncias semelhantes, refletia o seu próprio. Durante uma missão em Avinyó, o padre claretiano Soler explicou o exemplo de Maria Goretti e perguntou: "Você estaria disposta a fazer o mesmo?". Josefina, como as outras, mas a primeira, levantou o dedo resolutamente em sinal de afirmação. Pela graça de Deus, ela de fato pôde fazê-lo. A menina ficava no convento durante o dia e passava a noite com seus tios, tias e primos na casa de sua falecida avó materna, na própria Avinyó.

Ao contemplar essa imagem
eu me pergunto: que mente
doentia
 ou espírito dominado
pela maldade
 é esse para querer
violar o corpo dessa inocente?

 Lluís, irmão de Josefina, trabalhava em uma fazenda em Salabernada, cujos donos também eram proprietários da renomada confeitaria Cal Quintana, em Artés. Os arrendatários haviam abandonado a fazenda. O genro, Josep Quintana, perguntou a Lluís se uma de suas irmãs poderia ir à casa para fazer companhia à sogra por alguns dias, até a chegada dos novos padeiros. Dolors era uma cristã devota.

Lluís levou a proposta à mãe, e ela, querendo garantir que Antônia e Dolors não tivessem que abandonar seus compromissos, conversou com as freiras de Avinyó para que Josefina pudesse cuidar das necessidades em Salabernada. Era para ser apenas por alguns dias, mas, na realidade, acabou se tornando um mês. E então as coisas aconteceram como aconteceram. 



Casa, escola, brincadeiras, orações e Missa

Josefina começou seus estudos na escola rural de Horta de Avinyó, onde a professora, Mercedes Torralba de Damas, falava espanhol, idioma que Josefina não entendia. Naquela época, a vida deles consistia em ir de casa para a escola e da escola para casa. A pobreza da época e as necessidades da família impediam-nas de comprar brinquedos comerciais, mas usavam a imaginação. Latas de sardinha, habilmente unidas, transformavam-se em trens, ou, como recorda Maria Rosa, faziam vestidos originais para as bonecas com retalhos de tecido da avó. Sim, havia tempo para brincar, mas também tinham de cuidar uns dos outros, especialmente das crianças mais velhas. Por exemplo, Antônia levava Joan, o mais novo, à fábrica para que a mãe o amamentasse.

Josefina era um pouco paqueradora. Uma anedota ilustra isso. Num domingo, quando a família visitou Cal Guerxo, trouxeram colares e pulseiras. Josefina, já adolescente, experimentou-os alegremente e pediu um de presente. É precisamente essa peça que agora se encontra no museu familiar de memórias da jovem mártir, em Cal Nasi, na Horta de Avinyó. Diz-se também que ela adorava doces, balas e bolos. As bonecas também eram uma das suas coisas favoritas. Quem pensasse que ela era uma criança séria, quieta, dócil e reservada deveria saber que ela participava sem hesitar das travessuras infantis e nunca se esquivava de discussões e birras. Por exemplo, quando os três irmãos mais novos brincavam de pega-pega em casa depois de chegarem da escola, estavam se divertindo tanto que Maria Rosa caiu e quebrou um dente. Outra anedota, porém, ilustra outra de suas preferências. Certo dia, uma boa amiga da família, Angelina Pons, de Olvan, na região de Berguedà, visitou a família em Horta. Ao saírem, encontraram Josefina brincando na praça da igreja. Sua família a convidou para acompanhar a amiga até o ponto de ônibus em Artés. A menina recusou o convite, dizendo: "Não, eu tenho que ir à catequese!".

O então Bispo de Solsona, Dom Vicente Enrique y Tarancón, mais tarde Primaz de Toledo e Cardeal Arcebispo de Madrid, teve a brilhante ideia de organizar uma peregrinação com a imagem de Nossa Senhora de Fátima. Essa peregrinação mobilizou muitas cidades e vilas, com calorosas recepções, ruas ricamente decoradas e numerosas celebrações marianas. Dado o seu sucesso comprovado, essa iniciativa foi posteriormente replicada em outras dioceses. Em 1950, a imagem chegou a Horta de Avinyó. Nesse mesmo dia, estava previsto que ela continuasse sua jornada para a paróquia vizinha de Santa Eugênia de Relat, também no município de Avinyó. No entanto, uma forte chuva impediu sua partida. Uma vigília foi realizada durante toda a noite. Testemunhos atestam que Josefina ajoelhou-se devotamente diante da bela imagem da peregrina, com o olhar fixo nela e as mãos unidas em oração.

Em casa, o Rosário era rezado diariamente. O chefe da família liderava o grupo caminhando pela sala e, de tempos em tempos, precisava parar para lembrar aqueles que não estavam quietos e atentos.


Aos domingos de manhã, havia Missa e catequese na Igreja Paroquial e, à tarde, o terço. Todos os domingos, após a missa, o pai de Josefina ensinava catecismo aos filhos em casa. O primeiro pároco após a guerra, da qual sobreviveu escondendo-se na paróquia vizinha de Serraïma, foi o Padre Josep Ferrer. Ele foi sucedido primeiro pelo Padre Josep Maria Bonals e depois pelo Padre Ramón Vila, que, em 1951, testemunhou o martírio de sua paroquiana e mais tarde se tornou um entusiasta defensor de seu martírio até sua morte, aos veneráveis 101 anos, em 2008.

Este padre revitalizou grandemente a paróquia. Logo após sua chegada, iniciou a construção do Centro Paroquial com a ajuda dos moradores da cidade: contribuições em dinheiro e trabalho. Ele fundou a Ação Católica, e Josefina foi eleita secretária dos membros aspirantes. Nesse local de encontro da comunidade, o pároco organizou a tradicional encenação natalina catalã, "Els Pastorets". Para a apresentação de Natal de 1952, Josefina havia recebido o papel do Arcanjo São Miguel, que sempre triunfa sobre Satanás. Os eventos trágicos que estamos discutindo impediram a apresentação. Josefina também participou da tradicional procissão de "Les Caramelles", que leva a proclamação da alegria do Domingo de Páscoa pelas ruas, praças e casas rurais das cidades catalãs.

Santificação na Vida Ordinária

O que tudo isso nos diz, a nós que a Providência de Deus colocou neste século XXI turbulento, porém esperançoso, e especialmente aos adolescentes e jovens adultos? Creio que Josefina desmantela toda a mitificação dos santos. É claro que apresentar suas vidas como exaltações dos dons de Deus é válido, mas existe o perigo de que nos sejam apresentadas como distantes do mundo real em que todos vivemos nosso dia a dia: família, escola, universidade, trabalho, pesquisa, lazer, novas tecnologias, paróquia, diocese, a Igreja universal, política, os dramas urgentes da fome e outras misérias, a degradação da Terra, etc., etc. Como se fossem super-homens ou supermulheres, quase seres extraterrestres.

Testemunhos como o da Serva de Deus Josefina Vilaseca Alsina nos proclamam — e, neste caso, sem um artigo, um livro ou um sermão, mas unicamente através de sua história de vida — que em uma vida aparentemente comum, sem nada de extraordinário, que não é notícia na mídia, nem protagonista de eventos excepcionais, se cumpre o chamado universal à santidade proclamado pelo Concílio Vaticano II.

Josefina, simples, humilde, de uma aldeia rural, criada com muitas carências, na pobreza material, mas rica nos dons de Deus, no calor de uma grande família católica, é capaz, pela graça de Deus, de tornar relevante o lema dos mártires que, desde o Mestre, que morreu na Cruz e ressuscitou para nossa salvação, semearam as sementes do Evangelho perene ao longo dos séculos da longa e fecunda história da Igreja: preferir a morte ao pecado.

Louvado seja o Senhor para sempre por suas maravilhas nos mais humildes!



Cortejo fúnebre dos restos mortais da Serva de Deus.
Presença de grande multidão e membros do clero local