Páginas

Encontre o (a) Santo (a), Beato (a), Venerável ou Servo (a) de Deus

sexta-feira, 1 de maio de 2026

SÃO JOSÉ, Patrono e Modelo de todos os trabalhadores e operários - Festa do dia 01 de Maio.


São José, modelo e patrono para
todos os trabalhadores e operários. 
Ordens e congregações religiosas, associações e uniões piedosas, sacerdotes e leigos, eruditos e ignorantes, colocaram-se sob sua proteção. Talvez nem todos saibam que o Papa São João XXIII, recentemente canonizado, ao ascender ao trono papal, cogitou a ideia de ser chamado José, tamanha era sua devoção ao santo carpinteiro de Nazaré. Nenhum pontífice jamais escolheu esse nome, que, na verdade, não pertence à tradição da Igreja, mas o "Papa bom" teria sido chamado de bom grado “José I”, se fosse possível, precisamente pela profunda veneração que sentia por este grande santo.



O grande e Santo Patriarca São José, o maior dos Santos

Grande, e ainda hoje em grande parte desconhecido. O anonimato, ao longo de toda a sua vida e após a sua morte, parece ser quase a "assinatura", a marca distintiva de São José. Como bem observou Vittorio Messori, "permanecer oculto e emergir apenas gradualmente ao longo do tempo parece fazer parte do extraordinário papel que lhe é atribuído na história da salvação".

 

O Novo Testamento não atribui uma única palavra a São José. Quando a vida pública de Jesus começou, ele provavelmente já havia desaparecido (de fato, não é mencionado no casamento em Caná), mas não sabemos nem onde nem quando morreu; não conhecemos seu túmulo, enquanto conhecemos o de Abraão, que é séculos mais antigo.

O Evangelho lhe dá o título de Justo. Na linguagem bíblica, uma pessoa "justa" é aquela que ama o espírito e a letra da Lei, como expressão da vontade de Deus.

José descendia da casa de Davi; sabemos que era um artesão que trabalhava com madeira. Ele não era nada velho, como a tradição hagiográfica e certas iconografias o apresentam, segundo o clichê do "bom e velho José" que se casou com a Virgem de Nazaré para ser o pai adotivo do Filho de Deus. Ao contrário, era um homem no auge da vida, com um coração generoso e rico em fé, sem dúvida apaixonado (obviamente, pela altíssima castidade de sua alma, não uma “paixão carnal”) por Maria. Ele ficou noivo dela segundo os costumes e tradições de sua época.

Para os judeus, o noivado era equivalente ao casamento, durava um ano e não dava origem à coabitação ou vida conjugal entre os dois; finalmente, realizava-se uma festa durante a qual a noiva era apresentada à casa do noivo, iniciando assim a vida de casada.

Se uma criança fosse concebida nesse ínterim, o noivo cobria o recém-nascido com seu nome; se a noiva fosse considerada culpada de infidelidade, podia ser denunciada ao tribunal local. O procedimento a ser seguido era vergonhoso: a adúltera era condenada à morte por apedrejamento.

Ora, no Evangelho de São Mateus, lemos que "Maria, estando prometida em casamento a José, achou-se estar grávida pelo Espírito Santo, antes de irem viver juntos. Seu marido José, sendo homem justo e não querendo expô-la à desonra, resolveu deixá-la secretamente" (Mt 18-19). Enquanto ainda estava indeciso sobre o que fazer, eis que surge o Anjo do Senhor para lhe tranquilizar: “José, filho de Davi, não tenha medo de receber Maria, sua esposa, pois o que nela foi gerado é do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e você lhe dará o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mateus 1, 20-21).

José podia aceitar o plano de Deus ou não. Em toda vocação que se preze, o mistério do chamado é sempre contraposto pelo exercício da liberdade, visto que o Senhor jamais viola a intimidade de suas criaturas nem interfere em seu livre-arbítrio. José podia, então, aceitar ou não. Por amor a Deus, a Maria e ao futuro Messias – Deus feito homem - , ele aceita; nas Escrituras lemos que “ele fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu sua esposa em casa” (Mateus 1,24). Ele prontamente obedeceu ao Anjo e, assim, disse sim à obra da Redenção. Portanto, quando olhamos para o “sim” de Maria, devemos também pensar no “sim” de José ao plano de Deus.

Superando toda a prudência terrena e transcendendo as convenções e costumes sociais de seu tempo, ele foi capaz de fazer triunfar o amor, mostrando-se receptivo ao mistério da Encarnação do Verbo.

Entre seus fiéis, ele é o primeiro em ordem cronológica e em grandeza: São José é, sem dúvida, o primeiro devoto de Maria. Assim que tomou conhecimento de sua missão, dedicou-se a ela com todas as suas forças. Foi esposo, guardião, discípulo, guia e amparo de Maria: tudo. (...)


O casamento de Maria e José foi verdadeiro? Esta é a pergunta que mais frequentemente surge nos lábios tanto dos estudiosos quanto dos fiéis comuns. Sabemos que o matrimônio deles foi uma coabitação conjugal vivida na virgindade (cf. Mateus 1,18-25), isto é, um casamento virginal, mas, um casamento, ainda assim, vivido na mais plena e verdadeira comunhão: "uma comunhão de vida que vai além do eros, uma relação conjugal que envolve um amor profundo, mas não orientada para o sexo e a procriação" (São José de Fiores).

Se Maria vive pela fé, José não o é menos. Se Maria é um modelo de humildade, a humildade de seu esposo também se reflete nesta. Maria amava o silêncio, José também: entre eles existia, e não poderia existir de outra forma, uma comunhão conjugal que era uma verdadeira comunhão de corações, cimentada por profundas afinidades espirituais. “O casal Maria e José constitui o ápice”, disse São João Paulo II, “de onde a santidade se espalha por toda a terra” (Redemptoris Custos, n. 7).

Ó que mistério! São José ensina
àquele que é o Criador do universo
o ofício da carpintaria. Quanta
humildade e submissão à Vontade
Divina, inacessível à mente humana.

A conjugalidade de Maria e José, na qual se prenuncia a primeira “Igreja doméstica” da história, antecipa, por assim dizer, a condição final do Reino (cf. Lucas 20,34-36; Mateus 22,30), tornando-se, assim, já na terra, uma prefiguração do Paraíso, onde Deus será tudo em todos, e onde só existirá o eterno, só a dimensão vertical da existência, enquanto o humano será transfigurado e absorvido no divino.

A sublime devoção a São José.

"Qualquer graça que for pedida a São José certamente será concedida”. “Quem quiser crer, que o faça para que se convença", argumentou Santa Teresa de Jesus (ou de Ávila). "Tomei como meu glorioso São José o meu advogado e patrono e recomendei-me fervorosamente a ele. Este meu pai e protetor ajudou-me nas necessidades em que me encontrava e em muitas outras mais graves, nas quais estavam em jogo a minha honra e a saúde da minha alma. Vi que a sua ajuda era sempre maior do que eu poderia ter esperado..." (ver capítulo VI da Autobiografia). É difícil duvidar disso, se considerarmos que, entre todos os santos, o humilde carpinteiro de Nazaré é o mais próximo de Jesus e Maria: esteve na terra, e ainda mais no céu. Porque foi o pai de Jesus, ainda que adotivo, e o esposo de Maria.

As graças que se obtêm de Deus ao recorrer a São José são verdadeiramente inumeráveis. Padroeiro universal da Igreja por vontade do Beato Papa Pio IX, também é conhecido como padroeiro dos trabalhadores, dos moribundos e das almas do purgatório, mas seu patrocínio se estende a todas as necessidades, atendendo a todos os pedidos. São João Paulo II confessou que rezava a ele diariamente. Reconhecendo sua devoção pelo povo cristão, em sua honra, em 1989, escreveu a Exortação Apostólica Redemptoris Custos, acrescentando seu nome a uma longa lista de seus predecessores devotos: Beato Pio IX, São Pio X, Pio XII, São João XXIII e São Paulo VI.



São José, o último e maior de todos os Patriarcas. 

 

Fonte:

Site: “Santi, Beati e Testemoni”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário