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| São José, modelo e patrono para todos os trabalhadores e operários. |
O
grande e Santo Patriarca São José, o maior dos Santos
Grande,
e ainda hoje em grande parte desconhecido. O anonimato, ao longo de toda a sua
vida e após a sua morte, parece ser quase a "assinatura", a marca
distintiva de São José. Como bem observou Vittorio Messori, "permanecer
oculto e emergir apenas gradualmente ao longo do tempo parece fazer parte do
extraordinário papel que lhe é atribuído na história da salvação".
O Novo Testamento não atribui uma única
palavra a São José. Quando a vida pública de Jesus começou, ele provavelmente
já havia desaparecido (de fato, não é mencionado no casamento em Caná), mas não
sabemos nem onde nem quando morreu; não conhecemos seu túmulo, enquanto
conhecemos o de Abraão, que é séculos mais antigo.
O
Evangelho lhe dá o título de Justo. Na linguagem bíblica, uma pessoa
"justa" é aquela que ama o espírito e a letra da Lei, como expressão
da vontade de Deus.
José
descendia da casa de Davi; sabemos que era um artesão que trabalhava com
madeira. Ele não era nada velho, como a tradição hagiográfica e certas
iconografias o apresentam, segundo o clichê do "bom e velho José" que
se casou com a Virgem de Nazaré para ser o pai adotivo do Filho de Deus. Ao
contrário, era um homem no auge da vida, com um coração generoso e rico em fé,
sem dúvida apaixonado (obviamente, pela altíssima castidade de sua alma,
não uma “paixão carnal”) por Maria. Ele ficou noivo dela segundo os
costumes e tradições de sua época.
Para
os judeus, o noivado era equivalente ao casamento, durava um ano e não dava
origem à coabitação ou vida conjugal entre os dois; finalmente, realizava-se
uma festa durante a qual a noiva era apresentada à casa do noivo, iniciando
assim a vida de casada.
Se
uma criança fosse concebida nesse ínterim, o noivo cobria o recém-nascido com
seu nome; se a noiva fosse considerada culpada de infidelidade, podia ser
denunciada ao tribunal local. O procedimento a ser seguido era vergonhoso: a
adúltera era condenada à morte por apedrejamento.
Ora,
no Evangelho de São Mateus, lemos que "Maria, estando prometida em
casamento a José, achou-se estar grávida pelo Espírito Santo, antes de irem
viver juntos. Seu marido José, sendo homem justo e não querendo expô-la à
desonra, resolveu deixá-la secretamente" (Mt 18-19). Enquanto ainda
estava indeciso sobre o que fazer, eis que surge o Anjo do Senhor para lhe
tranquilizar: “José, filho de Davi, não tenha medo de receber Maria, sua
esposa, pois o que nela foi gerado é do Espírito Santo. Ela dará à luz um
filho, e você lhe dará o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus
pecados” (Mateus 1, 20-21).
José
podia aceitar o plano de Deus ou não. Em toda vocação que se preze, o mistério
do chamado é sempre contraposto pelo exercício da liberdade, visto que o
Senhor jamais viola a intimidade de suas criaturas nem interfere em seu
livre-arbítrio. José podia, então, aceitar ou não. Por amor a Deus, a Maria
e ao futuro Messias – Deus feito homem - , ele aceita; nas Escrituras lemos
que “ele fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu sua esposa em
casa” (Mateus 1,24). Ele prontamente obedeceu ao Anjo e, assim, disse
sim à obra da Redenção. Portanto, quando olhamos para o “sim” de Maria,
devemos também pensar no “sim” de José ao plano de Deus.
Superando
toda a prudência terrena e transcendendo as convenções e costumes sociais de
seu tempo, ele foi capaz de fazer triunfar o amor, mostrando-se receptivo ao
mistério da Encarnação do Verbo.
Entre seus fiéis, ele é o primeiro em ordem cronológica e em grandeza: São José é, sem dúvida, o primeiro devoto de Maria. Assim que tomou conhecimento de sua missão, dedicou-se a ela com todas as suas forças. Foi esposo, guardião, discípulo, guia e amparo de Maria: tudo. (...)
O
casamento de Maria e José foi verdadeiro? Esta é a pergunta que mais
frequentemente surge nos lábios tanto dos estudiosos quanto dos fiéis comuns.
Sabemos que o matrimônio deles foi uma coabitação conjugal vivida na
virgindade (cf. Mateus 1,18-25), isto é, um casamento virginal, mas,
um casamento, ainda assim, vivido na mais plena e verdadeira comunhão:
"uma comunhão de vida que vai além do eros, uma relação conjugal que
envolve um amor profundo, mas não orientada para o sexo e a procriação"
(São José de Fiores).
Se
Maria vive pela fé, José não o é menos. Se Maria é um modelo de
humildade, a humildade de seu esposo também se reflete nesta. Maria amava o
silêncio, José também: entre eles existia, e não poderia existir de outra
forma, uma comunhão conjugal que era uma verdadeira comunhão de corações,
cimentada por profundas afinidades espirituais. “O casal Maria e José
constitui o ápice”, disse São João Paulo II, “de onde a santidade se espalha
por toda a terra” (Redemptoris Custos, n. 7).
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| Ó que mistério! São José ensina àquele que é o Criador do universo o ofício da carpintaria. Quanta humildade e submissão à Vontade Divina, inacessível à mente humana. |
A conjugalidade de Maria e José, na qual se prenuncia a primeira “Igreja doméstica” da história, antecipa, por assim dizer, a condição final do Reino (cf. Lucas 20,34-36; Mateus 22,30), tornando-se, assim, já na terra, uma prefiguração do Paraíso, onde Deus será tudo em todos, e onde só existirá o eterno, só a dimensão vertical da existência, enquanto o humano será transfigurado e absorvido no divino.
A
sublime devoção a São José.
"Qualquer
graça que for pedida a São José certamente será concedida”.
“Quem quiser crer, que o faça para que se convença", argumentou
Santa Teresa de Jesus (ou de Ávila). "Tomei como meu glorioso São José
o meu advogado e patrono e recomendei-me fervorosamente a ele. Este meu pai e
protetor ajudou-me nas necessidades em que me encontrava e em muitas outras
mais graves, nas quais estavam em jogo a minha honra e a saúde da minha alma.
Vi que a sua ajuda era sempre maior do que eu poderia ter esperado..."
(ver capítulo VI da Autobiografia). É difícil duvidar disso, se considerarmos
que, entre todos os santos, o humilde carpinteiro de Nazaré é o mais próximo de
Jesus e Maria: esteve na terra, e ainda mais no céu. Porque foi o pai de
Jesus, ainda que adotivo, e o esposo de Maria.
As
graças que se obtêm de Deus ao recorrer a São José são verdadeiramente
inumeráveis. Padroeiro universal da Igreja por vontade do Beato Papa Pio
IX, também é conhecido como padroeiro dos trabalhadores, dos
moribundos e das almas do purgatório, mas seu patrocínio se estende a todas
as necessidades, atendendo a todos os pedidos. São João Paulo II confessou que
rezava a ele diariamente. Reconhecendo sua devoção pelo povo cristão, em sua
honra, em 1989, escreveu a Exortação Apostólica Redemptoris Custos,
acrescentando seu nome a uma longa lista de seus predecessores devotos: Beato
Pio IX, São Pio X, Pio XII, São João XXIII e São Paulo VI.
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| São José, o último e maior de todos os Patriarcas. |
Fonte:
Site: “Santi, Beati e Testemoni”.

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