Páginas

Encontre o (a) Santo (a), Beato (a), Venerável ou Servo (a) de Deus

quarta-feira, 8 de julho de 2026

SANTOS ÁQUILA E PRISCILA (ou PRISCA), Esposos, Discípulos de São Paulo e Mártires. Memória em 8 de julho.

 

Os Santos Áquila e Priscila eram um casal judeu-cristão, muito querido pelo apóstolo São Paulo por sua fervorosa e multifacetada colaboração na causa do Evangelho.

Áquila, judeu originário do Ponto, mudou-se para Roma em data indeterminada e casou-se com Priscila (ou Prisca). O apóstolo reconheceu imediatamente as boas qualidades do casal quando pediu para ser hospedado em sua casa em Corinto. Os dois também o acompanharam até a Síria, chegando a Éfeso.

Lá, instruíram na catequese cristã Apolo, o eloquente judeu alexandrino, versado nas Escrituras, mas alheio a alguns pontos essenciais da nova doutrina cristã, como o batismo de Jesus.

Santo Áquila e Santa Priscila providenciaram o batismo de Apolo antes de sua partida para Corinto. Nada se pode afirmar com certeza sobre a data, o local e a natureza da morte de Áquila e Priscila, visto que as únicas fontes disponíveis sobre eles são citações bíblicas. Porém, a versão mais aceita é que os dois deram testemunho de sua fé por decapitação, no começo das perseguições aos cristãos.

 

Sua vida particular, familiar e cristã:

Uma vida em comum, em constante movimento, com o olhar fixo em Cristo. É o dinamismo que impressiona no testemunho de fé de Áquila e Priscila, amigos íntimos de Paulo de Tarso. Os poucos detalhes sobre eles provêm dos elogios que o Apóstolo dos Gentios lhes dirigiu nos Atos dos Apóstolos e em suas cartas.

Áquila era judeu, nascido no Ponto, atual Turquia. Tendo imigrado para Roma, conheceu, apaixonou-se e casou-se com uma romana chamada Priscila. Juntos, abriram uma fábrica de tendas e se converteram ao cristianismo.

Não puderam permanecer por muito tempo na Cidade Eterna: o édito promulgado pelo Imperador Cláudio em 49 d.C. ordenava a expulsão de todos os judeus, acusados ​​de fomentar tumultos.

Mudaram-se para Corinto, uma cidade cosmopolita onde o culto a Afrodite florescia. Lá, conheceram Paulo, acolheram-no em sua casa e o fizeram trabalhar com eles para que pudesse prover suas necessidades sem ser um fardo para ninguém.

Na capital da Acaia, o Apóstolo escolhe a casa do prosélito Tício Justo, localizada perto da do casal, como seu local de culto e pregação. A amizade enraizada em Jesus continua mesmo quando Paulo decide retornar à Síria. O casal o acompanha em parte da viagem e para em Éfeso.

Arriscando suas vidas, os três se reencontram na cidade jônica da Anatólia, um centro de intercâmbios culturais, religiosos e comerciais. Paulo, de fato, se estabelece ali por mais de dois anos, fundando uma igreja.

Áquila e Priscila, sem jamais abandonar suas atividades comerciais, o auxiliam na formação de novos convertidos: em particular, supervisionam a iniciação cristã de Apolo, um judeu alexandrino versado nas Escrituras, que é edificado e fascinado por sua catequese, tornada crível pelo testemunho de reciprocidade e oblação conjugal.

A grande casa em Éfeso, comprada pelo casal, logo se tornou um centro para a nascente comunidade, que ali se reunia para ouvir a Palavra e celebrar a Eucaristia. O Apóstolo hospedou-se ali, sempre recordando com gratidão a acolhida atenciosa dos dois amigos que, escreveu aos Romanos, "arriscaram a própria vida" para salvá-lo.

Testemunhas de um amor conjugal enraizado no Evangelho.

Após o levantamento da proibição imperial de expulsão dos judeus, Áquila e Priscila retornaram a Roma, ainda empenhados no zelo missionário e testemunhando o Senhor Ressuscitado. Nada se sabe ao certo sobre a morte dos dois, mas, conforme antiga tradição, ambos deram testemunho de sua fé pela decapitação.

   

 ********************************************************


Segundo relato biográfico

Áquila e Priscila eram um casal judeu-cristão, muito amado pelo apóstolo São Paulo por sua fervorosa e multifacetada colaboração na causa do Evangelho. Áquila, judeu originário do Ponto, que em época indeterminada se mudou para Roma, casou-se com Priscila, ou Prisca, como ela é chamada duas vezes.

Encontramos os dois santos pela primeira vez em Corinto, quando Paulo chegou em sua segunda viagem apostólica, no ano 51 d.C. Eles haviam chegado recentemente à capital da Acaia, vindos de Roma, seu lar habitual, após o decreto do imperador Cláudio, que ordenou a expulsão de todos os judeus de Roma, cristãos ou não.

Áquila e Priscila provavelmente já eram cristãos antes de conhecerem Paulo em Corinto, como sugere a familiaridade que se desenvolveu imediatamente entre eles, embora o Sinaxário de Constantinopla afirme que foram batizados por Paulo.

O Apóstolo percebeu imediatamente as boas qualidades do casal e a utilidade que poderia obter deles para sua difícil missão em Corinto, e pediu, ou aceitou, hospedar-se em sua casa. Como exerciam o mesmo ofício que Paulo (fabricantes de tendas), deram ao apóstolo a oportunidade de trabalhar e prover seu sustento sem ser um peso para ninguém.

Quando, pouco depois, se diz que Paulo, tendo saído da sinagoga, "entrou na casa de um certo Tício Justo, um prosélito", não é necessário pensar que ele tenha saído da casa de Áquila e Priscila; o Apóstolo, tendo abandonado a sinagoga por causa da recusa dos judeus em se converterem, teria escolhido a casa ao lado, a do prosélito Tício Justo, como seu local de pregação e culto, mantendo a casa de Áquila e Priscila como sua residência habitual durante o ano e meio em que permaneceu em Corinto.

Vale ressaltar, a esse respeito, que a casa do casal em Corinto não era considerada uma "igreja doméstica", como era o caso de suas casas em Roma e Éfeso. Quando São Paulo, tendo concluído sua missão em Corinto, quis retornar à Síria, levou Áquila e Priscila como companheiros de viagem até Éfeso, onde permaneceram. O propósito da viagem deles pode ter sido comercial, mas o fato de ter coincidido com a de Paulo indica, além da estima e do amor que nutriam por ele, que estavam envolvidos com suas preocupações apostólicas.

Em Éfeso, aliás, vemos que, após a partida do Apóstolo, eles estavam ansiosos para instruir "no caminho do Senhor", isto é, na catequese cristã, ninguém menos que o famoso Apolo, o eloquente judeu alexandrino, versado nas Escrituras, mas ignorante de alguns pontos essenciais da nova doutrina cristã, como o batismo de Jesus. Áquila e Priscila, movidos pelo zelo apostólico, cuidaram de completar sua instrução e provavelmente batizá-lo antes de sua partida para Corinto.

Em Éfeso, ofereceram sua casa para servir à comunidade para reuniões de culto (ecclesia domestica) e, segundo o ensinamento de alguns códices gregos, seguido pela Vulgata Latina, São Paulo teria sido hóspede deles também em Éfeso, como fora em Corinto. De fato, escrevendo de Éfeso (por volta de 55 a.C.), a primeira carta aos Coríntios, ele diz: "Áquila e Priscila enviam-lhes muitas saudações no Senhor, com aqueles que se reúnem em sua casa, dos quais sou hóspede”.

Mas o elogio mais caloroso a Áquila e Priscila vem do apóstolo escrevendo de Corinto aos Romanos em 58 d.C. (enquanto isso, o casal havia se mudado para Roma por motivos de negócios). Na longa lista de vinte e cinco pessoas saudadas no capítulo 16 da carta aos Romanos, Áquila e Priscila são os primeiros: “Saúdem Priscila e Áquila, meus colaboradores em Cristo Jesus, que arriscaram a própria vida para me salvar. A eles, não somente a eles, dou graças, mas também a todas as igrejas dos gentios.” "Saúdam também a igreja que se reúne na casa deles."


O Santo casal Áquila e Prisca sendo instruídos por
São Paulo durante o trabalho de fabricação de tendas. 

Nessas palavras, percebemos o espírito de gratidão do apóstolo para com seus ilustres benfeitores, que, com grande risco para si mesmos, salvaram sua vida em uma ocasião não especificada: talvez em Éfeso, durante a revolta dos ourives liderados por Demétrio. Grandes elogios são então dirigidos ao casal, a ponto de todas as Igrejas dos gentios lhes serem devedoras; três das principaisCorinto, Éfeso e Roma – foram mencionadas nos textos citados acima.

A última menção a Áquila e Priscila encontra-se na última carta de São Paulo que, prisioneiro de Cristo pela segunda vez em Roma, escreve a seu discípulo Timóteo, bispo de Éfeso, incumbindo-o de saudar Priscila e Áquila, que haviam retornado a Éfeso. Nada pode ser afirmado com certeza sobre a data, o local e o tipo de morte de Áquila e Priscila, visto que as únicas fontes sobre eles são do Império Romano; de fato, valendo-se do "cervices suas supposuerunt" de Romanos 16, 4, determinam o tipo de martírio: decapitação.

 

Fontes (traduzidas do italiano e organizadas pelo autor do site):

Sites: “santiebeati.it”  e “notícias do Vaticano”

Nenhum comentário:

Postar um comentário