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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Beata Elena Aiello, Virgem, Fundadora e Mística.


Beata Elena Aiello (1895-1961) – Mística, estigmatizada, alma vítima, vidente e fundadora das Mínimas Terciárias da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Foi consultada com frequência pelo Papa Pio XII; foi tida em grande estima pelo Sumo Pontífice que reconheceu nela dons de abnegação, caridade e profecia.

Elena Aiello nasceu em Montalto Uffugo (Cosenza) em 1895, quarta de oito filhos. Educada na fé por pais profundamente religiosos, revelou muito cedo uma particular inclinação à oração e à penitência. Aos 11 anos perdeu a mãe e teve de se ocupar dos trabalhos domésticos. Dois anos mais tarde, após problemas na traqueia, fez votos a Nossa Senhora de Pompéia de abraçar a vida religiosa. Todavia, teve que adiar o seu propósito por alguns anos por causa das dúvidas paternas e do início da Grande Guerra.

Em agosto de 1920 entrou para as Irmãs da Caridade do Preciosíssimo Sangue em Nocera dei Pagani (Salerno), mas permaneceu poucos meses por causa de um grave acidente enquanto transportava uma caixa. Uma operação de emergência causou-lhe lesões nos nervos, complicadas por uma febre persistente.



A Beata Elena em uma de suas visões místicas nas quais vertia sangue
pelos estigmas. Frequentemente a Beata participava misticamente
dos sofrimentos de Cristo no calvário. 

Voltando a casa em graves condições, pediu a intercessão de Santa Rita de Cássia, que lhe desse indicações para promover a sua devoção: nos dias em que a imagem da Santa se encontrava em Montalto, Elena recebeu o dom da cura. Nos anos seguintes tiveram início fenômenos místicos, em particular visões de Cristo e de Nossa Senhora, que lhe pediam para participar do mistério da Paixão para o bem da humanidade. Escolhida pela Providência como alma vítima, pela conversão dos pecadores e para a aplacar a Justiça divina, foi agraciada por Nosso Senhor com o dom da estigmatização e com grandes sofrimentos no corpo e na alma.  Em 1928, em Cosenza, ajudada por uma amiga Luigina Mazza, fundou a sua obra para a acolhida de meninas órfãs.



A Beata Elena Aiello fundou, com algumas
companheiras, uma congregação religiosa para 
cuidar de crianças órfãs, abundantes na Segunda
Grande Guerra. 

Após a Segunda Guerra Mundial, deu-se início à prática para a criação canônica da Congregação das Mínimas da Paixão de Nosso Senhor Jesus. Após a aprovação da Congregação em 1949, Elena e as primeiras companheiras emitiram os votos perpétuos.

O corpo da Beata Elena no solene repouso da morte.
Sua belíssima alma na eterna contemplação
do Senhor e da Virgem Maria. 


Morreu com fama de santidade em Roma em 1961. João Paulo II a declarou venerável em 22 de janeiro de 1991. A Congregação das Irmãs Mínimas da Paixão de Nosso Senhor Jesus, que se inspira no carisma de São Francisco de Paula, se dedica à acolhida da infância pobre e marginalizada; conta atualmente com mais de 100 religiosas e está presente na Itália, com numerosas casas, na Suíça, Canadá, Colômbia e Brasil. (SP)


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Algumas mensagens proféticas de Jesus e Maria feitas à Beata Elena Aiello, confidente e alma vítima: 

Sexta-feira Santa, 16 de Abril de 1954

«Depois de começar os habituais sofrimentos, cerca da uma da tarde, Jesus apareceu-me coberto de chagas e de sangue e disse-me:
Olha, minha filha, como os pecados do mundo me feriram. O mundo mergulhou completamente na sujidade, e a corrupção abunda. Os governos dos povos levantaram-se como demónios encarnados e, enquanto falam de paz, estão a preparar-se para uma guerra com armas devastadoras para a destruição de povos e nações.
Os homens são ingratos para com o meu Sagrado Coração e ao abusarem da minha misericórdia, transformaram a Terra num palco de crimes.
Muitos escândalos levam as almas à perdição… especialmente à corrupção da juventude. Violentados até ao limite, excitados, desenfreados para os gozos e prazeres do mundo, o seu espírito está degenerado na corrupção do pecado. O mau exemplo dos pais educa os filhos no escândalo e na infidelidade, em vez de na virtude e na oração, que está quase morta nos lábios de muitos. Manchada e degradada está a fonte de fé e de santidade nas famílias. As vontades dos homens já não mudam. Vivem na obstinação do pecado. Mais severos serão os castigos e pragas para levá-los para o caminho de Deus; mas os homens ficam mais furiosos, como bestas feridas, e os seus corações endurecem perante a graça de Deus. O mundo já não é digno de perdão, mas unicamente de fogo, destruição e morte.
É necessário oração e penitência das minhas almas fiéis para acalmar a Justiça Divina, para aplacar a justa sentença do castigo, que foi suspensa na Terra com a intercessão da Minha Amada Mãe, que é também Mãe de toda a humanidade.
Oh, como está triste o meu Coração por ver que os homens não respondem aos muitos apelos de amor e dor, dirigidos pela Minha Amada Mãe à humanidade extraviada. Errantes na escuridão continuam a viver nos seus pecados e se afastam mais de Deus! Mas o castigo de fogo aproxima-se para purificar a Terra das grandes injustiças dos perversos. A justiça de Deus, que não pode continuar a ser menosprezada, exige reparação pelas muitas ofensas e crimes que envolvem a terra.
Os homens estão obcecados nas suas ofensas e não se voltam para Deus. Opõem-se à Igreja, e os sacerdotes são desprezados por causa dos escândalos dos maus sacerdotes. Ajuda-me com o teu sofrimento a reparar por tantas ofensas e a salvar, deste modo, pelo menos uma parte da humanidade precipitada numa corrente de corrupção e morte.
Anuncia à humanidade que se devem voltar para Deus, fazendo penitência; e fazendo-o assim, há esperança de que sejam perdoados e salvos da justa vingança de um Deus desprezado.
Nosso Senhor, ao terminar estas palavras, desapareceu. Depois Nossa Senhora apareceu-me. Estava vestida com um vestido negro e sete espadas atravessavam o Seu Imaculado Coração. Aproximando-se, com uma expressão de profunda tristeza, e com o seu rosto banhado em lágrimas, disse-me:
Ouve-me com atenção e revela a todo o mundo: o Meu Coração está muito triste pelos sofrimentos que virão sobre o mundo numa catástrofe iminente. A Justiça de Deus é ofendida até ao extremo. Os homens vivem obcecados nos seus pecados. A ira de Deus está próxima. O mundo será afrontado por grandes calamidades, por revoluções sangrentas, furacões assustadores e pelas inundações dos rios e dos mares.
Anuncia, grita em voz alta, até que os Sacerdotes de Deus ouçam a Minha voz para que avisem a humanidade de que o castigo está muito próximo e, se os homens não se voltarem para Deus com a oração e a penitência, o mundo será lançado para uma nova e mais terrível guerra. Os ditadores da terra, espécies infernais, demolirão as igrejas e violarão a Sagrada Eucaristia, e destruirão as coisas mais queridas. Nesta guerra ímpia, muitos serão destruídos por aquilo que foi construído pelas mãos do homem.
Uma tempestade de fogo cairá sobre a Terra. Este castigo terrível que nunca se viu na história da humanidade durará 70 horas. Os ateus serão esmagados e aniquilados e muitos se perderão, porque permanecerão na teimosia dos seus pecados. Nesses dias, ver-se-á o poder da luz sobre o poder das trevas.
Não guardes silêncio, minha filha, porque as horas das trevas e o abandono aproximam-se. Inclino-me sobre o mundo mantendo suspensa a Justiça de Deus. De outra forma, estas coisas já teriam vindo sobre a Terra. As orações e penitências são necessárias porque os homens devem voltar para Deus e para o Meu Coração Imaculado – a Mediadora entre os homens e Deus – e desta maneira o mundo, pelo menos em parte, será salvo.
Anuncia, gritando estas coisas a todos, como se fosses o mesmo eco da minha voz. Anuncia isto a todos, porque ajudará a salvar muitas almas e a impedir muitas destruições na Igreja e no mundo.»


Sexta-feira Santa, 8 de Abril de 1955:

«A Bendita Mãe, adorável e majestosa, mas com o rosto em lágrimas, disse:
Minha filha, é a tua Mãe que te fala. Escuta atentamente e faz saber tudo o que te digo, porque os homens, apesar de sucessivos avisos, não voltam para Deus. Eles recusam a graça, e não escutam a minha voz. Não deves duvidar do que te estou a dizer, porque as minhas palavras são muito claras, e deves transmitir-lhes tudo.
Os dias tenebrosos e assustadores estão-se a aproximar. A humanidade está coberta por uma densa nuvem, como resultado dos seus pecados muito graves que cobrem o mundo inteiro. Hoje, mais do que nunca, os homens estão resistindo aos apelos do Céu e blasfemando contra Deus, enquanto se afundam cada vez mais no lodo do pecado.
Minha filha, olha para o Meu Coração cravado pelos espinhos de tantos pecados; o Meu rosto, desfigurado pela dor; os Meus olhos cobertos de lágrimas. A causa de tão grande tristeza é ver como tantas almas vão para o inferno, e ver como a Igreja está ferida por fora e por dentro.
Os governantes das nações fazem esforços e falam de paz. Mas o mundo estará em guerra rapidamente, e toda a humanidade será afundada na dor, porque a Justiça de Deus não tardará a cumprir os seus desígnios, e estes acontecimentos estão próximos. Tremenda será a mudança de todo o mundo, porque os homens – como no tempo do Dilúvio – perderam o caminho de Deus e são governados pelo Espírito de Satanás.
Os sacerdotes devem unir-se em oração e penitência. Devem apressar-se a divulgar a devoção dos Dois Corações. A hora do Meu triunfo está eminente. A vitória irá cumprir-se através do amor e misericórdia do Coração do Meu Filho, e do Meu Imaculado Coração, a Mediadora entre os homens e Deus. Ao aceitarem este convite e unirem as suas lágrimas às do Meu Doloroso Coração, os sacerdotes e religiosos obterão grandes graças para a salvação dos pobres pecadores.
Levai a todo o mundo a notícia que mostra a todos que o castigo está eminente. A Justiça de Deus pesa sobre o mundo. A humanidade, imersa na sujidade, depressa será lavada no seu próprio sangue, pela enfermidade, a fome, os terramotos, as tempestades, os tornados, as inundações e terríveis tormentas; e pela guerra. Mas os homens ignoram todos estes avisos, e ignoram as Minhas lágrimas que são um claro sinal de que estes trágicos acontecimentos esperam o mundo, que as horas das grandes provações estão eminentes.
Se os homens não corrigirem os seus caminhos, um terrível castigo de fogo descerá do Céu sobre todas as nações do mundo, e os homens serão castigados de acordo com as dívidas contraídas com a Justiça Divina. Haverá momentos assustadores para todos, porque o Céu se juntará com a terra, e todas as pessoas que não queiram a Deus serão destruídas. Algumas nações serão purificadas, outras desaparecerão completamente.
Deves transmitir estes avisos a todos para que a nova geração saiba que o homem foi avisado a tempo de voltar para Deus por meio da penitência, tendo podido evitar estes castigos.
Perguntei a Nossa Senhora quando aconteceria tudo isto. Minha filha – respondeu a Mãe Bendita – o tempo não está longe. Quando o homem menos esperar, o desígnio da Justiça Divina se cumprirá.
O Meu Coração é muito grande para com os pobres pecadores e procuro todas as maneiras para que eles possam ser salvos. Olha para este manto, que grande que é. Se não estivesse inclinada sobre a Terra para cobri-la toda com o Meu amor maternal, a tempestade de fogo já teria caído sobre todas as nações do mundo.
Depois exclamei: Minha querida Mãe, jamais te tinha visto com um manto tão grande. A Virgem Bendita, sustendo os seus braços abertos disse:
Este é o manto da Misericórdia para todos aqueles que, ao arrependerem-se, se voltam para o Meu Imaculado Coração. Estás a vê-lo? A mão direita segura o manto para cobrir e salvar os pobres pecadores, enquanto com a mão esquerda, seguro a Justiça Divina, para que o tempo da Misericórdia seja prolongado.
Para me ajudares, peço que a oração “Refúgio Maternal” seja divulgada como um dos meios mais poderosos para obter as graças da salvação para os pobres pecadores. Dizei-a muitas vezes com os braços em cruz: “Rainha do Universo, Mediadora entre os homens e Deus, refúgio de todas as nossas esperanças, tem misericórdia de nós”»


Sexta-feira Santa, 7 de Abril de 1950

A irmã Elena Aiello perguntou à Nossa Bendita Mãe: Que será de Itália? Roma será salva?
Nossa Senhora respondeu: Em parte, pelo Papa. A Igreja passará por trabalhos dolorosos, mas as forças do Inferno não prevalecerão! Deves sofrer pelo Papa e por Cristo, e por isso o Papa estará seguro na Terra; e Cristo, com a sua palavra redentora, salvará parte do mundo.
Depois Nossa Senhora aproximou-se, e com uma expressão triste, mostrou-me as chamas do Inferno. Ela disse: Satanás reina e triunfa na Terra! Vê como as almas caem no Inferno. Olha como estão fortes as chamas, e as almas que caem nelas como flocos de neve, parecendo brasas transparentes! Olha quantas faíscas! Quantos choram de ódio e de desespero! Quanta dor! Olha quantas almas de sacerdotes! Olha o sinal da sua consagração em suas mãos transparentes! (Nas palmas das suas mãos, o sinal da cruz podia ser claramente visto num fogo mais vivo). Que tortura, minha filha, no meu Coração maternal! A minha pena de ver que os homens não mudam é grande! A justiça do Pai pede reparação; de outro modo muitos se irão perder!
Olha como a Rússia arderá! Em frente dos meus olhos se estendia um imenso campo coberto de chamas e fumo, no qual as almas eram submersas como num mar de fogo.
E todo este fogo – concluiu Nossa Senhora – não será aquele que cairá da mão dos homens, mas será precipitado diretamente pelos Anjos (no tempo do grande castigo da purificação que virá sobre a Terra). Por isso peço oração, penitência e sacrifício, para que possa agir como Mediadora do meu Filho para poder salvar almas.


Sexta-feira, 23 de Março de 1961.

«Nossa Senhora disse: Minha filha, o castigo está próximo”. ¡Fala-se muito de paz, mas o mundo inteiro caminha para a guerra, e as ruas ficarão cobertas de sangue! Não se vê um raio de luz no mundo, porque os homens vivem nas trevas do pecado, e o enorme peso desses pecados clama pela Justiça de Deus.
Todas as nações serão castigadas, porque o pecado espalhou-se por todo o mundo!
Os castigos serão tremendos, porque o homem tornou-se numa afronta insuportável contra o seu Deus e Pai, e já exasperou a Sua Infinita Bondade!
O Meu Coração também sangra por Itália, que será salva, só em parte, por causa do Papa! Oh, que pena ver o representante de Cristo na Terra odiado, perseguido, injustiçado! Ele, que é o Pai Espiritual do povo, o defensor da Fé e da Verdade, cujo rosto, radiante de luz, brilha sobre o mundo, é fortemente odiado. Ele, que representa Cristo na Terra, fazendo o bem a todos, torna-se por isso, odiado pela sua impunidade.
Muitos líderes dos povos, iníquos e maus, que vivem fora das Leis de Deus, arrastando com eles o povo, mostram-se com pele de ovelha, mas são lobos ferozes, arruinaram a sociedade, voltando-a contra Deus e contra a sua Igreja.
Como pode o mundo ser salvo do desastre que está prestes a chegar sobre as nações mal governadas, se o homem não se arrepende dos seus erros e dos seus pecados? A única salvação é o arrependimento completo e o regresso a Deus, uma verdadeira devoção ao Meu Imaculado Coração, particularmente com a oração diária do Terço.
Uma vez veio o castigo pela água: mas se o homem não se voltar para Deus, virá o castigo pelo fogo, que cobrirá as ruas do mundo com sangue.
Minha filha, grita com força, e faz com que todos saibam que se não voltarem para Deus, Itália também será só em parte salva pelo Papa.
O Meu Coração de Mãe e Mediadora dos homens, próxima da Misericórdia de Deus, convida, com muitas manifestações e muitos sinais, os homens à penitência e ao perdão. Mas eles respondem com uma tormenta de ódio, blasfémias e profanações sacrílegas, cegos pela ira infernal. “Peço oração e penitência, para que possa obter de nova a misericórdia e a salvação para muitas almas; de outro modo irão se perder.»


Festa da Imaculada Conceição, 8 de Dezembro de 1956

«A Nossa Bendita Mãe disse: Hoje o mundo está-me a venerar, mas o meu Coração Maternal está sangrando porque o inimigo está às nossas portas! Os homens estão ofendendo muito a Deus! Se te mostrasse os pecados cometidos num só dia, morrerias de horror e de dor. Os pecados que ofendem mais a Deus são os das almas que, deveriam encher o ar com a boa fragrância das suas virtudes; mas, em lugar disso, contaminam pelas suas vidas de pecado aqueles que se aproximam deles.
Os tempos são graves. O mundo está numa grande desordem, porque piorou mais do que nos tempos do dilúvio. Tudo está suspenso por um fio; e quando este se romper, a justiça de Deus cairá como um raio e completará o seu terrível desígnio de purificação.
Pergunta a Irmã Helena: Que será de Itália?
A Virgem Maria responde: Itália, minha filha, será humilhada, purificada pelo sangue, e deverá sofrer muito, porque muitos são os pecados desta amada nação, trono do Vigário de Cristo. Não podereis imaginar o que sucederá! Nestes tristes dias haverá muita angústia e lágrimas. Haverá uma revolução grande, e as ruas ficarão vermelhas de sangue. O Papa sofrerá muito, e todo esse sofrimento será como uma agonia que abreviará a sua peregrinação na terra. O seu sucessor guiará o barco na tormenta.
Mas o castigo dos ímpios não demorará. Esse dia será o mais temido no mundo! A Terra começará a tremer, toda a humanidade será sacudida! Os maus e os teimosos morrerão com a tremenda severidade da Justiça do Senhor.
Enviai de uma vez uma mensagem ao mundo para avisar o homem que tem de voltar para Deus com orações e penitências, e para que se aproximem com confiança ao Meu Imaculado Coração. A Minha intercessão deve ser mostrada, porque sou a Mãe de Deus, dos justos e dos pecadores. Através da oração e da penitência, a Minha misericórdia poderá segurar a mão da Justiça de Deus.»


Profecias de 1959

Jesus, jorrando sangue, com um olhar de dor e sofrimento disse: ¿Desejas unir-te a mim na minha agonia? ¡Olha como sofro! Os pecados do homem são os que Me têm feito isto. Quanta amargura sente o Meu Coração cravado por tantas almas que, em vez de Me amarem com sacrifícios e fugir das vaidades pecaminosas do mundo, cometem grandes injustiças.
Ajuda-Me a sofrer consolando o Meu Coração desolado, e faz reparação pelos muitos pecados que se cometem. ¡Oh Minha amada esposa, se tu soubesses a dor que sofre o Meu Coração por tantas almas que se perdem! Satanás passeia-se vitorioso por toda a Terra cheia de pecado. Preciso de almas generosas que acalmem a grande ira da Justiça do Pai, porque o mundo está a caminho de uma eminente ruína. As horas das trevas aproximam-se!
Depois Nossa Senhora apareceu-me, triste e cheia de lágrimas. Disse: Este manto grande que vês é uma expressão da Minha misericórdia para cobrir os pecadores e para salvá-los. Os homens, ao contrário, cobrem-se a eles próprios com mais sujidade e não querem confessar as suas verdadeiras faltas. Assim, a Justiça de Deus, passará sobre o mundo pecador para purificar a humanidade dos seus muitos pecados, abertamente cometidos e escondidos, especialmente aqueles que corrompem a juventude.
Para salvar as almas, desejo que se propague no mundo a consagração ao Imaculado Coração de Maria, Medianeira dos homens, agradecidos à Misericórdia de Deus e à Rainha do Universo.
O mundo será uma vez mais abatido por uma grande calamidade, com grandes revoluções, com grandes terramotos, com fomes, com epidemias, com furacões terríveis e com inundações dos rios e dos mares. E se os homens não se voltarem para Deus, um fogo purificador cairá dos Céus, como uma tempestade de neve, sobre todas as pessoas e uma grande parte da humanidade será destruída!
Os homens já não falam de acordo com o verdadeiro espírito do Evangelho. A imoralidade destes tempos chegou ao cimo. Mas os homens não escutam os Meus avisos maternais, e por isso o mundo será purificado em breve.
A Rússia avançará sobre todas as nações da Europa, particularmente sobre Itália, e levantará a sua bandeira sobre a cúpula de São Pedro. Itália será afetada severamente por uma grande revolução, e Roma será purificada dos seus muitos pecados com o seu próprio sangue, especialmente os da impureza! O rebanho está prestes a ser disperso e o Papa sofrerá muitíssimo.
Os únicos meios válidos para travar a Divina Justiça são a oração e a penitência, voltando para Deus com verdadeiro arrependimento pelos pecados cometidos; assim o castigo de Deus será serenado pela Misericórdia. A humanidade jamais encontrará paz se não voltar ao Meu Imaculado Coração como Mãe de Misericórdia e Mediadora dos homens, e ao Coração do Meu Filho Jesus.


Sexta-feira Santa, 1960

«Nossa Senhora disse: ¡Como vive a juventude na perdição! Quantas almas inocentes se encontram numa rede de escândalos. O mundo converteu-se num vale inundado, cheio de impureza e corrupção. Algumas das maiores tribulações da Divina Justiça estão todavia para chegar, antes do dilúvio de fogo.
Durante muito tempo adverti os homens de muitas maneiras, mas eles não ouvem os Meus avisos maternais, e continuam pelos caminhos da perdição. Mas em breve manifestações terríveis serão vistas, que farão abanar até os pecadores mais empedernidos.
Grandes calamidades cairão sobre o mundo e trarão confusão, lágrimas, lutas e dor. Grandes terramotos destruirão cidades e países inteiros, e virão epidemias, fome, e uma terrível destruição, especialmente nos lugares onde estão os filhos das trevas, nações pagãs e anticristãs.
Nestas horas trágicas o mundo precisa de oração e penitência, porque o Papa, os sacerdotes e a Igreja estão em perigo. Se não rezarmos, a Rússia avançará sobre a Europa, e particularmente sobre Itália, trazendo muita ruína e grande destruição. Por isso os sacerdotes têm que estar na primeira linha defendendo a Igreja, com o seu exemplo e santidade de vida; o materialismo está a entrar com muita força em todas as nações, e o mal prevalece sobre o bem.
Os governantes do mundo não entendem isto, porque eles não têm o espírito de Cristo; e com a sua cegueira não veem a verdade. Em Itália, alguns líderes intitulando-se de cristãos são lobos ferozes vestidos com pele de cordeiro, abrem as portas ao materialismo, e promovem ações desonestas; irão trazer a ruína sobre Itália. Mas muitos deles cairão também numa grande confusão.
Divulgai as devoções ao Meu Imaculado Coração, de Mãe de Misericórdia, Mediadora dos homens. Manifestarei a Minha parcialidade por Itália, que será preservado do fogo, mas os céus ficarão cobertos com densas trevas, e a terra será agitada por implacáveis terramotos que abrirão profundos abismos. Províncias e cidades serão destruídas, e todos irão chorar que o fim do mundo chegou! Incluindo Roma que será castigada com justiça pelos muitos e graves pecados, porque aqui o pecado chegou ao seu limite.
Rezai e não perdeis tempo; de outra forma será muito tarde. Densas trevas envolvem a terra e o inimigo está à porta.»


Sexta-feira Santa, 1961

«Nossa Senhora, desolada, disse: As pessoas não prestam atenção aos Meus avisos maternais, e por isso o mundo vai caindo de cabeça cada vez mais no abismo da injustiça. As nações serão assoladas por grandes desastres, causando destruição e morte.
A Rússia, instigada por Satanás, tentará dominar o mundo inteiro e, por meio de revoluções sangrentas, transmitirá falsos ensinamentos por todo o mundo, especialmente em Itália. A Igreja será perseguida e o Papa e os sacerdotes sofrerão muito.
A Irmã Aiello disse: Oh, vejo uma visão horrível! Uma grande revolução começa em Roma! Entram no Vaticano. O Papa está sozinho; está a rezar. Estão a segurar o Papa. Agarram-no com força. Atiram-no ao chão. Atam-no. Meu Deus! Meu Deus! Dão-lhe pontapés. Que cena horrível! Quanto sofrimento! A Nossa Bendita Mãe aproxima-se. Aqueles homens maus caem no chão como cadáveres. Nossa Senhora agarra o Papa pelo braço, ajuda-o a levantar-se, e cobrindo-o com o seu manto diz-lhe: “Não temas!”
As hastes das bandeiras (voa a bandeira vermelha sobre São Pedro e em todos os outros lugares) caem e é derrubado o poder das organizações desses inimigos. Estes ateus estão sempre a gritar: “Não queremos que Deus governe sobre nós; queremos que Satanás seja o nosso mestre”.


A Nossa Bendita Mãe diz novamente: Minha filha, Roma não será salva, porque os governantes italianos abandonaram a Luz Divina e porque apenas alguns amam realmente a Igreja. Mas o dia está próximo em que morrerão todos os perversos, debaixo da tremenda explosão da Justiça Divina.»

domingo, 20 de dezembro de 2015

SÃO JOÃO NEPOMUCENO NEUMANN, Bispo e Missionário Redentorista. Primeiro santo dos EUA. Dois textos biográficos.





"John Neumann tinha a imagem de Cristo. Ele experimentou, em seu íntimo, a necessidade de proclamar a palavra e o exemplo da sabedoria e do poder de Deus, e para pregar o Cristo crucificado” dizia o Papa Paulo VI na canonização do santo.


PRIMEIRO TEXTO BIOGRÁFICO. 
Bispo de Filadélfia, Pensilvânia, EUA, nascido em Prachatitz na Boêmia a 28 de março de 1811, João Nepomuceno Neumann é filho de Felipe Neumann e Agnes Lebis, pais católicos fervorosos, que deram excelente educação aos cinco filhos, dos quais, três tornaram-se religiosos. 
Fez os primeiros estudos na escola de Budweis e entrou no seminário desta cidade em 1831.

Dois anos depois, ingressou na Universidade Charles Ferdinand em Praga, onde estudou teologia.

Esperava ser ordenado em 1835, quando o bispo decidiu que não haveria mais ordenações. É difícil para nós imaginá-lo agora, mas a Boêmia de então tinha padres demais. João escreveu para bispos de toda a Europa, mas a resposta era a mesma em toda parte: ninguém queria mais padres. João estava certo do seu chamado ao sacerdócio, mas todas as portas para seguir esta vocação pareciam fechar-se à sua frente.

Mas ele não desanimou. Aprendeu inglês trabalhando numa fábrica junto com operários de língua inglesa, depois escreveu a bispos da América do Norte. Finalmente, o bispo de Nova York consentiu em ordená-lo. Para seguir a vocação divina ao sacerdócio, João teria de deixar sua terra para sempre e viajar através do oceano para um país novo e primitivo.

Em Nova York, João era um dos 36 padres para 200.000 católicos. A sua paróquia no oeste de Nova York ia do Lago Ontário até Pensilvânia. Sua igreja não tinha torre nem piso, mas isto não importava, porque João passava a maior parte do tempo viajando de cidade em cidade, subindo montanhas para visitar os doentes, detendo-se em mansardas ou tavernas para ensinar e celebrando Missas sobre mesas de cozinha.

Por causa do isolamento da sua paróquia, João desejava uma comunidade e assim entrou para os Redentoristas, Congregação de padres e irmãos dedicados a ajudar os pobres e os mais abandonados.

Primeiro padre a entrar para a Congregação na América do Norte, fez os votos em Baltimore no dia 16 de Janeiro de 1842.

O seu conhecimento de seis línguas modernas tornou-o particularmente capacitado para trabalhar na sociedade cosmopolita americana do século XIX. Depois de trabalhar em Baltimore e em Pittsburgh, em 1847 foi nomeado Visitador ou Superior maior dos Redentoristas nos Estados Unidos. O Pe. Frederick von Held, Superior da Província belga, à qual pertenciam as casas americanas, disse dele: "É um grande homem, que combina a piedade com uma personalidade forte e prudente". Ele precisou dessas qualidades durante os dois anos que exerceu o cargo, pois a fundação americana estava passando por um penoso período de adaptação.

Quando ele passou o cargo para o Pe. Bernard Hafkenscheid, os Redentoristas dos Estados Unidos se preparavam para se tornar uma província autônoma, o que ocorreu em 1850.

Pe. Neumann foi nomeado bispo de Filadélfia e foi ordenado em Baltimore a 28 de março de 1852. A sua diocese era muita grande e passava por um período de desenvolvimento considerável.

Como bispo, foi o primeiro a organizar um sistema diocesano de escolas católicas. Fundador da educação católica na sua região, aumentou o número das escolas católicas na sua diocese de 2 para 100.

Fundou as irmãs da Ordem Terceira de São Francisco para ensinar nas escolas.

Entre as mais de oitenta igrejas construídas durante o seu episcopado, deve ser mencionada a catedral de São Pedro e São Paulo, que ele começou. São João Neumann era de pequena estatura, de saúde sempre fraca, mas no curto espaço da sua vida realizou muita coisa. Encontrou tempo até para uma considerável atividade literária, além dos seus deveres pastorais.

Escreveu numerosos artigos em revistas e jornais católicos e também publicou dois catecismos e em 1849 uma história bíblica para as escolas.

Continuou sua atividade até o fim. No dia 5 de Janeiro de 1860 (aos 48 anos) sofreu um colapso numa rua da sua cidade episcopal e morreu sem poder receber os últimos sacramentos.

Foi beatificado pelo Papa Paulo VI dia 13 de outubro de 1963 e canonizado pelo mesmo Papa dia 19 de junho de 1977.



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SEGUNDO TEXTO BIOGRÁFICO
Sexta-feira santa de março de 1811 nasce em Prachatice, Boêmia (atual República Tcheca) João Nepomuceno Neumann, sendo o terceiro filho dos seis do casal Felipe Neumann e Agnes Lebis. Seu batizado foi no mesmo dia, 28 de março, na Igreja de São James recebeu o nomeado protetor da Boêmia, São João Nepomuceno.

Fez os primeiros estudos na escola em Budweis e entrou no seminário da diocese de Budweis em 1831, após ter estudado Filosofia. Dois anos depois, ingressou na Universidade Charles Ferdinand em Praga, onde estudou teologia. Queria ser padre missionário e após ser ordenado iria para América. Esperava ser ordenado em 1835, quando o bispo decidiu que não haveria mais ordenações, por haver padres demais, e ordenações por um bom tempo não iria ter na diocese. João não desanima, escreve para bispos de toda a Europa, mas a resposta era a mesma em toda parte: ninguém queria mais padres. Motivo: havia muitos padres. João estava certo do seu chamado ao sacerdócio, mas todas as portas para seguir esta vocação pareciam fechar. Para seguir a vocação divina ao sacerdócio, João teria de deixar sua terra para sempre e viajar através do oceano para um país novo.

Durante os estudos em Praga aprendeu inglês com trabalhadores ingleses de uma fábrica. Escreve a bispos da América do Norte, sem antes receber uma confirmação por parte dos bispos parte para os EUA, rumo à cidade de Nova Iorque. Após quarenta dias chega à América, o bispo de Nova York tinha enviado uma carta do qual concederia seu pedido, mais Neumann não chegou a receber, pois havia partido para as Américas. Sendo ordenado em 25 de junho de 1836 na antiga Igreja de São Patrício, Nova York.

Em Nova York, João era um dos 36 padres para 200.000 católicos. A sua paróquia no oeste de Nova York ia do Lago Ontário até Pensilvânia. Sua igreja não tinha torre nem piso, mas isto não importava, porque João passava a maior parte do tempo viajando de cidade em cidade, subindo montanhas para visitar os doentes, detendo-se em mansardas ou tavernas para ensinar e celebrando Missas sobre mesas de cozinha. Por causa do isolamento da sua paróquia, João desejava uma comunidade e assim entrou para os Redentoristas, Congregação de padres e irmãos dedicados a ajudar os pobres e os mais abandonados.

Primeiro padre a entrar para a Congregação na América do Norte, fez os votos em Baltimore no dia 16 de Janeiro de 1842. O seu conhecimento de seis línguas modernas tornou-o particularmente capacitado para trabalhar na sociedade cosmopolita americana do século XIX.   Depois de trabalhar em Baltimore e em Pittsburgh, em 1847 foi nomeado Visitador ou Superior maior dos Redentoristas nos Estados Unidos.

Quando ele passou o cargo para o Pe. Bernard Hafkenscheid, os Redentoristas dos Estados Unidos se preparavam para se tornar uma província autônoma, o que ocorreu em 1850. Pe. Neumann foi nomeado bispo de Filadélfia e foi ordenado em Baltimore a 28 de março de 1852. A sua diocese era muita grande e passava por um período de desenvolvimento considerável Como bispo, foi o primeiro a organizar um sistema diocesano de escolas católicas. Fundador da educação católica na sua região, aumentou o número das escolas católicas na sua diocese de 2 para 100. Entre as mais de oitenta igrejas construídas durante o seu episcopado, deve ser mencionada a catedral de São Pedro e São Paulo, que ele começou.

A convite do Santo Padre Pio IX, embarcou em outubro para Europa. Era isso o ano de 1854. Queria ele assistir á solene declaração do dogma da Imaculada Conceição, ato que teve lugar a oito de dezembro do mesmo ano. Em Roma hospedou-se o Prelado na casa dos seus confrades, em Monterone. Todos edificaram-se com seu espírito de pobreza e humildade. Saía quase sempre sem as insígnias de sua dignidade, a pé sem fazer caso do tempo que reinava.


Sua extrema modéstia não impediu que sobre ele caíssem as vistas dos cardeais e do Papa. Pio IX convidou-o diversas vezes para audiências privadas e distinguiu-o ainda com mais outras atenções. A primeira vez que foi falar ao Papa este recebeu-o cheio de amabilidade e disse-lhe: “Monsenhor Neumann, bispo de Filadélfia! Então a obediência não vale mais que sacrifícios?” Escutou em seguida a relação que Neumann lhe fez sobre a diocese, decidiu diversos casos difíceis e por fim conferiu-lhe a dignidade de prelado domestico de Sua Santidade e diversas faculdades e privilégios.

Aos 17 de dezembro escrevia monsenhor Neumann a um de seus padres: “É impossível descrever-lhe a solenidade do dia oito deste mês. Não tenho nem tempo nem talento para tanto. Agradeço a Deus haver-me concedido, após tantas graças, esta de poder ser testemunha da festividade em Roma.”.

Nesta viagem, aproveita para convidar as Irmãs Dominicanas a irem ajudar em sua diocese para ministrar. Dom Neumann pediu aconselhamento ao Papa Pio IX, que o aconselhou que seria melhor fundar uma congregação na linha da regra franciscana. No ano seguinte, Do, Neumann investiu três jovens mulheres com o hábito franciscano e deu-lhes a Regra franciscana, e nova ordem se chama Irmãs Franciscanas de Filadélfia.

De volta á sede episcopal continuou os trabalhos com redobrado zelo. O peso da diocese já se lhe ia tornando cada vez mais sensível. Neumann queixa-se disso numa carta pelos fins de 1856: “Os trabalhos vão crescendo... Tudo isso me traz numa dobadoura desde sete da manhã até nove horas da noite. À noite estou cansadíssimo, mas, graças a Deus, a saúde é boa e resistente. Penso também não andar muito longe o dia de me ver livre deste desterro.” De fato ofereceu-se na reunião provincial dos Bispos em Baltimore para aceitar uma das novas dioceses então planejadas. A Santa Sé não aceitou a oferta de Neumann e deu-lhe um Bispo coadjutor na pessoa de D. Frederico Jayme Wood. Dois anos mais tarde já sucedia ao servo de Deus na sede do bispado.


Entretanto chegava também o fim da vida para o servo de Deus. Alguns dias antes de sua morte foi, como de costume, confessar-se no convento de seus confrades. Enquanto esperava pelo padre Reitor iniciou uma prosa com o irmão porteiro de qual a morte que o preferiria ter, o Irmão diz que preferia morrer depois de uma doença suportada com paciência; morte repentina é coisa arriscada, retorquiu o irmão. Dom Neumann retruca que um cristão deve, no entanto estar pronto para morrer a qualquer hora e muito mais ainda um religioso. Estando preparado, ganha mais com a morte rápida e poupa aos outros muito trabalho e a si mesmo muita ocasião de impaciência. Em todo caso é sempre melhor o gênero de morte que Deus enviar.

As previsões do santo Bispo deviam se cumprir. Aos 5 de janeiro, véspera dos Santos Reis, sentiu-se indisposto. De tarde saiu de casa para assinar um documento de certa propriedade da diocese. Ao voltar para casa caiu por terra numa das ruas da cidade, vitimado por um ataque de apoplexia. Levaram-no para a casa mais próxima estenderam-no sobre um tapete e tentaram reanimá-lo. Em vão. Quando chegou o secretario do bispado com os Santos Óleos, quase ao mesmo momento, já era tarde. João Nepomuceno Neumann, Bispo de Filadélfia estava morto. Foi sepultado na cripta da Igreja de São Pedro.

A 15 de dezembro de 1895 o Papa Leão XIII assinou o decreto pelo qual ordenava a introdução do processo de beatificação do Venerável Neumann. Um novo decreto de Santa Sé a 11 de dezembro de 1921 declara como heroicas as virtudes do Venerável. Foi beatificado pelo Papa Paulo VI em 13 de outubro de 1963 e canonizado pelo mesmo Papa em 19 de junho de 1977.

Vida mais detalhada do santo, vide em:  
https://biografiadossantos2.wordpress.com/2010/08/22/sao-joao-nepomuceno-neumann/


sábado, 19 de dezembro de 2015

SANTA ASÉLIA, Virgem, Discípula de São Jerônimo.

   
   Santa Asélia, Virgem, festejada em 6 de dezembro, discípula de São Jerônimo, o qual dela escreveu que “era abençoada desde o seio de sua mãe”.

   
     Este nome incomum tem um significado ainda mais inesperado: em latim, Asellia significava "burrinho, jumentinho". Não era um nome ofensivo, nem ridículo: ele tinha mesmo um tom carinhoso, talvez como uma homenagem à paciência e a docilidade do burro. Lembremo-nos que este animal aparece em vários momentos no Novo Testamento, especialmente quanto Nosso Senhor Jesus Cristo entrou triunfalmente em Jerusalém montando um deles.
    Além disso, a Santa de hoje é tal, que nos faz esquecer qualquer implicação causada pelo nome. É na verdade uma criatura de qualidades humanas e virtudes sobrenaturais excepcionais; uma dessas mulheres que em todas as épocas foram e são representantes da secreta grandeza do Cristianismo.
   Asélia não era uma celebridade, e ela teria desaparecido da memória do mundo se o grande São Jerônimo, o tradutor da Bíblia para o latim e Doutor da Igreja, não tivesse escrito sobre ela em suas cartas.
   Vivendo em Roma nos anos de sua maturidade, São Jerônimo reunira em torno dele um grupo de mulheres dedicadas e estudiosas, cujos nomes ainda são encontrados no Calendário: Santas Paula Romana, Marcela, Lea, Eustoquia e, finalmente, Asélia.
   Estas primeiras sementes de árvores que daria frutos em abundância nos séculos seguintes, devem ser venerados por nós com entusiasmo, pois foram modelos para as gerações que, de auge em auge, chegaram à culminâncias sublimes. Infelizmente, quando, no dizer de Paulo VI, “a fumaça de satanás penetrou no seio da Igreja”, um feminismo malsão foi destruindo paulatinamente o que elas construíram com tanto amor e dedicação...
     A história de Asélia, narrada em uma carta do Santo, é esta: filha de uma família distinta, com apenas 10 anos decidiu dedicar-se inteiramente ao Senhor. Ela vendeu suas jóias e suas roupas festivas, vestiu uma túnica escura despojada e começou a viver em sua casa como uma sepultada viva.
   "Trancada em um quarto pequeno - São Jerônimo escreve - ela estava à vontade como no céu. Uma única camada de terra era o lugar de sua oração e de seu descanso; o jejum era para ela divertimento, a abstinência, uma refeição... Observou bem a clausura para jamais colocar um pé fora dela, nem nunca falar com um homem...".
    Trabalhou constantemente não para si, mas para os pobres, e, ao mesmo tempo, rezava ou salmodiava. Também visitava os túmulos dos mártires, mas na obscuridade, para nunca ser reconhecida. A vida difícil não enfraqueceu o seu corpo: pelo contrário, aos 50 anos, de acordo com o testemunho de São Jerônimo "ainda estava com boa saúde e ainda mais saudável de espírito".
     "Nada poderia ser mais alegre do que a sua gravidade - escreve o grande Doutor - nada mais grave do que a sua alegria; nada é mais grave do que seu riso; nada mais atraente do que a sua tristeza. Sua palavra é silenciosa e seu silêncio fala".
    Quando o grande erudito teve que sair de Roma, forçado pelas muitas hostilidades e suspeitas malévolas, enviou uma carta diretamente para Asélia, em seu caminho para a Palestina. Mas nesta carta, como era natural, não falava dela, nem tentava sua modéstia com elogios. Abria para ela seu coração amargurado, fazendo para ela, agora morta para o mundo, uma defesa apaixonada de sua conduta, contra as calúnias e as críticas injustas.
     A admiração e o afeto pela cristã Asélia transpareciam, entretanto, na despedida, quando São Jerônimo escrevia: "Lembre-se de mim, ó ilustre modelo de modéstia e virgindade, e com suas orações aplacai as vagas do mar".
     Asélia, que na época tinha mais de cinqüenta anos, viveu muito tempo ainda em sua clausura e em sua penitência. Vinte anos depois ainda estava viva e bela, de uma beleza espiritual. Assim pelo menos a viu um historiador da época, Paládio, que escreveu: "Vi em Roma a bela Asélia, esta virgem envelhecida no mosteiro. Era uma mulher dulcíssima, que dirigia várias comunidades”.

(fonte: blog heroínas da cristandade)

OS CATORZE SANTOS AUXILIADORES (comemoração antiga, excluída na reforma litúrgica).



    Os catorze santos auxiliares são venerados pela Igreja Católica como intercessores eficazes contra as mais diversas doenças. O culto a eles surgiu no século XIV, na região da Renânia, provavelmente como consequência da peste negra que assolava a Europa no supracitado período.[1]


         Histórico de Veneração
         A devoção aos santos auxiliares teve início na Renânia, agora parte da Alemanha, na época da peste negra.[1]

       Entre o grupo encontram-se três virgens mártires: Santa Margarida de Antioquia, Santa Bárbara e Santa Catarina de Alexandria, conhecidas também como Santas de Casa.

    Como os outros santos começaram a ser invocados juntos dessas três virgens mártires, eles passaram a ser representados juntos em trabalhos artísticos. A veneração popular teve início nos mosteiros que traziam dentro de si as relíquias dos ditos santos. Todos os catorze, com exceção de Santo Egídio, foram martirizados.

       Como o culto aos Catorze Santos Auxiliadores mostrou-se forte no século XVI, o Papa Nicolau V estendeu indulgência àqueles que mantivessem devoção pelos santos do grupo, o que não foi longamente aplicado, tendo caído em desuso.

       Embora tenham festas em dias separados, os catorze são comemorados no dia 8 de agosto, embora essa data nunca tenha tomado parte do Calendário Geral Romano para veneração universal. Quando esse calendário foi revisto em 1969, com a criação do Calendário Católico Romano de Santos, as celebrações individuais de Santa Bárbara, Santa Catarina de Alexandria, São Cristóvão e Santa Margarida de Antioquia foram abandonadas, embora em 2004 o Papa João Paulo II tenha restituído para 25 de novembro um memorial opcional a Santa Catarina de Alexandria, cuja voz foi ouvida por Santa Joana d’Arc. A celebração individual de todos os catorze foi incluída no Calendário Geral Romano de 1954, o Calendário Geral Romano do Papa Pio XII e o Calendário Geral Romano de 1962.

    Comparado ao culto dos catorze santos auxiliadores foi o dos Quatro Santos Marechais, que também foram venerados na Renânia como os Marechais de Deus. Os quatro santos marechais eram São Quirino, Santo Antão do Deserto, Papa Cornélio e Santo Humberto.



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       A devoção a esses santos nasceu na Renânia (Alemanha) no século XIV. No dia 17 de setembro de 1445, o Menino Jesus apareceu a um pastorzinho chamado Hermann Leicht de Langheim, filho do locatário de uma propriedade de Frankental. A aparição se repetiu, desta vez com o Menino circundado por velas acessas; e no dia 29 de julho de 1446, no mesmo lugar, o Menino Jesus estava acompanhado por quatorze crianças. Quando o pastorzinho perguntou quem eram, as crianças responderam que eram os quatorze auxiliadores e pediram que lhes fosse dedicada, naquele lugar, uma capela. Eles apareceram também a uma jovem gravemente enferma, que foi levada até o local e milagrosamente curada. O abade de um convento cisterciense que havia nas vizinhanças acabou cedendo aos pedidos incessantes do povo e mandou erigir, para as exigências imediatas dos iminentes peregrinos, uma capela em honra dos Quatorze Santos Auxiliadores.

Depois, foi instituída uma festa coletiva para eles, com dada fixada em 8 de agosto. A esta devoção o Papa Nicolau V concedeu particulares indulgências. Em 1743, começou a construção, por desenho do arquiteto Balthasar Neumann (1687 – 1753), do Santuário de Vierzehnheligen (Bad Staffelstein, Alta Franconia).



Segundo a Tradição, eles são:

1. Santo Acácio (Agathius), 8 de maio, invocado contra a dor de cabeça.
2. Santa Bárbara, 4 de dezembro, invocada contra os raios, a febre e a morte súbita.
3. São Brás de Sebaste, 3 de fevereiro, invocado contra a doenças da garganta e para proteção dos animais domésticos.  Já ouvimos muito a invocação de São Brás, quando uma criança ou adulto se engasga com alguma coisa. Essa tradição se deve ao fato de São Brás ter livrado da morte um menino que estava com uma espinha de peixe presa na garganta. 
4. Santa Catarina de Alexandria, 25 de novembro, invocada contra a morte súbita.
5. São Ciríaco de Roma, 8 de agosto, invocado contra a tentação no leito de morte e as obsessões diabólicas.
6. São Cristovão, 25 de julho, invocado contra a peste bubônica e os perigos durante a viagem.
7. São Dionísio, 9 de outubro, invocado contra as dores de cabeça.
8. Santo Egídio, 01 de setembro, invocado contra a peste, a convulsão da febre, o pânico e a loucura (doenças mentais), por aleijados, mendigos e ferreiros. Por causa do milagre da confissão oculta de Carlos Martell, Santo Egídio é invocado também para ajudar nas confissões difíceis.
9. Santo Erasmo, 2 de junho, invocado contra as dores abdominais e doenças intestinais.
10. Santo Eustáquio, 20 de setembro, invocado contra a discórdia familiar e os perigos do fogo.
11. São Jorge, 23 de abril, invocado para a saúde dos animais domésticos.
12. Santa Margarida de Antioquia, 20 de julho, invocada durante o parto e para escapar de demônios.
13. São Pantaleão de Nicomédia, 27 de julho, invocado por médicos e contra o câncer e a tuberculose.
14. São Vito, 15 de junho, invocado para obter a cura em doenças como epilepsia, a Coreia di Sydenham (uma forma de encefalite conhecida como dança de São Vito, que pode apresentar sintomas como tiques, tremores etc.), a hidrofobia (raiva), as doenças dos olhos (em eslavo a palavra Vid - vista - foi associada a seu nome) e a letargia. Também é invocado contra os raios e para a proteção de animais domésticos.  

Obs: 
Em alguns dias do ano litúrgico a invocação de um dos santos acima é substituída pela de Santo Antão, São Leonardo de Noblac, São Nicolau, São Sebastião, Santo Osvaldo, Papa Sisto II, Santa Apolônia, Santa Doroteia, São Wolfgang ou São Roque. Na França a Virgem Maria é adicionada ao rol dos catorze santos auxiliares.  

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Beato Eduardo Poppe, Presbítero.


Eduardo João Maria Poppe, nasceu na cidade de Temsche, na Bélgica, no dia 18 de dezembro de 1890. Era o terceiro dos onze filhos de uma modesta família de trabalhadores. Sua educação religiosa começou no seio da própria família, muito cristã. Depois foi estudar no colégio dos Irmãos da Caridade, onde completou o ensino básico.

Aos quinze anos entrou no seminário de São Nicolau, na diocese de Gand, destacando-se como exemplo de caridade e piedade. Foi durante o serviço militar, prestado em 1910, que Eduardo percebeu sua vocação religiosa.

Aos vinte e dois anos ele ingressou no Seminário filosófico Leão XIII de Lovanio. Durante a Primeira Guerra Mundial foi convocado à servir as armas, servindo junto à Cruz Vermelha como enfermeiro, atendendo as ambulâncias que chegavam com os feridos.

Em 1915 foi transferido para Gand e no ano seguinte era ordenado sacerdote. Logo foi nomeado vigário da paróquia de Santa Colete, nesta diocese, iniciando seu ministério entre a população mais pobre, difundindo a devoção à Eucaristia e à Virgem Maria.

Preocupado em preparar as crianças para a Primeira Comunhão, formou um grupo de jovens catequistas para dar ênfase à devoção Eucarística. Logo este trabalho tornou-se conhecido e instituído em outras paróquias da diocese. Assim, padre Eduardo elaborou e escreveu "O manual do catequista eucarístico", em 1917, idealizado segundo os decretos de Papa São Pio X. Mas não criou apenas o "manual", ele instituiu a "Liga da Comunhão freqüente", estendida aos operários também.

O seu apostolado foi interrompido em 1918, quando foi nomeado diretor do convento das Irmãs de São Vicente de Paulo em Moerzeke-lez-Termonde. Alí continuou com sua preocupação em manter acesa a chama da fé cristã nos jovens catequistas, todos filhos de famílias socialistas e anticlericais. Por isto, publicou um semanário intitulado "Zonneland", que significa "País do Sol", direcionado à "Cruzada eucarística Pio X" de toda a Bélgica.

Mais tarde os problemas de sua saúde se agravaram. Padre Eduardo convivia desde a infância com uma doença congênita no coração. Por este motivo foi obrigado a viver numa poltrona. E foi neste período que ele escreveu sua extensa e notável bibliografia catequética com ênfase na Eucaristia. Dela se destacaram as obras: "Direção espiritual dos jovens" de 1920; "Salvemos os operários" de 1923, "Apostolado eucarístico paroquial" de 1923, "O amigo dos jovens" e "O método educativo eucarístico", ambos de 1924. Inclusive outras publicadas depois de sua morte.

Em 1921 o Cardeal o nomeou diretor espiritual do CIBI de Leopoldsburgo, reservado aos noviços que se destinavam ao serviço do altar, alí também seu ministério floresceu. Porém, aos trinta e quatro anos de idade, padre Eduardo Poppe morreu repentinamente, no dia 10 de junho de 1924, no convento de Moerzeke-lez-Termonde, durante o período das férias.

A sua morte causou forte comoção popular e no meio do clero, sendo imediatamente venerado por sua santidade. Ele foi beatificado em 1999, pelo Papa João Paulo II, que o nomeou de o "Pedagogo da Eucaristia".

Beato Eduardo Poppe, rogai por nós!