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domingo, 12 de julho de 2026

SANTA VERÔNICA (ou "Berenice"), Santa Mulher e Discípula do Senhor - 12 de julho.


Primeiro relato biográfico

O nome Verônica aparece pela primeira vez nos Evangelhos apócrifos (Atos de Pilatos, capítulo 7) e se refere à mulher com hemorragia, chamada Bernice em grego, Verônica em latim, que, implorando a Jesus por sua cura, enquanto ele passava pela multidão, conseguiu tocar a orla de sua capa, sendo curada instantaneamente.

Jesus perguntou quem o havia tocado e os apóstolos responderam: "É a multidão que te aperta por todos os lados", mas Jesus insistiu porque sentiu um poder vindo dele e então a mulher com hemorragia se aproximou e, lançando-se a seus pés, declarou diante de todos o motivo de tê-lo tocado e o benefício que recebera. Jesus respondeu: "Filha, a tua fé te salvou; vai em paz!", Lucas 8, 43-48.

O historiador Eusébio (265-340) em sua 'História Eclesiástica' (VII, 18) relata que em Cesareia de Filipe ficava a casa da taumaturga Bernice, supostamente natural de Edessa, na Síria, e que em frente à porta da casa havia uma estátua de bronze representando uma mulher ajoelhada com as mãos estendidas em súplica; à sua frente, a estátua de um homem de pé, envolto em um manto, que estende a mão para a mulher; a seus pés crescia uma planta desconhecida, que alcançava o manto e era considerada um remédio eficaz para todos os tipos de doenças.

Dizia-se que a estátua do homem representava Jesus, e Eusébio conclui afirmando que, na época de sua estadia naquela cidade, o grupo de bronze já existia. Outro autor, Sozomeno, diz que o monumento erguido em honra do Redentor em Cesareia de Filipe foi demolido durante a perseguição de Juliano, o Apóstata (331-363).

A partir do século XV, a devoção a Verônica ganhou força no Ocidente como figura entre o grupo de mulheres piedosas que enxugaram o rosto de Jesus com um pano ou sudário enquanto ele carregava a cruz até o Calvário, deixando a imagem de seu rosto impressa no tecido. Isso gerou uma série de variações da imagem mais antiga da mulher com hemorragia, representada na estátua de Paneas (Cesareia de Filipe).

Diz-se que a mulher então foi para Roma, levando consigo a relíquia sagrada; alguns textos apócrifos, como o "Vindicta Salvatoris", afirmam que o oficial romano Volusiano tomou o pano à força da mulher e o levou a Tibério, que foi curado da lepra ao vê-lo. Verônica abandonou tudo na Palestina e seguiu seu pano até Roma. Tendo-o recuperado, guardou-o consigo e, antes de morrer, entregou-o ao Papa São Clemente.

Nos séculos seguintes, Verônica teve um culto em várias épocas, mas não aparece nos martirológios antigos nem nos medievais. Em alguns martirológios secundários, ela é mencionada em 4 de fevereiro.

A tradição da mulher enxugando o rosto de Jesus com um pano, que teria dado origem ao nome Verônica, "verdadeiro ícone", difundiu-se amplamente, obscurecendo quase completamente o episódio da mulher com hemorragia, que, segundo alguns, é a mesma mulher, embora não haja certeza nos muitos documentos mais ou menos apócrifos.

Ela foi representada em inúmeras esculturas e pinturas, que perpetuaram sua imagem até os dias de hoje, inclusive incluindo-a nas figuras da piedosa prática da Via Sacra na sexta estação. A longa jornada iconográfica que a comemora com o famoso Santo Sudário, o primeiro e único retrato da Sagrada Face, culminou com a grande estátua de Verônica, obra do escultor do século XVII Francesco Mocchi, colocada na Basílica de São Pedro, no Vaticano, centro do cristianismo.

Desde o século XIII, uma imagem do rosto de Cristo, conhecida como o "Véu de Verônica" (que Dante também menciona no Parágrafo XXXI, 104), é venerada na Basílica de São Pedro, em Roma. Os estudiosos geralmente identificam essa imagem com o ícone bizantino tardio atualmente preservado no local.

A origem do culto à Sagrada Face está ligada a essas devoções. Santa Verônica é particularmente venerada na França, onde é considerada a mulher que, após a morte do Salvador, casou-se com Zaqueu e foi evangelizar a Gália, falecendo no eremitério de Soulac. Também chamada de Santa Veneza ou Venisse, ela é a padroeira dos comerciantes de linho e lavadeiras na França.


Segundo relato biográfico

Verônica (do latim "vera icona", que significa verdadeira imagem) ficou famosa por enxugar o suor e o sangue do rosto de Cristo com um pano durante a Via Sacra. Segundo a tradição cristã, a imagem do Filho de Deus permanece impressa naquele pano. É por isso que Santa Verônica é a padroeira dos fotógrafos.

Algumas fontes contam que Verônica era uma mulher virtuosa de Jerusalém, de grande fé, e que, abrindo caminho pela multidão, conseguiu tocar a orla do manto de Jesus. Verônica esperava que isso a curasse de uma doença que a afligia há anos e a fazia sangrar. Sua cura aconteceu instantaneamente! Jesus percebeu que havia sido tocado e perguntou em voz alta quem o havia feito. Ninguém se apresentou. Os apóstolos, sem saber, responderam que havia uma multidão: muitos se empurravam e se aglomeravam. Jesus insistiu. Verônica tomou coragem, aproximou-se e confessou. Ele então a tranquilizou: "Sua fé a salvou; vá em paz".

Durante a subida ao Monte Calvário, encontramos a mulher enxugando o rosto de Jesus com um fino pano com a imagem do Filho de Deus impressa. Verônica guarda o precioso pedaço de pano.

Após a ressurreição de Jesus, ela se casa com Zaqueu e viaja para Roma. O imperador romano Tibério apreende o véu sagrado e, apenas olhando para ele, diz-se que foi curado da lepra.

A santa então consegue recuperar o pano e o entrega ao Papa São Clemente. O véu sagrado, com a imagem das feições de Cristo, resiste a diversas vicissitudes após séculos guardado no Vaticano.

Acredita-se que atualmente esteja no Santuário de Manoppello (Chieti), tendo sido transportado para a cidade de Abruzzo no século XVI. Segundo outras fontes, o "Véu de Verônica" original está guardado na Basílica de São Pedro, em Roma.

Verônica passou o resto da vida com o marido na Gália (França), onde difundiu o cristianismo. Neste país, a devoção a Santa Verônica (conhecida como Santa Veneza ou Venisse) é profundamente sentida. A santa é invocada, sobretudo, para estancar hemorragias nasais. Ela protege mulheres estéreis, funcionários de guarda-volumes, fotógrafos, repórteres e cientistas da computação.




Fonte:

Site: “Santos, Beatos e Testemunhas” (traduzido do italiano)

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