Na história da salvação, Deus confia aos anjos a tarefa de proteger os patriarcas, seus servos e todo o povo escolhido. Pedro é libertado da prisão por seu anjo. Em defesa das crianças, Jesus diz que seus anjos sempre veem a face do Pai no Céu.
Figuras celestiais presentes no universo religioso e cultural da Bíblia — assim como em muitas religiões antigas — e quase sempre representadas como seres alados (como uma força mediadora entre Deus e a Terra), os anjos encontram seu nome na palavra grega anghelos, que significa mensageiro. Não é por acaso que, na linguagem bíblica, o termo indica uma pessoa enviada para realizar uma tarefa, uma missão.
E é precisamente com esse significado que a palavra aparece aproximadamente 175 vezes no Novo Testamento e 300 vezes no Antigo Testamento. Nele, também é identificada sua função como uma hoste celestial, dividida em nove hierarquias: Querubins, Serafins, Tronos, Dominações, Potestades, Virtudes Celestiais, Principados, Arcanjos e Anjos. Hoje, o tema dos Anjos, quase desaparecido dos sermões litúrgicos, estranhamente ressoa nos púlpitos da mídia da Nova Era, em filmes e até em comerciais, que buscaram capturar apenas seus aspectos estéticos e formais.
Primeiro texto angiológico:
Mas quem são os anjos e qual a sua relação com a história da humanidade?
Em primeiro lugar, a existência dos anjos é um dogma de fé, definido diversas vezes pela Igreja (Credo Niceno, Credo Constantinopolitano, IV Concílio de Latrão (1215), Primeiro Concílio Vaticano (1869-70)).
Tudo o que diz respeito aos anjos constitui uma ciência específica chamada "angelologia"; e todos os Padres da Igreja e teólogos, em seus argumentos, expressaram e elaboraram diversas interpretações e conceitos a respeito de sua existência, criação, espiritualidade, inteligência, vontade, tarefas, ascensão e queda.
Como se pode ver, o assunto é tão vasto e profundo que é impossível explicá-lo completamente neste breve esboço. Vamos nos limitar a apresentar algumas notas essenciais.
Existência e Criação
A criação dos anjos é implicitamente afirmada em pelo menos uma passagem do Antigo Testamento. No Salmo 148 (Louvor Cósmico), eles são convidados, juntamente com as outras criaturas do céu e da terra, a bendizer o Senhor: “Louvem o Senhor desde os céus; louvem-no nas alturas. Louvem-no, todos os seus anjos; louvem-no, todos os seus exércitos… Louvem todos o nome do Senhor, pois todas as coisas foram criadas por sua ordem.”
No Novo Testamento (Colossenses 1,16), está escrito: “por meio de Cristo todas as coisas foram criadas nos céus e na terra.” Portanto, os anjos também foram criados; embora a tradição seja incerta quanto ao tempo e à ordem dessa criação, a existência dos anjos é considerada indubitável pelos Padres da Igreja, que afirmam que sua criação ocorreu certamente antes do homem, pois, na expulsão de Adão e Eva do paraíso terrestre, um anjo estava presente e foi colocado para guardar o Éden, a fim de impedir o retorno de nossos primeiros pais.
Espiritualidade:
A espiritualidade dos anjos tem sido objeto de reflexões teológicas entre os maiores Padres da Igreja; São Justino e Santo Ambrósio atribuíram aos anjos um corpo, diferente do nosso, mas luminoso, imponderável e sutil; São Basílio e Santo Agostinho mostraram-se hesitantes e expressaram-se de forma ambígua; São João Crisóstomo, São Jerônimo e São Gregório Magno, por sua vez, afirmaram uma espiritualidade absoluta; o já mencionado Quarto Concílio de Latrão, e, portanto, o Magistério da Igreja, afirmou que os anjos são espíritos sem corpo.
Devido à sua simplicidade e espiritualidade, os anjos são imortais e imutáveis. Sem quantidade, não podem estar presentes localmente no espaço, mas tornam-se visíveis em um lugar para realizar sua obra. Não podem se multiplicar dentro da mesma espécie, e São Tomás de Aquino afirma que existem tantas espécies angélicas quantos forem os próprios anjos, cada uma diferente da outra.
A Bíblia fala de anjos como mensageiros e executores de mandamentos divinos; no Novo Testamento, eles aparecem claramente como espíritos puros.
Na crença judaica, às vezes eram comparados a seres materiais, aos quais se oferecia hospitalidade, que era retribuída com bênçãos, promessas de prosperidade, etc.
Inteligência e Vontade:
Os anjos, como seres espirituais, não podem ser desprovidos da faculdade de inteligência e vontade; na verdade, devem ser muito mais poderosos nelas, visto que são puros em espírito. O grande Doutor Angélico, São Tomás de Aquino, escreveu extensivamente sobre a prontidão e infalibilidade da inteligência angélica, bem como sobre sua energia, tenacidade de vontade e liberdade superior em sua "Suma Teológica", à qual remetemos para mais informações.
Elevação:
As Sagradas Escrituras sugerem diversas vezes que os anjos desfrutam da visão da face de Deus, porque a felicidade à qual os espíritos celestiais foram destinados ultrapassa as exigências da natureza e é sobrenatural.
No Novo Testamento, frequentemente se faz uma comparação entre homens, santos e anjos, como se a meta para a qual os primeiros estão destinados fosse, na verdade, a participação no objetivo já alcançado pelos bons anjos, que são chamados de 'santos', 'filhos de Deus', 'anjos de luz' e que estão 'diante de Deus', 'na presença de Deus ou do seu trono'; todas essas expressões indicam seu estado de bem-aventurança, pois eles foram santificados no próprio momento de sua criação.
Queda:
O Quarto Concílio de Latrão definiu como verdade de fé que muitos anjos, abusando de sua liberdade, caíram em pecado e se tornaram maus.
Santo Tomás afirmou que o anjo só poderia cometer o pecado do orgulho; o espírito celestial desviou-se da ordem estabelecida por Deus e, ao não a aceitar, deixou de reconhecer a supremacia divina sobre sua própria perfeição. Portanto, o pecado do orgulho sucedeu imediatamente o pecado da desobediência e da inveja da excelência alheia.
Ele não poderia cometer outros pecados porque estes pressupõem as paixões da carne, como o ódio e o desespero. São Tomás de Aquino especifica ainda que o pecado do anjo consistiu em querer tornar-se como Deus.
A tradição cristã deu o nome de Lúcifer ao mais belo e resplandecente dos anjos e seu líder, que se rebelou contra Deus e foi expulso do céu para o inferno. O orgulho de Lúcifer em sua própria beleza e poder o levou ao grande ato de arrogância com que se opôs a Deus, atraindo para o seu lado um certo número de anjos.
Outros anjos da hoste celestial, liderados por Miguel, alinharam-se contra ele. Travaram uma grande e primordial batalha, na qual Lúcifer e todos os seus seguidores sucumbiram e foram expulsos do céu. Nota: não se trata aqui do Céu empíreo, mas de uma região inferior, onde conheceram muito sobre Deus, mas não O viam face a face. Ele se tornou o líder dos demônios ou diabos no inferno e um símbolo do orgulho mais desenfreado.
O nome Lúcifer e sua identificação com o líder rebelde dos anjos derivam de um texto do profeta Isaías (14, 12-15). Nele, uma sátira sobre a queda de um tirano babilônico foi interpretada por muitos escritores eclesiásticos e pelo próprio Dante (Isaías XXIV) como uma descrição poética da rebelião celestial e da queda do líder dos anjos.
“Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alvorada! Como foste lançado à terra, tu que atacavas todas as nações! Contudo, dizias no teu coração: 'Subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono... Subirei acima das mais altas nuvens, serei semelhante ao Altíssimo'. E, em vez disso, fostes lançados no abismo, no fundo do abismo!”
O exército celestial.
A figura do anjo como símbolo das hierarquias celestiais geralmente aparece desde os primórdios do cristianismo. Ela dá continuidade à tradição judaica e transforma os tipos pré-cristãos das Vitórias e dos Gênios alados, que também tinham a função de mediar entre as divindades supremas e o mundo terreno.
Por meio dos ensinamentos do “De celesti hierarchia” do pseudo-Dionísio, o Areopagita, eles são distribuídos em três hierarquias, cada uma dividida em três coros.
A primeira hierarquia inclui os serafins, os querubins e os tronos;
A segunda hierarquia inclui as dominações, as virtudes e as potestades;
A terceira hierarquia inclui os principados, os arcanjos e os anjos.
Os coros se distinguem uns dos outros por suas funções, cores, asas e outras marcas identificadoras. Segundo o pseudo-areopagita, os mais próximos de Deus são os serafins, de cor vermelha, sinal de amor ardente, com três pares de asas; depois vêm os querubins, com seis asas pontilhadas de olhos como um pavão; as potestades têm duas asas com as cores do arco-íris; os principados são anjos armados voltados para Deus, e assim por diante.
Mais notáveis por sua menção específica na Bíblia são os Arcanjos, os mensageiros celestiais presentes nos momentos mais importantes da História da Salvação. Miguel (cujo nome significa “Quem como Deus”, presente desde o princípio à frente da hoste celestial contra os anjos rebeldes, também apareceu ao Papa São Gregório Magno no Castelo de Santo Ângelo, em Roma, e deixou uma marca de sua presença no Santuário de Monte Santo Ângelo, em Gargano. Gabriel (cujo nome significa “Poder de Deus”), mensageiro de Deus, apareceu ao profeta Daniel; a Zacarias, anunciando o nascimento de São João Batista, mas sobretudo trouxe o anúncio do nascimento de Cristo à Virgem Maria. Rafael é mencionado no Livro de Tobias e foi o guia e salvador do jovem Tobias dos perigos, embora não seja mencionado na Bíblia.
Uriel, mencionado duas vezes no quarto livro apócrifo de Esdras, é frequentemente citado nas liturgias orientais. Santo Ambrósio o colocou entre os arcanjos; ele acompanhou o jovem São João Batista no deserto; é ele quem teria trazido a alquimia à Terra (nota: não há menção a esse Anjo nas Sagradas Escrituras).
Anjos na Arte
Os anjos constituem uma rica iconografia, e seu status como seres espirituais, sem idade e sem gênero, inspirou artistas de todas as épocas a se dedicarem às suas representações, tanto de acordo com a doutrina quanto com seu próprio talento artístico.
Os artistas, especialmente os pintores, buscavam expressar uma beleza sobre-humana em seus anjos, às vezes envolvendo-os em vestes sacerdotais ou túnicas clássicas, às vezes como gênios da arte romana, quase sempre com asas e uma auréola (nuvem). A partir dos séculos IV e V, eles foram retratados como jovens e efebos; somente no período barroco surgiu o tipo feminino.
Os anjos eram representados não apenas em atitude de adoração, como nas magníficas Natividades ou Majestades medievais, mas também de maneira melancólica e humana nas Deposições. Veja, por exemplo, os gestos de desespero diante da morte de Jesus, dos anjos que o assistem na descida da cruz, na famosa pintura de Giotto "Lamentação sobre o Cristo Morto" (Capela Scrovegni, Pádua).
Temos também anjos que tocam música e cantam em coro, que tocam trombetas (tubos); anjos armados lutando com o diabo; anjos que acompanham a realização de obras de misericórdia, etc.
O anjo na Bíblia.
Episódios específicos no Antigo e no Novo Testamento indicam a presença de anjos: a luta com o anjo de Jacó (Gênesis 32, 25-29); a escada escalada por anjos, sonhada por Jacó (Gênesis 28, 12); os três anjos que foram hóspedes de Abraão (Gênesis 18); a intervenção do anjo que impede a mão de Abraão quando ele está prestes a sacrificar Isaque; o anjo que leva comida ao profeta Elias no deserto.
O anúncio do nascimento de Cristo aos pastores; o anjo que aparece a José em sonho, sugerindo que ele fuja com Maria e o Menino; os anjos que adoram e servem Jesus após as tentações no deserto; o anjo que anunciou a ressurreição de Cristo a Maria Madalena e às outras mulheres; a libertação de São Pedro da prisão e das correntes em Roma; sem mencionar o simbolismo angelical cósmico e celestial do Apocalipse de São João Evangelista.
O Anjo da Guarda.
Finalmente, o Anjo da Guarda, a existência de um anjo para cada pessoa, que a guia e protege do nascimento à morte, é mencionada no Livro de Jó, mas também pelo próprio Jesus, no Evangelho de Mateus, quando, referindo-se às crianças, diz: "Cuidado para que vocês não desprezem nenhum destes pequeninos, pois eu lhes digo que os anjos deles nos céus estão sempre vendo a face de meu Pai que está nos céus".
A Sagrada Escritura fala de outras tarefas realizadas pelos anjos, como oferecer nossas orações e sacrifícios a Deus, bem como acompanhar o homem no caminho da bondade.
O termo "anjo", no discurso atual, passou a significar uma pessoa de virtude excepcional, bondade, pureza, beleza angelical e indica perfeição.
"Gostaria de saber o nome de meu Anjo da Guarda..." Esse desejo é lícito?
Não. Essa "mania", presente nos corações e pensamentos de muitos que se dizem "católicos" ou "que creem em Deus", não é lícita, segundo o que foi revelado nas Sagradas Escrituras. Na verdade, os nomes dos Anjos são INEFÁVEIS, isto é, INCOMPREENSÍVEIS à nossa mente humana. Somente na eternidade, quando não estivermos mais em nossos corpos, raciocinando com nossos cérebros, vendo com nossos atuais olhos ou ouvindo com nossos atuais ouvidos, é que conheceremos os seus verdadeiros nomes. Possivelmente, nem mesmo Miguel, Gabriel e Rafael são os nomes reais desses Santos Arcanjos. Os nomes acima são aqueles que nós, enquanto vivemos nesta terra, conseguimos compreender. Eles denotam suas respectivas missões: Miguel (Quem como Deus!), isto é, o "defensor da glória e da honra de Deus"; Gabriel (Poder de Deus ou Potência de Deus): aquele que é o "anunciador e mensageiro" dos grandes e portentosos milagres de Deus. Entre esses portentosos milagres, o maior de todos: a Encarnação do Verbo no ventre puríssimo e imaculado de Maria; Rafael (Cura de Deus, Deus Cura ou Medicina de Deus): aquele que traz consigo a capacidade de curar em Nome de Deus. É o Arcanjo da Cura e da Libertação, tanto físicas, quanto mentais e espirituais.
Existe uma passagem bíblica, que o(a) leitor(a) poderá conferir em: Juízes 13, 15-18, que é bastante esclarecedora no que tange a essa questão de querermos saber os nomes de nossos Anjos da Guarda. É um diálogo que se passa entre Manué (na ocasião, um dos juízes de Israel) e seu Anjo:
15. Manué disse ao anjo do Senhor: “Rogo-te que te detenhas até que te ofereçamos um cabrito que vamos preparar”.
16. “Ainda que tu me retivesses – respondeu o anjo do Senhor – eu não comeria de tua mesa; mas, se queres fazer um holocausto, oferece-o ao Senhor.” Manué ignorava que era o anjo do Senhor.
17. “Qual é o teu nome – perguntou-lhe ele – para que te honremos quando se cumprir tua promessa?”
18. O anjo do Senhor disse-lhe: “Por que me perguntas o meu nome? Ele é inefável (ou, "magnífico", "inatingível" à inteligência humana).
**************************************************
Segundo texto angiológico:
Ao nascer, Deus designa a todos os seres humanos uma criatura espiritual: o anjo da guarda, com a tarefa de protegê-los e apoiá-los ao longo de suas vidas. O dia 2 de outubro é a sua festa. O anjo (do grego, que significa "mensageiro") é invocado em momentos de perigo ou doença, para aconselhamento ou conforto em momentos de angústia. Uma oração famosa é: "Anjo de Deus, que és meu guardião, ilumina-me, protege-me, ampara-me e governa-me, a mim que a ti fui confiado pela misericórdia celestial." Amém." O anjo da guarda, invocado especialmente para a proteção e cura das crianças, representa um guia. Eles nos ajudam a escolher o Bem e a não dar ouvidos a pensamentos malignos. Contudo, mesmo aqueles que cometem más ações têm seu anjo da guarda, porque Deus não quer que ninguém se perca.
Os anjos são mensageiros de Deus:
Eles profetizam nascimentos e vocações. O Arcanjo (palavra que significa “arqui-anjo”, isto é, “grande mensageiro”) Gabriel aparece a Maria (chamada Rainha do Universo e dos Anjos) para anunciar o nascimento de Jesus.
Um anjo informa os pastores que Jesus nasceu. A Bíblia fala muito sobre anjos, também chamados de "Filhos do Céu". Eles são invisíveis, habitam o céu, mas podem estar em qualquer lugar. Existem muitos tipos de anjos, e são numerosos: cada um tem um papel muito específico.
Os Serafins são os mais próximos de Deus. O louvam, amam, adoram e glorificam, sem cessar, e transmitem, quais “espelhos”, o amor e a glória de Deus para os demais anjos. Isaías é quem os contempla, cantando repetidamente: “Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do Universo! O céu e a terra estão repletos de Vossa glória!”
Os Querubins zelam pela honra de Deus, por sua Santíssima Vontade.
Os Tronos destacam-se pela sua humildade. A Sagrada Escritura representa os Tronos como “Anciões coroados”, que depõem suas coroas aos pés do Trono de Deus, em reconhecimento de que somente Ele é digno de todo louvor, honra e glória. Louvam e honram a Deus por ser o Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis, eternamente extasiados em contemplar a bondade divina na criação de tudo que foi criado.
As Potestades (ou “Poderes”) representam o poder de Deus perante os inimigos malignos.
As Dominações ou "Domínios" estão revestidas com o “senhorio” que provém de Deus. Poderíamos tecer um “paralelo” com as “autoridades” militares ou policiais que representam o poder de um governante perante o povo.
As Virtudes (o nome deriva da palavra “vir” – daí o nome “viril” – que em latim significa “força”, “valentia” ou “coragem”) celestes. Trazem consigo a “Fortaleza de Deus” contra seus inimigos declarados, os demônios.
Essas três últimas hierarquias se colocam entre o mundo invisível e o mundo visível (que as Escrituras chamam de “ares”), e são as diretamente responsáveis por combater as forças infernais que investem contra a Vontade de Deus, seus planos e suas criaturas. São os anjos “guerreiros”. As armas que usam são sua inteligência, sabedoria, fortaleza e graça perante os planos maléficos de Lúcifer (Satanás) e seus demônios. Eles também se utilizam de suas inteligências e dos poderes inerentes às suas naturezas angélicas (mesmo que decaídas) para planejarem, tentarem e investirem contra as criaturas de Deus, especialmente aquelas por Ele mais amadas: todos os homens e mulheres da face da Terra.
Os Principados (ou “Príncipes”) são os Anjos da Guarda de regiões e de lugares sagrados. São eles que guardam países, regiões, Estados, cidades e lugares sagrados, como: dioceses, paróquias, basílicas, santuários, matrizes paroquiais e capelas.
| Representação do "Anjo da Guarda do Brasil". Não conhecemos o seu nome. Mas podemos dizer que se trata de um "Principado". |
Os Arcanjos supervisionam os outros anjos. São os mensageiros das grandes mensagens ou missões divinas. A Tradição refere que São Miguel, São Gabriel e São Rafael são “Arcanjos”, mas as Sagradas Escrituras, especificamente, não os nomeiam como tais… Então, um dia, só conheceremos suas verdadeiras naturezas e hierarquias quando estivermos no outro mundo.
Os demais anjos são chamados de “da Guarda”, “Guardiães” ou “Custódios”. A eles Deus confiou seguir a cada homem e a cada mulher da face da Terra, desde o primeiro momento de sua concepção, até sua morte e julgamento particular.
Como são representados?
A Bíblia os descreve como “jovens”, vestidos de branco e banhados em luz, belos porque refletem a beleza de Deus. A arte os retrata como crianças ou adolescentes, com asas, capazes de se mover rapidamente, como mensageiros de Deus.
Os Santos Anjos são particularmente venerados e honrados em duas festas. A primeira é o dia 29 de setembro, em cujo dia são comemorados juntos os únicos Anjos cujos nomes foram revelados nas Sagradas Escrituras: São Miguel, São Gabriel e São Rafael. A segunda é o dia 2 de outubro, que comemora os nossos Santos Anjos da Guarda.
Fonte:
Site: “Santi, Beati e Testimoni”.
(Traduzido do italiano para o português, com várias alterações e complementos colocados pelo próprio administrador do presente site).
Nenhum comentário:
Postar um comentário