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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Santos Anjos Custódios ou da Guarda - 2 de outubro (e explicação sobre as demais hierarquias e ordens angélicas).


Na história da salvação, Deus confia aos anjos a tarefa de proteger os patriarcas, seus servos e todo o povo escolhido. Pedro é libertado da prisão por seu anjo. Em defesa das crianças, Jesus diz que seus anjos sempre veem a face do Pai no Céu.

Figuras celestiais presentes no universo religioso e cultural da Bíblia — assim como em muitas religiões antigas — e quase sempre representadas como seres alados (como uma força mediadora entre Deus e a Terra), os anjos encontram seu nome na palavra grega anghelos, que significa mensageiro. Não é por acaso que, na linguagem bíblica, o termo indica uma pessoa enviada para realizar uma tarefa, uma missão.

E é precisamente com esse significado que a palavra aparece aproximadamente 175 vezes no Novo Testamento e 300 vezes no Antigo Testamento. Nele, também é identificada sua função como uma hoste celestial, dividida em nove hierarquias: Querubins, Serafins, Tronos, Dominações, Potestades, Virtudes Celestiais, Principados, Arcanjos e Anjos. Hoje, o tema dos Anjos, quase desaparecido dos sermões litúrgicos, estranhamente ressoa nos púlpitos da mídia da Nova Era, em filmes e até em comerciais, que buscaram capturar apenas seus aspectos estéticos e formais.


Primeiro texto angiológico:

Mas quem são os anjos e qual a sua relação com a história da humanidade?

Em primeiro lugar, a existência dos anjos é um dogma de fé, definido diversas vezes pela Igreja (Credo Niceno, Credo Constantinopolitano, IV Concílio de Latrão (1215), Primeiro Concílio Vaticano (1869-70)).

Tudo o que diz respeito aos anjos constitui uma ciência específica chamada "angelologia"; e todos os Padres da Igreja e teólogos, em seus argumentos, expressaram e elaboraram diversas interpretações e conceitos a respeito de sua existência, criação, espiritualidade, inteligência, vontade, tarefas, ascensão e queda.

Como se pode ver, o assunto é tão vasto e profundo que é impossível explicá-lo completamente neste breve esboço. Vamos nos limitar a apresentar algumas notas essenciais.


Existência e Criação

A criação dos anjos é implicitamente afirmada em pelo menos uma passagem do Antigo Testamento. No Salmo 148 (Louvor Cósmico), eles são convidados, juntamente com as outras criaturas do céu e da terra, a bendizer o Senhor: “Louvem o Senhor desde os céus; louvem-no nas alturas. Louvem-no, todos os seus anjos; louvem-no, todos os seus exércitos… Louvem todos o nome do Senhor, pois todas as coisas foram criadas por sua ordem.”

No Novo Testamento (Colossenses 1,16), está escrito: “por meio de Cristo todas as coisas foram criadas nos céus e na terra.” Portanto, os anjos também foram criados; embora a tradição seja incerta quanto ao tempo e à ordem dessa criação, a existência dos anjos é considerada indubitável pelos Padres da Igreja, que afirmam que sua criação ocorreu certamente antes do homem, pois, na expulsão de Adão e Eva do paraíso terrestre, um anjo estava presente e foi colocado para guardar o Éden, a fim de impedir o retorno de nossos primeiros pais.

Espiritualidade:

A espiritualidade dos anjos tem sido objeto de reflexões teológicas entre os maiores Padres da Igreja; São Justino e Santo Ambrósio atribuíram aos anjos um corpo, diferente do nosso, mas luminoso, imponderável e sutil; São Basílio e Santo Agostinho mostraram-se hesitantes e expressaram-se de forma ambígua; São João Crisóstomo, São Jerônimo e São Gregório Magno, por sua vez, afirmaram uma espiritualidade absoluta; o já mencionado Quarto Concílio de Latrão, e, portanto, o Magistério da Igreja, afirmou que os anjos são espíritos sem corpo.

Devido à sua simplicidade e espiritualidade, os anjos são imortais e imutáveis. Sem quantidade, não podem estar presentes localmente no espaço, mas tornam-se visíveis em um lugar para realizar sua obra. Não podem se multiplicar dentro da mesma espécie, e São Tomás de Aquino afirma que existem tantas espécies angélicas quantos forem os próprios anjos, cada uma diferente da outra.

A Bíblia fala de anjos como mensageiros e executores de mandamentos divinos; no Novo Testamento, eles aparecem claramente como espíritos puros.

Na crença judaica, às vezes eram comparados a seres materiais, aos quais se oferecia hospitalidade, que era retribuída com bênçãos, promessas de prosperidade, etc.


Inteligência e Vontade:

Os anjos, como seres espirituais, não podem ser desprovidos da faculdade de inteligência e vontade; na verdade, devem ser muito mais poderosos nelas, visto que são puros em espírito. O grande Doutor Angélico, São Tomás de Aquino, escreveu extensivamente sobre a prontidão e infalibilidade da inteligência angélica, bem como sobre sua energia, tenacidade de vontade e liberdade superior em sua "Suma Teológica", à qual remetemos para mais informações.


Elevação:

As Sagradas Escrituras sugerem diversas vezes que os anjos desfrutam da visão da face de Deus, porque a felicidade à qual os espíritos celestiais foram destinados ultrapassa as exigências da natureza e é sobrenatural.

No Novo Testamento, frequentemente se faz uma comparação entre homens, santos e anjos, como se a meta para a qual os primeiros estão destinados fosse, na verdade, a participação no objetivo já alcançado pelos bons anjos, que são chamados de 'santos', 'filhos de Deus', 'anjos de luz' e que estão 'diante de Deus', 'na presença de Deus ou do seu trono'; todas essas expressões indicam seu estado de bem-aventurança, pois eles foram santificados no próprio momento de sua criação.


Queda:

O Quarto Concílio de Latrão definiu como verdade de fé que muitos anjos, abusando de sua liberdade, caíram em pecado e se tornaram maus.

Santo Tomás afirmou que o anjo só poderia cometer o pecado do orgulho; o espírito celestial desviou-se da ordem estabelecida por Deus e, ao não a aceitar, deixou de reconhecer a supremacia divina sobre sua própria perfeição. Portanto, o pecado do orgulho sucedeu imediatamente o pecado da desobediência e da inveja da excelência alheia.

Ele não poderia cometer outros pecados porque estes pressupõem as paixões da carne, como o ódio e o desespero. São Tomás de Aquino especifica ainda que o pecado do anjo consistiu em querer tornar-se como Deus.

A tradição cristã deu o nome de Lúcifer ao mais belo e resplandecente dos anjos e seu líder, que se rebelou contra Deus e foi expulso do céu para o inferno. O orgulho de Lúcifer em sua própria beleza e poder o levou ao grande ato de arrogância com que se opôs a Deus, atraindo para o seu lado um certo número de anjos.

Outros anjos da hoste celestial, liderados por Miguel, alinharam-se contra ele. Travaram uma grande e primordial batalha, na qual Lúcifer e todos os seus seguidores sucumbiram e foram expulsos do céu. Nota: não se trata aqui do Céu empíreo, mas de uma região inferior, onde conheceram muito sobre Deus, mas não O viam face a face. Ele se tornou o líder dos demônios ou diabos no inferno e um símbolo do orgulho mais desenfreado.

O nome Lúcifer e sua identificação com o líder rebelde dos anjos derivam de um texto do profeta Isaías (14, 12-15). Nele, uma sátira sobre a queda de um tirano babilônico foi interpretada por muitos escritores eclesiásticos e pelo próprio Dante (Isaías XXIV) como uma descrição poética da rebelião celestial e da queda do líder dos anjos.

“Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alvorada! Como foste lançado à terra, tu que atacavas todas as nações! Contudo, dizias no teu coração: 'Subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono... Subirei acima das mais altas nuvens, serei semelhante ao Altíssimo'. E, em vez disso, fostes lançados no abismo, no fundo do abismo!”


O exército celestial.

A figura do anjo como símbolo das hierarquias celestiais geralmente aparece desde os primórdios do cristianismo. Ela dá continuidade à tradição judaica e transforma os tipos pré-cristãos das Vitórias e dos Gênios alados, que também tinham a função de mediar entre as divindades supremas e o mundo terreno.

Por meio dos ensinamentos do “De celesti hierarchia” do pseudo-Dionísio, o Areopagita, eles são distribuídos em três hierarquias, cada uma dividida em três coros.

A primeira hierarquia inclui os serafins, os querubins e os tronos;

A segunda hierarquia inclui as dominações, as virtudes e as potestades;

A terceira hierarquia inclui os principados, os arcanjos e os anjos.

Os coros se distinguem uns dos outros por suas funções, cores, asas e outras marcas identificadoras. Segundo o pseudo-areopagita, os mais próximos de Deus são os serafins, de cor vermelha, sinal de amor ardente, com três pares de asas; depois vêm os querubins, com seis asas pontilhadas de olhos como um pavão; as potestades têm duas asas com as cores do arco-íris; os principados são anjos armados voltados para Deus, e assim por diante.

Mais notáveis ​​por sua menção específica na Bíblia são os Arcanjos, os mensageiros celestiais presentes nos momentos mais importantes da História da Salvação. Miguel (cujo nome significa “Quem como Deus”, presente desde o princípio à frente da hoste celestial contra os anjos rebeldes, também apareceu ao Papa São Gregório Magno no Castelo de Santo Ângelo, em Roma, e deixou uma marca de sua presença no Santuário de Monte Santo Ângelo, em Gargano. Gabriel (cujo nome significa “Poder de Deus”), mensageiro de Deus, apareceu ao profeta Daniel; a Zacarias, anunciando o nascimento de São João Batista, mas sobretudo trouxe o anúncio do nascimento de Cristo à Virgem Maria. Rafael é mencionado no Livro de Tobias e foi o guia e salvador do jovem Tobias dos perigos, embora não seja mencionado na Bíblia.

Uriel, mencionado duas vezes no quarto livro apócrifo de Esdras, é frequentemente citado nas liturgias orientais. Santo Ambrósio o colocou entre os arcanjos; ele acompanhou o jovem São João Batista no deserto; é ele quem teria trazido a alquimia à Terra (nota: não há menção a esse Anjo nas Sagradas Escrituras).


Anjos na Arte

Os anjos constituem uma rica iconografia, e seu status como seres espirituais, sem idade e sem gênero, inspirou artistas de todas as épocas a se dedicarem às suas representações, tanto de acordo com a doutrina quanto com seu próprio talento artístico.

Os artistas, especialmente os pintores, buscavam expressar uma beleza sobre-humana em seus anjos, às vezes envolvendo-os em vestes sacerdotais ou túnicas clássicas, às vezes como gênios da arte romana, quase sempre com asas e uma auréola (nuvem). A partir dos séculos IV e V, eles foram retratados como jovens e efebos; somente no período barroco surgiu o tipo feminino.

Os anjos eram representados não apenas em atitude de adoração, como nas magníficas Natividades ou Majestades medievais, mas também de maneira melancólica e humana nas Deposições. Veja, por exemplo, os gestos de desespero diante da morte de Jesus, dos anjos que o assistem na descida da cruz, na famosa pintura de Giotto "Lamentação sobre o Cristo Morto" (Capela Scrovegni, Pádua).

Temos também anjos que tocam música e cantam em coro, que tocam trombetas (tubos); anjos armados lutando com o diabo; anjos que acompanham a realização de obras de misericórdia, etc.


O anjo na Bíblia.

Episódios específicos no Antigo e no Novo Testamento indicam a presença de anjos: a luta com o anjo de Jacó (Gênesis 32, 25-29); a escada escalada por anjos, sonhada por Jacó (Gênesis 28, 12); os três anjos que foram hóspedes de Abraão (Gênesis 18); a intervenção do anjo que impede a mão de Abraão quando ele está prestes a sacrificar Isaque; o anjo que leva comida ao profeta Elias no deserto.

O anúncio do nascimento de Cristo aos pastores; o anjo que aparece a José em sonho, sugerindo que ele fuja com Maria e o Menino; os anjos que adoram e servem Jesus após as tentações no deserto; o anjo que anunciou a ressurreição de Cristo a Maria Madalena e às outras mulheres; a libertação de São Pedro da prisão e das correntes em Roma; sem mencionar o simbolismo angelical cósmico e celestial do Apocalipse de São João Evangelista.


O Anjo da Guarda.

Finalmente, o Anjo da Guarda, a existência de um anjo para cada pessoa, que a guia e protege do nascimento à morte, é mencionada no Livro de Jó, mas também pelo próprio Jesus, no Evangelho de Mateus, quando, referindo-se às crianças, diz: "Cuidado para que vocês não desprezem nenhum destes pequeninos, pois eu lhes digo que os anjos deles nos céus estão sempre vendo a face de meu Pai que está nos céus".

A Sagrada Escritura fala de outras tarefas realizadas pelos anjos, como oferecer nossas orações e sacrifícios a Deus, bem como acompanhar o homem no caminho da bondade.

O termo "anjo", no discurso atual, passou a significar uma pessoa de virtude excepcional, bondade, pureza, beleza angelical e indica perfeição.


"Gostaria de saber o nome de meu Anjo da Guarda..." Esse desejo é lícito? 

Não. Essa "mania", presente nos corações e pensamentos de muitos que se dizem "católicos" ou "que creem em Deus", não é lícita, segundo o que foi revelado nas Sagradas Escrituras. Na verdade, os nomes dos Anjos são INEFÁVEIS, isto é, INCOMPREENSÍVEIS à nossa mente humana. Somente na eternidade, quando não estivermos mais em nossos corpos, raciocinando com nossos cérebros, vendo com nossos atuais olhos ou ouvindo com nossos atuais ouvidos, é que conheceremos os seus verdadeiros nomes. Possivelmente, nem mesmo Miguel, Gabriel e Rafael são os nomes reais desses Santos Arcanjos. Os nomes acima são aqueles que nós, enquanto vivemos nesta terra, conseguimos compreender. Eles denotam suas respectivas missões: Miguel (Quem como Deus!), isto é, o "defensor da glória e da honra de Deus"; Gabriel (Poder de Deus ou Potência de Deus): aquele que é o "anunciador e mensageiro" dos grandes e portentosos milagres de Deus. Entre esses portentosos milagres, o maior de todos: a Encarnação do Verbo no ventre puríssimo e imaculado de Maria; Rafael (Cura de Deus, Deus Cura ou Medicina de Deus): aquele que traz consigo a capacidade de curar em Nome de Deus. É o Arcanjo da Cura e da Libertação, tanto físicas, quanto mentais e espirituais.

Existe uma passagem bíblica, que o(a) leitor(a) poderá conferir em: Juízes 13, 15-18, que é bastante esclarecedora no que tange a essa questão de querermos saber os nomes de nossos Anjos da Guarda. É um diálogo que se passa entre Manué (na ocasião, um dos juízes de Israel) e seu Anjo: 

15. Manué disse ao anjo do Senhor: “Rogo-te que te detenhas até que te ofereçamos um cabrito que vamos preparar”. 

16. “Ainda que tu me retivesses – respondeu o anjo do Senhor – eu não comeria de tua mesa; mas, se queres fazer um holocausto, oferece-o ao Senhor.” Manué ignorava que era o anjo do Senhor.

17. “Qual é o teu nome – perguntou-lhe ele – para que te honremos quando se cumprir tua promessa?”

18. O anjo do Senhor disse-lhe: “Por que me perguntas o meu nome? Ele é inefável (ou, "magnífico", "inatingível" à inteligência humana).



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Segundo texto angiológico:

Ao nascer, Deus designa a todos os seres humanos uma criatura espiritual: o anjo da guarda, com a tarefa de protegê-los e apoiá-los ao longo de suas vidas. O dia 2 de outubro é a sua festa. O anjo (do grego, que significa "mensageiro") é invocado em momentos de perigo ou doença, para aconselhamento ou conforto em momentos de angústia. Uma oração famosa é: "Anjo de Deus, que és meu guardião, ilumina-me, protege-me, ampara-me e governa-me, a mim que a ti fui confiado pela misericórdia celestial." Amém." O anjo da guarda, invocado especialmente para a proteção e cura das crianças, representa um guia. Eles nos ajudam a escolher o Bem e a não dar ouvidos a pensamentos malignos. Contudo, mesmo aqueles que cometem más ações têm seu anjo da guarda, porque Deus não quer que ninguém se perca.

Os anjos são mensageiros de Deus:

Eles profetizam nascimentos e vocações. O Arcanjo (palavra que significa “arqui-anjo”, isto é, “grande mensageiro”) Gabriel aparece a Maria (chamada Rainha do Universo e dos Anjos) para anunciar o nascimento de Jesus.

Um anjo informa os pastores que Jesus nasceu. A Bíblia fala muito sobre anjos, também chamados de "Filhos do Céu". Eles são invisíveis, habitam o céu, mas podem estar em qualquer lugar. Existem muitos tipos de anjos, e são numerosos: cada um tem um papel muito específico.

  1. Os Serafins são os mais próximos de Deus. O louvam, amam, adoram e glorificam, sem cessar, e transmitem, quais “espelhos”, o amor e a glória de Deus para os demais anjos. Isaías é quem os contempla, cantando repetidamente: “Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do Universo! O céu e a terra estão repletos de Vossa glória!”

  2. Os Querubins zelam pela honra de Deus, por sua Santíssima Vontade.

  3. Os Tronos destacam-se pela sua humildade. A Sagrada Escritura representa os Tronos como “Anciões coroados”, que depõem suas coroas aos pés do Trono de Deus, em reconhecimento de que somente Ele é digno de todo louvor, honra e glória. Louvam e honram a Deus por ser o Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis, eternamente extasiados em contemplar a bondade divina na criação de tudo que foi criado.

  4. As Potestades (ou “Poderes”) representam o poder de Deus perante os inimigos malignos.

  5. As Dominações ou "Domínios" estão revestidas com o “senhorio” que provém de Deus. Poderíamos tecer um “paralelo” com as “autoridades” militares ou policiais que representam o poder de um governante perante o povo.

  6. As Virtudes (o nome deriva da palavra “vir” – daí o nome “viril” – que em latim significa “força”, “valentia” ou “coragem”) celestes. Trazem consigo a “Fortaleza de Deus” contra seus inimigos declarados, os demônios.

    Essas três últimas hierarquias se colocam entre o mundo invisível e o mundo visível (que as Escrituras chamam de “ares”), e são as diretamente responsáveis por combater as forças infernais que investem contra a Vontade de Deus, seus planos e suas criaturas. São os anjos “guerreiros”. As armas que usam são sua inteligência, sabedoria, fortaleza e graça perante os planos maléficos de Lúcifer (Satanás) e seus demônios. Eles também se utilizam de suas inteligências e dos poderes inerentes às suas naturezas angélicas (mesmo que decaídas) para planejarem, tentarem e investirem contra as criaturas de Deus, especialmente aquelas por Ele mais amadas: todos os homens e mulheres da face da Terra.

  7. Os Principados (ou “Príncipes”) são os Anjos da Guarda de regiões e de lugares sagrados. São eles que guardam países, regiões, Estados, cidades e lugares sagrados, como: dioceses, paróquias, basílicas, santuários, matrizes paroquiais e capelas.

Representação do "Anjo da Guarda do Brasil".
Não conhecemos o seu nome. Mas podemos dizer
que se trata de um "Principado".

  1. Os Arcanjos supervisionam os outros anjos. São os mensageiros das grandes mensagens ou missões divinas. A Tradição refere que São Miguel, São Gabriel e São Rafael são “Arcanjos”, mas as Sagradas Escrituras, especificamente, não os nomeiam como tais… Então, um dia, só conheceremos suas verdadeiras naturezas e hierarquias quando estivermos no outro mundo.

  2. Os demais anjos são chamados de “da Guarda”, “Guardiães” ou “Custódios”. A eles Deus confiou seguir a cada homem e a cada mulher da face da Terra, desde o primeiro momento de sua concepção, até sua morte e julgamento particular.


Como são representados?

A Bíblia os descreve como “jovens”, vestidos de branco e banhados em luz, belos porque refletem a beleza de Deus. A arte os retrata como crianças ou adolescentes, com asas, capazes de se mover rapidamente, como mensageiros de Deus.

Os Santos Anjos são particularmente venerados e honrados em duas festas. A primeira é o dia 29 de setembro, em cujo dia são comemorados juntos os únicos Anjos cujos nomes foram revelados nas Sagradas Escrituras: São Miguel, São Gabriel e São Rafael. A segunda é o dia 2 de outubro, que comemora os nossos Santos Anjos da Guarda.


Fonte:

Site: “Santi, Beati e Testimoni”.

(Traduzido do italiano para o português, com várias alterações e complementos colocados pelo próprio administrador do presente site). 







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