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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

SÃO JOSÉ DE CUPERTINO. A incrível história do Santo que chamava a si mesmo de "Frei Burro" - 18 de setembro.



Após várias tentativas de entrar na vida religiosa (ele era considerado ignorante e sem cultura), o "irmão burro", como às vezes era chamado, foi aceito no Convento Franciscano em Grotela, onde foi ordenado em 1628.
Sua vida tornou-se uma série de visões e êxtases, que aconteciam em qualquer local e a qualquer hora pelo som do sino de uma igreja, pelo som de uma música sacra, pela simples menção do nome de Deus ou da Virgem Maria, ou ainda pela menção de eventos da vida de Cristo, como a Sagrada Paixão ou a visão de uma pintura sacra.

Gritos, beliscões, queimaduras, agulhadas, nada o trazia de volta de seus transes; mas ele voltava na hora com a ordem do seu superior.

Ele, por várias vezes, levitava e flutuava como um pássaro (daí ele ser o padroeiro dos aviadores e passageiros de aviões).

Mesmo no século XVII, já havia interesse no incomum, e os êxtases de José, em público, provocaram admiração em uns e constrangimento em outros.

Por 35 anos não foi permitido a ele atender o coro, o refeitório comum, e dizer Missa na igreja. Para prevenir que ele fizesse um espetáculo em público, ele recebeu ordens de ficar em seu quarto com uma capela privativa.

O Papa Urbano VIII encontrou-se com ele em Grotela e ele, ao ver a imagem de Nossa Senhora, entrou em êxtase.

O Papa, que falava aramaico, fez perguntas complicadas e ele respondeu na mesma língua, com grande sabedoria e naturalidade.

Depois deste episódio, ele passou a ser muito respeitado e, por várias vezes, foi consultado pelos exegetas da Igreja sobre questões muito controvertidas, e o "irmão burro" respondia a todas como se fosse um luminar na matéria.

Dizia com simplicidade que, em algumas de suas visões, às vezes ficava conversando com alguns apóstolos e, às vezes, com Jesus e a Virgem Maria.

De alguns êxtases ele não se lembrava de nada, mas de outras visões ele tinha perfeita lembrança e as descrevia com detalhes que deixava a todos boquiabertos.

Para evitar constrangimento para ele e para a Igreja, José foi enviado a uma casa capuchinha e depois para uma casa franciscana e outra capuchinha, e assim por diante.

Mas José permaneceu fiel ao seu espírito alegre e brincalhão, sempre se submetendo à Divina Providência.

Fazia os 40 dias de jejum a cada ano na Quaresma, sempre com uma fé inabalável.

Foi beatificado em 17 de junho de 1703 pelo Papa Benedito XIV e canonizado em 16 de julho de 1767 pelo Papa Clemente XIII.
É o padroeiro dos tripulantes e passageiros de aeronaves, astronautas e pilotos aviadores, pilotos de asa delta, ultraleves, etc.

Ele era carente de capacidade intelectual a ponto de chamar-se a si mesmo de "Frei Burro". Mas, cheio de luzes sobrenaturais, discorria em profundidade sobre temas teológicos e resolvia intrincadas questões que lhe eram apresentadas.

Deus criador chama todos e cada um dos homens à santidade, porém, em sua sabedoria infinita, o faz pelas mais diversas vias.

A alguns pede que se isolem como eremitas nos desertos, a outros manda pregar às multidões.

Conserva por toda a vida a inocência imaculada de uns, enquanto a outros faz emergir de uma situação de terríveis pecados para, arrependidos, atingirem a perfeição.
Há, porém, um contraste que desperta especialmente a atenção: quando a excelência das virtudes floresce numa alma pouco favorecida pelas capacidades intelectuais.

Deus suscitou inteligências luminares, como São Tomás de Aquino ou Santo Agostinho, mas, para demonstrar sua onipotência, elevou a alto grau de santidade também homens os mais desprovidos de capacidades naturais. Um destes últimos é São José de Cupertino.

Um comentário:

Unknown disse...

Linda História...

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