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terça-feira, 8 de setembro de 2026

NATIVIDADE DA SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA - FESTA em 8 de setembro.



Parabéns a Você (em honra da Virgem Maria): 

Parabéns pra você 

Nesta data bendita

Muitas felicidades

Ó Mãezinha querida!!

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Tu és nossa Rainha

Mãe do Amor e do perdão.

Ó, recebe Mãezinha,

O nosso coração!

    ************

Viva! Viva, Maria!

Nossa paz, nosso bem!

Te amamos Mãezinha,

E a Teu Filho também!


Hoje, as igrejas do Oriente e do Ocidente celebram o nascimento de Maria, a Mãe do Senhor. A principal fonte que narra o evento é o chamado Protoevangelho de Tiago, segundo o qual Maria nasceu em Jerusalém, na casa de Joaquim e Ana. 

A Basílica de Santa Ana foi construída ali no século IV, e no dia de sua dedicação, celebrou-se o nascimento da Mãe de Deus. A festa posteriormente se espalhou para Constantinopla e foi introduzida no Ocidente por Sérgio I, um papa de origem síria. "Aqueles que Deus de antemão conheceu, também os predestinou": Dante parece quase parafrasear o versículo de São Paulo quando define Maria como "o termo fixo do conselho eterno".

Desde a eternidade, o Pai trabalhou para preparar a Santíssima, aquela que se tornaria a mãe de seu Filho, o templo do Espírito Santo. 

A genealogia de Jesus apresentada no Evangelho de Mateus culmina na expressão "José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo". Com Maria, portanto, chegou a hora do Davi definitivo, o pleno estabelecimento do reino de Deus. 

Com o seu nascimento, o ventre oferecido pela humanidade a Deus toma forma, para que a encarnação do Verbo se cumpra na história humana. Finalmente, Maria, enquanto criança, é também a imagem da nova humanidade, da qual seu Filho removerá o coração de pedra e lhe dará um coração de carne que aceitará docilmente os mandamentos de Deus.

Ao honrarmos o nascimento da Mãe de Deus, chegamos ao verdadeiro significado e propósito deste evento, que é a Encarnação do Verbo. De fato, Maria nasceu, foi amamentada e criada para ser a Mãe do Rei dos séculos, a Mãe de Deus, feito homem em seu ventre puríssimo e imaculado. 

Esta é, aliás, a razão pela qual somente Maria (assim como São João Batista e, claro, Cristo) é celebrada não apenas por seu "nascimento ao céu", como ocorre com os outros santos, mas também por sua vinda a este mundo.

Na realidade, a maravilha deste nascimento reside não no que os apócrifos narram com grande detalhe e ingenuidade, mas sim no significativo passo adiante que Deus dá na implementação de seu eterno plano de amor. 

Por esta razão, a festa de hoje foi celebrada com magnífico louvor por muitos Santos Padres, que se basearam em seu conhecimento da Bíblia, em sua sensibilidade e em seu ardor poético. 

Vejamos algumas expressões do segundo Sermão sobre o Nascimento de Maria, de São Pedro Damião: "Deus Todo-Poderoso, antes da queda do homem, previu a sua queda e decidiu, antes dos tempos, a redenção da humanidade. Por isso, decidiu encarnar-se em Maria."

"Hoje é o dia em que Deus começa a pôr em prática o seu plano eterno, visto que era necessário construir a casa antes que o Rei descesse para ali habitar. Uma bela casa, pois, se a Sabedoria construiu para si uma casa com sete colunas esculpidas, este palácio de Maria repousa sobre os sete dons do Espírito Santo

Salomão celebrou de maneira solene a inauguração de um templo de pedra. Como celebraremos nós o nascimento de Maria, o templo do Verbo encarnado? 

Naquele dia, a glória de Deus desceu sobre o templo de Jerusalém em forma de nuvem, que o obscureceu. 

O Senhor, que faz o sol brilhar nos céus, escolheu as trevas para habitar entre nós (1 Reis 8, 10-12), disse Salomão em sua oração a Deus. Este novo templo será visto repleto do mesmo Deus que vem para ser a luz das nações.

As trevas dos gentios e a falta de fé dos judeus, representadas pelo templo de Salomão, são sucedidas pela luz do dia no templo de Maria."

É justo, portanto, cantar sobre este dia e sobre Aquela que nele nasceu.




Comentário sobre a Virgem Maria e sua importância na História da humanidade e da Redenção do gênero humano:

A. Devemos a Maria a nossa existência, bem como a existência de tudo que foi criado, visível e invisível.

Esta minha afirmativa parece uma heresia, uma blasfêmia. Como é que podemos dizer que a existência de tudo que foi criado por Deus devemos atribuir a Maria? Parece um tremendo absurdo! Mas, não é. Explico: Deus é o único Criador do universo. A Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo, criou o universo, bem como o mundo angélico, invisível aos nossos olhos. Ele (Deus) é o único Senhor e Criador de todas as coisas. No entanto, também devemos à Virgem Maria a criação do universo. Como assim?

Maria é a Mãe de Jesus, Filho Único de Deus, o Verbo Humanado, Deus que se fez carne para nos salvar. No livro que escrevi sobre a Encarnação do Verbo, exaustivamente expliquei que tudo o que existe devemos à Pessoa de Deus Filho feito Homem. São Paulo, na epístola aos Colossenses, fala que tudo que existe, visível e invisível, foi feito por Ele (Jesus, o Verbo Eterno) e para Ele (conferir em: I Colossenses 1, 15-16). Ele (Jesus) é o Princípio, o Primogênito de todas as criaturas de Deus. A existência do Universo, com suas dezenas de bilhões de galáxias, é devida à existência do Filho Encarnado. O Verbo Humanado (Jesus) não somente criou o universo juntamente com a Pessoa do Pai e a Pessoa do Espírito Santo, mas, tudo que foi criado, foi criado PARA ELE! Assim, se não fosse vontade de Deus a Encarnação do Verbo no seio de Maria, não existiria nem o mundo visível (o universo) e nem o invisível (mundo angélico), já que TUDO que existe, existe POR CAUSA DE JESUS.

No entanto, Deus quis se servir de Maria para que o Filho Unigênito viesse ao mundo. Ele não surgiu “do nada”, como num “passe de mágica”. Deus quis que seu Filho se encarnasse no seio de uma Virgem, que fosse gerado nesse seio virginal e que viesse ao mundo à semelhança dos filhos de Adão e Eva. Foi o sim de Maria quem possibilitou a vinda do Verbo Eterno ao mundo. Foi seu sim quem permitiu que Deus Filho se encarnasse em seu ventre imaculado, inaugurando a Nova Criação de Deus.

Bem, se a vinda de Jesus ao mundo foi a causa da existência de todas as criaturas (criadas por Ele e para Ele), por analogia, fica claro que se não fosse o Sim de Maria à vontade de Deus, o Universo, a humanidade e, portanto, nós mesmos, não existiríamos.

Por isso que Maria é perfeitamente nossa Mãe: tanto na ordem da graça, como na ordem natural. Não se espantem com isso. Não estou dizendo nenhuma heresia. Maria é verdadeiramente nossa Mãe.

Alguém poderia então dizer: “Maria é mãe apenas dos católicos”. Não, meus irmãos e irmãs, isso não é verdade. Ela é Mãe de TODA A HUMANIDADE! Ela é Mãe dos católicos, de todos os cristãos, dos judeus, dos maometanos, dos pagãos, dos ateus, etc. Ela é a Mãe do gênero humano. Em Cristo, seu Filho, toda a humanidade está representada. Ele é nosso Irmão na humanidade. O Mistério da Encarnação engloba também esse grande mistério! O Homem Jesus, diante da Divindade Eterna de Deus, representa toda a humanidade. Assim, sendo Mãe de Jesus (e Ela o é de forma única e perfeita), Maria é a Mãe de toda a humanidade.

No famoso “Ofício da Imaculada Conceição”, tem uma estrofe que corrobora tudo que agora comentamos: “Sois Mãe Criadora, dos mortais viventes”. Sim! Maria, Mãe de Deus, Mãe do Criador (Jesus é Deus), não diretamente, mas indiretamente foi responsável por nossa criação. Ela é a Mãe Criadora dos mortais viventes!


B. Devemos a Maria a nossa salvação eterna, portanto, nossa Redenção, bem como a de todo o gênero humano redimido por Cristo na cruz.

É impossível separar a Pessoa de Jesus da obra de Jesus. Ele é o Redentor, Ele é o Salvador. Por isso, Maria, Mãe de Jesus, é a Mãe do Redentor e Mãe do Salvador. Maria é a Mãe da nossa Redenção. Se Ela é a Mãe do Redentor, que nos salvou no calvário e na cruz, Ela também é a Mãe de nossa Redenção.

Não podemos esquecer que o próprio Nome de Jesus significa: “Deus salva” ou “Deus salvador”. Assim, a Pessoa de Jesus se identifica com sua própria obra e missão. Se Jesus é a própria Salvação viva (coisa que os próprios protestantes gostam muito de frisar), não há como negar que Maria é a Mãe da nossa Salvação, de nossa Redenção. Por isso devemos a Maria a nossa redenção e salvação.

No momento sublime de sua Sagrada Paixão na Cruz, Jesus confirma e ratifica a maternidade humana de Maria. Sentindo aproximar sua morte, olhando para sua Mãe e para o discípulo amado, São João Evangelista, disse: “Mulher, eis aí o teu filho”. E, logo depois, dirigindo-se ao discípulo: “Eis aí a tua Mãe”. Foram palavras maravilhosas, palavras “de fogo”, saídas diretamente do Amor Misericordioso do Coração de Jesus. O maior tesouro que possuía na terra, sua maior riqueza e herança, era sua Mãe. Naquele momento em que partia para junto de seu Pai, Jesus não quis deixar a humanidade desamparada. Na pessoa de João estava representada toda a humanidade. O recado, no entanto, era duplo: Maria assumiria sua missão como Mãe do gênero humano, porém, também nós teríamos que assumir Nossa Senhora como nossa Mãe, “levando-A para casa”, a exemplo do discípulo amado. É muita graça, meus irmãos e irmãs! É muita graça e muita misericórdia de nosso amantíssimo Deus e Senhor Jesus Cristo!

Se um dia nós formos para o Céu, teremos a eternidade para agradecer a Deus e à Virgem Maria a graça de estarmos salvos. Isso não é uma heresia. É a pura verdade católica e cristã. Agradeceremos a Deus por ter sido Ele, na Pessoa de Jesus, quem nos salvou na cruz. Agradeceremos a Maria por ter sido Ela quem abriu-nos as portas da salvação, por ter sido a maior colaboradora de Deus em sua obra redentora, não só por seu sim em Nazaré, como por toda sua participação e colaboração ao lado de seu Filho, sustentando-o e apoiando-o a cada momento, até à consumação de Sua Vida na Cruz!


C. Devemos a Maria a existência da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, Esposa de Cristo e seu Corpo Místico, continuadora de sua missão salvífica no mundo.

Devemos também à Virgem Maria a existência da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, verdadeira Igreja de Cristo no mundo. Sim! Ela é verdadeiramente a Mãe da Igreja!

Esse título, ratificado pelo Papa Paulo VI, de santa memória, na Encíclica Marialis Cultus, é real e maravilhoso. Uma mãe, quando é mãe de alguém, é mãe da pessoa inteira. Não há como dividir. Maria é a Mãe de Jesus, portanto, é a Mãe do Cristo total, inteiro, de sua Pessoa divina e de sua natureza humana e divina.

A Igreja é o Corpo Místico de Cristo. Jesus é a Cabeça e a Igreja seu Corpo. Portanto, Maria, Mãe de Jesus, do “Cristo total”, também é a Mãe do Corpo Místico de Cristo, sua Igreja. Devemos isso também a Ela.

Quando Jesus prometeu: “Eis que estarei convosco todos os dias até o fim dos tempos”, automaticamente Ele está confirmando a Virgem Maria como Mãe da Igreja.

A Maternidade Divina de Maria está estreitamente vinculada com sua maternidade humana (como Mãe de toda a humanidade) e com a maternidade que Ela exerce na Santa Igreja de Cristo.

(Giovani Carvalho Mendes, carmelita descalço secular e médico)


 Fontes:                
1. Site: "Santi, Beati e Testimoni"
(Traduzido do italiano para o português, com algumas correções no texto).
2. Texto feito pelo criador e administrador deste site/blog, Giovani Carvalho Mendes, carmelita descalço secular. 



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