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quarta-feira, 1 de julho de 2026

SANTO AARÃO, Irmão de São Moisés, seu auxiliar e primeiro sacerdote do Povo de Deus - memória em 1º de julho.


Ele era o irmão mais velho de Moisés e trabalhou com ele para conduzir o Povo Escolhido de volta à Terra Prometida. Durante a jornada pelo deserto, compartilhou as dificuldades e responsabilidades de Moisés.

Liderou o povo durante a estadia de seu irmão no Sinai, mas teve a fraqueza de ceder ao desejo deles de fazer uma imagem de “deus” (bezerro de outro).

Severamente repreendido, foi poupado da terrível ira de Deus pela intercessão de Moisés. Após sua solene consagração sacerdotal, o próprio Deus defendeu sua legitimidade contra a insubordinação de alguns oponentes com o milagre da vara.

Mas, como Aarão — assim como Moisés — havia duvidado da possibilidade da intervenção divina em fazer a água jorrar da rocha, foi punido por Deus da mesma forma que seu irmão: nenhum dos dois pôde pisar na Terra de Canaã.

Morreu perto de Cades, depois que Moisés o destituiu de suas insígnias sacerdotais. O povo o lamentou, considerando-o grande e semelhante a Moisés.


Resumo de sua história (que está nas Sagradas Escrituras)

O perfil de Aarão já foi magistralmente delineado na própria Bíblia, que é, aliás, a única fonte sobre sua biografia. Além do amplo e detalhado tratamento dos cinco primeiros livros das Sagradas Escrituras (o Pentateuco), há duas passagens na Epístola aos Hebreus e no livro de Sirácide.

A Epístola aos Hebreus se refere a Aarão no início do quinto capítulo, quando começa a reflexão sobre o significado e o alcance do sacerdócio de Cristo: "Todo sumo sacerdote, escolhido dentre os homens, é constituído em favor dos homens, para servir a Deus, a fim de oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. Ele pode, portanto, ter compaixão dos que são ignorantes e errantes, visto que ele mesmo também está sujeito à fraqueza. Por isso, deve oferecer sacrifícios pelos pecados em seu próprio nome, como também o faz pelo povo. Ninguém toma para si essa honra, a não ser aquele que é chamado por Deus, como Aarão" (Hebreus 5, 1-4).

O livro de Sirácide (também chamado de "Eclesiástico") exalta a figura de Aarão, colocando-o na vanguarda da galeria de "homens ilustres", aos quais Jesus Ben Sirácide atribui singular importância.

Ao exaltar esses "nossos ancestrais", o autor sagrado pode enfatizar os aspectos que considera mais significativos para a compreensão da "aliança" que Deus estabeleceu com o seu povo. E o sacerdócio de Aarão (e de seus sucessores, até o contemporâneo Simão) é um dos mais significativos.

Irmão de Moisés, Aarão teve a glória de ser um colaborador privilegiado (ainda que um tanto ciumento) do grande líder carismático que Deus enviara ao seu povo escravizado no Egito para guiá-lo à terra prometida. "Ele (Deus) exaltou Aarão, santo como ele (Moisés), seu irmão, da tribo de Levi. Estabeleceu com ele uma aliança eterna e lhe deu o sacerdócio entre o povo. Honrou-o com ornamentos esplêndidos e o vestiu com um manto de glória."

O elogio fúnebre prossegue com uma descrição detalhada das magníficas vestes usadas por Aarão no exercício de seu ministério. "Moisés o consagrou e o ungiu com óleo sagrado. Estabeleceu uma aliança eterna para ele e para seus descendentes, enquanto o céu durar: presidir o culto, exercer o sacerdócio e abençoar o povo em nome do Senhor”. Homem frágil e pecador como todos os outros, Aarão é, contudo, um modelo de colaboração com Deus na implementação de seu "plano de amor".


Fonte:

Site santiebeati.it (traduzido do italiano)