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Encontre o (a) Santo (a), Beato (a), Venerável ou Servo (a) de Deus

sábado, 21 de setembro de 2019

SÃO MATEUS, APÓSTOLO DO SENHOR E EVANGELISTA



São Mateus foi um dos doze apóstolos de Cristo. É o autor do primeiro dos três evangelhos sinóticos. Os outros dois são de Marcos e Lucas. No Evangelho, Mateus apresenta Jesus com o título de Emanuel, que significa “Deus está conosco”.

Mateus, também chamado de Levi é filho de Alfeu conforme os Evangelhos de Marcos e Lucas (Marcos 2,14) (Lucas 5, 27). Antes de ser chamado para seguir Jesus, Mateus era um coletor de impostos do povo hebreu, durante a dominação romana, por ordem de Herodes Antipa. Ele estava alocado em Cafarnaum, uma cidade marítima no mar da Galileia, na Palestina.

Seu primeiro contato com Jesus se deu enquanto estava trabalhando: “saindo daí, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coleteria de impostos, e lhe disse”: “siga-me!” Ele se levantou e seguiu Jesus (Mateus 9, 9). “Depois, Mateus preparou, em sua casa, um grande banquete para Jesus”. “Estava aí uma numerosa multidão de cobradores de impostos e outras pessoas, sentadas à mesa com eles.(Lucas 5, 27-28-29). 

O nome de Mateus aparece sempre na relação dos 12 primeiros apóstolos de Cristo, geralmente ao lado de São Tomé. Entre as citações consta uma ordem de Jesus: “Os onze discípulos foram para a Galileia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. Quando viram Jesus, ajoelharam-se diante dele. Ainda assim, alguns duvidaram”. Então, Jesus se aproximou e falou: “Toda a autoridade foi dada a mim no céu e sobre a terra”. “Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês”. “Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo”. (Mateus 28, 16-17-18-19-20).

Apóstolo e Evangelista, segundo a tradição, Mateus pregou pela Judeia, Etiópia e Pérsia. Fora do Evangelho, segundo Eusébio de Cesareia, em sua História da Igreja, a única referência a seu respeito é uma citação do bispo Papias de Hierápolis, do século II.

Da sua atividade após o Pentecostes, se conhece somente as páginas do seu Evangelho, primitivamente redigido em aramaico. Denominado de “Primeiro Evangelho”, logo no início, Mateus apresenta Jesus como o Mestre que veio realizar a justiça. Mateus relata a morte e a ressurreição de Jesus. Seu evangelho é organizado em “cinco livrinhos”, cada um contendo uma parte narrativa seguida de um discurso, que reúne e explica o que está contido nas narrativas.

São Mateus morreu na Etiópia, apedrejado, queimado e decapitado. Suas relíquias teriam sido transportadas para Paestum. Depois, essas relíquias foram levadas para a cidade italiana de Salerno, onde até hoje se encontram e são consideradas pelos mais crentes como verdadeiramente do santo. A Igreja Romana celebra sua festa em 21 de setembro, e a grega em 16 de novembro. Seu símbolo como Evangelista é um anjo.


A belíssima conversão de São Mateus
Mateus, coletor de impostos, apóstolo e evangelista: foge do dinheiro para um serviço de perfeita pobreza: a proclamação da mensagem cristã. O evangelho a ele atribuído nos fala mais amplamente que os outros três do uso certo do dinheiro: “Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam, mas ajuntai para vós tesouros nos céus”. “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. Foi Judas, porém, e não Mateus que teve o encargo de caixa da pequena comunidade apostólica. Mateus deixa o dinheiro para seguir o Mestre, enquanto Judas o trai por trinta dinheiros.
Interessante que, quando falam do episódio do coletor de impostos chamado a seguir Jesus, os outros evangelistas, Marcos e Lucas, falam de Levi. Mateus, ao contrário, prefere denominar-se com o nome mais conhecido de Mateus e usa o apelido de publicano, que soa como usurário ou avarento, “para demonstrar aos leitores — observa São Jerônimo — que ninguém deve desesperar da salvação, se houver conversão para vida melhor”.

Mateus, o rico coletor, respondeu ao chamado do Mestre com entusiasmo. No seu evangelho ele esconde humildemente este alegre particular, mas a informação foi divulgada por Lucas: “Levi preparou ao Mestre uma grande festa na própria casa; numerosa multidão de publicanos e outra gente sentavam-se à mesa com eles”. Depois, no silêncio e com discrição, livrou-se do dinheiro, fazendo o bem. É dele de fato que nos refere a admoestação do Mestre: “Quando deres esmola, não saiba a tua esquerda o que faz a tua direita, para que a tua esmola fique em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará”.




Fontes:
https://www.ebiografia.com/sao_mateus/
https://www.paulus.com.br/portal/santo/sao-mateus-apostolo-e-evangelista#.WvGg_6QvzIU

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Guilles Bouhours, O menino que revelou ao Papa o Dogma da Assunção



A fantástica história Guilles Bouhours, e o milagre que marcou o pontificado do Papa Pio XII – Dogma da Assunção de Nossa Senhora.





Gilles Bouhours nasce em 27 de Novembro de 1944, em Bergerac, sul de França. Quando tinha apenas 1 ano, foi curado milagrosamente, graças à intercessão de Santa Teresinha do Menino Jesus. Aos 4 anos foi portador de uma mensagem de Maria Santíssima, na qual se lhe ordenava que a sua missão era ir até ao Papa Pio XII para lhe transmitir o que a Virgem lhe tinha comunicado.
Gil, desde pequenino tinha muita piedade, rezava longas horas e era visto fazendo penitência. E com apenas três anos de idade, um dia apresentou-se diante de seu pai e disse: “Pai, a SMA. VIRGEM deu-me uma mensagem que eu tenho que passar o para o Papa. Devo ir vê-lo”.
No início, o pai não levou o assunto a sério, mas o pequeno Gil insistiu nessa missão por dois anos. E sua mãe por curiosidade perguntou-lhe como era a mensagem. A resposta foi imediata: “Mãe, a mensagem não é para você, é para o papa!” Em uma ocasião o pai perguntou-lhe: “E você sabe quem é o Papa?” GIL responde: “o Papa é o Papa e eu tenho que dar a mensagem da Virgem!”
Os vizinhos cientes deste fato, ofereceram para pagar a viagem do menino e seu pai a Roma. E no ano do Senhor de 1949, finalmente partiu.
Durante a viagem o senhor Bouhours tinha este pensamento, com que cara iria tocar as portas do Vaticano e dizer “Eu preciso de uma audiência com o Papa, mas não para mim, mas para meu filho de 5 anos!?”
E quando chegaram a Roma, hospedaram-se num colégio francês. A princípio, ninguém sabia de sua chegada, que ocorreu numa terça-feira. No dia seguinte, um emissário do papa perguntou na portaria do colégio, se uma criança da região de Lourdes, havia se hospedado ali. E quando o pai se inteirou deste fato, ficou maravilhado. Como o papa ficou sabendo da sua chegada? De qualquer modo, foi um alívio saber que a audiência foi facilitada de maneira extraordinária. A entrevista seria no dia seguinte, numa quinta-feira, no dia 10 de dezembro de 1949.
Um secretário recebe e leva a criança para falar com sua santidade o papa, e seu pai ficou esperando do lado de fora cerca de uma hora. Nota: as audiências com o papa raramente duravam mais que 20 minutos.
Ao final da audiência, o mesmo papa tomando a criança pelas mãos, devolve o pequeno para o seu pai, agradeceu e lhe disse: “Há tempos que peço ao céu que me dê uma confirmação, um sinal claro de aceitação do céu, de um dogma que desejo declarar. E seu filho me trouxe uma mensagem da Santíssima Virgem Maria”.
Nada se sabe da entrevista do Papa com o menino, que teve lugar em Maio de 1950, exceto o que o Pontífice deu a conhecer: o menino comunicou-lhe, da parte da Mãe de Deus, que esta Senhora, depois da sua vida mortal, subiu ao Céu em corpo e alma.
Precisamente, o Papa Pio XII havia pedido a Nosso Senhor um sinal sobrenatural para decidir-se a proclamar o dogma da Assunção de Maria. O pequeno Gilles foi o sinal que o Céu outorgou ao Pontífice, e assim, em 1 de Novembro de 1950, foi proclamado o Dogma da Assunção de Nossa Mãe Celestial.
A partir dos seus quatro anos, o pequeno Gilles teve autorização para comungar. A sua devoção a Jesus Sacramentado era extraordinária. Também desde a mais tenra idade manifestou o seu desejo de ser sacerdote e missionário. Em 12 de Junho de 1949 fez a Primeira Comunhão, e dois meses depois manteve o seguinte diálogo com um missionário conhecido:
Que queres ser quando fores grande?
Sacerdote.
E porquê queres ser sacerdote?
Para pôr Jesus na Hóstia Sagrada.
Não gostavas também de ser missionário?
Que quer dizer missionário?
É um sacerdote que faz com que se amem muito a Jesus e a Maria.
Sim, sim, claro que gostaria de ser missionário.
Este desejo chegou a ser nele como uma obsessão, traduzindo-se numa fome insaciável do Pão dos Anjos. Não temia a frio, nem nada deste mundo, quando ia comungar.
Resultado de imagem para Gilles BouhoursO seu recolhimento era algo insólito e nada usual. Inclusivamente chegou – nunca como um jogo, ou para se divertir – a celebrar “Missas Brancas”, o que significava recitar num altar, disposto num compartimento de sua casa, todas as orações da Missa, tais como as diz o sacerdote, do princípio ao fim, sem que se produzisse a Consagração, como é lógico, mas revestido com os paramentos que previamente lhe tinham confeccionado para esse efeito, tendo em conta a sua estatura.
Os sermões que pregava às pessoas que presenciavam estas cerimônias, dignas de um anjo, eram cheios de profundidade e fervor, sem erro algum. É preciso dizer-se que, quando se entrevistou com Sua Santidade o Papa Pio XII, cantou a antífona litúrgica “Parce Domine”, com os braços em cruz e como o ensinou a Santíssima Virgem.
Certo dia protestou durante a refeição, porque não gostava muito da sopa. Tinha 5 anos. Seu pai disse-lhe que isso não agradava à Santíssima Virgem, porque era um capricho tolo. O menino, então, comeu a sopa toda sem recalcitrar e quando acabou, disse: «Papá, dá-me um pouco mais. Está tão boa, esta sopa!»
Seguidamente, transcreve-se uma pequena parte de um sermão que Gilles pronunciou em 13 de Setembro de 1952:
«Hoje vamos falar da Paixão de Jesus. Estava no Jardim das Oliveiras com três dos seus Apóstolos. Sabia muito bem que havia um que O ia atraiçoar e que se acercava d’Ele com má intenção. Era em plena noite, e Jesus encontrava-se sob o peso dos pecados dos homens. E orava a seu Pai, dizendo: Que este cálice… Então, dirigindo-se aos seus Apóstolos, que dormiam, disse-lhes: “Não podeis velar uma hora co’Migo? Vigiai e orai, porque vão entregar o Filho do Homem”.»
Resultado de imagem para Gilles BouhoursAdmiráveis expressões na boca de uma criança. Muito poucos anos depois, Nosso Senhor levá-lo-á para o Céu.
Em 24 de Fevereiro de 1960 Gilles cai doente, com um misterioso torpor que nenhum médico conseguiu diagnosticar. Ao cabo de 48 horas, e após receber os últimos Sacramentos, o adolescente (15 anos) morre. Antes de expirar, disse: «Vou morrer, mas não choreis. Estou bem e contente.» Seguidamente, juntou as mãos e orou assim: «Meu Deus, peço-Vos perdão de todos os meus pecados… Senhor meu, Jesus Cristo, Deus e Homem verdadeiro…»
Entregou a sua alma a Deus em 26 de Fevereiro de 1960, às 6 horas da manhã. No seu túmulo estão gravadas estas palavras, que ele mesmo disse:
Amai a Deus e a Santíssima Virgem. Oferecei-Lhes todos os vossos sofrimentos e assim recuperareis a paz da alma.”
Gilles Bouhours


sexta-feira, 16 de agosto de 2019

SANTO ESTEVÃO, Leigo e Rei da Hungria (+ 1038)


   Santo Estevão foi o primeiro rei cristão da Hungria. Filho de Geisa, duque da Hungria, nasceu em 975, na cidade de Gran. Os pais do Santo, ouvindo em certa ocasião prisioneiros falarem da religão de Cristo, quiseram conhecê-la e nela se instruíram. Tanto por ela se entusiasmaram que, largando as superstições pagãs, se tornaram cristãos e receberam o batismo das mãos de Santo Adalberto, Bispo de Praga. 
         
    Santo Estevão foi educado cristamente para que um dai pudesse ser servidor de Cristo em verdade e príncipe modelar. Dotado de boa inteligência e possuindo vontade de instruir-se em tudo que era útil, natural era que fizesse grandes e rápidos progressos nos estudos. Sempre na companhia do bispo Adalberto, tendo diante de si o exemplo e as instruções deste santo homem, adquiriu a santidade que tanto o elevou acima dos colegas. Tendo apenas quinze anos, o pai convidou-o para tomar parte ativa no governo da nação. 

  Pela morte do pai, Santo Estevão tratou da conversão da conversão dos súditos ao cristianismo. Neste nobre intento encontrou tenaz resistência de uma grande parte dos húngaros, que se opuzeram à mudança de religião, do paganismo para o cristianismo. Estevão recorreu à oração. Não podendo, porém, quebrar a resistência dos rebeldes, pegou em armas*. Por muito tempo ficou indecisa a vitória.

   Neste estado de coisas, Estevão invocou os Santos - Jorge e Martinho, ambos de origem húngara, e fez a Deus o voto de fundar em todo o reino muitos conventos, e edificar igrejas, querendo com o dízimo sustentar os sacerdotes do Senhor. O inimigo foi vencido e o cristianismo nao mais encontrou resistência em sua entrada triunfal na Hungria. 
         
   Fiel ao que prometera, Estevão encetou logo a fundação de conventos, dos quais o mais célebre foi o de São Martinho, nas proximidades de Raab, convento esse cuja pedra fundamental fora lançada ainda por seu pai Geisa. Foram fundadas dez dioceses, cuja administração confiou a homens instruídos e virtuosos da Itália e da Alemanha. O Papa Silvestre II não só aprovou as nobres iniciativas do jovem monarca, mas, reconheceu-o oficialmente rei da Hungria e enviou-lhe uma coroa riquíssima e uma cruz de alto valor, com o privilégio de ser levada diante da pessoa do rei, em solene procissão. 

    Além dessas extraordinárias dádivas, o Papa distinguiu Estevão com o título de Apóstolo da Hungria. Desde aquele tempo os reis da Hungria convervaram o título de "majestada apostólica". A "santa coroa" de Estêvão é considerada o símbolo do poder monárquico na Hungria. Destruído o reino da Hungria (no advento do comunismo à região), a coroa, como preciosa relíquia, para não cair em mãos profanadoras, se acha guardada noutro lugar (estava guardada no Vaticano. Recentemente, voltou para a Hungria).





Relíquias de Santo Estevão: o cetro, a espada, a coroa e a cruz sobre o globo. 


   O ano de 1001 viu a solene unção de Estevão, pelo bispo portador da coroa mandada pelo Papa. No dia da coroação, Estevão colocou todo o reino debaixo da proteção da Santíssima Virgem Maria. 
Terna devoção tinha o Santo à Mãe de Deus, à qual dedicou duas catedrais - a de Gran e a de Stuhl-Weissenburg, nas quais os reis da Hungria eram coroados e sepultados. 

   Com louvável energia, Estevão atacou e aboliu os costumes supersticiosos de seu tempo e deu aos súditos leis sábias e severas. Um cuidado especial dispensava aos órfãto os e viúvas. Aos pobres, o santo rei, em pessoa, levava esmola e sustento. No seu apostolado civilizador e evangelizador, Estevão encontrou forte apoio na cooperação fiel e dedicada da esposa Gisela, princesa bávara e irmão de Santo Henrique, Imperador da Alemanha.

     Estevão cultivava, de um modo extraordinário, o espírito de penitência. Avarento com o tempo, não perdia hora, ocupando-se sempre de coisas úteis no cumprimento do dever. 
    
       Dedicação especial da parte do rei experimentaram os próprios filhos, dos quais o mais velho, Emérico, mais tarde, com o santo pai, recebeu as honras da canonização. 

       Nos três últimos anos de vida, Estevão foi visitado por muita doença. Sentindo a proximidade da morte, para ela se preparou com toda a piedade. Tendo em redor os representantes da corte e da alta nobreza do país, muito lhes recomendou a obediência aos representantes de Cristo sobre a terra e a prática das virtudes cristãs. 

        Munido dos Santos Sacramentos, morreu santamente, não sem ter novamente consagrado a Nossa Senhora sua amada pátria. Estevão entregou a alma ao Criador no dia 15 de agosto de 1038. A mão direita conservou-se incorrupta e é guardada com grandes honras. 








Fonte:
Padre João Batista Lehmann, "Na Luz Perpétua", Tomo II, páginas 241 a 242








sexta-feira, 9 de agosto de 2019

SANTA ADELAIDE, Imperatriz da Alemanha - Exemplo cristão de monarca e mãe

Santa Adelaide é Padroeira das vítimas de abuso, noivas, imperatrizes, princesas, exilados, problemas entre genros e sogros, maternidade, pais de famílias grandes, madrastas, viúvas.
Narrada por santo Odilo, abade de Cluny, que conviveu com ela, a vida de santa Adelaide emociona pelos sofrimentos que passou.
De rainha tornou-se prisioneira, sofreu maus-tratos e passou por diversas privações para, depois, finalmente, assumir um império. Tudo isso dentro da honestidade, vivendo uma existência piedosa, de muita humildade e extrema caridade para com os pobres e doentes.


Resultado de imagem para santa adelaideNascida em 931, Adelaide era uma princesa, filha do rei da Borgonha, atual França, casado com uma princesa da Suécia. Ficou órfã de pai aos seis anos. A Corte acertou seu matrimônio com o rei Lotário, da Itália, do qual enviuvou três anos depois. Ele morreu defendendo o trono, que acabou usurpado pelo inimigo vizinho, rei Berenjário. Então, a rainha Adelaide foi mandada para a prisão. Contudo, ajudada por amigos leais, conseguiu a liberdade.
Viajou para a Alemanha para pedir o apoio do imperador Oto, que, além de devolver-lhe a Corte, casou-se com ela. Assim, tornou-se a imperatriz Adelaide, caridosa, piedosa e amada pelos súditos. Durante anos tudo era felicidade, mas o infortúnio atingiu-a novamente. O imperador morreu e Adelaide viu-se outra vez viúva. Assumiu seu filho Oto II, que aceitava seus conselhos, governando com ponderação. Os problemas reiniciaram quando ele se casou com a princesa grega Teofânia.
Como não gostava da influência da sogra sobre o marido, conseguiu fazê-lo brigar com a mãe por causa dos gastos com suas obras de caridade e as doações que fazia aos conventos e igrejas. Por isso exigiu que Adelaide deixasse o reino. Escorraçada, procurou abrigo em Roma, junto ao papa. Depois, passou um período na França, na Corte de seu irmão, rei da Borgonha.
Resultado de imagem para santa adelaideMas a dor da ingratidão filial a perseguia. Viu, também, que ele reinava com injustiça, dentro do luxo, da discórdia e da leviandade, devido à má influência de Teofânia. Nessa época, foi seu diretor espiritual o abade Odilo, de Cluny. Ao mesmo tempo, o abade passou a orientar Oto II. Após dois anos de separação, arrependido, convidou a mãe a visitá-lo e pediu seu perdão. Adelaide se reconciliou com filho e a paz voltou ao reino. Entretanto o imperador morreria logo depois.
Como o neto de Adelaide, Oto III, não tinha idade para assumir o trono, a mãe o fez. E novamente a vida de Adelaide parecia encaminhar-se para o martírio. Teofânia, agora regente, pretendia matar a sogra, que só não morreu porque Teofânia foi assassinada antes, quatro semanas depois de assumir o governo. Adelaide se tornou a imperatriz regente da Alemanha, por direito e de fato. Administrou com justiça, solidariedade e piedade. Trouxe para a Corte as duas filhas de sua maior inimiga e as educou com carinho e proteção.
O seu reinado foi de obrigações políticas e religiosas muito equilibradas, distribuindo felicidade e prosperidade para o povo e paz para toda a nação. Nos últimos anos de vida, Adelaide foi para o Convento beneditino de Selz, na Alsácia, que ela fundara, em Strasburg. Morreu ali com oitenta e seis anos de idade, no dia 16 de dezembro de 999. Algumas de suas relíquias são preservadas em um santuário em Hanover. Com seu dia de festa a 16 de dezembro, Adelaide está incluída no elenco das “Grandes mulheres na História do Mundo – primeiro milênio”.
Exemplo cristão de princesa, rainha, imperatriz e mãe, sua vida é um exemplo para as mães de família. Santo Odilão de Cluny, seu biógrafo, nos informa que: “no seio da família mostrava soberana amabilidade, no trato com estranhos era de uma fidalguia prudente e reservada. Mãe dos pobres, era protetora das instituições eclesiásticas e religiosas. Boa e humilde para os bons, era severa em castigar os maus e os ímpios.
Resultado de imagem para santa adelaideHumilde na prosperidade, era paciente e conformada na adversidade; sóbria e modesta no comer e vestir; constante na prática dos exercícios de piedade, penitência e caridade, era o modelo de uma perfeita cristã. Colocada sobre o trono, o orgulho não lhe tomou posse do coração e das virtudes nenhum reclame fez.
A lembrança dos pecados não a entregou ao desânimo ou ao desespero, como também os bens deste mundo. Honra, magnificência e glória não conseguiram perturbar-lhe a paz da alma, pois em tudo se baseava sobre o fundamento de toda santidade: a humildade. Firme na fé, era imperturbável sua esperança”. Intitulava-se “Adelaide, por graça de Deus Imperatriz, e por si mesma pobre pecadora e deficiente serva de Deus".

Oração
Resultado de imagem para santa adelaideLembrai-vos, ó gloriosa Adelaide, fiel serva de Jesus Cristo e Maria Santíssima, que nunca se ouviu dizer que alguns dos que tendo recorrido a vós e implorado vossa proteção tenha sido abandonado. Animados de uma grande confiança, vimos pedir ajuda a vós, que sois consoladora e esperança dos aflitos. Pelo amor que por toda vossa vida dedicastes a Jesus Cristo e a Santíssima Virgem Maria, ajudai-me a conseguir (registra a graça a ser pedida, por três vezes). Protegei nosso trabalho e nossas famílias. Abençoai a todos que honram e invocam o seu nome, para sua glória eterna. Adelaide, bondosa serva de Jesus Cristo, rogai por nós e fazei com que alcancemos a graça para maior glória de Jesus Cristo, nosso pai e redentor. Que assim seja, amém.

Oração de Santa Adelaide
Faça, Senhor Deus, nosso Pai, que aspiremos incansavelmente ao descanso que nos preparastes em vosso reino. Dai-nos forças e inteligência nesta vida, para suportarmos as agruras que nos rodeiam; para promovermos o bem e a justiça e servirmos nossos irmãos. Amém.

Oração
Concedei-nos, Senhor, pela intercessão de Santa Adelaide, que nossas famílias sejam protegidas e livres de toda desunião e rancor. Por Cristo Senhor Nosso. Amém

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

SANTO ALBERTO DE TRÁPANI (ou da Sicília), presbítero carmelita (1250 a 1307). - DOIS TEXTOS BIOGRÁFICOS.



A Ordem Carmelita tem Santo Alberto como uma das mais belas preciosidades de seu relicário místico. Santo Alberto nasceu em meio à opulência na Sicília. Da parte de seu pai pertencia à família Alberti e, da parte de sua mãe, à família Palizi; duas famílias distintas da Sicília. Nasceu precisamente no Monte Trapani ou Eryx, hoje San Giuliano, no ano de 1250. A data e o mês exato não se tem informação.
Seus genitores consideram-no uma criança milagrosa, dado que o obtiveram-no de Deus, após vinte e seis anos de esterilidade. Consideravam também que um dia deveriam consagra-lo a Nossa Senhora, por uma promessa espontânea, feita quando os mesmos perderam toda humana esperança de perpetuar sua linhagem. Uma luz sobrenatural iluminará os primeiros passos do pequeno Alberto, que não permitirá que ele se contamine com as seduções do mundo.
Com apenas oito anos de idade, o Duque de Girgenti o queria desposar com sua filha. Mais tarde, o demônio vai aproveitar-se disso para abalar o seu propósito de guardar uma castidade ilibada, que este jovem tem em seu coração. Seu pai, embevecido com a preferência que o duque lhe dava, tinha ardente desejo de ver seu filho corresponder a este pedido. Sua mãe, porém, lembrando-se de sua promessa feita ao Senhor, traz à memória de seu esposo, o piíssimo compromisso e confia ao jovem o voto, que ela e seu pai haviam feito, de o dedicarem a Deus na Ordem do Carmo.

A essa revelação o Santo responde com entusiasmo, que quer ratificar a promessa de seus pais, solicitando logo sua entrada para o Convento do Carmo de Trápani.
Os frades Carmelitas, conhecendo o poder famoso do duque, o temiam, e querem retardar por algum tempo a entrada no convento do herdeiro dos Abatibus. A virtude da paciência do postulante não tarda em triunfar das hesitações, e abrir,  apesar de tudo, as portas do convento.
Como o jovem Samuel, este novo eleito vai crescendo cada dia na senda da santidade. A oração, o estudo, e, mais tarde, as austeridades de todo gênero, bem como o zelo apostólico abrasador, dividiram seu tempo.

A dignidade sacerdotal assusta sua humildade: são precisas ordens expressas das autoridades da Ordem para triunfar de sua resistência. É consumido pelo amor às almas no seu sacerdócio: escreve, prega, aplica-se de modo exímio a todas as funções sacerdotais com dedicação excepcional.
O caráter apostólico da vocação carmelitana revela-se inteiramente na vida deste santo. A população da ilha contava com católicos fervosos, mas, também, com judeus e maometanos. Santo Alberto queria trazer todos à luz da fé. Um milagre assoma-se a sua pregação. Perto de Agrigento, veem-se um dia alguns judeus em perigo de afogarem-se no rio Platani. Alberto, estando na margem, percebe o perigo e, inspirado pelo céu, promete-lhes salvação infalível, se eles quiserem crer em nosso Senhor Jesus Cristo. A proposta é aceita, e o santo, caminhando sobre as águas, como outrora fez Jesus com Pedro, Príncipe dos Apóstolos, vem tirar esses desditosos das garras da morte.

Tantas virtudes juntas, bem como as mais exuberantes qualidades naturais, conduzem-no ao cargo de provincial. Em seu apostolado, os milagres o seguiam a cada passo. Em certa viagem, seu companheiro quebra o vaso que contém sua modesta refeição. O santo manda trazer-lhe os fragmentos e restitui o vaso e a comida. Depois de ter dado às almas o Pão da Palavra Divina, Alberto lhe dará, no tempo da fome, o pão que sustentará a vida desfalecida.

    A história narra as guerras e ataques ao sul da Itália nesta época. A Sicília vivia uma série de devastações. Messina esperava a qualquer momento sua ruína. Foi quando então, inesperadamente, os cidadãos recorrem ao seu taumaturgo e vão em multidão implorar que ele interceda por eles junto a Deus. O amparo do céu não se faz demorar, cercada por seus inimigos, sem possibilidade nenhuma de comunicação com o exterior, vê entrar na sua baía três vasos de viveres (mantimentos). O rei reconhece a intervenção divina graças à intercessão de Santo Alberto e vem agradecer-lhe em nome de todos. A voz pública longe de enfraquecer a humildade de Alberto, fortifica-a ainda mais, e o santo taumaturgo deixa a cidade de Messina, ao ver-se cercado de tanta veneração, e vai para um deserto retirar-se na solidão entregando-se inteiramente a oração e a penitência. No ermo, Santo Alberto, qual “serafim ardente” de amor por Deus, é favorecido por êxtases e visões do Senhor e de sua Mãe Santíssima.
      Depois de um tempo aí passado, Santo Alberto anuncia a sua morte aos irmãos.  Sua previsão se realiza no dia 7 de agosto de 1307, onde sua inocentíssima alma, em forma de pomba, levantou voo ao paraíso celeste.

O Divino Salvador repetidas vezes dignara-se sob as feições de uma criança, escolher seu braço como altar. Proclamado santo já em vida pelo povo, igual triunfo está reservado nas iminências do evento de sua morte.
O povo desejava que a Missa de um santo confessor fosse cantada na Missa de suas exéquias, mas o clero não ousava desobedecer às normas eclesiásticas.
Santo Alberto é um dos mais renomados do Carmelo, dado sua taumaturgia antes da morte, sua memória é sempre rejuvenescida por causa dos interruptos milagres. Como foi, no século seguinte à fundação da Ordem Carmelita, seu maior expoente até então, foi proclamado "pai" ou "patrono" da Ordem do Carmo. 
Sua imagem traz sempre o menino Jesus em seus braços e o lírio. A cada ano, na sua festa, é abençoada solenemente a água em sua honra, a qual sendo usada como sacramental, com fé e piedade nos enfermos, obtém muitas curas.





Segundo texto biográfico

SUA VIDA

Nasceu em Trápani, na Sicilia (Itália). Seus pais - Benito degli Alberti e Joana Palizi – já eram casados há 26 anos e não tinham filhos. Fervorosos cristãos, tinham prometido à Virgem de Trápani consagrar ao serviço do Senhor o filho que lhes concedesse.
Ainda menino ingressou no Carmelo de Trápani com o propósito de servir a Deus e à Santíssima Virgem, a quem está consagrada a Ordem do Carmo. Era então a "idade de ouro" do Carmelo, na qual o ideal Eliano-Mariano da Ordem se mantinha vivo a base de um justo equilíbrio da contemplação e ação apostólica.
Desde que professou na Ordem, se distinguiu por seu fervor e austeridade de vida. Seus biógrafos nos dizem que seus jejuns eram contínuos, que nunca comeu carne e que mesclava seu parco alimento com cinzas. Sua cama era um saco de sarmentos e dedicava largas horas do dia e da noite à oração.
A obediência era nele pronta e alegre, a pobreza lhe distinguia entre todos por seu total desprendimento e a castidade foi sua flor preferida e melhor guardada, por isso, se lhe representa com um lírio e um crucifixo na mão, ou com o Menino Jesus nos braços.
Recebidas as sagradas ordens, se difundiu logo sua fama de religioso santo e de persuasivo orador.
Passou algum tempo no convento de Messina, cidade à qual livrou da fome causada por um cerco: alguns navios carregados de víveres conseguiram chegar milagrosamente à cidade apesar dos cercos.
Fervoroso pregador, percorreu a maior parte dos povos da ilha.
Foi nomeado provincial da Sicília em 1296, cargo que desempenhou com uma entrega total ao serviço de Deus e das almas.
Quando visitava os conventos, não levava outra coisa que um pouco de pão, um báculo e um cantil com água.
Fundou vários conventos e escreveu alguns tratados, que (infelizmente) não se conservaram até os nossos dias.
Recebeu do Senhor a graça de fazer milagres, chegando a ser um grande taumaturgo e apóstolo da Sicília.
Por isso seu culto tem sido sempre muito extenso e intenso em toda a Ordem, que o tem venerado em todas suas igrejas e conventos. Suas relíquias foram espalhadas por todo o mundo e com elas se abençoa a água para a cura de enfermos.
Sua morte ocorreu em 1307 e, ao celebrar suas exéquias, se disse que vozes misteriosas entoaram o hino “Os Justos” da Missa dos Confessores em vez da Missa de Réquiem.
Seu culto foi confirmado por bula do Papa Sixto IV, em 1476.
Sua memória obrigatória se celebra em 07 de agosto.

                   


 SUA ESPIRITUALIDADE
Soube plasmar em sua alma o verdadeiro espírito do Carmelo, vivendo-o no nada fácil equilíbrio entre a vida contemplativa e a ativa.
Pela vivência deste duplo espírito eliano, foi venerado como um dos primeiros e maiores santos da Ordem, da qual foi mais tarde considerado Patrono e Protetor.
Compartilhava seu zelo e todo o anelo de sua cândida alma entre a própria santificação e a do próximo, dirigindo tudo à maior glória de Deus.
Este mesmo zelo se fazia sentir em uma vocação forte e constante à pregação da divina palavra e Deus premiava visivelmente suas fadigas apostólicas com a conversão de muitos judeus e infiéis à fé de Jesus Cristo.
Em seus sermões fazia especial ênfase no amor de Deus e do próximo, no ódio ao pecado, na formosura da virtude e na fealdade do vício, nos espinhos e caducidade dos bens temporais e na segurança dos bens eternos.
No hino de Laudes (no espanhol) de sua festa se diz:
Com dura penitência / domando as paixões/ será sol que difunde/ sagrados esplendores./ Satanás pretende, astuto,/ que a oração encurte;/ Alberto persevera/ orando de dia e de noite...”


                             SUA MENSAGEM
· Que sejamos generosos com o Senhor desde o princípio.
· Que com zelo vivamos e propaguemos nosso carisma.
· Que o amor aos pobres e doentes arda em nosso coração.
· Que a pureza e a oração fortifiquem nossas almas.

Oração: 
Ó Deus, que de Santo Alberto fizestes modelo de pureza e de oração e fiel servidor da Virgem Maria, fazei que, revestidos de idênticas virtudes, mereçamos ser dignos do perene convívio de vossa glória, no Céu. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.