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Encontre o (a) Santo (a), Beato (a), Venerável ou Servo (a) de Deus

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

"Santos populares": Maria Milza, a "mãezinha", a fé que movimenta centenas de romeiros.



Maria Milza, ‘mãezinha’: a fé que movimenta centenas de romeiros; milagreira que atrai fiéis a um povoado mesmo 24 anos após sua morte.

Em cada canto da Bahia é possível encontrar as mais diversas manifestações de fé. No povoado de Alagoas, município de Itaberaba, encontramos a história de Maria Milza, milagreira que, mesmo 24 anos após sua morte, atrai centenas de pessoas à casa onde viveu. Em busca de cura e proteção, romeiros lotam o local anualmente, durante o mês de novembro, e encaram longas filas para fazer orações e pedidos.

Dona Hilda, devota que mora na região, conta como os milagres aconteciam.  “Ela curava a gente. Bastava dar água benta, pôr a mão e a gente ficava bom”, explica. O Padre Gabriel Vila Verde, que há alguns anos, desde quando era ainda seminarista, estuda a vida de “Mãezinha”, como foi apelidada, conta que ela possuía outros dons, como visões, locução interior e capacidade de ler as consciências. “Antes mesmo das pessoas chegarem aqui, Maria Milza já sabia qual era o problema e de onde estava vindo”, relata o padre.

Apesar de não haver um processo de beatificação em andamento, muitos romeiros visitam a casa onde a milagreira morou. Cartas, velas e ex-votos (moldes de partes do corpo) podem ser encontrados na residência, que fica sob os cuidados do Sr. José Rodrigues. O zelador conta que na casa está guardada uma pedra que, segundo Maria Milza, possui uma espécie de “benção” de Deus. “Já vi pessoas pegarem nessa pedra e saírem curadas”, conta. E se quem tem fé vai a pé, vale a pena rever a matéria e visitar o local.



Um breve relato de uma pequena alma...
Em 15 de agosto de 1923, nascia no povoado de Alagoas, município de Itaberaba, uma criança de nome Maria Milza dos Santos Fonseca.

Um parto cheio de graça onde sua prometida madrinha na hora do nascimento chamou o pai para ver quão bela estava a lua cheia naquele momento.

O pai, admirado, olhou a lua tão linda e, inesperadamente, falou: ''mas, não é época de lua cheia”! Naquele maravilhoso momento Milza chegava o mundo. Com ela nascia a esperança da fé da religião de nosso povo. A menina Milza já nasceu na religião católica e entre seus dez e doze anos sua irmã mais velha (Dora) teve uma torção no pé, inchado e já inflamado, não conseguia andar devidas tantas dores que sentia, vendo o sofrimento da irmã, Milza pediu para rezar e tentar aliviar aa sua dor. Ajoelhou-se e rezou três Ave-Marias, uma Salve Rainha e pediu a Nossa Senhora para aliviar a dor da irmã. O efeito da oração foi imediato e Dora sem perceber já estava andando sem nada sentir.

Desde pequena, Milza se preocupava com as pessoas mais sofridas e carentes. Ela sempre arranjava um jeito de ajuda-las. Sem que seus pais e irmãos percebessem, ela pegava comida na cozinha ou na dispensa para matar a fome de alguém. Nesta época havia uma pessoa de apelido "Rola", mulher solteira e com dois filhos, e que estava com o corpo cheio de feridas, necessitado de cuidados médicos, um tratamento sério e urgente. Milza com 15 anos, pediu a seus pais que lhes ensinassem remédios, caseiros para cuidar as feridas da pobre mulher. Os pais entenderam a aflição ensinaram vários remédios. Com carinho e dedicação preparou todos os remédios e iniciou o tratamento. Em poucos dias a enferma estava curada.

Um ano mais tarde, num dia de festa, Francisco teve uma hemorragia interna e botou muito sangue pela boca. Milza ao saber, tirou um lenço do bolso, molhou de água e passou na boca do enfermo que se encontrava inconsciente e logo voltou a si. Ela arranjou um carinho-de-mão e pediu a uns amigos para levá-lo até sua casa. Conseguiu com os vizinhos alguns retalhos de pano e confeccionou um colchão com enchimentos de folhas de bananeira e colocou numa cama (que serviu de leito para vários doentes que aos longos dos anos passavam por lá) até ficar curado.

As romarias começaram em 10/08/1955. Depois de Milza passar uns dias na casa de um tio, ela disse lá aos seus familiares que o povo já estava à sua espera, que Nossa Senhora lhes chamava e tinha que arrumar tudo porque viria gente de todo lugar sem convite para vê-la.

Um dia, em 1950 (não se sabe ao certo a data) as meninas Ilza Carneiro e Bernadete Cardoso viram na ''Pedra do Santuário'', que fica sob um pé de umbu, próximo ao povoado, uma linda mulher vestida de branco com manto azul e raios luminosos que desciam de suas mãos. Ao chamarem Maria Milza, ela lhes disse que era a aparição de Nossa Senhora das Graças e passaram a cuidar com carinho daquele lugar.

Milza assim descrevia o quadro: “o céu estava mais azul, com tons rosados, um foco de luz ilumina todo o local..." Esse relato e explicação, transformou a simples menina em uma mensageira de amor e de paz. ''Mãezinha'' passou a usar somente trajes brancos, véu de filó sobre a cabeça. Ela soube muito bem cuidar daqueles que a procuravam que a chamavam com esse nome tão carinhoso. As romarias e as curas se sucederam. As pessoas começaram a chegar de toda parte pedindo para serem curadas e para louvarem a Nossa Senhora.

Uma das primeiras curas atribuídas a ela foi a do comerciante Clóvis Silva, mais conhecido em Itaberaba por "Tó" que até hoje se emociona quando relata o que aconteceu com ele. Considerado paraplégico pelos médicos, andava sempre de quatro com chinelos entre as mãos e as pernas encolhidas devido a uma medicação injetável mal aplicada (é o que se acreditava na época. Poderia ter sido paralisia infantil) quando tinha cinco anos de idade.

Dom Lucas Moreira Neves e
Maria Milza. 
A vida de Maria Milza pode ser resumida em poucas palavras: fé, devoção viva a Nossa Senhora, simplicidade, humildade, amor aos pobres, necessitados e sofredores. Tinha um coração amoroso e acolhedor para com todos. Vivia em pobreza, jamais usando os dons que tinha para sua própria vantagem.

Em 17 de dezembro de 1993 milhares e milhares de pessoas dão adeus à "santinha" depois de 38 anos de romaria com sua presença. As ruas de Itaberaba ficaram tomadas por pessoas de todas as classes, crianças, jovens, idosos e até mesmo evangélicos, porém, que admiravam seu divino trabalho. Seu corpo está sobre uma lapide no interior da Igreja de Santo Antonio no meio do povoado.

Padre Gabriel escreveu sua biografia e trabalha para que um dia a Igreja (diocese local) um dia dê início ao seu processo de beatificação.



Fontes:
http://www.professorborges.com.br/2016/02/quem-foi-maria-milza-maezinha-de.html#.WgxIj1WnHIU

http://gshow.globo.com/Rede-Bahia/Aprovado/noticia/2016/02/maria-milza-maezinha-fe-que-movimenta-centenas-de-romeiros.html


Para mais informações, enviar mensagem para o Pe. Gabriel Vila Verde: 
https://www.facebook.com/gabriel.vilaverde

sábado, 18 de novembro de 2017

Dom Bosco e os trezentos jovens detentos na penitenciária

No mês de Maio de 1855, Dom Bosco havia pregado um retiro espiritual a trezentos jovens detentos, na penitenciária “La Generale”, ao norte da Itália.
Ele teve a satisfação de ver todos os prisioneiros à mesa da Comunhão na cerimônia de encerramento.
Dom Bosco ficou tão comovido que resolveu proporcionar-lhes uma surpresa extraordinária, totalmente inesperada.
Foi falar com o diretor do presídio para alcançar um dia de passeio com os penitentes!
O diretor ficou estupefato com o audacioso pedido e lhe respondeu que tal permissão competia ao Ministro do Interior da Itália.
Dom Bosco submeteu seu pedido a esse Ministro de Estado, que lhe respondeu com um rotundo “impossível”.
Nosso santo, entretanto, não desistiu do seu intento, e argumentou com convicção: “Depois deste retiro espiritual os jovens detentos estão agora na melhor das disposições de alma e hão de obedecer-me inteiramente. Nenhum deles abusará da minha confiança. Acredite-me, Sr. Ministro”.
E o incrível se realizou. O Ministro Ratazzi deu o consentimento.
Trezentos detentos saíram da cadeia e, sob a direção de Dom Bosco, empreenderam uma agradável e distendida excursão recreativa ao Parque de Itupinigi, distante algumas horas da cidade.
A alegria resplandecia em todos os rostos. Todos rodeavam Dom Bosco e os olhares convergiam para ele, repassados de confiança e admiração pelo seu benfeitor.
Nenhum deles faltou à promessa que na véspera fizeram ao sacerdote-guia: ninguém fugiu e nem tentou evadir-se.
E no fim do dia, todos voltaram à penitenciária.
Este edificante episódio patenteia o poder que Deus concedera a seu fiel servo Dom Bosco. Poder sobre as almas
Além disso, demonstra que a Religião é uma escola de obediência e disciplina.




A Catequese”, ilustrada pela Bíblia e com exemplos.
Pe. Miguel Méier, S. J. - Edições Paulinas


Fonte: http://cooperadores-arautos.blogspot.com.br/p/historias-maravilhosas.html

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

VENERÁVEL MATT TALBOT, Leigo, Padroeiro dos que lutam contra algum vício


O Venerável Matt Talbot, que morreu em 1925, é considerado por muitos como padroeiro daqueles que lutam com algum vício. Sua vida foi marcada precocemente pelo alcoolismo e sua conversão, a qual se deve muito às orações de sua mãe, o fez levar posteriormente uma vida de oração e penitência, tornando-se exemplo para muitos de seus colegas operários. Marcante também é sua vida solitária como celibatário, jamais infeliz, mas sempre ao serviço de Deus e das almas. 



O Venerável Matt Talbot foi um típico homem Irlandês que viveu e trabalhou em Dublin nos meados do século 19; Digo típico no sentido de que nasceu numa grande família Católica, extremamente pobre e oprimida pela doença do alcoolismo. Porém a maneira santa com que morreu foi dramaticamente divergente do pecado, e do modo de vida egoísta que mantinha da adolescência até sua conversão. “Matt Talbot não era alguém que fazia as coisas pela metade. O mesmo fervor que dedicou a bebida em sua juventude, dedicou a Deus pelo resto de sua vida”(McGrane, 2006). Ele viveu em uma época e ambiente em que o alcoolismo foi generalizado; Dublin sozinha em 1865 tinha mais de dois mil bares, e registros mostram que muitas pessoas morreram por envenenamento de álcool em 1865-1866 (McGrane, 2006).
O pai de Matt era alcoólico, e Matt começou por si mesmo a beber muito com 12 anos de idade; ele tinha a bebida disponível em seu trabalho num “estabelecimento de vinho e cerveja em Dublin” (McGrane, 2006). Seu pai tentou convencê-lo a parar dando-lhe surras quando chegava bêbado em casa depois do trabalho, mas nada nem ninguém conseguia impedir a queda espiral de Matt na escuridão do alcoolismo.


Na linguagem de hoje, ele era verdadeiramente um adicto no álcool. Seu salário seria essencial para o sustento da sua família. Ao todo eram doze vivendo em sua casa, e seu pai e sua mãe trabalhavam duro apesar da pobreza. Assim que recebia seu pagamento, ele deixava tudo no seu bar favorito, todo seu dinheiro suado, com a condição de ter certeza de que beberia todo o seu pagamento até que ele acabasse. Ele frequentemente ficava tão deseperado por álcool que implorava aos amigos um dinheiro extra para beber, e sempre chegava em casa, por mais de uma vez sem camisa ou botas, que tinha vendido para poder usar o dinheiro para bebida. (McGrane, 2006).
Com 28 anos de idade, Matt no fundo do poço prometeu a sua mãe que nunca mais beberia de novo. Ele levou a sério esta promessa. Por incrível que pareça ele conseguiu isso sem a ajuda de nenhum método de reabilitação, que não existia naquele tempo para ajudá-lo. Foi um verdadeiro milagre da graça de Deus que Matt tenha conseguido mudar a sua vida a partir do momento em que sua mãe lhe disse, “Vai, então, em nome de Deus, mas não prometa se não está disposto a cumprir esse propósito.” Como Matt respondeu que tinha o propósito de manter sua promessa “em nome de Deus”, sua mãe lhe disse, “Deus lhe dará a força para conseguir” (McGrane, 2006).
Logo depois, Matt escolheu aprofundar sua relação com Deus, que havia diminuído com sua dependência ao álcool que consumia todo seu ser. “Como alcoólico, o deus de Matt era a garrafa, e seu altar era um bar” (McGrane, 2006). No entanto, como é o caso de muitos santos heroicos em que o vigor pelo mal se transforma num desejo por Deus, o zelo de Matt pela bebida rapidamente se transformou numa sede de Deus. Ele entendeu que somente Deus poderia saciar a sua sede eterna, e o retorno aos sacramentos era a graça suficiente para manter afastadas as recaídas e a ajuda para se manter sóbrio por muito tempo.


Uma característica marcante da conversão de Matt é que sua vida não mudou nada exteriormente; ele continuou um trabalhador incansável em seu oficio manual, e continuou sua rotina diária sem avisar aos outros sua mudança; no entanto sua vida interior aprofundou-se rapidamente, e ele manteve sua conversão dramática em segredo e em profunda humildade.
Eventualmente, contudo, todos perceberam a metamorfose espiritual de Matt, embora seu testemunho de mudança de vida fosse silencioso. O dia depois da promessa de Matt de não mais beber, ele iniciou um compromisso de assistir a missa diariamente, e de chegar pelo menos meia hora antes para oração silenciosa e devocionais. Em vez de gastar todo seu dinheiro em álcool, Matt doava muito do seu pagamento para obras de caridade. Ele se inscreveu em diversas confrarias católicas em sua paróquia de infância, e ele foi fiel a devoções clássicas como a “Via-sacra” e o “Santo Rosário”. Mais notável ainda foi que “Matt comia muito pouca comida e escolheu para dormir uma tábua em vez de um colchão” (McGrane, 2006) como atos de penitência.
Matt Talbot morreu com 65 anos enquanto caminhava para a missa diária na Igreja de São Salvador; ele estava doente com problemas cardíacos e renais (possivelmente por conta dos anos de abuso do álcool) mas mesmo enfermo batalhava para passar um tempo com o Senhor, enquanto sofria e lutava no rescaldo físico de sua doença. Como ele estava carregando somente um rosário e um livro de orações, ninguém pode identificar Matt quando ele desmaiou na estrada de fora que levava a paróquia. Provavelmente o mais chocante de tudo é que os legistas quando começaram a preparar seu corpo para o funeral, descobriram que o corpo de Matt estava coberto de correntes sob a sua roupa. Matt escolheu abandonar os prazeres sensuais e momentâneos de sua vida passada, e se tornou um homem de humildade e austeridade no fim de sua vida.

Existem duas razões pelas quais a história de Matt Talbot toca-me profundamente (testemunho do autor do texto pesquisado): primeiramente, porque pertenço a uma família tomada pelo vício do alcoolismo. Fui testemunha de membros de minha família e amigos próximos que se tornaram escravos desta doença, e alguns deles tragicamente chegaram a morrer por conta das consequências do álcool e abuso de drogas.
Em segundo lugar, porque eu acho a ascese e humildade da vida de Matt algo muito relevante e inspirador. A conversão de Matt foi sincera, porque estava envolto em humildade, e humildade é uma virtude tão contrária a nossa concupiscência natural. De fato, a humildade é o antídoto contra o vício do orgulho, que muitos teólogos concordam ser a raiz de todos os pecados. Nós vivemos no meio de uma era de revolução tecnológica e é muito comum em todos os lares termos uma infinidade de dispositivos eletrônicos. No entanto a ascese chama o espírito da humanidade, para matar a sede de cada alma na fonte eterna: Deus e no descanso eterno com Ele no céu. Eu não posso imaginar que qualquer um de nós possa alcançar a santidade sem obter a virtude da humildade, o que exige um morrer para si mesmo; ainda assim é cada vez mais desafiador para nós alcança-la, pois estamos imersos no mundo dos negócios; cercados de muito barulho; e geralmente exaustos e ranzinzas pelo vazio e inquietação que permeia nossas vidas. Matt Talbot reconheceu sua própria inquietação e respondeu vigorosamente e com fervor ao chamado de Deus para a cura e santidade; E este é um chamado universal a toda a humanidade.
Matt Talbot pode ter ganho uma reputação precoce de bêbado, ralé e de homem egoísta, mas ele morreu como um homem santo cuja causa de canonização começou em 1931. Ele abandonou toda a sua velha vida envolta em pecados e tornou-se um fanático por santidade: vivendo para Deus e na graça abundante Dele que o faria alcançar a eternidade abraçando uma vida de extrema simplicidade e penitência, oração e negação de si mesmo. Quem sabe quantos sofrimentos Matt silenciosamente ofereceu como um sacrifício a Deus, em reparação pelos pecadores e pelo bem de todas as almas? É precisamente o que torna sua história tão bonita: ele é um de nós, e a jornada da sua vida serve como um farol de esperança de que qualquer um ainda que num estado de escuridão e pecado tem o potencial de se tornar um grande santo quando coopera diariamente num ato de total dependência do amor e misericórdia de Deus.
Matt Talbot conheceu a misericórdia de Deus muito bem, porque estava consciente da grandeza do amor de Deus por ele e por todas as almas. Ele é um excelente protetor para aqueles que todos nós sabemos que sofrem da doença do alcoolismo e drogadição, tenho esperança que todos podemos ganhar em conhecer e compartilhar sua história para aqueles que perderam toda a esperança de cura.

REFERÊNCIAS
McGrane, Janice. (2006). Saints to Lean on: Spiritual Companions for illness and disability, 81-93. Cincinnati, OH: St. Anthony Messenger Press

Fonte: http://www.comunidadesacramentos.com.br/single-post/2016/07/01/Veneravel-Matthew-Talbot




MATT TALBOT E O CELIBATO

Se bem que Matt nunca tivesse pensado seriamente em casamento, como já vimos, contudo, nunca tinha feito voto ou tomado qualquer compromisso definitivo a esse respeito.

Foi pelo ano de 1892 que ele manifestou, claramente, a sua resolução generosa de nunca se casar: seria sempre um verdadeiro ermitão, um autêntico solitário.
Para vencer as más tendências, dedicou-se

ardorosamente à oração e penitência.
São Paulo, que chama ao matrimônio de “grande sacramento”, louva, contudo, o estado de virgindade, dizendo quanto ela agrada a Deus. Aliás, se não assim não fora, não teria o apóstolo ardente do Evangelho deixado o seu exemplo aos homens de perfeita virgindade e muito menos o Mestre divino Jesus Cristo.
E se há homens que não compreendem a possibilidade e sublimidade desse estado que nos torna semelhantes aos anjos, não é para admirar. Jesus Cristo disse claramente que nem todos compreenderiam esse sacrifício. E São Paulo francamente declara que os homens carnais não percebem as coisas do espírito.
Matt Talbot, que vivia com o coração nas alturas, facilmente compreendeu o valor desse estado que dá aos homens a verdadeira e a mais elevada liberdade dos filhos de Deus.
Foi justamente quando ele trabalhava na construção da casa de um clérigo protestante que se ofereceu ocasião para que Matt tomasse uma resolução definitiva. E não nos parece isso simples coincidência. Talvez visse, então, o operário com os próprios olhos o embaraço que a vida de família pode causar a quem quer viver só para Deus e para as almas. Talvez compreendesse, então, mais perfeitamente, o porquê do celibato que a Igreja impõe àqueles que voluntariamente querem ser seus ministros.
O fato foi, assim, contado pela própria mãe de Matt. A jovem cozinheira do pastor protestante ficou encantada com as maneiras modestas e dignas do operário. Não era como os outros trabalhadores, que não respeitavam, que gostavam de dizer graças à cozinheira e às outras raparigas. Católica, piedosa, séria, vendo a linha que Matt conservava sempre, teve coragem de lhe falar, respeitosamente, em matrimônio. Disse-lhe também que possuia boas economias, com as quais e com o seu trabalho poderiam viver honestamente com certo conforto.
Matt não a repeliu logo, pois que notou as boas intenções da piedosa donzela. Disse-lhe que faria uma novena, depois da qual lhe daria uma resposta.
De certo, foi a novena à Mãe querida do céu, que o ajudara já visivelmente em outras dificuldades, mas principalmente em sua mudança de vida.
Mas, terminada a novena, Matt estava mais resoluto do que nunca: queria continuar a sua vida solitária de penitência. É um fato: quem experimentou a renúncia silenciosa, já não pode viver sem ela.
E Matt declarou à moça a sua resolução generosa.
Ela, de certo, ouviu, se não com alegria, com espírito de fé, ao menos. Que N. S. o abençoasse. E eles se separaram para sempre.
Sua resolução ficou inabalável até ao fim.
Quando gracejavam com ele os companheiros, perguntando-lhe quando casaria, o solitário respondia, com certa graça, para não revelar os seus segredos, que o casamento atrapalharia a sua vida.
E a boa mãe também contava que Matt confiara a um de seus amigos íntimos, que fora a “Virgem Maria que lhe dissera um dia de viver sempre em virgindade”.
Feliz a alma cristã que se deixa levar assim, pela direção toda maternal de Maria Santíssima.






Do alcoolismo à santidade

No ano de 1925 em Dublin um jornal publicou a seguinte notícia: “Um homem idoso perdeu os sentidos na Gramby Lane. No hospital descobriram que estava morto; não trazia consigo nenhum documento”.
Tratava-se de Matt Talbot, que de alcoólico inveterado, se tornou um verdadeiro santo.
Era o segundo de 12 irmãos, e nasceu numa família pobre de Dublin (Irlanda) em 1856.
Terminada a instrução primária, Matt Talbot empregou-se na casa de um negociante de vinhos, como moço de recados, aos doze anos de idade
Aí aprendeu a beber, infelizmente. E passados dois anos, era um miserável alcoólico.
Os pais pensavam que mudando de emprego, o rapaz deixasse a bebida, e puseram-no a trabalhar como ajudante de pedreiro. Continuou porém, preso ao álcool. No fim de cada semana gastava quase todo o ordenado nas tabernas.
Quando não bebia, Matt era amável, serviçal, simpático e acolhedor. Mas quando ficava embriagado, fazia-se valentão e metia-se em brigas.
Durante 14 anos, Matt não passou de um pobre bêbado e jogador viciado.
O jogo hipnotizava-o e a bebida atraía-o irresistivelmente.
Aos sábados, dia de pagamento, ele ia esperar diante do portão da fábrica os companheiros que deixavam o trabalho com o ordenado da semana, esperando que o convidassem para beber um copo. Quase ninguém parava para falar com ele. Não era bem visto, obviamente.
Numa tarde caiu em terrível abatimento físico e moral, como não lhe havia acontecido até então. Sentia asco, nojo de si mesmo e do seu vício degradante. Como se sucedessem esses estados com tanta freqüência, um dia disse à mãe, para surpresa dela:
-- Hoje fiz um voto a Deus!
-- Que voto meu filho?
-- O voto de não beber durante três meses!
No dia seguinte foi trabalhar normalmente na fábrica. Passou bem a semana inteira. No sábado imediato, os companheiros convidaram-no para ir beber um copo, o que raramente acontecia.
Por delicadeza, aceitou o convite. Mas os companheiros, arregalando os olhos e sacudindo a cabeça, ficaram admirados quando o viram beber apenas água mineral!
Entretanto, a luta para cumprir o voto durante aqueles três meses foram para ele um terrível tormento. E dizia à sua mãe como forma de desabafo:
-- Já não aguento mais, minha mãe! Tenho de voltar a beber!
Mas resistia, e as lágrimas corriam-lhe pela face. Mais tarde confessou: "Foi então que me pareceu ouvir uma voz interior que dizia: -- A sobriedade é uma tolice. Você é totalmente incapaz de viver sem bebida. Nenhum homem viciado consegue viver sem álcool!
Matt reconheceu então que era um aviso do Céu a explicar-lhe que por suas próprias forças seria incapaz de abandonar para sempre o vício da bebida. Era preciso pedir essa graça a Deus Nosso Senhor.
De seguida humilhou-se e suplicou a Deus que lhe concedesse forças para dominar e largar esse vício da embriaguez.
A partir de então, dirigia-se toda manhã à Igreja dos Franciscanos para assistir Missa e receber humilde e devotamente a Sagrada Comunhão.
Passados os três meses, Matt renovou o voto por um ano. Aos poucos foi-se livrando da bebida até se tornar um homem livre dessa prisão alcoólica, embora de quando em quando tivesse que lutar contra a tentação de beber. Foi ele mesmo quem o disse:
"Quando em certa manhã ia para a Igreja dos Franciscanos, assaltou-me um terrível desejo de tomar álcool. Não sabia como havia de resistir. Durante duas horas andei sem rumo pela cidade e parei diante de uma igreja. Entrei, coloquei-me de joelhos diante do altar, e de todo o coração supliquei a Deus:
-- "Senhor, não me deixeis cair novamente no vício da embriaguez, que desejo vencer com o vosso amparo e ajuda! Fiquei ali não sei quanto tempo".
Ao longo dos meses e anos, pouco a pouco Matt tornou-se outro homem. Sentiu-se completamente livre da tentação da bebida.
De vez em quando era visto entrar numa e outra taberna com um envelope na mão. Levava o dinheiro para pagar as bebidas que no passado bebeu fiado.
Daí por diante, entregou-se a uma rotina de muita oração e impressionante penitência, durante seus últimos 40 anos de vida.
Levantava-se às 5 da manhã para assistir à Missa antes do trabalho e dava à oração todos os momentos livres de que dispunha.
Quando caiu desmaiado ao dirigir-se para a Missa, e levado para o hospital, encontraram-lhe o corpo cingido por áspero cilício de pontas de arame mordentes, sinal da intensidade da mortificação que praticava.
Introduzindo o processo de beatificação em 1947, foi declarado Venerável em 1975. A sua conversão foi tão sincera que dificilmente se encontrará nestas terras um exemplo de tanta oração e penitência como a deste carregador das docas de Dublin.
Matt Talbot morreu a caminho da Missa na Igreja dos Franciscanos, depois de ter completado 69 anos de idade.

Fonte: http://pastoralteologica.blogspot.com.br/2012/06/do-alcoolismo-santidade.html

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

A PROFUNDIDADE EM SANTA ZÉLIA MARTIN, MÃE E ESPOSA





Santa Zélia Guerín 
(imagem em alta definição: excelente para downloads)

A partir da leitura da obra de Hélène Mongin: Luís e Zélia Martin, Os pais de Santa Teresinha.


Pintura retratando Santa Zélia com sua filha Santa Teresinha
Zélia teve uma infância em um círculo familiar pouco afetuoso e diz que essa época de sua vida foi “triste como um lençol mortuário”; diz que com sua mãe “sofreu muito”. É provável que uma pessoa que tem uma infância com essas características não tenha um desenvolvimento dos mais saudáveis. Dos 07 aos 12 anos sofre continuamente com doenças e na adolescência é afligida por forte enxaqueca. Nesses sintomas pode-se observar a fragilidade emocional presente na constituição dessa criança.
Por outro lado, Zélia é educada junto às Irmãs da Adoração Perpétua, o que possivelmente contribuiu para fortalecer a pessoa de Zélia, tendo em vista o relato da vida familiar e suas consequências.

Santa Zélia e Santa Teresinha (pintura de
Celina, também filha da Santa)
Não obstante a fragilidade afetiva na relação com os pais (apesar de se tratar de uma família católica), a presença dos irmãos é um consolo para Zélia – a união de alma com Maria Luísa (futura monja visitandina); o carinho materno que tem para com Isidoro, dez anos mais novo que ela.
Para além dos laços terrenos, Zélia encontra em Deus o amparo diante do sofrimento desde cedo, o que a impulsiona na capacidade de amar apesar de...
Importante dizer que a família, apesar de católica e firme na fé, tinha influências do Jansenismo, posteriormente condenado pela Igreja. O Jansenismo despreza a liberdade humana, daí o rigorismo familiar.
Zélia tinha tendência a ser angustiada, escrupulosa, sem autoconfiança, muito sensível e frágil. Para compensar tais características, vemos nela uma busca profunda por Deus. Não que essa busca pelo Absoluto seja apenas para se livrar do sofrimento, pois isso não acontece... Ela vai descobrindo que o vazio da alma só pode ser preenchido por Deus; e que esse vazio estaria presente mesmo que ela tivesse a infância e vivência mais perfeitas quanto possível.

Zélia, Isidoro e Luísa Guerin, irmãos
Dessa forte relação com Deus, surge o desejo de ser religiosa, ainda antes dos 20 anos. Escolhe as Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. Essa escolha pode revelar, além de características de interioridade, aspectos de generosidade e atividade. Apesar das características de introversão, Zélia apresenta esses impulsos de seu temperamento que a levam para fora de si, em direção ao outro, e impedem que se feche em si mesma.
Porém, a superiora das Filhas da Caridade é bem clara ao dizer que ali não era o lugar de Zélia. Diante disso, pode-se imaginar a dor da pobre moça que ansiava ardentemente entregar toda sua vida como esposa de Cristo.
A partir daí, começa o verdadeiro extraordinário em sua vida aos nossos olhos. Como suas características introvertidas e melancólicas nos fariam imaginar, Zélia não se debruça sobre sua desilusão. Ela aprendeu algo importante no seio familiar: a obediência; e em sua relação com Deus, essa obediência vai sendo aprimorada. Não a obediência da opressão, mas a do amor. Dessa maneira, ela resolve aceitar a postura da madre superiora e vai em busca de um trabalho; mais uma vez presente o aspecto ativo de sua personalidade, aprimorado pela graça. Certamente ela enfrenta esses passos decisivos de sua vida a partir da oração, ou seja, da experiência íntima com Deus. Ouso dizer que nenhum passo foi dado sem invocar a Virgem Maria.

Pintura do casal Martin e suas filhas
Como dito anteriormente, Zélia vai em busca de trabalho. Ela havia recebido algumas noções sobre a renda de Alençon em seu tempo de estudo regular. Essa renda tem características próprias e necessita de habilidades manuais e meticulosidade, fineza no trato. Zélia decide formar-se nesse oficio e tem êxito em sua busca, obtendo ótimo desenvolvimento. Em sua biografia, diz-se que ela ouviu uma voz interior que lhe fala claramente: “Faça a renda de Alençon”. E com apenas 20 anos tornou-se fabricante dessa belíssima renda.
Pode-se observar que é um salto corajoso no firme termo da palavra... pois de uma pessoa medrosa, sensível em demasia, sem autoconfiança, vemos uma tomada de decisão tenaz e sem rodeios. Após a negativa do que acreditava ser sua vocação, não dá brechas para o esmorecimento. Certamente encontra na graça de Deus o arrimo para esse impulso. Considero admirável a postura dela de permitir que suas características naturais ou constituídas durante sua história, sejam elevadas a atitudes nobres e para além de sua inclinação de espírito ou psicológica, como queira classificar.
Essa voz interior não era um ente desconhecido ou alheio a seu cotidiano. Apesar de se tratar de uma ocorrência de ordem sobrenatural, não é difícil saber que é uma voz que a responde dentre tantas petições e entregas realizadas nas horas de diálogo com o Senhor.

Representação do casal Martin e suas filhas monjas
Zélia trabalha com sua irmã; esta se sente atraída para a vida de clausura e, após alguns impasses, entra para o Mosteiro da Visitação. Essa separação parte o coração de Zélia, por se separar de sua querida irmã e por relembrar seu desejo de se consagrar a Deus. Não pensemos que isso seja passado: a ferida da vida religiosa continua doendo na alma de Zélia. É admirável observar que essa moça continua em frente apesar da dor que carrega.
Talvez se não tivesse conhecido e desejado o Senhor, Zélia teria estacionado num estado de ostracismo... por outro lado poderia ter ficado nesse estado, fechada em si mesma, nadando em suas dores, se tivesse buscado falsamente o Senhor, escondendo meramente uma busca de si mesma. Mas por desejar e buscar genuinamente a vontade de Deus, foi capaz de esculpir sua natureza para formar uma família – ter um esposo e filhos, o que veremos agora.
É muito belo o primeiro encontro, produzido menos pelo acaso que pela providência, de Zélia e Luís, seu futuro esposo. Ocorreu numa ponte, quando um cruzou o caminho do outro e Zélia ouve uma voz interior: “Foi ele que guardei para você”. Mais uma vez temos aqui a ação sobrenatural da graça na vida de uma jovem que busca estar disponível para ouvir a Deus, apesar de seus planos serem diferentes do que ali se apresentava. Só depois a mãe de Luís apresentará um para o outro “oficialmente”.



Representação iconográfica do santo casal Martin com todos os filhos: as filhas monjas e os filhos que 
nasceram para o céu ainda crianças.


      Rapidamente se casam, levados pelo discernimento, fruto da busca oracional. O lar respira Deus; ambos procuram viver da maneira mais agradável ao Senhor. Zélia por vezes sente ferir o coração quando lembra da vida religiosa; especialmente quando recém-casada passa por essa crise de estar “fadada” a estar no “mundo”. A partir desse recorte da vida matrimonial de Zélia, podemos ver que ela precisou encarar as limitações de seu temperamento mesmo após casar-se. A partir do amor pela vocação dada por Deus, pelo seu esposo e filhos, ela vai lapidando sua personalidade, com atitude, coragem e tamanho heroísmo, que chega a dizer posteriormente que não se arrependia em nada por haver se casado e que não seria tão feliz se sua vocação fosse outra. A meta do casal foi educar os filhos para o céu.
O mais bonito é ver que esse aprimoramento de sua personalidade, ou seja, a lapidação de seu temperamento, se dá no cotidiano, a partir de uma meta: agradar a Deus... baseado na confiança em Deus e, de modo prático, na vivência do matrimônio, da vida familiar.
Mas não imaginemos que nossa personagem se tenha transformado do dia para a noite e se despojado magicamente de suas características emocionais, fruto, em parte, de sua história de vida. O Senhor permitiu a Zélia, assim como permite a todos nós, um diálogo necessário (e às vezes uma luta) durante toda sua vida com seu próprio temperamento. Ainda angustiada, insegura, o que era amparado por seu esposo, que a consolava e dizia que não se atormentasse tanto. O Senhor foi-lhe tão generoso que a uniu com um esposo compreensivo e acolhedor, que a ajudou a passar pelas fases ou ciclos temperamentais que lhe acometiam a alma.


Zélia também era muito afetuosa com seu esposo, mesmo após anos de casados, e era algo recíproco, o que é visível nas cartas que trocavam quando um ou outro viajava. Seu esposo Luís de tempos em tempos necessitava de solidão para alargar sua alma sedenta de Deus, assim sendo, buscava passeios no campo, viagem, dentre outras situações, e Zélia buscou compreender isso em seu marido, numa relação de respeitosa liberdade.
Havia desacordo entre ambos, como é natural em qualquer relação, porém buscavam logo o entendimento. Observamos que buscavam ter uma vida ordenada: oração, Santa Missa diária (mesmo quando doente, Zélia ia à Missa de 5h da manhã, antes de iniciar o trabalho e aos domingos assistia quantas lhe fossem possíveis), educação das filhas, trabalho, cuidado da casa, caridade, lazer, relacionamento com familiares e amigos. Por meio do ordenamento das coisas exteriores, intui-se o ordenamento do interior de Zélia e de sua família.
No trabalho, Zélia se dedicava em demasia, expressão de seu lado ativo, talvez para suprir o lado passivo que a “cutucava” constantemente. Tanto que seu esposo a aconselhava a calma e a moderação.


“Suas cartas e os testemunhos de suas filhas nos permitem descobrir a esposa que Zélia era: alegre, vibrante, afetuosa e disponível a todos, confiante em seu marido e bem-humorada, com um dom especial para rir de si mesma, o que contrasta de modo surpreendente com sua autopercepção: angustiada, deprimida, distante da santidade. O sentimento de angústia está muito presente ao longo de toda a sua vida e ela confessa que isso às vezes constitui um verdadeiro suplício. Quando as provações são muito pesadas, ela se deixa invadir por aquilo que chama de “ideias sombrias”. Mas sempre e cada vez mais, sua fé e a presença tranquilizadora de Luís a ajudam a superar esses sofrimentos. Zélia é uma mulher forte e santa não porque não tenha medos nem fragilidades, mas porque, com eles, ela generosamente se coloca à disposição dos outros, de Deus, numa confiança que se aprofunda incessantemente. Sua grande sensibilidade a cobre de deliciosa delicadeza. Além disso, é uma mulher ativa, trabalhando ininterruptamente para sua família e sua empresa, sem conceder um tempo para si mesma. Sentindo em seu interior a necessidade de se doar continuamente, ela responde a esse anseio com tanta generosidade, que morrerá, por assim dizer, com a agulha nas mãos, sem nunca ter tido o menor descanso.” (Hélène Mongin)

Por Állyssen Ferreira
(co-autora do site Santos, Beatos, Veneráveis e Servos de Deus)



Santa Zélia Guerín, Santa Teresinha menina e São Luís Martín.

SANTAS DE NOME TERESA





Em Ávila existe um curioso monumento em homenagem às mulheres que levam o nome de “Teresa” (como se pode ver na imagem). No calendário litúrgico são celebradas várias santas chamadas assim.



Santa Teresa de Jesus

Santa Teresa de Jesus (ou de Ávila, Espanha, 1515-1582, festa em 15 de outubro). Fundadora do Carmelo Descalço. Foi a primeira mulher de nome “Teresa” canonizada (em 1622) e primeira mulher proclamada Doutora da Igreja.



Santa Teresa Margarida Redi

Santa Teresa Margarida do Sagrado Coração de Jesus (ou,  Santa Teresa Margarida Redi. Itália, 1747-1770, festa 1 de setembro). Carmelita descalça.



Santa Teresa de Jesus Jornet

Santa Teresa de Jesus Jornet e Ibars (Espanha, 1843-1897, festa 26 de agosto). Fundadora das Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados.



Santa Teresa do Menino Jesus

Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face (ou  Santa Teresa de Lisieux ou, ainda, Santa Teresinha do Menino Jesus. França 1873-1897). Monja carmelita descalça e Doutora da Igreja.




Santa Teresa Benedita da Cruz

Santa Teresa Benedita da Cruz (conhecida pelo seu nome secular: Edith Stein; Alemanha, 1891-1942, festa 09 de agosto). Era judia e se tornou uma das maiores filósofas da Alemanha em seu tempo. Após um período no qual se dizia "ateia", converteu-se ao catolicismo e quis ser monja carmelita descalça. Morreu mártir em Auchwitz. 


Santa Teresa de Jesus dos Andes

Santa Teresa de Jesus dos Andes (Chile, 1900-1920, festa 13 de julho). Conhecida também como a "Santa Teresinha da América do Sul. Foi carmelita descalça.



Santa Teresa de Calcutá

Santa Teresa de Calcutá (1910-1997, festa 6 de setembro). Conhecida mundialmente por seu amor e dedicação aos pobres e sofredores, não somente na Índia, mas, em outras missões em vários países.  Fundou a Ordem das Missionárias da Caridade.



Existem tantas outras que compartilham esse nome, mas são menos conhecidas:

Santa Teresa de Portugal

Santa Teresa de Portugal (1175-1250, festa 17 de junho). Rainha, mãe e religiosa. Seu culto foi aprovado em 1705.



Santa Teresa Verzeri

Santa Teresa Eustochio Verzeri (Italia, 1801-1852, festa 03 de março). Fundadora das Filhas do Sagrado Coração de Jesus.



Santa Maria Teresa Couderc

Santa Maria Teresa Couderc (França, 1805-1885, festa 16 de setembro). Fundadora das Irmãs do Cenáculo.



103 Mártires Coreanos

Entre os 103 mártires coreanos liderados por Andrés Kim e Pablo Chong, está Santa Teresa Kim Im-i, Santa Teresa Kim e Santa Teresa Yi Mae-im (martirizadas em 1840, festa 20 de setembro)





120 Mártires Chineses

Entre os 120 mártires chineses liderados por Agustin Zhao, está Santa Teresa Zhang He e Santa Teresa Chen Tinjieh (martirizadas em 1909, festa 09 de julho).



Também existem várias beatas e veneráveis com este nome. Entre as carmelitas, destacam-se:

Carmelitas Mártires de Compiègne

Beata Teresa de Santo Agostinho e companheiras mártires de Compiègne (martirizadas na França em 1749). Carmelita Descalça.



Beata Maria Teresa de Jesus

Beata Maria Teresa de Jesus (Itália, 1825-1889). Fundadora das Religiosas de Nossa Senhora do Monte Carmelo.



Carmelitas Mártires de Guadalajara

Beata Teresa do Menino Jesus e de São João da Cruz e companheiras mártires de Guadalajara (martirizadas na Espanha em 1936). Carmelita descalça.



Beata Teresa Maria da Cruz

Beata Teresa Maria da Cruz* (Itália, 1866-1910). Fundadora das Carmelitas Terceiras de Santa Teresa.




Madre Teresa Toda e Madre Teresa Guasch

    Não podemos esquecer de Teresa Toda e Teresa Guasch (mãe e filha), duas figuras singulares, fundadoras das Carmelitas Teresas de São José, em 1826. Teresa Guasch foi declarada Venerável pela heroicidade de suas virtudes em 19 de abril de 2004 por São João Paulo II; e Teresa Toda foi declarada Venerável em 03 de junho de 2013 pelo Papa Francisco.


Fonte:
https://padreeduardosanzdemiguel.blogspot.com.br/2016/10/santas-de-nombre-teresa.html?spref=fb
Com alguns acréscimos dos editores site.