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Encontre o (a) Santo (a), Beato (a), Venerável ou Servo (a) de Deus

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

A famosa "Oração de São Francisco" : Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz", não é do Santo.

Texto legítimo da benção a
Frei Leão 


 A (falsa) oração de São Francisco: "Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz..."

A  "Preghiera semplice" ("Oração simples") de São Francisco: uma falsificação do Século XX. 

É a mais célebre oração franciscana depois do "Cântico das Criaturas", homenageada por canções, santinhos, discursos solenes e expressões artísticas e religiosas de todo tipo. Pena que não tem nada a ver com São Francisco de Assis.

A Oração Simples é a mais clamorosa falsificação da espiritualidade contemporânea. Tanto mais clamoroso justamente porque contemporâneo. Não se trata, de fato, de uma antiga oração erroneamente atribuída ao santo de Assis, mas de um texto "juveníssimo", visto que foi escrito há apenas um século.

Permitiu que se "emboscasse" entre os escritos do Poverello, além da extraordinária beleza e o espírito – isso, sim  – autenticamente franciscano, também o fato de que as poesias de Francisco de Assis representam um universo tão povoado quanto diversificado e descontínuo. 

Como por exemplo o caso do "Lodi di Dio Altissimo" ("Louvores a Deus"), que o santo escreveu na volta da viagem ao Egito, no qual há inclusive a assinatura do próprio Francisco, guardado, hoje, no Sacro Convento di Assisi. Segundo o testemunho de frei Leão, Francisco escreveu a oração no Santuário do Monte Alverne, depois de receber os estigmas. No mesmo papel, no verso, Francisco traçou, depois, uma benção para frei Leão, que guardou a pergamena até sua morte dentro de um bolso costurado no hábito, à altura do coração.

A "Preghiera davanti al Crocifisso" ("Oração diante do Crucifixo"), ao contrário, nos foi transmitida por uma tradição antiquíssima, que a situa em 1206, ou seja, nos primeiríssimos tempos da conversão, quando o jovem Francisco se questionava ainda sobre o caminho a seguir, enquanto a paternidade do "Cantico delle creature" ("Cântico das Criaturas") é atestada por muitas fontes, entre as quais as memórias dos companheiros mais íntimos, como o próprio frei Leão.

A tradição que atribuiu a Oração Simples a São Francisco, ao invés, se formou mesmo no curso do Século XX, mas se arraigou de tal forma que é aceita também pelos guardiães das memórias Bufão de Deus.

Uma verdadeira legenda contemporânea, portanto, cultivada no século do racionalismo e da ciência e que se formou nos mesmos anos em que os estudos sobre São Francisco davam passos de gigantes graças à descoberta, em Perúgia, em 1922, de um manuscrito que revolucionaria os estudos franciscanos: aquele que restou conhecido como "Legenda Perugina", e no qual – como demonstrou Raoul Manselli – se podem rastrear as lembranças dos companheiros mais próximos do Santo. 

Como nasceu, então, a tradição que deseja que a Oração Simples tenha sido composta por São Francisco de Assis?

“Na realidade, trata-se de uma história tão singular quanto bela”, explica Alfonso Marini, francescanista e docente de História Medieval na Universidade la Sapienza de Roma. Um acontecimento ao qual o historiador Christian Renoux dedicou um livro inteiro: "La prière pour la paix attribuée à saint François, une énigme à résoudre" ("A oração pela paz atribuída a São Francisco, um enigma a solucionar"), publicado por Edizioni francescane, Paris, 2001, e ainda inédito na Itália.

Tudo se inicia em dezembro de 1912, quando a poesia é publicada pela primeira vez na França, na revista eclesiástica "La Clochette", pelo padre Esther Bouquerel. O texto estava em francês, anônimo, e se intitulava "Belle prière à faire pendant la messe" ("Bela oração para fazer durante a missa").

“La Clochette – explica padre Pietro Messa, reitor da "Scuola superiore di studi medievali e francescani" de Roma – era o órgão da "Ligue de la Sainte-Messe" ("Liga da Santa Missa"), uma pia associação que tinha a finalidade de difundit a participação à Missa, sobretudo dominical, entre os católicos”.

"La Clochette" contava com 8000 assinantes e entre estes estava o canônico Louis Boissey (1859-1932), que também editava um boletim, o "Annales de Notre-Dame de la Paix" ("Anais de Nossa Senhora da Paz"), em cujas páginas, em janeiro de 1913, publicou a oração deixando o mesmo título e indicando a origem. Através dessa segunda difusão, a oração chegou ao conhecimento do Marquês de Normandia, Stanislas de la Rochethulon et Grente, presidente do "Souvenir Normand", uma associação que ostentava ligações inclusive com o Vaticano.

Foi graças a essas ligações que, em dezembro de 1915 – em plena Primeira Guerra Mundial, definida por Bento XV como "um inútil massacre" – o Marquês enviou ao Secretário de Estado vaticano Pietro Cardeal Gasparri uma série de orações para transmitir ao Papa. Em 20 de janeiro de 1916, o "Osservatore Romano" publicou a oração, com uma tradução italiana.

A lenda começara, e certo Monsenhor Alexandre Pons a publicou definindo-a "une prière très ancienne" ("uma oração muito antiga").

A ligação com a figura de Francisco de Assis nasceu com o próprio padre Bouquerel (o provável autor da oração), o qual, na Normandia, desenvolvera sua atividade pastoral em uma  comunidade de Franciscanos; a sua primeira obra, havia sido uma homenagem a uma terciária francisca, publicada em 1889. "O que caracterizou a sua atividade – explica ainda Messa – foi o apostolado eucarístico e, sobretudo a partir de 1914, a oração em prol da paz". Uma obra em consonância com o pacifismo [???] de Papa Bento XV que havia condenado duramente a Primeira Guerra Mundial.

E é justamente no fronte da Grande Guerra que começam a circular folhetos com o texto destinado a se tornar célebre em todo o mundo. "É uma oração que fala de paz – observa Marini – transcrita, traduzia e difundida por homens que estavam vivendo o horror da guerra: isto a torna, então, mais bela e significativa do que se tivesse sido escrita pelo próprio Francisco" [?].

Depois de algum tempo, a oração apareceu em santinhos, ao lado da imagem do Santo de Assis: iniciou, assim, a identificação do Poverello como o autor daquela que se tornou, com o passar do tempo, um emblema do próprio Franciscanismo. Nos primeiros santinhos, é estampado que esta oração "maravilhosamente resume a fisionomia exterior do verdadeiro seguidor de S. Francisco", enquanto depois de 1920 a oração se difunde também nos ambientes protestantes, sobretudo na Suíça e na Bélgica, através de cartões postais com o título "Prière des Chevaliers de la paix" ("Oração dos Cavaleiros da Paz") e com a menção: "attribuée a St. François d’Assise" ("atribuída a S. Francisco de Assi").  

Entre os anos Vinte e Trinta, se difunde na Inglaterra e na Alemanha, enquanto em 1945 a igreja de Genebra a define "do século XIII e obra de Francisco de Assis". 

"A oração foi difundida inicialmente em francês, depois em inglês e alemão – acrescenta Marini – é, então, muito hilário o fato de que, para comprovar sua autenticidade tenha sido traduzida depois também em italiano antigo". 

“Nos Estados Unidos e em Canadá, conheceu grande difusão – narra Messa – e alguns franciscanos canadenses afirmam que teria sido lida, em 1945, no momento da conferência de São Francisco da qual nasceu a ONU. No dia primeiro de fevereiro de 1946, foi apresentada ao Senado de Washington definindo-a como uma "oração de São Francisco" escrita em 1226. A esta altura, todos os textos atribuem a oração a São Francisco, e em 1952 a peregrinação "Pax Christi' a Roma e Assis adota a tal oração". "A partir dos anos Cinquenta – acrescenta o frei menor – as edições franciscanas e Daca, em Assis, iniciam a difundir a nossa oração em várias línguas em cartões postais, e desse modo se espalhou literalmente por todo o mundo, sem que os franciscanos ficassem alarmados com a falsa atribuição".

Entre as muitas versões, há aquela de Sebastian Temple (1967), executada aos 6 de setembro de 1997, na abadia londrina de Westminster, nos funerais da Princesa Diana e aquela escrita por Riz Ortolani e Jean-Marie Benjamin (padre, músico, funcionário da ONU e enviado do Vaticnao no Iraque) para o filme "Fratello sole, sorella luna" ("Irmão Sol, Irmã Lua), cantada por Claudio Baglioni.

“Definitivamente, ela se tornou a oração universal de que tomaram posse o movimento gandhiano de Lanza del Vasto, o bispo brasileiro [comunista] Helder Câmara, o Conselho Ecumênico das Igrejas. Madre Teresa de Calcutá a considerava como um programa espiritual dos Missionários da Caridade, e a fez recitar em 1979 quando recebeu em Oslo o prêmio Novem da paz, enquanro o bispo [sic] anglicano sul-africano Desmond Tutu a considera parte integrante de sua devoção. Também houve políticos que a citaram, como a Primeira Ministra inglesa, Margaret Thacher, no dia 4 de maio de 1979, e o presidente Bill Clinton, em 1995, quando recebeu a visita de João Paulo II nos Estados Unidos". [pelos nomes ligados a essa oração, talvez seja prudente manter distância. É bonita, foi feita antes do CVII, mas a Maçonaria já implementava nessa época seu plano maligno contra a Fé. Prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.]

E, se é verdade – como observa Messa – que em 27 de outubro de 1986 João Paulo II a citou durante a jornada com todos os representantes das religiões (Assis I), "é também verdade que a escolha de Assis para aquela reunião foi determinada em parte também à atribuição a São Francisco dessa oração pela paz". 

De outro lado, se com certeza a oração não foi escrita por Francisco de Assis, o texto parece fazer eco a uma fonte franciscana como os Ditos do beato Egídio de Assis: “Beato aquele que ama e não deseja ser amado, beato aquele que teme e não quer ser temido, beato aquele que cuida dos outros e não quer cuidados para si”.

Obviamente, a Oração Simples não cabe nas coleções oficiais das Fontes Franciscanas; contudo, sua difusão popular é tamanha que Kajetan Esser, autor da mais importante edição crítica dos escritos de Francisco, sentiu a exigência de fazer, em seu livro, pelo menos uma breve menção ao célebre apócrifo, com estas palavras: "Forma huius orazioni, hodie per totum ordem terrarum diffusae, paulatim initio saeculi XX exorta posteas Francisco erronee attributa est" ("A forma dessa oração, hoje em todo o mundo difundida, surgiu gradativamente no início do século XX depois de erroneamente atribuída a Francisco").

terça-feira, 4 de outubro de 2022

SANTA JOANA ANTIDA THOURET , Virgem e Fundadora - memória em 24 de agosto.

Nascida em Sancey-le-Long, França, em 27 de novembro de 1765, Joana nasceu em uma família pobre, dedicada ao trabalho no campo. Sua mãe faleceu quando ela tinha dezesseis anos.

Desde jovem, a santa demonstrou forte devoção à Virgem Maria e, apesar da oposição de seu pai, conseguiu ingressar no convento das Filhas da Caridade em Paris.

Após a eclosão da Revolução Francesa, a Congregação foi dissolvida à força. Joana encontrou refúgio em Besançon, onde mais tarde fundou a Congregação das Irmãs da Caridade.

Seu trabalho se expandiu, chegando até Nápoles, onde Joana assumiu a administração de um grande hospital. Na França, porém, enfrentou a oposição do Arcebispo de Besançon, que se recusou a aprovar a congregação que ela havia fundado, apesar do reconhecimento papal.

Joana não se deixou abater e continuou seu compromisso com a caridade, a educação e o trabalho apostólico.

Acometida por uma hemorragia cerebral, ela faleceu na noite de 24 de agosto de 1826. Foi proclamada santa por Pio XI em 1934.


RELATO HAGIOGRÁFICO: 

Ela nasceu perto de Besançon, na França, em 27 de novembro de 1765. Vinda de uma família pobre, dedicou-se à dura vida do campo. A pequena Joana, frágil e longe de ser bonita, parecia destinada a uma vida curta e repleta de sofrimento. Possuía uma alma delicada, uma bondade singular e era sempre marcada por uma doce melancolia.

Aos 16 anos, perdeu a mãe, e sua dor foi tão grande que parecia destinada a segui-la até o túmulo. Mas sua terna devoção à Virgem Maria a consolou e salvou. A infância e a juventude de Joana foram dedicadas assiduamente às tarefas domésticas e ao trabalho na lavoura. Após a morte da mãe, assumiu seu lugar. Apesar da pouca idade e da saúde frágil, toda a sua força vinha da oração e dos sacramentos.

Sentindo-se chamada à vida religiosa, após repetidas orações e lágrimas para vencer a oposição do pai, que tanto a amava, conseguiu entrar para o convento das Filhas da Caridade (Vicentinas) em Paris. Tinha 22 anos.

Ela logo adoeceu e, temendo ser mandada para casa, rezou fervorosamente a Nossa Senhora, o que resultou em uma recuperação completa. Após se tornar noviça, as tentações mundanas continuaram a desviá-la do caminho que havia trilhado, mas Joana resistiu.

Com a eclosão da Revolução Francesa, a pobre freira, aos 28 anos, viu-se exilada para o mundo e longe de sua casa. Ela partiu e, após uma longa jornada, chegou à casa de seus parentes, onde, enfrentando os perigos da revolução, dedicou-se a cuidar de jovens e doentes.

Imagem da Santa gerada por
I.A.
Seguiu o Abade Receveur para Friburgo e depois para a Alemanha, mas, após alguns meses, retornou à Suíça vestindo o hábito de uma mulher pobre.

Em 1797, foi para Besançon, onde abriu uma escola para moças, sem jamais abandonar o cuidado com os enfermos. Mas os revolucionários, que a haviam ameaçado de morte, a exilaram por um ano em um orfanato para mulheres pobres.

Em 1799, ela retornou a Besançon e abriu outra escola com farmácia, que formou o primeiro núcleo das Irmãs da Caridade. As companheiras e discípulas de Jeanne-Antide logo aumentaram, e a nova congregação se espalhou pela França, Suíça, Saboia e Nápoles.

Mas uma dolorosa provação veio amargurar a fundadora. As comunidades de Besançon e arredores, relutantes em aceitar o decreto papal que colocava cada comunidade sob a jurisdição de seu próprio bispo, recusaram-se a acolher sua Madre e Fundadora, que ali viera para apaziguá-las.

Ela permaneceu em Paris por dois anos, depois retornou, mas foi novamente rejeitada. Entristecida apenas por sua obstinada oposição ao decreto do Santo Padre, ela humildemente se retirou, permitindo que a vontade de Deus fosse feita em todas as coisas.

Passou a última parte de sua vida em Nápoles, realizando muitas atividades para o crescimento de sua congregação.

Em 24 de agosto de 1826, ela faleceu com um sorriso nos lábios, abençoando as filhas que a rodeavam.

Foi canonizada por Pio XI em 1934.


domingo, 15 de maio de 2022

SÃO TITO BRANDSMA, presbítero carmelita e mártir (testemunha do Evangelho, perante a tirania nazista).


Beato Tito Brandsma
Sua vida
Em Bolsward, povoado holandês de 10.000 habitantes, do matrimônio de Tito e Postma, em 23/ 02/ 1881, vinha ao mundo “o quinto” de seis filhos com que o Senhor abençoou aqueles pais cristãos. Desde menino deu provas de uma preclara inteligência e de um coração de ouro, ainda encerradas em um corpo franzino e debilitado.

Aos 17 anos vestiu o hábito do Carmelo exclamando: “a espiritualidade do Carmelo que é vida de oração e de terna devoção a Maria, me levaram à feliz decisão de abraçar esta vida. O espírito do Carmelo me fascinou!”. Emitiu seus votos religiosos em 03/ 10// 1899 e se ordenou sacerdote em 17/ 06/ 1905.


O Beato quando jovem
presbítero carmelita
Cursou brilhantemente seus estudos, primeiro em sua Pátria e depois passou a Roma, onde se doutorou em filosofia. Retornando à Holanda, se entregou de cheio a toda classe de apostolado: escreveu livros e artigos em várias revistas; dá aulas dentro e fora do convento; prega e dirige cursilhos; organiza congressos; confessa e administra outros sacramentos. Todos se admiram de como pode chegar a todos os lugares (a todas as partes). E do que mais se admiram é que, antes de tudo, é religioso observante, alma de profunda oração, fervoroso sacerdote e profundamente sensível e humilde.






    Foi cofundador da Universidade Católica de Nimega, catedrático e reitor magnífico da mesma. Assessor religioso de todos os editores de periódicos (revistas, jornais) da Holanda, em cujo campo trabalhou com grande zelo e acerto. Era a pessoa pública mais conhecida da Holanda.
No jardim de sua alma floresceram todas as virtudes. É um enamorado de Jesus Cristo, da Virgem Maria e de sua Ordem do Carmo.






Imagem do bem-aventurado mártir
pintada por um companheiro de
prisão. 
Na tarde de segunda-feira, 19 de janeiro de 1942, foi capturado pelos “SS” nazistas e encarcerado em vários campos de concentração. Seis longos meses de calvário, sobretudo no “inferno” de Dachau (campo de concentração tão terrível como o de Auchwitz). Por fim, por seu grande amor à Igreja e a seus irmãos, no domingo, dia 26 de julho de 1942, seu corpo caía por terra, como o “grão de trigo” do Evangelho, por obra de uma injeção mortal de ácido fênico. Todos no campo repetiam: “morreu um santo”!





Padre Tito Brandsma, em seus meses de prisão, sempre se conservou sereno, levando a todos a bondade e o amor que ardiam em seu coração. Foi um “anjo” para os demais prisioneiros, já acabrunhados e desesperados por tanto sofrimento. A própria enfermeira alemã que lhe aplicou a injeção mortal, mais tarde, no processo de beatificação, testemunhou emocionada a mansidão e a paz conservadas por nosso querido Beato.
Foi beatificado por Sua Santidade São João Paulo II, em 03 de novembro de 1985. Sua festa é celebrada no dia 27 de julho.

  
Beato Tito Brandsma, presbítero carmelita e mártir. Foi um
homem santo, mas, também, de ciências e letras. Teólogo e
jornalista ilustres, suscitou o ódio dos nazistas por causa de
seus escritos que denunciavam os erros e desmandos da
doutrina nazista. Foi assessor religioso de todos os
diretores de periódicos (jornais e revistas) da Holanda.
Era a pessoa pública mais conhecida de seu país. Sua
atividade apostólica pela escrita não poderia passar
despercebida pela Gestapo e as SS nazistas. 


Sua espiritualidade

As notas fundamentais de sua espiritualidade as resumia o decreto que a Sagrada Congregação Para a Causa dos Santos dava em 09 de novembro de 1984, quando dizia:
“De pequena e grácil estatura e de saúde sempre delicada, soube combinar uma intensa vida interior e uma grande solicitude por todas as formas de apostolado moderno: missões, união de igrejas (ecumenismo), escolas e educação católicas, meios de comunicação social, etc. De caráter pacífico, porém firme, se destacava por sua fé viva, por sua imensa confiança em Deus e por sua doce caridade, para com os pobres, especialmente pelo quê muitos, já antes de seu martírio, o tinham por santo... Passou seus últimos meses em cárceres e campos de concentração, dando a todos exemplo de uma fé inquebrantável, de fortaleza de ânimo, de paciência e de extraordinária caridade. Perdoou a seus inimigos e rezava por eles...”.

Seu ardente amor a Jesus Cristo e à Virgem Maria, seu zelo pelas almas, sua observância regular, seu amor à Igreja e aos “perseguidos”, sua sensibilidade e bom humor... Foram os “cimentos” sobre os quais, dia-a-dia, edificava sua santidade, que foi coroada pelo martírio!

São Tito Brandsma, presbítero carmelita e mártir, foi solenemente canonizado na Praça de São Pedro, por Sua Santidade o Papa Francisco, no dia 15 de maio de 2022, V Domingo da Páscoa. Glória a Deus para sempre, em seus santos e santas!  Amém! Aleluia! 

Sua mensagem

·       Que Jesus, Maria e o Carmelo “fascinem nossas vidas”.
·       Que colaboremos com todas as formas de apostolado possíveis.
·       Que preguemos a verdade, ainda que nos custe a vida.
·       Que perseveremos na fé até o generoso martírio.


Oração:

 Senhor Deus, fonte e origem da vida, infundistes no Beato Tito, a força do vosso Espírito para que proclamasse a liberdade da Igreja e a liberdade do homem, mesmo durante a crueldade da perseguição e do martírio. Concedei-nos, por sua intercessão, empenharmo-nos na construção do Reino da justiça e da paz, sem nos envergonhar do Evangelho e, descobrir, a vossa presença misericordiosa, em cada momento da vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. Amém!

sábado, 22 de janeiro de 2022

SANTIDADE NA INFÂNCIA E NA JUVENTUDE: alguns exemplos.

 A santidade, vocação comum de cada cristão e cristã batizado (a), é algo que, graças a Deus, vem sido colocado, cada vez mais frequentemente, em destaque, no decorrer do século XX e, principalmente, no atual século XXI, nas canonizações, beatificações, proclamações de venerabilidade e aberturas de processos canônicos na Sagrada Congregação para a Causa dos Santos. 

Digo "graças a Deus", porque seria injusto que tais cristãos: meninos, meninas, rapazes e moças, que foram grandes amantes de Cristo, da Virgem Maria e da Igreja, gigantes na fé, corajosos no testemunho e modelares em suas condutas, não fossem lembrados e colocados em destaque pela Santa Igreja.

Abaixo, colocarei as imagens de alguns deles. Não são todos os que atualmente já são santos (as) ou beatos (as), nem todos os que já tiveram suas virtudes heróicas reconhecidas e nem cujos processos de beatificação já foram começados, inclusive, com o aval da Santa Sé, mas, aqueles, digamos, mais "conhecidos"... 

Não trarei suas biografias: somente suas imagens, senão, a postagem ficaria muito longa, mas, espero que isso estimule aos leitores do site a procurarem suas respectivas biografias nos muitos sites que já existem, inclusive, em redes sociais como "Facebook" ou "Instagram"...

Algumas das imagens são fotos dos respectivos santos (as), beatos (a), veneráveis e/ou servos (as) de Deus. Outros, obviamente, por terem vivido e morrido em eras onde não havia fotografia, são representações artísticas (pinturas). 


SANTOS E SANTAS





Santa Parasceve, a jovem




























BEATOS E BEATAS





































Agora, virá uma amostragem de Veneráveis jovens.
Como sabem, "venerável", no processo para beatificação/canonização é todo aquele (a) cujas virtudes teologais (fé, esperança e caridade) e as cardeais (justiça, prudência, fortaleza e temperança) do (a)  Servo (a) de Deus foram declaradas como vividas de forma heróica.















Servos (as) de Deus são todos (as) aqueles (aquelas) candidados (as) aos altares cujos processos canônicos já foram iniciados em âmbito diocesano e que já receberam a "positio" do Vaticano, isto é, que seus processos (documentos biográficos, escritos, testemunhos e graças alcançadas por sua intercessão) serão devidamente examinadas pela Sagrada Congregação para a Causa dos Santos, para ver se estão em condições de serem considerados (as) veneráveis e serem um dia beatificados (as) e canonizados (as). 






Bem... Esses são exemplos e modelos, a servirem de incentivo a que nossos jovens católicos também busquem a santidade e para que todos vejam que ser santo é, realmente, possível.