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sábado, 1 de setembro de 2018

Servo de Deus Padre Dolindo Ruotolo, presbítero, místico e apóstolo do Abandono à Divina Providência




Dolindo Ruotolo nasceu em Nápoles, em 06 de outubro de 1882, filho de Raffaele Ruotolo, engenheiro e matemático, e de Silvia Valle, descendente da nobreza napolitana e espanhola. A família era grande e a renda era muito escassa, o que significava que muitas vezes em sua casa a fome se fazia sentir bem como a falta de roupas e sapatos. Padre Dolindo descreveu seu pai como uma pessoa muito rígida; Raffaele, a propósito, não queria mandar seus filhos para a escola, pois, ele mesmo ensinava-lhes a ler e escrever. No entanto, a providência preparava para Dolindo outro caminho, que o levaria ao sacerdócio, fazendo com que o pai aceita-se que o filho, bem como seu irmão Elio, fossem para o seminário.
Em 1896, Dolindo e seu irmão foram levados por seus pais para serem admitidos na Escola Apostólica dos Padres da Missão (Lazaristas). Em 1899, Dolindo foi admitido no noviciado. Em 01 de junho de 1901, ele fez os votos religiosos e em 24 de junho de 1905 foi ordenado sacerdote aos 23 anos de idade. Mais tarde, foi nomeado mestre de canto gregoriano e professor dos clérigos da Escola Apostólica.

Por um tempo, serviu como diretor espiritual de Padre Pio de Pietrelcina. Este santo frade capuchinho, quando recebia a alguns peregrinos de Nápoles, onde residia Dolindo, que iam para Pietrelcina, costumava dizer-lhes: “Por que vocês vem aqui, se vocês têm Dom Dolindo em Nápoles? Vão até ele, ele é um santo”!

Sua vida de padre vicentino já logo no princípio foi entrelaçada com muitos episódios dolorosos. A partir de 03 de setembro de 1907, ele foi vítima de uma série de erros e mal-entendidos que o levaram ao julgamento do então chamado “Santo Ofício”. Padre Dolindo foi suspenso pelos sacramentos e também foi submetido a exame psiquiátrico, onde foi constatado que era absolutamente são. Tendo sido redimido aos sacramentos, foi enviado de volta a Nápoles, onde foi expulso de sua comunidade. Seguiram-se anos nos quais sofreu todo tipo de calúnias, difamações e perseguições por parte daqueles que o odiavam. Por humildade, concordou, inclusive, em ser exorcizado e, considerado “louco”, foi objeto de dolorosos ataques da imprensa.

Em sua solidão, ele começou a ter comunicações sobrenaturais, passando a escrever o que lhe era revelado, especialmente pela mística Santa Gemma Galgani. Em 22 de dezembro de 1909, Jesus lhe falou solenemente da Eucaristia. Durante a celebração eucarística, muitas vezes teve aparições e visões de Nossa Senhora, de Santos e dos Anjos da guarda dos espectadores.

Mudando-se para Rossano, na Calábria, de lá fez pedido de revisão dos processos no Santo Ofício que tramitavam contra ele, graças também à ajuda de amigos prelados, alguns dos quais também testemunharam seus dons sobrenaturais. Em 1910, ele finalmente foi reabilitado, depois de dois anos e meio de suspensão de ordens. Mas, suas tribulações não terminaram. Em dezembro de 1911, Don Dolindo foi novamente convocado pelo Santo Ofício em Roma e, em 1921, passará por um julgamento, onde será condenado e exilado. Finalmente, foi reabilitado em 1937, após 16 anos de injusta perseguição.

Apesar das contínuas dores e incompreensões, sua vida como sacerdote, agora diocesano, continuou em Nápoles. Ele foi o criador da Obra de Deus, cujo propósito era principalmente promover uma vida eucarística renovada.

Ao seu redor reuniram muitos jovens, todos de alta cultura, que mais tarde formaram a Imprensa do Trabalho Apostólico . A Obra de Deus, através da impressão dos escritos de Don Dolindo, conseguiu fazer seus ensinamentos conhecidos em toda parte.

Don Dolindo não gostava das iguarias de comida e roupas; suportava frio e fome e era visto andando na neve sem meias nos pés. Ele recebia como um pai carinhoso a todos que o procuravam; por todos que assistia espiritualmente ele orava fervorosamente e por todos ele sofreu. Aproximava-se dos doentes mais infectados e acariciou-os, beijou-os, e onde a natural repugnância em outros extinguiria a compaixão, nele despertou amor, compaixão e misericórdia.

Padre Dolindo Ruotolo era um escritor extremamente prolífico. Seus escritos mais importantes vão desde o "Comentário sobre as Sagradas Escrituras", obra monumental em 33 volumes, bem como a muitas obras de teologia, ascética e mística. Ainda há volumes inteiros de escritos epistolares, autobiográficos e doutrina cristã. Ele contou sua vida em uma poderosa "Autobiografia" impressa hoje em dois volumes, com o título "Eu me chamava Dolindo, que significa dor".





Em 1960, outra provação começou para o Padre Dolindo: um derrame imobilizou-o o lado esquerdo, mas, essa nova provação e sofrimento não conseguiram impedi-lo. De sua mesa, ele continuou a escrever para seus “filhos e filhas espirituais” espalhadas por toda parte.

Don Dolindo Ruotolo morreu em 19 de novembro de 1970, aos 88 anos de idade, devido a uma broncopneumonia. Pouco antes de sua morte, em torno de seu leito de morte, um delicioso e marcante aroma de lírios se espalhou no ar, sentido pelos presentes e acolhido como o sinal final de sua santidade.


Páginas com biografia (em italiano) mais detalhada:




Dom Dolindo e sua preocupação e cuidado com a pureza das mulheres cristãs:

O servo de Deus Padre Dolindo Ruotolo, era muito claro no tema da dignidade e santidade do corpo humano e não hesitava em levantar a voz contra as modas indecorosas. Em seus escritos, lemos textualmente:

“Mulher, tu és criatura de Deus, criatura nobilíssima, alma unida ao corpo para glorificar a Deus e não uma atração ou o brinquedo de homens corrompidos. Que coisa humilhante para ti concentrar-te tanto nos cuidados com o corpo a ponto de tornar-te escrava dele e fazê-lo aparecer quase não mais como obra de Deus, mas como obra de ti mesma.

Toda moda, todo ornamento imodesto, tu os usa para mostrar a beleza artificial que consegue “ajeitar” com a maquiagem; e assim, ao invés de glorificar a Deus, o ofende com tuas culpas. Por acaso estás na terra para degradar-se assim? Pense que o julgamento de Deus está próximo e que, embora o corpo se abra para o túmulo, a alma deve se abrir para o Céu.

'Quando fordes pensar em vossos trajes – escreveu o Papa Pio XI – pensai também, ó mulheres, em que sereis reduzidas na morte!'. Depois do pecado original, o olhar do homem se perturba com a visão do corpo, por isso Deus quis que o corpo estivesse coberto. Tu, então, deve se vestir para esconder a carne, não para mostrá-la, deve se vestir para recordar que és de Deus e que és templo do Espírito Santo. Deus veste a sua criatura, satanás a despoja, porque sendo um espírito imundo experimenta alegria com tudo o que é degradante.

Uma mulher imodesta é, pelas ruas, um troféu que o demônio ostenta contra a Redenção. Uma mulher escandalosa não obedece a Deus, ao Papa e aos sacerdotes, mas somente a satanás e às manobras repugnantes da moda, pronta a vestir peles grossas no verão e a andar decotada e de saias curtas mesmo no inverno.

Não diga, ó pobre criatura de Deus, que não pode usar saias suficientemente longas porque te causam incômodo: se fosse a moda a te impor, tu não hesitarias em fazê-lo. Lembre-se de que a moda imodesta te faz praticamente a mulher de todos e os olhares ávidos dos homens te degradam toda vez que se fixam sobre teu corpo com desejos impuros, assim que tu torna-te como uma mulher mundana, oferecendo-se, por tua culpa, ao olhar torpe de homens viciosos e retorna para casa cheia de pecados e de iniquidade.

Tu dizes: 'eu sofro muito com o calor, eu preciso vestir pouca roupa, eu preciso refrescar-me'. Com este raciocínio, no entanto, tu podes reduzir-se aos zulus da África e crer-se justificada. Mas, saiba que quando você se veste de modo imodesto, renovas os opróbrios que reduziram Jesus à sua terrível nudez.

Terás a coragem de renovar-Lhe, no teu corpo, o opróbrio e o sofrimento da nudez? Cubra o teu corpo, revista-te de pureza e suavize as dores de Jesus; Dê-lhe, em união com o seu sofrimento, o sacrifício de suportar um pouco de calor e a penitência de uma renúncia, faça isto por amor e colabore com Ele para salvação das almas, pelas quais derramou o seu Precioso Sangue, tentando pelo menos não causar-Lhe escândalos”.






Conheça o poder do Ato de Abandono à Divina Providência

O santo sacerdote tornou-se conhecido por sua espiritualidade de rendição. Bem consciente da fraqueza e da necessidade humanas, Dolindo viu isso como uma forma de promover uma união contínua com Deus.

Ao nos convidar a levar continuamente nossas preocupações e preocupações ao Senhor, ele nos ensina que o foco de nossas orações não deve permanecer em nossas necessidades. Ele nos encoraja a levar nossas necessidades a Deus, deixando-o livre para cuidar de nós em sua sabedoria. Dolindo nos diz que o Senhor prometeu assumir plenamente todas as necessidades que confiamos a ele. Nas palavras de Jesus a Dolindo:

“Por que você se confunde com a sua preocupação? Deixe o cuidado de seus assuntos para mim e tudo ficará em paz. Digo-lhe, na verdade, que todos os atos de entrega verdadeira, cega e completa produzem o efeito que você deseja e resolvem todas as situações difíceis. (…) Mil orações não são iguais a um ato de abandono; nunca esqueça isso. Não há melhor novena do que esta: ‘ó Jesus, eu me abandono ao Senhor. Jesus, assuma o controle’”.

Muitas pessoas já testemunharam curas e graças obtidas depois de seguir os conselhos de Dolindo sobre a constante realização do ato de abandono à Divina Providência. A oração de rendição também pode ser feita em sua totalidade ou em nove segmentos mais curtos, como uma novena diária.


Ato de Abandono à Divina Providência
escrito pelo Servo de Deus Padre Dolindo Ruotolo:

“Meu Deus, eu desconheço o que me poderá acontecer neste dia. Sei, porém que tudo o que me acontecer Vós o haveis disposto, previsto para o meu maior bem. Basta-me sabê-lo, ó meu Deus, para sossego e tranquilidade do meu coração.

Sei que tudo estará em conformidade com a vossa vontade e o Amor infinito que me consagrais como Pai, o mais amável e amigo, o mais fiel. Sou qual frágil criança, que nada posso nem na ordem da natureza, nem na graça e nem sequer posso ter um bom pensamento em Vós.

Entrego-me totalmente ao vosso paternal amor, sabendo que, assim como a mãe conduz só para o bem o filho que leva nos braços, assim Vós e melhor do que ela, só podereis dar-me o que for melhor para minha felicidade, santificação e salvação. Abandono-me inteiramente aos vossos santos, impenetráveis e eternos desígnios, e a eles me submeto de todo o coração.

Quero tudo, aceito tudo, tudo Vos ofereço, unindo-me ao sacrifício do Vosso querido Filho Unigênito e meu Salvador. Em nome de Jesus Cristo, pelo seu Santíssimo Coração e pelos seus merecimentos infinitos, peço-Vos a paciência nos sofrimentos e a perfeita conformidade com Vossa vontade por tudo o que Vós quiserdes e permitirdes. Amém”.

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