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segunda-feira, 8 de abril de 2019

Venerável Servo de Deus Nelson Santana, o "menino Nelsinho", de Ibitinga - SP. O menino que morreu no dia que pediu a Jesus.



Nelsinho Santana nasceu em Ibitinga (SP), no dia 31 de julho de 1955. Era o terceiro de oito filhos do casal João Joaquim Santana e Ocrécia Santana. Sempre foi um menino muito católico: gostava de ir à Santa Missa e tinha grande devoção por Nossa Senhora. Aliás, eram Jesus e Maria seus maiores amigos.

Aos sete anos, sofreu uma queda, que resultou em uma fratura do úmero (osso do braço), logo abaixo do ombro esquerdo. Logo depois, veio a descobrir um câncer ósseo, que o fez viver dois anos em um hospital. Inclusive, o osso fraturou exatamente por causa da existência da lesão que fragilizara o osso acometido.

Durante o tempo em que ficou internado, o menino conheceu um Missionário Redentorista, o jovem padre Gerhard Rudolfo Anderer. Nelsinho perguntou se ele poderia levar a comunhão eucarística para ele todos os dias, pedido que o padre aceitou e, assim, ficou sendo seu amigo e confidente.



Nelsinho teve o seu braço amputado e sofria muito com as dores e infecções.
- "Era nos dias de curativo que ele sentia seus limites e conhecia bem sua fraqueza. Era, cada vez, e sempre de novo, um retorno dilacerante ao mesmo e conhecido Calvário. Para não gritar de dor, ele beijava com força o crucifixo que sua amiga e confidente, Irmã Genarina, lhe tinha colocado à disposição para seus momentos de emergência”.




Realmente, a Irmã Genarina era o anjo colocado pelo Pai do Céu a seu lado para ajudá-lo a dar seus passos sem tropeçar. Confidenciava-lhe, como um futuro campeão, que apostava no amor poderoso de seu amigo Jesus:

Eu canto sempre baixinho, em meu coração:
“O meu coração é só de Jesus. A minha alegria é a Santa Cruz. Em penas e dores, em dura aflição, que viva Jesus no meu coração; que viva Jesus no meu coração!”.

Pouco tempo antes de morrer, ele confidenciou ao padre Rudolfo, missionário redentorista que conheceu no hospital, que desejava morrer no dia de Natal, se Deus assim permitisse. O bom padre não entendeu bem, até que, no dia marcado, ao levar a comunhão, Nelsinho disse-lhe que Jesus tinha aceitado seu pedido, e que ele iria passar o Natal com Jesus no Céu!

O relógio da Santa Casa de Misericórdia de Araraquara, interior de São Paulo, marcava dezenove horas quando Nelsinho Santana tinha seu encontro definitivo com Deus. Era 24 de dezembro de 1964, véspera de Natal. Foi sepultado em Araraquara no dia de Natal como indigente, pois a família não tinha recursos para bancar o funeral. Depois uma sepultura perpétua foi doada por uma família religiosa.

A tocante história da devoção marcou o coração do jovem padre e o acompanhou durante seu ministério, até que ele resolveu publicá-la em 2005, em uma edição de distribuição gratuita, pela Editora Santuário. “Nelsinho para Todos” já está na 87ª edição e teve quase meio milhão de exemplares impressos e distribuídos.

Para o redentorista, o principal desejo de Nelsinho era de que, depois que morresse, ninguém pedisse a intercessão dele, mas, sim, pedisse a Jesus. “Quando alguém precisar de uma graça, não peça pra mim, peça direto pra Jesus na hora da Missa, porque eu vou estar do lado pedindo pra Ele atender”, lembrou padre Rudolfo.

Mesmo sendo tão pequeno, padre Rudolfo lembra que Nelsinho tinha ideias muito claras sobre os ensinamentos da Igreja, o que era ser cristão, sobre intercessão e a comunhão dos santos e sempre queria aprender mais. Para o padre, a manifestação da presença de Deus numa criança é a promessa do próprio Jesus, que via nelas a herança do Reino de Deus.


Espiritualidade dos simples... 
[Dizia o menino]– Não sei como é no Céu. Mas, se precisar de um braço, já consigo fazer alguma coisa como: mostrar a Jesus:
“Ajuda este aqui! Veja aquele ali! Não deixe de socorrer aquele lá!” E assim por diante. Dessa forma posso ser mais útil, não é mesmo

 


O caminho para os altares...
No dia 20 de Dezembro de 2011, às 19h30min, uma Missa solene marcou o encerramento da fase diocesana do processo de beatificação e canonização do Servo de Deus Nelsinho Santana.
No dia 20 de fevereiro de 2012 foi aberto seu processo no Vaticano. No dia 06 de abril de 2019, o Papa Francisco declarou como “heroicas” suas virtudes teologais: fé, esperança e caridade, bem com suas virtudes cardeais: justiça, fortaleza, temperança e prudência. A partir dessa data, pode ser chamado de “Venerável Servo de Deus”.
Seus restos mortais repousam na cripta no interior da igreja matriz, da Paróquia Senhor Bom Jesus, em Ibitinga-SP.
Um dos supostos milagres atribuídos a Nelsinho e que será enviado ao Vaticano como testemunho para sua beatificação, foi o fato que ocorreu no ano de 2007 quando o menino Vitor da Silva Leitão, de um ano, que sofria de uma doença chamada macroencefalia (crescimento anormal do crânio), foi curado em Brasília (DF) sem explicação médica.







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