Após o dia do Santo Natal, a Igreja Católica no mundo inteiro começa um período de uma semana chamada de "oitava de Natal", no qual a mesma liturgia é celebrada nos dias posteriores ao Natal, com exceção das Festas de Santo Estevão, de São João Evangelista e dos Santos Inocentes.
Hoje, o site: Santos, Católicos, Veneráveis e Servos de Deus traz uma matéria sobre a devoção ao MENINO JESUS DE PRAGA, difundida piedosamente pelo mundo inteiro. Várias são as capelas e igrejas que trazem sua imagem, bem como paróquias e até santuários erigidos em sua honra, apesar de a devoção ter começado em Praga (Praha), capital da República Tcheca (também conhecida como Tchéquia).
Mas, por que venerar uma imagem de Jesus Menino, se Ele, aqui na terra, cresceu, se tornou adulto, pregou pela Galiléia e Judéia por 3 anos, sofreu sua Paixão e Morte de Cruz e ressuscitou gloriosamente aos 33 anos de idade? Porque, conforme a opinião e parecer de muitos Santos Padres a Igreja, bem como Santos teólogos e místicos, Jesus, em sua humilde, simples, pobre e "escondida" Infância em Belém, em Nazaré e no exílio do Egito, prestou ao Pai Eterno mais honra do que em toda a sua vida pública, com exceção de sua Paixão e Morte de Cruz, que foi o ápice de sua Redenção, tendo, logo em seguida, como epílogo, a sua Ressurreição.
Portanto, agrada muito a Deus Pai e ao próprio Jesus que a Divina Infância do Senhor seja devidamente honrada e venerada, pois, mesmo criança, Ele sempre foi Deus e nunca deixou de sê-lo em nenhum momento, pois, mesmo tendo assumido nossa natureza humana, nEles havia uma única Pessoa: a Divina.
Conheçamos, portanto, a história da devoção ao Menino Jesus de Praga, o Menino-Deus e Menino-Rei.
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| Imagem original do Menino Jesus de Praga, sem as belas e majestosas vestes com as quais ele é ornado. |
História
Esta devoção, embora já
muito conhecida, precisa de ser explicada para que o povo todo possa apreciar a
sua origem, os seus fundamentos teológicos, a sua importância soberana e a sua
utilidade atual. A devoção ao Menino Jesus data de Belém; passou pelos Anjos,
por Maria e José, pelos pastores e Reis Magos e é continuada pelos Santos
através dos séculos, seguindo ainda o seu curso sempre ascendente.
Embora muitos tenham
ouvido falar do Menino Jesus de Praga, poucos conhecem dados concretos a
respeito dessa devoção à divina infância do Salvador do mundo. Transcorrendo
neste mês a comemoração do Nascimento do Divino Redentor — a data máxima da
Cristandade — julgamos oportuno apresentar a nossos leitores o admirável
histórico dessa devoção ao Deus-Menino.
Desde tempos imemoriais,
os justos do Antigo Testamento ansiavam pela vinda do Prometido das Nações, que
viria endireitar os caminhos tortuosos, aplainar os montes, encher os vales.
Numa palavra, abrir o Céu para a humanidade pecadora. O Profeta por excelência
desses futuros acontecimentos, Isaías, sete séculos antes da vinda do Divino
Redentor, anunciou que Ele nasceria de uma Virgem.
Nos primeiros séculos da
era cristã, muitos foram os Santos que abordaram o tema do Deus Menino e seu
Nascimento, especialmente o Papa São Leão Magno.
Coube à Idade Média a
glória de corporificar e expandir essa devoção. Vários Santos foram então
chamados pela graça divina a manifestar especial enlevo pela divina infância de
Nosso Senhor Jesus Cristo, ao qual se chega por meio de Nossa Senhora. São Francisco
de Assis, ao meditar enternecido a respeito do grande Deus que se tornou frágil
Menino numa manjedoura, montou o primeiro presépio para representar esse divino
mistério. Santo Antônio de Pádua (ou de Lisboa), seguindo o exemplo de seu
mestre e fundador, encantava-se com o Deus-Menino, e mereceu recebê-Lo várias
vezes milagrosamente em seus braços. E é desse modo que o grande Santo
franciscano é comumente representado. Outros Santos tiveram a mesma graça.
Entretanto, foi na Espanha da Contra-Reforma, durante o chamado "século de ouro", que o Divino Menino Jesus passou a ser venerado em imagens em que aparece de pé, manifestando um ou outro de Seus atributos.
A grande Santa Teresa de
Ávila introduziu essa devoção em seus conventos, e a partir deles espraiou-se
por toda a Espanha e depois pelo mundo. Seu discípulo e co-fundador do ramo
carmelita masculino reformado, o sublime São João da Cruz, entusiasmava-se tanto
com esse Mistério de um Deus feito homem, que, durante o período de Natal,
levava a imagem do Menino Jesus em procissão, e bailava com ela ao colo. Compôs
também tocantes poesias sobre a Natividade.
Assim, surgiram nos
conventos carmelitas várias invocações do Menino Jesus, como El Peregrinito, El
Lloroncito, El Fundador, El Tornerito e El Salvador.
Mas tal devoção não se
limitava aos claustros. Já Fernão de Magalhães, quando descobriu as Filipinas,
levava consigo uma dessas imagens de Jesus Menino, e lá a deixou, sendo ela
venerada até hoje na ilha de Cebu.
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| Detalhe (rosto) da imagem original e legítima do Menino Jesus de Praga |
Tomou uma forma concreta e universal sob o título do Menino Jesus de Praga. E sob este título, essa devoção foi eminentemente carmelitana em sua origem, até que se tornou tesouro universal do Cristianismo. É na verdade uma flor delicada e divina que germinou e floriu no jardim do Carmelo e que, desabrochando sob o calor vivificador da Chama Divina, despede pelo mundo inteiro o seu consolador e suave aroma. O CONVENTO DE PRAGA. O Soberano Pontífice Paulo V nomeou o venerável P. Domingos de Jesus Maria (Geral dos Carmelitas Descalços e confessor de Sua Santidade), seu Legado junto do Imperador da Áustria, Fernando II, que defendia os direitos de Deus e da Igreja Católica contra o príncipe palatino de Pfalz, encarniçado calvinista, que se apoderou do trono e se fez coroar rei na cidade de Praga. Fernando II pôs toda a sua esperança na intercessão de Maria Santíssima e nas orações do Venerável Frei Domingos.
No dia da Assunção o Senhor revelou a este
santo religioso a vitória dos exércitos católicos. Antes de entrar na batalha,
impôs o Escapulário do Carmo ao Imperador da Áustria, ao Duque da Baviera e a
todos os soldados; monta a cavalo e, tendo o Crucifixo numa das mãos e
mostrando com a outra um quadrinho da Sagrada Família, que tinha sido profanado
pelos hereges, exorta os soldados a implorar a proteção de Maria contra os
inimigos do Catolicismo. Três horas bastaram para dispersar o grande exército
calvinista de 100.000 homens. O Imperador como testemunho de gratidão, fundou
conventos de Carmelitas em Viena, Gratz e Praga.
É este convento de Praga
que o Menino Jesus vai escolher para fazer brilhar o Seu poder e amor
soberanos.
Carmelita Venerável: confidente do Divino Infante
Coube porém a uma filha de Santa Teresa ser a confidente do Menino Jesus e a propagadora da sua devoção. Trata-se da Venerável Margarida do Santíssimo Sacramento (1619-1648), carmelita do convento de Beaune, na França. Esta freira, falecida aos 29 anos, entrou para o convento aos 11 anos como pensionista. Tinha grande familiaridade com os Anjos e Santos e o privilégio de participar de todos os grandes Mistérios da Vida do Salvador, como seu Nascimento, Transfiguração e Paixão. Entretanto, recebeu a missão especial de venerar e propagar especialmente a devoção à divina infância de Cristo.
"Eu te escolhi para
honrar e tornar visível em ti minha infância e minha inocência, quando eu jazia
no presépio", disse-lhe o Menino-Deus, quando ela rezava diante de uma
imagem sua existente no convento, conhecida como O Rei da Glória. A Irmã Margarida
do Santíssimo Sacramento recebia muitas graças extraordinárias, mediante as
quais o Menino Jesus fazia-lhe compreender de um modo mais profundo esse
Mistério.
Ela fundou a Família do
Menino Jesus, convidando todos os que dela quisessem participar a celebrarem
com fervor os dias 25 de cada mês, em lembrança da Santa Natividade, e a
rezarem a Coroinha do Menino Jesus (três Padre-Nossos e 12 Ave-Marias)
em honra dos 12 primeiros anos de sua vida.
Dois séculos mais tarde, outra carmelita, Santa Teresinha do Menino Jesus (+ 1897), honrou de modo especial o Deus-Menino, não só ao escolhê-Lo para seu nome em religião, mas iniciando a via da "Infância Espiritual". Foi numa noite de Natal, a de 1886, que ela recebeu a maior graça de sua vida, segundo disse, isto é, a de sair da imaturidade da infância para entrar na grande via dos Santos.
Ela se abandonava ao
Deus-Menino com toda docilidade, como uma bola nas mãos de uma criança. Quando
recebeu o encargo de adornar uma imagenzinha do Menino Jesus que havia no
claustro, ela o fazia com grande devoção. Além disso, mantinha prolongados
colóquios com o Deus-Menino diante da imagem do Menino Jesus de Praga que se
encontrava no coro do noviciado.
Maravilha de Praga: o
Pequeno Rei
Praga, capital da atual
República Checa, é considerada, a justo título, uma das mais belas capitais da
Europa. O visitante não se cansa de a percorrer, sempre descobrindo coisas
novas e maravilhas não suspeitadas. Sua topografia concorre muito para sua beleza,
e o rio Moldava, que a corta, tornou-se quase legendário. A arquitetura de
Praga reflete os vários períodos de sua história. Nela se veem desde fundações
românicas, belíssimos exemplos do gótico religioso e civil, edifícios
renascentistas, barrocos e clássicos. E até um exemplo da chamada
"arte" moderna, como infeliz concessão ao espírito do tempo.
Entre os inúmeros prédios
dignos de menção nessa cidade privilegiada, figura a igreja de Nossa Senhora
das Vitórias, primeiro santuário barroco local, erigido de 1613 a 1644.
Pertencente aos carmelitas descalços, nela está a grande maravilha de Praga: a encantadora
imagem do Pequeno Rei, como é conhecido o Menino Jesus de Praga.
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| A imagem do Divino Menino é entregue pela princesa aos frades carmelitas descalços. |
A Princesa Polyxene de
Lobskowitz
Era uma das senhoras mais
distintas e piedosas do seu tempo, conhecedora da voluntária pobreza em que
viviam os Padres Carmelitas e da grande estima que o povo cristão lhes
tributava depois da miraculosa vitória da Montanha Branca, obtida pelas orações
do Venerável P. Domingos. Possuía, entre as suas lembranças de família, a
imagem do Menino Jesus, que sua mãe, princesa Manrique de Lara (da família real
de Espanha), lhe tinha oferecido como o mais valioso presente do casamento;
ela, por sua vez tinha-a recebido de Santa Teresa de Jesus. Em 1628, esta
piedosa princesa, como impelida por uma força superior, compreende que deve
desprender-se daquela prenda querida e entregá-la aos Padres Carmelitas, que
ficariam como os seus melhores e mais devotos custódios. Apresenta-se de facto
no convento, e diante de toda a comunidade, entrega ao Padre Prior, venerável
Fr. João Luís da Assunção, a belíssima imagem, dizendo-lhe: «Meu Padre, eu vos
dou o que tenho de mais querido. Honrai esta imagem do Menino Deus e nada vos faltará».
A imagem foi exposta à veneração dos religiosos no coro-oratório, onde tinham
lugar os atos piedosos da comunidade.
As palavras da augusta
doadora verificaram-se à risca. Deus prodigalizou as suas graças ao Convento
que possuía o Divino Menino: nunca lhes faltou o necessário; foi cumulado de
bênçãos espirituais e temporais enquanto ali preservou a devoção ao Menino Jesus
(Crônicas dos Carmelitas Descalços da Província de Áustria).
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| Venerável Servo de Deus Frei Cirilo da Mãe de Deus, carmelita descalço, grande venerador e apóstolo da devoção ao Menino Jesus de Praga. |
Frei Cirilo: de miraculado a apóstolo do Menino Jesus
Habitava esse Convento um
jovem sacerdote, Frei Cirilo da Mãe de Deus, que, tendo deixado o ramo
carmelita mitigado, abraçara a reforma de Santa Teresa. Porém, em vez de
encontrar a paz que tanto esperava, sentia-se como um réprobo, sofrendo as
penas do inferno. Nada o consolava ou apaziguava.
O prior, notando-o
macambúzio e abatido, perguntou-lhe o que estava acontecendo. Frei Cirilo
abriu-lhe o coração, contando todas as suas penas. "Uma vez que o Natal
se aproxima, disse-lhe o Prior, por que não se põe aos pés do Santo Menino e
lhe confia todas as suas penas? Verá como Ele o ajudará".
Obedecendo, Frei Cirilo
dirigiu-se à imagem do Menino Jesus: "Querido Menino, olhai minhas
lágrimas! Estou a vossos pés, tende piedade de mim!" No mesmo
instante, sentiu como que um raio de luz penetrar em sua alma, fazendo
desaparecer todas as angústias, dúvidas e sofrimentos.
Comovido e sumamente
agradecido, Frei Cirilo tornou-se um verdadeiro apóstolo do Divino Infante.
Ataque sacrílego de
Protestantes
Entretanto, os
protestantes se reagruparam em novembro de 1631, sob o comando do príncipe
eleitor da Saxônia, e assediaram novamente Praga. Houve pânico entre os
imperiais e a angústia dominou os habitantes da cidade. Muitos fugiram.
Frei João Maria, por
prudência, mandou seus frades para Munique, permanecendo ele na cidade para
custodiar o convento com apenas mais um religioso.
Praga capitulou. Os
soldados protestantes invadiram igrejas e conventos, profanando e destruindo os
objetos do culto católico. Puseram na prisão os dois frades carmelitas e
começaram a depredar o convento. Vendo no oratório dos noviços a imagem do
Menino Jesus, começaram a rir e a zombar dela. Um dos soldados, desejoso de
mostrar-se diante dos outros, com a espada decepou as mãozinhas da imagem sob
os aplausos dos companheiros. Depois, empurrou-a para o meio dos escombros a
que ficara reduzido o altar.
Assim, a veneranda imagem
ficaria sepultada debaixo dos escombros, e sem os seus fiéis devotos, pois os
Carmelitas viram-se obrigados a fugir para não perecerem em tamanha hecatombe.
O terror, a miséria e a desolação reinavam na cidade de Praga e nos seus
habitantes, ameaçados de morte pelos ferozes invasores.
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| Uma bela imagem do Menino Jesus de Praga (não é a original). |
Encontro da Imagem
Foi precária a paz de
1635 que trouxe os Carmelitas ao seu antigo convento, quase todo ele em ruínas.
Por falta de meios e de pessoal, foram demorados os trabalhos de restauração,
empreendidos por sua vez num ambiente de insegurança e timidez, provenientes da
presença dos protestantes. Os religiosos, sumidos na mais espantosa miséria e
reduzidos à extrema indigência, erguiam ao céu as mais ardentes súplicas a fim
de obter uma verdadeira paz e alívio nas terríveis dificuldades que estavam
atravessando. Os seus pedidos – com grande espanto dos religiosos – não eram
atendidos no céu. O que esclareceu esta confusa e difícil situação foi a vinda
do P. Cirilo da Mãe de Deus em 1637, que outrora tinha estado no Noviciado de
Praga, e que era devotíssimo do Menino Jesus. Este santo religioso,
compreendendo que Deus não queria abençoar a comunidade e a cidade enquanto o
Menino Jesus não fosse honrado como merecia, pediu ao Superior licença para
procurar a imagem do Menino Jesus, dizendo-lhe: «Se nós O honrarmos de novo,
Ele nos dará segurança». Obtida a licença, após reiterados esforços tem a
grande felicidade de encontrar a tão desejada imagem atrás do altar, coberta de
pó e sujeira . Por incrível que pareça, ninguém havia mexido naquele local
durante aqueles atribulados tempos. Com alegria, levou-a ao prior. Diante da
imagem com as mãos decepadas, os frades oraram fervorosamente pela salvação da
cidade, o que realmente se deu.
Fala a Imagem
Logo que foi colocada no
coro a imagem veneranda, entre cânticos e lágrimas dos religiosos, o inimigo,
que durante seis longos anos tinha cercado a cidade de Praga, levanta o cerco;
e o convento, que vivia sumido na mais desoladora miséria, vê-se provido do
preciso para viver com desabafo. Estes dois factos foram o princípio duma nova
era no culto da santa imagem e o início de outros inúmeros prodígios e favores.
Os bons religiosos recorriam em tudo ao Menino Jesus e, movido por especial
fervor, o venerando Padre Cirilo passava horas e horas em oração diante do seu
Reizinho. Um dia em que estava ajoelhado para Lhe tributar as suas homenagens,
ouviu claramente a voz do Menino Jesus que lhe diria: «Tende piedade de Mim,
e Eu terei piedade de vós; restituí-Me as minhas mãos que me cortaram os
hereges, e Eu vos darei a paz. Quanto mais Me honrardes, mais Eu vos
favorecerei». Estas ternas palavras, que encerram três belas promessas, são
a garantia mais segura para as almas que a Ele recorrem em demanda de paz para
os seus espíritos atribulados e de bênção para as necessidades espirituais e
materiais. Reparação da imagem. O Venerável Padre Cirilo recorreu logo ao
Superior, certo de que a imagem ia ser consertada, mas o Superior entendeu que
uma estátua mais bonita e mais rica seria melhor, e por isso a antiga foi posta
de lado. O P. Cirilo teve que obedecer, mas Deus manifestou o seu
descontentamento. No mesmo dia da inauguração da nova imagem, um candelabro
chumbado na parede desprende-se repentinamente e reduz a mil pedaços a imagem;
ao mesmo tempo caía o Superior gravemente doente não podendo acabar o seu
triênio de mandato. Nomeado o novo Prior, o zeloso P. Cirilo pede-lhe
imediatamente que mande reparar as mãozinhas do Menino Jesus mutilado, mas ouve
esta resposta desconcertante: «Não podemos fazer esta despesa agora em que o
restauro da Igreja e do convento exige gravíssimos sacrifícios». as a
palavra de Deus, embora Menino, é omnipotente, e Ele não deixará de realizar os
seus altíssimos desígnios. A comunidade volta a cair na miséria, a peste assola
a cidade, alguns religiosos morrem vitimados pela peste e o próprio Prior fica
gravissimamente atingido, em perigo de morte. E então, de acordo com a
comunidade, manda celebrar dez missas diante da imagem do Menino e propagar a
sua terna devoção. Cumprida a promessa das dez missas, fica curado e, quer o
Prior, quer os outros religiosos, depositaram a sua confiança no Milagroso
Menino Jesus.
Apareceu-lhe então a
Santíssima Virgem e o fez compreender que o Menino Jesus deveria ser restaurado
o quanto antes, e ser exposto à veneração dos fiéis em uma capela a Ele
dedicada. É sempre Nossa Senhora quem conduz a Jesus!
A imagem, porém, não foi
reparada, e muitas vezes o P. Cirilo desabafava a sua dor aos pés do Divino
Infante, até que um dia ouve a mesma voz dizer-lhe: «Põe-Me à entrada da
sacristia e alguém terá piedade de Mim». O Padre obedeceu logo, e a antiga
imagem, com as mãos quebradas, foi colocada à entrada da sacristia. Um
estrangeiro, chamado Daniel Wolf, quis tomar à sua conta a restauração da
imagem e foi imediatamente favorecido por Deus. Este estrangeiro vergado ao
peso dum processo, porque o acusavam de desempenhar mal as suas funções de
Comissário de guerra, perdera já o seu lugar e ia ficando arruinado. Logo que
se encarregou da restauração da imagem, o processo foi arquivado, mereceu as
graças do Soberano e a sua fortuna restabeleceu-se.
A imagenzinha foi assim
restaurada e colocada dentro de uma urna de cristal próxima à sacristia.
Cumpria-se assim o desejo expresso por Nossa Senhora a Frei Cirilo, de que o
Menino fosse exposto à veneração pública.
Cura miraculosa e aumento
do culto
Um fato inesperado iria
ter muita influência no culto ao Pequeno Rei. Certo dia, em 1639, Frei Cirilo,
tido já por muitos como um santo, foi procurado pelo Conde de Kolowrat, Enrique
Liebsteinski, cuja esposa estava gravemente doente. O Conde pediu ao carmelita
que levasse a imagem do Menino Jesus à cabeceira da enferma, alegando que esta
era prima da Princesa Polyxena, que havia doado a imagem ao Convento. Como
vários médicos já a haviam desenganado, a única esperança que restava era o
Santo Menino.
Frei Cirilo não podia
deixar de atender tão justo pedido. Chegando ao quarto da moribunda, disse-lhe
o marido: "Querida, abre os olhos. Vê, aqui está o Menino Jesus para
curar-te". Com muito esforço a enferma abriu os olhos, seu rosto iluminou-se,
e ela exclamou: "Oh! O Menino está aqui no meu quarto!" E ergueu os
braços para ele, a fim de osculá-lo. Vendo isso, o marido exclamou exultante:
"Milagre! Milagre! Minha mulher está salva!"
A alegria foi geral.
Apenas restabelecida, a condessa foi ao convento e ofereceu ao Menino uma coroa
de ouro e objetos preciosos em sinal de gratidão. Este foi um dos milagres mais
célebres atribuídos ao Pequeno Rei.
Tornado conhecido esse
prodígio, é natural que sua fama começasse a disseminar-se não só na corte, mas
também entre o povo da cidade e redondezas. E diante do altar do Menino Deus
começaram a afluir, cada vez em maior número, peregrinos de todas as partes.
Isso fez com que uma rica
dama da corte, levada por devoção indiscreta, furtasse a imagem. Mas esse
sacrilégio foi castigado por Deus, e o Pequeno Rei retornou aos carmelitas.
As muitas doações em
dinheiro e em espécie, com as quais os fiéis agradeciam graças recebidas do
Divino Infante, tornaram possível construir a capela destinada à milagrosa
imagem. Para sua solene consagração, em 1648, foi convidado o Arcebispo de
Praga, Cardeal Ernesto Adalberto de Harrach, que concedeu aos frades a mais
ampla faculdade de celebrar missa nessa ermida do Santo Menino Jesus. Com essa
solene confirmação do Arcebispo, a capela do Pequeno Rei da Paz converteu-se
num lugar de culto oficial e muito frequentado.
Rápido Desenvolvimento
A devoção ao Menino Jesus
tinha-se conservado até este período na intimidade e solidão do convento,
especialmente no Santo Noviciado. O bem-estar, tanto espiritual como material
do convento, dependia visivelmente dos maiores ou menores cuidados que tinham
com a imagem do «Pequenino-Grande», e narra a história que alguns Carmelitas
foram, várias vezes, cruelmente punidos por não terem rodeado a querida imagem
das honras que Lhe eram devidas.
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| Ainda hoje, os carmelitas (frades e monjas), em Praga são os guardiães da santa imagem do Menino Jesus. |
Culto Público
Os Padres Carmelitas
fundados em muitas provas de proteção recebidas do Menino Jesus, reconheceram
que tinham no convento um tesouro de incalculável valor, que não podia ficar
por mais tempo escondido, mas que devia ser exposto à pública veneração. A Baronesa
Catarina de Lobskowitz, dirigida do Padre Cirilo e alma santa, mandou erigir um
magnífico altar para nele colocar a prodigiosa estátua do Menino Jesus. E
rodeada por um cortejo branco de religiosos foi transportada do convento para a
Igreja, onde a colocaram sobre o altar que com tanto cuidado Lhe tinham
preparado, sendo cantada a missa em sua honra.
Foi então que pela primeira vez se rendeu culto público à imagem do Menino Jesus de Praga.
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| Imagem original do Menino Jesus de Praga, em seu nicho na igreja - santuário que custodia a imagem. |
Novas provações, altar
definitivo
Novamente em 1648, em
outra batalha durante a Guerra dos Trinta Anos, as tropas dos protestantes
suecos invadiram a cidade e transformaram o convento carmelita em hospital de
campo. Mas nenhum dos 160 soldados feridos ali tratados atreveu-se a escarnecer
do Santo Menino. Pelo contrário, o próprio comandante dos invasores, o General
Konigsmark, durante uma inspeção, prostrou-se diante da milagrosa imagem,
dizendo: "Ó Menino Jesus! Não sou católico, mas também creio em tua
infância e estou impressionado ao ver a fé das pessoas e os milagres que fazes
em seu favor. Eu te prometo que, no que me for possível, farei levantar o
aquartelamento do convento". E entregou aos frades um donativo de 30
ducados.
Pouco depois os suecos
levantaram o assédio de Praga, e todos atribuíram a libertação à proteção do
Pequeno Rei.
A Admirável Visão do Frei
Cirilo
O «devoto capelão» do
Menino Jesus via com grandíssimo agrado o seu «Pequeno-Grande» ser cada vez
mais amado pelos religiosos e pelo povo. Mas ninguém estava satisfeito; de toda
a parte se pedia a construção duma Igreja exclusiva d’Ele. Este era também o
desejo dos Padres Carmelitas. Tais aspirações foram confirmadas pela Santíssima
Virgem, que apareceu ao seu venerável servo P. Cirilo. Ao princípio das matinas
envolvida numa nuvem e rodeada por multidão de anjos e indicando com o dedo um
lugar determinado diz: «Edificar-se-á aqui uma Igreja ao meu Filho». No dia
seguinte o P. Cirilo corre ao lugar indicado pela Virgem, e com imensa alegria
vê as linhas demarcativas da Igreja. O Prior dos Carmelitas Descalços
manifestou os seus desejos aos piedosos e ilustres barões de Lobskowitz. Estas
almas devotas, honradas com tão agradável convite, tomaram à sua conta a
construção da nova Igreja, que foi benzida em 1644; estava pegada à primitiva
Igreja de Nossa Senhora da Vitória. A veneranda imagem, rodeada por um magnífico
cortejo e seguida por imenso povo, foi transportada solenemente ficando assim a
tomar conta do seu novo Santuário onde se constituíram missas perpétuas. A 14
de Janeiro de 1651, o Eminentíssimo Sr. Cardeal, Arcebispo de Praga, consagrou
o altar com singular júbilo do povo cristão.
A Gratidão do Menino
Jesus
O novo Santuário com o
preciosíssimo altar do Menino Jesus foi um verdadeiro trono de graças e favores
extraordinários. A Casa de Lobskowitz foi a alma desta grande empresa: a
construção do Santuário. Rapidamente experimentaram aqueles bons senhores a proteção
do Menino Jesus. Um filho daquela Casa encontrava-se na iminência de perder a
sua honra e a sua antiosa fortuna. Refugiou-se na Igreja dos Carmelitas, e lá,
aos pés do Menino Jesus, fez, com a mais viva fé, este juramento: «Eu, o abaixo
assinado, hoje, dia de São João Batista, comprometo-me a fundar uma renda
perpétua em favor do meu amadíssimo Menino Jesus, venerado nos Carmelitas
Descalços de Praga. Em fé deste juramento, junto a Deus por testemunha. Feito a
24 de Junho de 1643. Fernando Cristóvão, Barão de Lobskowitz».Logo que fez a
sua grande promessa, sentiu que a sua oração tinha sido atendida, pelo que
voltou à casa paterna livre de todo o perigo e aflição. As graças e favores
obtidos pela devoção ao Menino Jesus eram cada vez mais numerosas, como atestam
os ex-votos oferecidos ao Divino Infante. No mesmo dia em que o Santuário foi
inaugurado, o Conde Ernesto de Chilick teve um ataque fortíssimo de gota; o
caso era considerado pelos médicos como completamente desesperado. Não tendo
mais nenhuma esperança, enviou ao Santuário do Menino Jesus ricos presentes
para obter uma boa morte. No entanto, prometeu que, se num caso inesperado ele
recuperasse a saúde, instituiria uma missa semanal em louvor do Divino Infante.
No dia seguinte estava completamente curado. A partir de 1642 a devoção ao
Menino Jesus de Praga, como já era chamado, tomou tal incremento, que o clero e
o povo acorriam constantemente ao Santuário do «Menino-Grande» a fim de
agradecer os grandes benefícios que lhes dispensara e pedir novos favores para
a Igreja e para a Pátria.
Ante aquela imagem vinham
prostrar-se o plebeu e o nobre, o inocente e o pecador, os grandes e os
pequenos, especialmente as crianças, pelas quais o Menino Jesus tem uma
predileção especialíssima; ante aquela imagem expunham-se os negócios árduos e
as grandes aflições. E todos eram atendidos segundo a fé e a confiança que no
Menino Jesus depositavam. Por isso foi e continua a ser chamado Menino Jesus
Taumaturgo, Miraculoso, Milagroso.
Confirmação e expansão do
culto
Com a volta à
normalidade, chegou a Praga em 1651 o Superior Geral dos Carmelitas, Frei
Francisco do Santíssimo Sacramento, que aprovou a devoção do Divino Infante,
recomendando aos frades que a difundissem pelos outros conventos austríacos e
entre os fiéis. Deixou escrita uma carta, reconhecendo a legitimidade do culto
à sagrada imagenzinha, que foi afixada na porta da capela do Menino Jesus.
Em 1655, graças à
contribuição do Barão de Tallembert, a milagrosa imagem foi colocada em
magnífico altar na igreja de Santa Maria da Vitória e solenemente coroada pelo
Arcebispo de Praga, D. José de Corti. Ainda hoje se celebra uma festa solene no
dia da Ascensão, em lembrança dessa coroação.
No ano de 1675, Frei
Cirilo da Mãe de Deus entregou sua alma a Deus em odor de santidade, aos 85
anos de idade.
A devoção ao Divino
Menino continuou alastrando-se por todas as camadas sociais. A grande
imperatriz do Império Austro-Húngaro, Maria Teresa, quis confeccionar em 1743,
com suas próprias mãos, uma rica veste para o Pequeno Rei.
O Conde Bernardo de Martinitz, grande Marquês da Boémia, mandou-Lhe fazer uma coroa de ouro, ornada de pérolas e diamantes, cuja elegância igualava à riqueza. E a imagem foi coroada a 4 de Abril de 1655 por Monsenhor José Corti, Bispo Auxiliar do Eminentíssimo Cardeal de Praga, doente nessa ocasião.
Milagres Durante a Peste
O ano de 1713, foi para a
cidade e arredores de Praga dos mais desastrosos. A peste devastou a população.
Basta dizer que, só desde o dia 22 de Agosto deste ano até Março do ano
seguinte vitimou mais de 20.000 pessoas e perto de dois milhões de cabeças de
gado. Nesta terrível conjuntura o povo não esqueceu o seu celeste protetor. Os
Padres Carmelitas diziam missa no Santuário e recitavam as ladainhas do Santo
Nome de Jesus. O povo corria ali, desde o romper do dia até à tarde, em
multidão, e quando se fechava a Igreja, muitos ainda pediam a graça de os
deixar entrar, visto não terem antes conseguido um lugar. Narram os
historiadores que era verdadeiramente comovedor ver esta multidão invadir o
Santuário e pedir de joelhos ao Menino Jesus a sua proteção divina contra o
terrível flagelo da peste. A sua confiança não os enganou: constatou-se que os
que recorriam à Sua divina proteção não eram atacados por este mal terrível.
Houve no entanto um facto que chamou a atenção, e que contribuiu para mostrar a
eficácia da devoção ao Menino Jesus. Um fervoroso cristão, chamado Maloiski,
foi atacado pela mortífera peste. Não estando em condições de ir orar diante da
imagem do Santuário, deitou-se na cama cheio de confiança, depois de invocar a
proteção do Divino Infante, de quem era devotíssimo. Sobreveio-lhe um sono
profundo e, quando acordou, o mal tinha desaparecido. Uma mulher de Praga,
tendo ouvido este facto, não quis acreditar na sua possibilidade e riu-se da
devoção à qual o homem devia a sua cura. No mesmo dia sentiu-se atacada pela
peste e no dia seguinte estava morta.
Estes e outros inúmeros prodígios operados pelo Menino Jesus concorreram eficazmente para que esta devoção tomasse um rápido incremento em toda a Europa e, atravessando o Atlântico e o Pacífico, chegasse aos últimos confins da terra como corrente vivificadora e consoladora.
Imagem preservada durante
tiranias nazista e comunista
Em 1744, mais uma vez as
tropas dos protestantes, agora prussianos, cercavam Praga. As autoridades da
cidade acorreram ao convento dos carmelitas, pedindo ao prior que o Pequeno Rei
fosse levado em procissão solene pela cidade, a fim de a livrar da destruição
dos hereges. E realmente chegou-se a uma capitulação honrosa, sem batalhas;
poucos meses depois os prussianos deixaram Praga, e todos seus comovidos
habitantes acorreram à igreja de Nossa Senhora da Vitória para agradecer ao
Menino Jesus mais essa graça.
Entretanto, outro perigo
maior ameaçava a devoção ao Divino Infante. Em 1784, o ímpio Imperador José II
suprimiu o convento dos carmelitas e confiou a igreja de Nossa Senhora da
Vitória à Ordem de Malta. E assim, sem a assistência contínua dos carmelitas, o
culto ao Menino Jesus decaiu.
Já no século XX, durante
a II Guerra Mundial, houve a ocupação de Praga pelos nazistas, e depois o
flagelo comunista abateu-se sobre o país durante quase 50 anos. Mas nem um nem
outro inimigo da fé católica atentou contra a milagrosa imagem, que continuou
em seu trono na igreja de Nossa Senhora da Vitória.
De Praga, o culto ao Menino Jesus já se havia estendido por toda a Europa, e daí para a América Latina (inclusive Brasil), Índia e Estados Unidos. Neste país, isso se deu graças à devoção de Santa Francisca Xavier Cabrini, que ordenou a entronização, em cada uma das casas do instituto por ela fundado, de uma imagem do Pequeno Rei.
Em 1895, os carmelitas de Milão pediram ao Cardeal Ferrari licença para introduzir a devoção ao Menino Jesus de Praga em sua igreja de Corpus Domini. O Cardeal não só autorizou a entronização, mas quis ele mesmo fazê-la em presença de três mil fiéis. Na ocasião, consagrou todas as crianças de Milão ao Menino Jesus de Praga.
A partir de então, essa
devoção conquistou o coração dos italianos.
No convento carmelita de
Arenzano, fundado em 1889 pelo irmão do fundador de Corpus Domini, surgiu a
ideia de se expor um quadro representando o Menino Jesus de Praga na igreja do
convento. Os habitantes da cidade logo se mostraram muito sensíveis ao novo
culto, e o Pequeno Rei atendeu suas orações e pedidos com muitas graças e
bênçãos.
No ano de 1902, para
substituir o quadro, a Marquesa Delfina Gavotti, de Savona, presenteou os
frades com uma imagenzinha do Menino, cópia exata da de Praga. A enorme
afluência dos fiéis ante o altar do Menino Jesus convenceu os frades a
construírem um santuário expressamente dedicado a Ele. A primeira pedra foi
colocada em outubro de 1904, e quatro anos mais tarde o templo era solenemente
consagrado.
O cronista do convento
carmelita anotou então: "Para todos foi claro que só o culto à infância
divina, venerada com o título do Santo Menino Jesus de Praga, deu origem,
desenvolvimento e feliz final à nossa empresa de construir esta igreja, para
que fosse para os fiéis de toda Itália o centro propulsor desta devoção".
No dia 7 de setembro de
1924, Sua Santidade o Papa Pio XI enviou especialmente o Cardeal Merry del Val
para coroar solenemente a sagrada imagem. Assim, a devoção ao Menino Jesus de
Praga recebia a aprovação oficial da Igreja.
Em Praga: proibição do
culto pelos comunistas
Enquanto em Arenzano florescia a devoção, em Praga, transformada em capital da então Checoslováquia, o regime comunista impedia o livre exercício de culto, propugnando o ateísmo do Estado. Em 1968, uma tentativa de livrar-se do regime ímpio foi sufocada com sangue na chamada Primavera de Praga.
A devoção ao Menino Jesus
continuava restrita aos que frequentavam a igreja onde estava exposto, e também
ao fruto do apostolado das monjas carmelitas que, deportadas para longe de
Praga, pintavam estampas com o Santo Menino e as enviavam clandestinamente a
outros conventos europeus.
Finalmente, em 1989, com
a queda do Muro de Berlim, e depois, com a Revolução do Veludo, cessou a
ditadura comunista na Checoslováquia, que se transformou na República Checa,
independente e soberana. Foi restabelecida a liberdade civil e religiosa, e o novo
Arcebispo de Praga, que fora também vítima da repressão comunista, quis que
reflorescesse a devoção ao Menino Jesus. A convite dele, dois frades
carmelitas, justamente de Arenzano, foram para Praga reabrir o convento e
estimular a devoção ao Divino Menino Jesus.
http://curiosidadescatolicas.blogspot.com.br/2010/12/o-menino-jesus-de-praga.html
É a Devoção Mais
Simpática
O motivo é muito simples
e evidente. Apresenta-nos a Jesus na fase mais encantadora da sua vida: a
INFÂNCIA. E a infância é, indiscutivelmente, a idade mais bela – também a mais
feliz – em todo o sentido: humana e divinamente.
A idade mais bela
humanamente! As crianças têm encantos incomparáveis, únicos! A criança é a flor
mais mimosa, mais delicada, mais encantadora que há no mundo; que a todos
agrada e a ninguém desgosta; que faz vibrar os sentimentos mais recônditos da
alma e que, com uma força irresistível, cativa os corações. Um lar sem crianças
é como um vaso sem flores. É também a mais bela divinamente! Jesus teve pelas
crianças uma especialíssima predileção. «Deixai, dizia Ele, as criancinhas e
não as impeçais de vir a Mim, pois delas é o reino dos céus» (Mt. 19, 14). E
Jesus, sempre tão comedido nas suas manifestações afetivas, derramava nas
crianças as ternuras mais delicadas do seu puríssimo coração: «Depois, tomou-as
nos braços e abençoou-as, impondo-lhes as mãos» (Mc. 10, 16). Só para as
crianças reservava estas ternuras. O Menino Jesus tem todos os encantos duma
criança; mais: os encantos todos duma criança que é ao mesmo tempo Deus. Jesus
pequenino inspira-nos uma confiança sem limites, uma intimidade carinhosa. Quem
é que tem medo duma criança? Jesus «grande» inspira-nos um amor de intimidade.
Jesus na cruz atrai-nos pela grandeza dos seus sofrimentos, na Eucaristia pela
sublimidade do seu amor... na Infância pela suavidade dos seus encantos
humano-divinos.
A devoção ao Menino Jesus
tem a grandíssima vantagem de arrebatar os corações com os seus encantos
divinamente infantis, colocando-nos num ambiente de intimidade total com Deus
e, por isso mesmo, de quase naturalmente introduzir-nos no caminho da Infância
espiritual, que é a celestial mensagem de santidade ensinada por Santa
Teresinha do Menino Jesus.
O coração de Jesus Menino
está animado por um veementíssimo desejo de ABENÇOAR, e abençoar a TODOS e
SEMPRE. Na sua imagem vêmo-lO com a sua mãozinha direita levantada como para
abençoar; não é a mãozinha duma criança impotente, mas a MÃO infinitamente PODEROSA,
OMNIPOTENTE de um Deus humanado e que, sendo «pequenino» move forte e
suavemente a máquina universal do mundo, desde o grãozinho de areia, que é
levado nas asas do vento, até aos desertos quase infinitos do mundo misterioso
que nos envolve. Nessa mesma imagem vêmo-lO revestido de rei e, como emblema do
seu poder soberano, tem na mão esquerda o globo terrestre. Aos encantos
incomparáveis da sua Infância alia harmoniosamente o poder infinito de um Deus
humanado.
Estamos convencidos que
esta devoção há de produzir nas almas e nas famílias grandes frutos de salvação
e santificação, para bem da humanidade inteira, e que há de ocupar um lugar de
soberana grandeza no culto cristológico. A sua importância e utilidade foram
reconhecidas pelos mestres da espiritualidade, que consideram a devoção ao
Menino Jesus como um estímulo poderoso para entrar no caminho da Infância
Espiritual, que é um «Caminho Novo» por onde, segundo Bento XV, «os fiéis de
qualquer nação, idade, sexo e condição devem entrar generosamente, caminho pelo
qual Santa Teresa do Menino Jesus atingiu o heroísmo da virtude. Desejamos que
o segredo da santidade de Santa Teresa não fique ignorado de nenhum dos nossos
filhos» (Bento XV).É verdade: Teresinha trouxe ao mundo o «Omen novum»,
uma mensagem nova até agora desconhecida pela maior parte dos cristãos, a
mensagem da santidade universal para todas as almas desejosas de perfeição,
voltando assim a encontrar o sentido genuíno, puríssimo, profundíssimo – e tão
simples – dos ensinamentos do Mestre Divino que dizia: «Se não voltardes a
ser como as criancinhas, não podereis entrar no reino do céus» (Mt. 18, 3).
Estas palavras indicam que, mesmo para nos salvar, havemos de nos tornar
criancinhas. E Jesus, como Menino, é o modelo perfeitíssimo e concreto para
todos os que aspiram à perfeição – a que, como cristãos, todos estamos
obrigados – indo pelo caminho rápido da Infância Espiritual. Teresinha, a
doutora incomparável desse novo caminho, providencialmente escolheu o nome de
Teresinha do Menino Jesus.
A utilidade desta devoção
patenteia-se ainda mais concretamente pelas grandes promessas feitas pelo
Menino Jesus de Praga, promessas extremamente generosas e consoladoras, tão
generosas e consoladoras que merecem um capítulo especial.
http://www.santuariomeninojesus.org/menino/menino_historia.php
Novena ao Menino Jesus de
Praga
RITOS INICIAIS
Em Nome do Pai e do Filho
e do Espírito Santo. Amém.
Eu Vos saúdo, Divino
Menino Jesus, o mais belo dos filhos dos homens, o autor da divina graça. Vós
sois o Filho adorável do Pai eterno e o Filho bendito da Virgem Imaculada.
Honro a vossa santa Infância e celebro os mistérios da Encarnação, para
alcançar as graças e as virtudes que me tornam semelhante a Vós.
COROINHA DO MENINO
(Reza-se três vezes)
- O Verbo Se fez carne,
- E habitou entre nós.
Pai nosso, ...
I MISTÉRIO A ENCARNAÇÃO
Senhor Jesus, enviado do Pai e concebido pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria, abençoai os pais que geram para a vida.
Divino Menino Jesus,
abençoai-nos. Eu Vos adoro na idade de um ano.
Ave Maria...
Texto bíblico: Lc. 1,
26-38.
II MISTÉRIO: A VISITAÇÃO
Senhor Jesus, que ainda
no seio da Virgem Maria visitastes João Batista e o alegrastes com a vossa
presença, sede a alegria das mães que esperam o nascimento dos seus filhos.
Divino Menino Jesus,
abençoai-nos. Eu Vos adoro na idade de dois anos.
Ave Maria...
Texto bíblico: Lc. 1,
39-47.
III MISTÉRIO: A
EXPECTAÇÃO DO NASCIMENTO
Senhor Jesus, que durante
o tempo da geração fostes desejado pela Virgem Maria e por S. José, ajudai os
pais a preparar o nascimento dos seus filhos.
Divino Menino Jesus,
abençoai-nos. Eu Vos adoro na idade de três anos.
Ave Maria...
Texto bíblico: Lc. 2,
1-5.
IV MISTÉRIO O NASCIMENTO
DO MENINO JESUS
Senhor Jesus, nascido no
presépio em Belém, assisti as mães nos seus partos e ajudai o nascimento dos
que foram gerados para a vida.
Divino Menino Jesus,
abençoai-nos.
Eu Vos adoro na idade de
quatro anos.
Ave Maria...
Texto bíblico: Lc. 2,
6-7.
V MISTÉRIO A CIRCUNCISÃO
Senhor Jesus, que fostes
circuncidado e recebestes o nome de Jesus, concedei a todas as crianças o nome
novo do Batismo, que inscreve os mortais para a vida eterna.
Divino Menino Jesus,
abençoai-nos. Eu Vos adoro na idade de cinco anos.
Ave Maria...
Texto bíblico: Lc. 2, 21.
VI MISTÉRIO: A ADORAÇÃO
DOS MAGOS
Senhor Jesus, que
guiastes os Magos com a luz da estrela e aceitastes os seus presentes, orientai
a nossa vida e conduzí-nos pelos vossos caminhos, para que onde Vós estais, nós
estejamos também.
Divino Menino Jesus,
abençoai-nos. Eu Vos adoro na idade de seis anos.
Ave Maria...
Texto bíblico: Mt. 2,
1-12.
VII MISTÉRIO: A
APRESENTAÇÃO
Senhor Jesus, que fostes
apresentado no Templo e recebido nos braços de Simeão e Ana, abençoai todos os
que se dedicam às crianças.
Divino Menino Jesus,
abençoai-nos. Eu Vos adoro na idade de sete anos.
Ave Maria...
Texto bíblico: Lc. 2,
22-35.
VIII MISTÉRIO: A FUGA
PARA O EGITO
Senhor Jesus, que fostes
levado para o Egito para escapar à perseguição de Herodes, protegei as crianças
que são vítimas de qualquer forma de agressão.
Divino Menino Jesus,
abençoai-nos. Eu Vos adoro na idade de oito anos.
Ave Maria...
Texto bíblico: Mt. 2,
13-14.
IX MISTÉRIO: A MORADA NO
EGITO
Senhor Jesus, refugiado
no Egito e morador em terra estranha, concedei a todos os homens uma digna
morada terrena na esperança do regresso à pátria celeste.
Divino Menino Jesus,
abençoai-nos. Eu Vos adoro na idade de nove anos.
Ave Maria, cheia …
Texto bíblico: Mt. 2,
14-15.
X MISTÉRIO: O REGRESSO DO
EGITO
Senhor Jesus, regressado
do Egito e morador em Nazaré, fazei voltar à sua terra os que por ela anseiam e
concedei a todos uma digna morada terrena.
Divino Menino Jesus,
abençoai-nos. Eu Vos adoro na idade de dez anos.
Ave Maria...
Texto bíblico: Mt. 2,
19-22.
XI MISTÉRIO: A VIDA
OCULTA EM NAZARÉ
Senhor Jesus, entregue à
vida oculta em Nazaré, ajudai as crianças e os jovens a crescer no corpo e no
espírito e livrai-os dos perigos.
Divino Menino Jesus,
abençoai-nos. Eu Vos adoro na idade de onze anos.
Ave Maria...
Texto bíblico: Lc. 2, 39.
XII MISTÉRIO: JESUS ENTRE
OS DOUTORES
Senhor Jesus, perdido no
templo e encontrado entre os doutores, ajudai os jovens a encontrar a verdade
que procuram, para que se ocupem na prática do bem.
Divino Menino Jesus,
abençoai-nos. Eu Vos adoro na idade de doze anos.
Ave Maria...
Texto bíblico: Lc. 2,
41-52.
CONSAGRAÇÃO
Divino Menino Jesus,
Senhor da minha vida, eu Vos ofereço todo o meu ser e me consagro a Vós, para o
presente e para o futuro: recebei a minha alma e enchei-a com o vosso amor;
acolhei o meu coração e guardai-o junto do vosso; guardai a minha boca e fazei
da minha vida um louvor; sede a luz dos meus olhos e iluminai os meus passos;
falai aos meus ouvidos e convertei o meu coração; estendei a vossa mão e
amparai a minha vida; escutai o meu pensar e seja feita a vossa vontade; vede a
cruz da minha vida e vinde em meu auxílio; consolai-me na tristeza e
abençoai-me na alegria; aliviai-me na doença e conservai-me em saúde.
Consagro-me ao vosso serviço nas coisas do Pai para estar vigilante nas boas
obras. Fazei que eu me perca só em Vós e me encontrem sempre os que Vos
procuram. E quando chegar a minha hora concedei-me, Jesus bendito, o conforto
da Virgem Mãe para que, vencida a morte, triunfe a vida e se estabeleça para
sempre o vosso reino de paz e de amor. Amém.
PEDIDO
Divino Menino Jesus de
Praga, que prometestes: «Quanto mais Me honrardes, mais Eu vos favorecerei»,
pelos méritos da vossa santa infância, concedei a graça que vos peço ...
(nomeia-se a graça).
BÊNÇÃO
Divino Menino Jesus.
Abençoai-me.
O Menino Jesus me abençoe
(benze-se) e me guarde de todo o mal. Amém.
http://www.santuariomeninojesus.org/menino/menino_novena.php
1. Ó dulcíssimo Menino
Jesus, que nascestes numa gruta e que sobre palha fostes colocado numa
manjedoura, tende compaixão de nós.
- Tende compaixão de nós,
Senhor! Tende compaixão de nós, Senhor!
Pai Nosso, Ave Maria,
Glória ao Pai.
2. Ó dulcíssimo Menino
Jesus, que levado nos braços de Maria, vossa Mãe, fostes apresentado e
oferecido no Templo!, tende compaixão de nós.
- Tende compaixão de nós,
Senhor! Tende compaixão de nós, Senhor!
Pai Nosso, Ave Maria,
Glória ao Pai.
3. Ó dulcíssimo Menino
Jesus, que perseguido por Herodes fostes obrigado a fugir para o Egito!, tende
compaixão de nós.
- Tende compaixão de nós,
Senhor! Tende compaixão de nós, Senhor!
Pai Nosso, Ave Maria,
Glória ao Pai.
4. Ó dulcíssimo Menino
Jesus, que permanecestes exilado no Egito como pobre e desconhecido imigrante!,
tende compaixão de nós.
- Tende compaixão de nós,
Senhor! Tende compaixão de nós, Senhor!
Pai Nosso, Ave Maria,
Glória ao Pai.
5. Ó dulcíssimo Menino
Jesus, que regressastes à vossa Pátria para crescer obediente a vossos Pais!,
tende compaixão de nós.
- Tende compaixão de nós,
Senhor! Tende compaixão de nós, Senhor!
Pai Nosso, Ave Maria,
Glória ao Pai.
6. Ó dulcíssimo Menino
Jesus, que na idade de doze anos peregrinastes ao Templo e e durante três dias
vos ocupastes nas coisas do Pai!, tende compaixão de nós.
- Tende compaixão de nós,
Senhor! Tende compaixão de nós, Senhor!
Pai Nosso, Ave Maria,
Glória ao Pai.
7. Ó dulcíssimo Jesus,
que durante muitos anos viveste como silencioso e disponível operário, ajudando
Maria e José!, tende compaixão de nós.
- Tende compaixão de nós,
Senhor! Tende compaixão de nós, Senhor!
Pai Nosso, Ave Maria,
Glória ao Pai.
8. Ó dulcíssimo Jesus,
que três anos antes da vossa Paixão aparecestes no mundo para pregar e ensinar
o caminho da salvação!, tende compaixão de nós.
- Tende compaixão de nós,
Senhor! Tende compaixão de nós, Senhor!
Pai Nosso, Ave Maria,
Glória ao Pai.
9. Ó dulcíssimo Jesus,
que terminastes a vossa vida morrendo na Cruz por nosso amor!, tende compaixão
de nós.
- Tende compaixão de nós,
Senhor! Tende compaixão de nós, Senhor!
Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.
Consagração das Crianças
Divino Menino Jesus, que
amais com predileção as crianças. Nós Vos consagramos a nossa infância e
pedimos a vossa proteção para sermos obedientes aos nossos pais e assim nos
parecermos convosco.
Concedei-nos crescer
todos os dias nos membros do corpo e nas virtudes da alma.
Conservai em nós a pureza de costumes e a inocência de um coração puro como o vosso. Amém.
Consagração dos Filhos Feita Pelas Mães
Ó Menino Jesus, Divino
Reizinho, pelas mãos da vossa Santíssima Mãe, eu Vos consagro o meu filho (a
minha filha / os meus filhos). Dignai-Vos tomá-lo sob a vossa poderosa
proteção, preservai-o da doença e de toda a influência má, conservai-o puro e
que a vosso exemplo ele cresça em graça e virtudes, diante de Deus e dos
homens!
Divino Menino Jesus,
abençoai o meu filho!
Divino Menino Jesus,
protegei o meu filho!
Divino Menino Jesus, santificai o meu filho!
Consagração da Família
Divino Menino Jesus,
nosso rei e Senhor, prostrados a vossos pés, nós Vos consagramos as nossas
famílias.
Concedei-nos a harmonia
da Sagrada Família para Vos honrarmos com uma vida santa. Fazei das nossas
famílias modelos de vida cristã e familiar, construtoras duma sociedade nova e
duma Igreja renovadora.
Uni os corações divididos, sede o amor dos esposos, a ternura das mães e a dedicação dos pais. Consolidai as famílias unidas e abençoai os seus membros na paz e no amor.
Consagração dos Devotos
Divino Menino Jesus,
Senhor da minha vida, eu Vos ofereço todo o meu ser e me consagro a Vós, para o
presente e para o futuro: recebei a minha alma e enchei-a com o vosso amor;
acolhei o meu coração e guardai-o junto do vosso; guardai a minha boca e fazei
da minha vida um louvor; sede a luz dos meus olhos e iluminai os meus passos;
falai aos meus ouvidos e convertei o meu coração; estendei a vossa mão e
amparai a minha vida; escutai o meu pensar e seja feita a vossa vontade; vede a
cruz da minha vida e vinde em meu auxílio; consolai-me na tristeza e
abençoai-me na alegria; aliviai-me na doença e conservai-me em saúde.
Consagro-me ao vosso serviço nas coisas do Pai para estar vigilante nas boas obras. Fazei que eu me perca só em Vós e me encontrem sempre os que Vos procuram. E quando chegar a minha hora concedei-me, Jesus bendito, o conforto da Virgem Mãe para que, vencida a morte, triunfe a vida e se estabeleça para sempre o vosso reino de paz e de amor. Amém.
Oração dos Estudantes
Ó Divino Menino Jesus de
Praga, sabedoria eterna e encarnada, que generosamente dispensais as vossas
graças aos jovens que a vós recorrem: volvei benigno vosso olhar sobre mim que
invoco a vossa proteção para os meus estudos!
Vós sois o Homem-Deus!
Vós sois o Senhor da ciência! Vós sois a Fonte da inteligência e da memória!
Ajudai-me na minha
fraqueza; iluminai a minha mente; reforçai a minha memória, a fim de que possa
pôr em prática o que aprendi.
Na dúvida e incerteza
sede a minha luz, o meu amparo e conforto.
Ao vosso divino coração
imploro a graça de cumprir os meus deveres de estudante e de tirar os melhores
frutos dos meus estudos.
Ó Divino Menino Jesus de
Praga, protegei-me todos os dias, cobri-me com o vosso manto e guiai-me na
senda dos meus estudos e no caminho da salvação eterna. Amém.
http://www.santuariomeninojesus.org/menino/menino_oracoes.php
O dia 25
O dia 25 é o dia do
Menino Jesus
celebrado em memória do
seu santo Nascimento
O Evangelista João ao
abrir o seu Evangelho faz-nos subir até às origens eternas do Verbo Eterno
para, de seguida, nos fazer contemplar a sua existência histórica.
O Evangelista formula
assim a assombrosa mensagem: ‘E o Verbo fez-se carne e habitou entre nós’
(1:14).
A Incarnação é o mistério
dos mistérios. Só a fé pode aceitar o indizível paradoxo de podermos contemplar
um Deus homem, um Eterno temporal, um Imenso limitado!
O Filho de Deus, ao
assumir a humanidade, alcançou o mais profundo empequenecimento, ao fazer-se em
tudo semelhante a nós menos no pecado (Atos 4:15).
Cristo abraça todas as
debilidades e limitações da humanidade e, de entre elas, a mais pequena: a
infância! Assim é a desconcertante lógica da Incarnação!
Ao longo dos tempos
muitos dos maiores homens e mulheres de fé se sentiram apanhados pelo mistério
da ternura do Deus-menino.
No Carmelo, sempre
floresceu esta terna devoção à Santa infância. Recordemos S. João da Cruz
bailando com a imagem do menino Jesus; recordemos S. Teresa de Jesus falando
com Jesus de Teresa; recordemos S. Teresinha do Menino Jesus atirando flores à
sua imagem e fazendo tudo por Lhe agradar...
No Santuário do Divino
Menino Jesus de Praga celebramos todos os dias 25 uma missa que oferecemos por
todos os amigos, benfeitores e devotos do Menino Jesus, vivos e defuntos.
A Missa celebra-se às
8h00 (em dia de semana); ou 11h30 (se o dia 25 for Domingo).
____________________________________
http://www.santuariomeninojesus.org/menino/menino_dia25.php
[1] Este
artigo foi baseado na excelente obra El Pequeño Rey, de Sorella Giovanna della
Croce, C.S.C, tradução do italiano para o castelhano pelo Pe. Juan Montero
Aparício, AGAM, Madonna dell'Olmo, Cuneo, Italia.
[2] Vide,
por exemplo, suas Homilías sobre el año litúrgico, BAC, Madrid, 1969, pp. 99
ss.
[3] Cfr. Les Petits Bollandistes, Vies des
Saints, Bloud et Barral, Libraires-Éditeurs, Paris, 1882, tomo 15, p. 379.
Postado por Ir. Francisco Palau da Sagrada Família, OTC
Fotos da imagem original do Menino Jesus de Praga, trajando uma das muitas vestes com as quais ele é revestido. Essas vestes são mandadas fazer e são doadas aos frades e monjas responsáveis pela guarda da imagem que a vestem com uma delas, trocando-as com certa de tempos em tempos:
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| Traje doado por católicos de origem oriental provavelmente, japoneses ou chineses. |
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| Outro exemplo de veste com a qual a imagem é vestida. |
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| Imagem original, com outro tipo de veste, em seu nicho que fica no Santuário de Praga. |
![]() |
| Uma bela imagem do Menino Jesus de Praga com uma oração indulgenciada |

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É uma alegria ver o blog ativo. Saúde e paz!
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