Páginas

Encontre o (a) Santo (a), Beato (a), Venerável ou Servo (a) de Deus

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Serva de Deus Nellie Organ, criança, alma vítima e mística. A "Violeta do Santíssimo Sacramento".

É tão extraordinária a vida desta criança que faleceu aos 4 anos e cinco meses, que os céticos certamente vão dizer que é impossível uma tão pequena criatura ter tais sentimentos e princípios. Mas estes mesmos céticos “babam” vendo seus filhos, netos ou sobrinhos manuseando smartphones, celulares e outras coisas do tipo aos dois, três anos de idade; colocam nas mídias filmes que mostram seus pequenos imitando os trejeitos e as danças despudoradas de pops stars...
     Mas, as pessoas de Fé se edificarão com o relato que segue e procurarão se tornar mais sérias em vista de uma santidade tão precoce.




    


Quase um século depois de sua morte, a memória da pequena Nellie Organ é mantida viva por uma página internacional na Internet, onde também são citados dois livros de edição recente, enquanto que na Europa ainda circulam páginas devocionais em recordação da "Pequena Violeta do SSmo. Sacramento", com uma foto da época, em que ela aparece a com seu vestidinho branco da 1ª. Comunhão, divulgada pela "Maison du Bon Pasteur" de Paris e impresso na Tipografia Pontifícia no Instituto Pio IX, de Roma.

     Nellie Organ, nasceu em Cork, na Irlanda católica, em 24 de agosto de 1903. Seu pai, William Organ e sua mãe Mary Aherne Organ se casaram em 4 de julho de 1896 e seu casamento foi logo abençoado com quatro filhos: Tomas, David, Mary e Ellie, a mais nova. Os nomes sagrados foram as primeiras palavras que Ellie (Nellie) aprendeu, e à noite a família rezava o rosário. Sua mãe a ensinara a beijar o crucifixo e as contas maiores, um hábito que Nellie conservou.

     Sua mãe morreu de tuberculose, deixando seu pai, que ganhava muito pouco, com quatro filhos menores de nove anos aos que mal alimentava. Ellie (que era carinhosamente conhecida como Nellie) mostrava sinais de incapacidade: uma séria queda quando era um bebê a havia deixado com a cervical encurvada, afetando sua coluna, o que lhe proporcionava fortes dores e a impedia, segundo ia crescendo, poder sentar-se direita.
     Seu pai, assumindo finalmente que não podia cuidar de seus filhos como era devido, decidiu deixá-los ao cuidado das instituições. Tomas foi enviado para a Escola dos Irmãos da Caridade em Upton; David ao convento escola das Irmãs das Mercês, Passage West; Nellie, junto com sua irmã Mary, foi enviada às Irmãs da Misericórdia, e ali descobriram que ambas padeciam de tosse ferina por isso foram trasladadas para o orfanato das Irmãs do Bom Pastor, onde foram recebidas e cuidadas. Ali a pequena Nellie tinha todo o cuidado, assistida pelas Irmãs e pela enfermeira, Srta. Hall, que ela começou a chamar carinhosamente de "mamãe".

     As religiosas ficaram logo surpresas com a inteligência precoce da criança e da extraordinária disposição para as coisas de Deus; um instinto misterioso de graça a atraia especialmente à SSma. Eucaristia e à Paixão de Jesus. Para entender esses dons espirituais de Nellie Organ é preciso considerar uma precocidade extraordinária de Fé, que Deus certamente suscita ao longo do tempo a algumas de suas criaturas, enviando-as para o mundo quase como um anjo de passagem, indicando os mistérios do amor e da grandeza de Deus aos seus contemporâneos, para voltar velozmente ao amor infinito do Pai. E acreditamos que essa foi a pequena Nellie, que tanta admiração, devoção, causou na Irlanda e na Europa no início do século XX, tanto assim que cem anos depois de sua morte prematura, estamos aqui falando sobre isso, considerando-a uma tocha acesa que ainda ilumina o caminho para a compreensão do dom de Jesus Eucaristia para a humanidade.

     Transportadas em uma cadeira de rodas ou em uma maca, ela permanecia na igreja como um anjo, com os olhos fixos no Tabernáculo e com as mãos unida. Ela solicitava a cada instante para ser levada pela Irmã enfermeira para tão perto do altar quanto possível, especialmente quando era exposto o SSmo. Sacramento.

     Naqueles nove meses que passou no Instituto do Bom Pastor, o desejo da Eucaristia tornou-se mais intenso: ela via as religiosas, as enfermeiras e as meninas mais velhas receberem a Santa Comunhão durante a celebração da Missa, enquanto a ela, assim tão pequena, não era concedido. De resto, devemos nos lembrar que a Primeira Comunhão, antes de 1910, não podia ser dada, a menos que a criança tivesse pelo menos 12-13 anos e sempre sob o julgamento do padre sobre a sua preparação e disposição.

     A "Pequena Nellie", embora tão doente que não podia ser deixada sozinha, inventava tudo, com imaginação e um desejo muito mais velho do que ela, para se aproximar de alguma forma do seu "Santo Deus", e assim uma manhã, voltando-se para a Srta. Hall, enfermeira, que tinha de assistir à Missa, disse que assim que ela recebesse a Sagrada Comunhão, que retornasse imediatamente a ela e lhe desse um beijo, o que para Nellie, assim, tornou-se o beijo de Jesus.

     Sua insistência junto às religiosas para receber a Eucaristia também tornou-se diária; as religiosas consternadas por não serem capazes de agradá-la, procuravam explicar a ela que não era possível.

     Um dia chegou ao Instituto um padre idoso que foi informado dos pedidos insistentes da pequena doente, e ele então quis conhecê-la; permaneceu no orfanato por algumas semanas, visitando-a todos os dias e interrogando-a sobre seu conhecimento das coisas de Deus e sobretudo do seu desejo da Eucaristia, se maravilhando pela bondade, inteligência e amor ao "Santo Deus, da pequena enferma. Ele conversou com a Madre Superiora das Irmãs, dando um parecer favorável para que Nellie pudesse receber a sua Primeira Comunhão, ele prometeu para isto falar com o bispo.

     O Bispo de Cork ficou muito espantado diante deste caso incomum, mas depois de uma longa oração na capela, ele escreveu uma carta à Superiora: "Sim! Eu abençoo a menina cheia de graça com todo o meu coração. Queira rezar por seu bispo na hora mais feliz de sua vida, que agora está perto", e enviou para a menina um santinho representando São João Evangelista que ternamente descansava a cabeça sobre o Coração de Jesus, na Última Ceia.

     De acordo com as regras da época, o bispo administrou antes o Sacramento da Confirmação, em seguida, no dia 6 de dezembro de 1907, primeira sexta-feira do mês, dedicada ao Sagrado Coração de Jesus, com uma solene celebração na igreja do Instituto que teve a participação de todas as irmãs e as crianças, Nellie, transportada em uma cadeira com almofadas, e precedida por sua irmã Maria com uma vela acesa, se aproximou do altar e finalmente recebeu a Sagrada Comunhão, o seu "Santo Deus".

     Foi indescritível a alegria experimentada pela criança, que uma vez transportada de volta para a cama de seu quarto, recebeu radiante os adultos e as crianças do Instituto que queriam ver a pequenina abençoado, trazendo-lhe pequenos presentes.

     Seus últimos dias transcorreram entre a resistência ao sofrimento físico cada vez mais em ascensão e o desejo diário de receber a Sagrada Comunhão, que ela recebeu 32 vezes em menos de dois meses.

     Toda vez que recebia o Pão dos Anjos, a face de Nellie se transfigurava, ficando várias horas absorvida em oração e ação de graças, com uma maturidade muito superior à sua idade, confortando todos aqueles que em torno de si sofriam, lembrando-lhes a Paixão de Jesus.

     Tudo isso acontecer com uma menina de quatro anos e meio parece incrível, especialmente quando visto com os nossos olhos modernamente racionais, mas é tudo verdade, e para isso devemos nos curvar à vontade de Deus que opera milagres através das almas mais simples

     Depois de uma longa agonia, também assistida por seu pai e irmã, Nellie Organ morreu em um domingo, 02 de fevereiro de 1908, Festa da "Candelária" (Purificação de Maria). Ela foi enterrada no Cemitério de São José, em Cork, porém um ano depois transladaram seus restos mortais, que encontraram intactos, para o Cemitério do Convento.


Jesus deixou bem claro seu profundo amor às
crianças e atrelou a salvação eterna à imitação
de suas qualidades e virtudes. 
     No ano seguinte, os alunos do orfanato tiveram a ideia de fazer uma Novena à "Pequena Nellie" para pedir-lhe para obter um "sinal" que inspirasse o Papa São Pio X a dar a todas as crianças do mundo a possibilidade de receber a Primeira Comunhão. Alguns meses mais tarde, com o decreto "Quam singulari", o Papa concedeu a primeira comunhão a todos as crianças que chegaram ao uso da razão. O mesmo Papa, informado sobre a história da menina irlandesa, em 21 de novembro de 1910, enviou a Bênção Apostólica, escrevendo de próprio punho "Nellie, ainda menina, foi chamada para o Céu".
       À intercessão da "Violeta da SS. Sacramento" foram atribuídas curas instantâneas e graças extraordinárias, que propagaram sua fama de pequena santa.


Adendo:
     1) A enfermeira, Srta. Hall, relatou uma atitude extraordinária de Nellie por ocasião de sua primeira visita à capela durante a Exposição do SSmo. Sacramento. Naquela manhã, a Srta. Hall levou Nellie para a capela. A menina nunca antes tinha visto a Sagrada Hóstia exposta no ostensório. Qual não foi a surpresa da Srta. Hall ao ouvir a criança dizer para ela sussurrando: “Mamãe, ali está Ele, ali está o Santo Deus!”  E com sua pequena mão apontava para o ostensório; depois disso, ela não tirava seus olhos da Hóstia, enquanto uma expressão de êxtase transfigurava sua face. Daquele dia em diante, por algum conhecimento interior, sem nenhum sinal exterior para guiá-la, Nellie sempre sabia quando havia Exposição no convento.
     2) Ela rezava frequentemente durante o dia, e seu recolhimento durante as orações era muito edificante. Ela rezava por todos que prezava: as Irmãs, o Bispo, as Enfermeiras, suas pequenas companheiras, pela Igreja de Cristo e pelo Papa. A forma como ela rezava o rosário era particularmente edificante. Ela beijava cada conta maior e o crucifixo, e recitava cada oração devagar, com clareza, e com um espírito de recolhimento muito marcante para alguém tão pequeno.
     A Reverenda Madre escreve: “Uma tarde, estando sentada ao lado de sua cama, eu disse: ‘Vamos conversar, ou devemos rezar o rosário?’ ‘Reze o rosário, Mamãe’, ela respondeu. Eu só tinha rezado algumas Ave-Marias quando eu a ouvi sussurrar: ‘Ajoelhe, Mamãe’. Eu não prestei atenção e continuei até o fim da primeira dezena, quando ela repetiu em um tom determinado: ‘Ajoelhe, Mamãe’, e eu tive que terminar o rosário ajoelhada”.
     Em 30 de janeiro de 1908, Madre Francisca foi vê-la. Sabendo que a vida da criança estava no fim, ela sobre o que ela sabia que a menina gostava. “Nellie, quando você foi para o Santo Deus, você vai pedir para Ele me levar? Eu desejo muito o Paraíso”. A criança olhou para a Madre perscrutando e seus belíssimos olhos pareciam brilhar com uma luz preternatural. Então ela respondeu solenemente: “O Santo Deus não pode levá-la, Mamãe, até a Sra. ficar melhor e fazer o que Ele deseja que a Sra. faça”. Madre Francisca Xavier Hickey viveu até os 99 anos de idade. Ela faleceu em 1960 no Instituto Bom Pastor de St. Paul, Minnesota.
     3) O Reverendo Dr. Scannell conta-nos como foi a exumação: “Estavam presentes: um padre (ele próprio, Pe. Scannell), a Enfermeira e duas outras testemunhas de credibilidade. Para grande espanto de todos, porque temos que ter em mente que a criança morreu de phthisis (um desgaste do tecido, usualmente a tuberculose pulmonar), o corpo foi encontrado intacto, exceto por uma pequena cavidade na mandíbula direita, que corresponde ao osso que foi destruído por caries quando a pequena ainda estava viva. Os dedos estavam bastante flexíveis e o cabelo tinha crescido um tanto. O vestido, a guirlanda e o véu da 1ª. Comunhão, com os quais ela havia sido sepultada, como fora seu desejo, estavam intactos. A medalha de prata de Filha de Maria estava tão brilhante como se tivesse sido polida recentemente; tudo, de fato, foi encontrado exatamente como no dia da morte de Nellie”.


(Fonte: blog Heroínas da Cristandade, com permissão da autora)


domingo, 2 de outubro de 2016

Servo de Deus Frank Duff, Leigo e Fundador da Legião de Maria.


Frank Duff nasceu no dia 7 de junho de 1889 que, dois dias mais tarde, recebia no batismo o nome de Francis Michel Duff. O batismo ocorreu no Domingo de pentecostes, na solene festa do Espírito Santo.

Frank teve seis irmãos, sendo que dois morreram bem novos. Quatro cresceram com Frank: o seu irmão John, as irmãs Isabel, Ailis e Sara Geraldine.

Os pais deram aos filhos o exemplo de uma fé viril e alegre, levando a família permanecer unida por toda a vida.

Ele gostava muito de esportes, entre eles tênis, corridas, natação e críquete.  Gostava muito de rir, revelando um profundo senso de humor.

Aos 19 anos, Frank terminou os estudos com distinção no colégio Blackrock e requereu emprego no funcionalismo civil, um passo normal dado a tradição da família. Em seguida, o pai de Frank ficou doente e teve de se aposentar, ficando Frank como principal arrimo da família.

Frank desempenhou cargos importantes no funcionalismo civil. Trabalhou nos serviços de estatística e trabalhou no Ministério das Finanças. Senso de disciplina, viva inteligência marcavam Duff como um homem de futuro promissor.

Embora absorvido pelo trabalho, Frank praticava a religião devotamente. Participava da missa comungando diariamente, sendo que esta prática ainda não era comum entre os católicos. Também visitava diariamente o Santíssimo Sacramento e rezava o Rosário. Para Frank era coisa natural nunca começar o dia sem a Sagrada Comunhão. Mais tarde, na vida, costumava participar diariamente em duas missas. Em 1913, com 24 anos de idade, decidiu rezar diariamente o Oficio Divino.

Em 1913 um colega de trabalho procurou levá-lo a participar da Sociedade São Vicente de Paulo, uma associação de leigos, fundada por Frederico Ozanan, em 1833. Dedicada ao serviço dos pobres, é composta por conferências e tratam-se uns aos outros como irmãos.

Frank associou-se à Conferência de N. Senhora do Monte Carmelo e começou visitando os habitantes dos cortiços. No ano seguinte, tornou-se secretário da conferência, cargo que ocupou até assumir a presidência da Conferência de S. Patrício, em Myra House.          Myra House funcionava como um centro social católico. As mulheres ajudavam os Vicentinos, servindo o café às crianças pobres, nas manhãs de Domingo. Mais tarde, as senhoras se juntaram a alguns vicentinos para formar uma Associação Pioneira de Abstinência Total, cujos membros, por amor a Cristo e em reparação do vício do alcoolismo, se comprometem a abster-se de bebidas alcoólicas durante toda vida. Frank foi fiel a esta promessa durante toda vida.

Quando o pai de Frank faleceu, e como filho mais velho, teve de ajudar a sustentar a família. No dia 07 de setembro de 1921 às 20 horas, horário que a igreja rezava as vésperas da festa da Natividade de Nossa Senhora, reuniram várias mulheres. Participaram desta reunião quinze pessoas que foram surpreendidas por um pequeno altar. “Frank Duff também tomou parte na reunião”. Sobre uma toalha branca, havia uma imagem de Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças, que Frank recebera de seu amigo Gabbet, ladeada de dois vasos de flores e duas velas. Este altar foi preparado pela jovem Alice Keogh. Invocado o Espírito Santo e rezado o terço, discutiu-se o trabalho a fazer. Foi decidido reunir semanalmente; o primeiro trabalho seria a visita, em pares, ao Hospital União.

Os homens não entrariam no grupo, por enquanto, exceção feita para Frank Duff, força motriz desde o começo, nem seria dado qualquer auxilio material.

Em alguns meses após a fundação, já participavam setenta irmãs. Frank participou de todas as reuniões. Ele tomou consciência de que Nossa Senhora lhe arrancara o leme das mãos e passara a orientar o pequeno grupo. Em novembro de 1925, a Associação de Nossa Senhora da Misericórdia tinha estabelecido outros grupos: Imaculada Conceição, Nossa Senhora do Sagrado Coração e Refugio dos Pecadores. Os líderes de cada equipe se reuniram em Myra House para escolher um título geral para a associação.    Na véspera deste encontro, Frank Duff estava no seu escritório e parou em frente de um grande quadro de Nossa Senhora que ornava uma das paredes e, de repente, surgiram espontaneamente as palavras Legião de Maria. Inicialmente este título não foi aceito. Finalmente, os delegados, incapazes de encontrar um título mais adequado, unanimemente aceitaram o “Legião de Maria” de Frank.




O termo Legião abriu novos horizontes, na mente de Frank.

Frank utilizou seu conhecimento sobre o latim, e escolheu nomenclaturas para a Legião. Também transformou o estandarte da Legião Romana, trocando a águia pela pomba, símbolo do Espírito Santo, e o comandante supremo por Nossa Senhora.

O compromisso legionário foi escrito por Frank Duff e dirigido ao Espírito Santo. Muitos anos mais tarde, Paulo VI declararia, que esta promessa encorajou milhares de legionários a aceitar a responsabilidade do martírio.

Também foram escritas as orações da legião e através das mãos do artista Hubert McGoldrick, desenhado o quadro da Legião de Maria que iria compor as orações da Legião. Frank Duff relata que ao se dirigir às legionárias, avisando de que um dia, seu movimento englobaria o mundo inteiro. “elas passaram quase cinco minutos em uma estrondosa gargalhada”, relembrou Frank após alguns anos.

Em 1927, com a expansão da Legião de Maria, tornava-se necessário elaborar um documento escrito para podre difundir a Legião. Frank senta-se e escreve. Depois de um breve relato sobre as origens da Legião, os seus objetivos e espiritualidade, apresenta as regras. A brochura daí resultante recebeu o nome de Manual da Legião de Maria.

O manual da Legião de Maria é a autobiografia de Frank Duff. É assim, não só no senso que ele escreveu isto, mas também porque encarna todos seus ideais básicos e atitudes, porque ele viveu isto antes de o escrever.

A Legião de Maria difunde-se na Escócia, em Londres, Paris e na Índia. Em novembro de 1931 a Legião se difundiu em Novo México e no ano seguinte, foi a vez do Canadá fundaram o primeiro Praesidium.

A Legião de Maria, não sem dificuldades, passava a receber aprovação em várias partes do mundo. Frank Duff conseguiu uma audiência com o Papa Pio XI para lhe pedir que o santo padre aprovasse a difusão do Movimento pelo mundo. Sua santidade disse a Frank Duff: “É com todo coração que manifesto esse desejo”. “Esta obra vem de Deus”. Pouco depois, Frank recebeu uma carta do Santo Padre, em que concedia uma benção especial a Legião de Maria, chamando-a de “uma bela e santa obra”.

A Legião de Maria cresceu tão rapidamente porque inspirava a seus membros uma atividade apostólica surpreendente. Muitos foram os enviados para expandir a Legião de Maria no mundo. A enviada pioneira da Legião de Maria, Celia Shaw, viajou para Los Angeles, em 1935. Dois enviados, Alfie Lambe, que trabalhou com muito êxito, na América do Sul, e Edel Quinn, que ganhou reputação de grande santidade, na África, são candidatos à canonização. Na partida de Edel Quinn para África, Frank Duff chorou. Contrariando a muitos, ele aceitou o pedido de Edel, para aceitá-la como enviada. Edel nunca mais voltou à Irlanda, morrendo na África. Entre os enviados ainda podemos citar: Joaquina Lucas, que trabalhou na América do Sul, Pacita Santos, enviada para a Espanha e Filipinas e Teresa Su, enviada para a Indonésia.
Frank amou seus enviados com um amor verdadeiramente paternal
Interrogado sobre a continuação da Legião após a sua morte, Frank respondeu: "Não sei. Uma coisa posso dizer: pervertei a sua espiritualidade no mínimo que seja e a Legião desmoronar-se-á como um castelo de cartas".

Frank Duff, faleceu, aos 91 anos de idade no dia 7 de novembro de 1980. No dia de Junho de 1996, foi assinada a introdução oficial do pedido de beatificação.


Oração para pedir a beatificação de Frank Duff


Deus Pai, Vós inspirastes ao vosso servo Frank Duff, um profundo discernimento do mistério de vossa Igreja, Corpo de Cristo, e do lugar de Maria, Mãe de Jesus, nesse mistério. Em seu imenso desejo de compartilhar esse discernimento com outros e, com filial confiança em Maria, ele fundou uma Legião, para ser um sinal do maternal Amor da Virgem pelo mundo e um meio de engajar todos os seus filhos no trabalho de evangelização da Igreja. Nós vos agradecemos, Pai, pelas graças a ele concedidas e pelos benefícios advindos à Igreja, por sua corajosa e radiante fé. Agora, confiadamente, rogamos que, por sua intercessão, nos concedais a graça que agora vos suplicamos.... Humildemente vos pedimos, também que, se de acordo com Vossa Vontade, a santidade de sua vida possa ser reconhecida pela Igreja, o mais breve possível, para a glória de Vosso Nome. É o que vos pedimos, por Cristo, Nosso Senhor, Amém! (Com aprovação eclesiástica)