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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

VENERÁVEL PE. RODOLFO KOMÓREK, Presbítero e Missionário Salesiano que viveu no Brasil



"Trabalhar para as almas é sofrer. Cristo sofreu por todos e todos possuem nos sofrimentos do Salvador, inesgotáveis riquezas. Ainda assim, é o sofrimento que dá acesso a tais tesouros. Sofrer pelas almas é pois aproximar-se por elas da Fonte da vida e afluir sobre elas as riquezas de Cristo.” (Pe. Rodolfo Komórek)




O povo dizia, vendo-o tão sacrificado e virtuoso: “Deviam ser assim todos os padres”.

Há registro de 12 mil graças atribuídas à intercessão de padre Rodolfo Komórek.

"O comunismo quer implantar a fome, a nudez, o desemprego, a greve e a miséria, pois sabe que o descontentamento é o pai das revoluções e a revolução a mãe do comunismo. A revolução universal não trará a ditadura do proletariado, mas sim em cada nação um Stalin, especialista na fabricação de cangalhas para o povo, eterna besta de carga." (Pe. Rodolfo Komórek)




De seu espírito de penitência fala ainda Mons. Ascânio Brandão, escritor de renome e conhecido em todo o Brasil Católico: “O seu espírito de penitência foi notável. Por mais que o procurasse ocultar, via-se logo a que austeridades se entregava continuamente. Dormia no chão duro. Tinha horror ao leito macio. Quando a obediência o obrigava a se acolher ao leito, sobre tábuas duras havia de repousar”.

Um dos principais testemunhos da qualidade do “servir” pode ser encontrado no elenco de santidade da Família Salesiana: o Venerável Pe. Rodolfo Komórek, polonês que viveu a maior parte de sua vida no Brasil. Foi em nosso país, especialmente na cidade de São José dos Campos, SP, que Pe. Rodolfo, o “Padre Santo”, como era conhecido, superou a fragilidade de sua própria saúde para confortar os doentes e os pobres.

Pe. Rodolfo Komórek seminarista


Missionário


Rodolfo Komórek nasceu na Silésia (hoje Polônia), em 11 de outubro de 1890. Em 2017, completaria, portanto, 127 anos. Tornou-se padre em junho de 1913. Pouco menos de um ano depois, foi nomeado capelão militar e foi nessa condição que viveu a Primeira Guerra Mundial, dispensando aos feridos e doentes o conforto espiritual. Ao sentir os horrores da guerra, padre Rodolfo amadureceu sua vocação religiosa. Isso mesmo: ele só se tornou salesiano aos 32 anos.
A entrada na Congregação Salesiana foi em 1922, ainda na Polônia. Em 27 de novembro de 1924, chegou ao Brasil, onde exerceu com plenitude sua missão. No país, ele trabalhou nas cidades do Rio de Janeiro e Niterói, RJ; nas comunidades polonesas de Dom Feliciano, RS, e Luís Alves, SC; no seminário de Lavrinhas, SP; e finalmente na residência salesiana de São José dos Campos, SP, onde se recolheu em 1941. Embora tenha deixado sua marca em todos os locais por onde passou, como pessoa profundamente dedicada a ajudar o próximo, foi em São José dos |Campos que essa característica tornou-se mais evidente.

Estender a mão


O grande amor do Pe. Rodolfo para com Deus não podia deixar de manifestar-se como um grande amor para com o próximo. Foi sempre heroicamente disponível. Não somente em momentos de fervor e consolação, mas nas horas difíceis da doença e das incompreensões”, afirmava o padre Fausto Santa Catarina, que conviveu com ele em São José dos Campos e foi seu biógrafo.
No início do século XX, quando ainda eram muito fortes todos os tipos de preconceitos – racial, social, de gênero, Pe. Rodolfo se fazia próximo e amigo de todos, independentemente de sua condição social ou hierárquica. Pe. Fausto oferece em seus livros muitos exemplos dessa solicitude: “Repetia uma velhinha do Asilo Sto. Antônio: ‘Sou negra, velha, cega. E ele me tratava como um pai. Era meu pai’ (...). A caridade do Pe. Rodolfo pareceu especializar-se no setor que mais falava ao coração de Cristo: os doentes, os pobres”.

Assistência aos doentes


Na época, São José dos Campos, por seu clima, concentrava muitas pessoas que iam se tratar de tuberculose. O próprio Pe. Rodolfo foi encaminhado à casa salesiana local por indicação médica: deveria ficar em repouso absoluto para tentar superar a doença. Entretanto, Pe. Rodolfo não mudou seu jeito de ser. Mesmo muito fragilizado pela tuberculose, encontrava forças para visitar todos os doentes que podia, levando a eles a Palavra de Deus, o auxílio material mais urgente ou a simples presença solidária.
Em um dos muitos testemunhos sobre ele, um médico de São José afirma: “A última vez que vi o Pe. Rodolfo foi algumas semanas antes de sua morte. Encontrei-o na rua. Seu estado de fraqueza era tal que parecia arrastar-se, ofegante, apoiado a uma bengala. E estava assistindo os doentes. Até o extremo das suas forças físicas”.
Pe. Rodolfo Komórek faleceu em 11 de dezembro de 1949. Foi sepultado no dia seguinte, e seus funerais paralisaram a cidade. “Caía uma chuva torrencial que depois se fez fina e persistente. Não obstante, verdadeira multidão participou do enterro. O comércio cerrou as portas. Os alto-falantes ampliavam pelas ruas a voz da rádio local, que transmitia palavras comovidas de adeus, repetindo: ‘Morreu o padre santo’... Uma apoteose totalmente espontânea”, relatou o Pe. Fausto Santa Catarina.
Até hoje, em São José dos Campos, Pe. Rodolfo Komórek é lembrado e celebrado todo dia 11, na Paróquia Sagrada Família, onde há um museu e relicário em sua homenagem, em que se conservam seus restos mortais. Muitos devotos vão ao local em busca de uma graça, especialmente a cura de doenças, e já há registro de 12 mil graças atribuídas à intercessão de padre Rodolfo Komórek.





Quem foi, afinal, o Venerável Padre Rodolfo Komórek, o “Padre Santo”?


Entrevista com o Dom Hilário Moser, SDB, vice-postulador da Causa de Beatificação

BRASÍLIA, quinta-feira, 11 de outubro de 2012 (ZENIT.org – Por Thácio Siqueira) – Hoje é o dia dedicado à oração e divulgação da Causa de Beatificação do Venerável Pe. Rodolfo Komorek, que nesse dia completaria 122 anos de vida.
Padre Rodolfo nasceu na Polônia e foi missionário no Brasil. Considerado venerável por João Paulo II no dia 6 de abril de 1995, agora só está esperando um milagre em vistas da sua Beatificação.
Publicamos a seguir uma entrevista concedida a ZENIT por Dom Hilário Moser, SDB, bispo emérito de Tubarão SC e vice-postulador da Causa de beatificação do Venerável sacerdote.
***
ZENIT: Quem foi o Padre Rodolfo Komorek?
Dom Hilário: O Venerável Padre Rodolfo Komorek, Salesiano de Dom Bosco, nasceu na Polônia em 11 de agosto de 1890. Com 19 anos entrou para o seminário, ordenou-se padre diocesano com 24 anos. Durante a primeira guerra mundial serviu como capelão militar no hospital e depois, a seu pedido, no front. Por três anos foi pároco em Frystak, onde deu testemunho de pobreza, oração e zelo apostólico. Com 32 anos entrou para a Congregação Salesiana.

ZENIT: E quando veio para o Brasil?
Dom Hilário: Desejando ser missionário, em outubro de 1924 veio para o Brasil. Foi destinado a Dom Feliciano, RS: ali, em pouco tempo, começou a ser chamado “o padre santo”. Passou por várias comunidades e paróquias salesianas, onde foi sempre exemplar na prática da pobreza, no espírito de oração e de união com Deus, no amor aos pobres e aos doentes; em particular, sempre disponível, atencioso com todos, descuidado de si e, inclusive, penitente.

ZENIT: Onde faleceu?
Dom Hilário: A última comunidade salesiana em que viveu foi na de São José dos Campos. Aqui, durante oito anos, consumou-se no serviço aos pobres, aos doentes e aos que buscavam o Sacramento da Reconciliação. Morreu com 59 anos, no dia 11 de dezembro de 1949. Seu túmulo esteve sempre coberto de flores; agora seus restos mortais repousam na capela anexa à paróquia da Sagrada Família em São José dos Campos, onde os romeiros continuam a visitá-lo e invocá-lo. Os relatos de graças e curas são sem número: numerosos e grossos volumes registram esses favores alcançados pela confiança no Padre Rodolfo e por sua intercessão, conforme acreditamos.

ZENIT: Como está o seu processo de beatificação?
Dom Hilário: O processo de Beatificação, iniciado em 31 de janeiro de 1964, encerrou-se em 6 de abril de 1995, quando João Paulo II declarou o Padre Rodolfo VENERÁVEL. Agora se espera algum milagre com vistas à Beatificação.

ZENIT: E como dar a conhecer a vida do Pe. Rodolfo?
Dom Hilário: A Comunidade Salesiana de São José dos Campos está tomando algumas iniciativas para tornar o Padre Rodolfo mais conhecido e relançar a confiança em sua intercessão. Algumas iniciativas são de ordem local, por conta da paróquia da Sagrada Família. Outras visam um público mais amplo, como breves biografias e outros escritos sobre o Padre Rodolfo, artigos, informes diversos, santinhos com a oração para pedir a glorificação do Padre Rodolfo e solicitar-lhe graças, etc.
Em particular, merece destaque o empenho de alguns leigos de São José dos Campos e cidades vizinhas que puseram no ar: o blog www.padrerodolfokomorek.blogspot.com, além de uma página no Facebook Venerável Rodolfo Komorek e também mensagens sobre o Padre Rodolfo pelo www.twitter.com/rodolfokomorek; têm inclusive o projeto de elaborar um DVD.

ZENIT: Por que tornar a sua vida conhecida?
Dom Hilário: É saudável conhecer o Padre Rodolfo e torná-lo conhecido, recomendar sua devoção ao povo, em particular aos doentes, aos pobres, aos que buscam a Confissão, pessoas às quais o Padre Rodolfo mais dedicou sua vida. Apesar do seu estilo próprio de vida um tanto severo, quem conheceu de perto o Padre Rodolfo sabe como ele era gentil, delicado, atencioso, serviçal, de modo especial com os pobres e os doentes, além de viver em constante união com Deus e contínua oração.






Breve Biografia

Padre Rodolfo Komórek nasceu no dia 11 de outubro de 1890, em Bielsko, na Polônia, e muito antes de se tornar padre já demonstrava sinais de santidade. Sua trajetória de vida está intimamente ligada a São José dos Campos, onde emprestou seu nome a um cemitério, rua e instituto de padres salesianos.
A infância foi marcada pela dedicação aos pais, à escola e à Igreja. Já no Seminário de Weidenau, uma pequena cidade da Polônia, era chamado de santo pelos colegas.
Conhecido por seu espírito penitente, logo que se ordenou sacerdote, em 1913, trabalhou como vigário cooperador em localidades próximas a sua terra natal.
Quando a Primeira Guerra Mundial estourou, em 1914, atuou como capelão militar em Cracóvia – chegou a ser condecorado pelo governo austríaco com a Cruz Espiritual de Mérito e foi homenageado pela Cruz Vermelha. Foi preso pelo exército italiano durante dois meses em Trento e, depois de libertado, voltou à Polônia, onde ingressou na Congregação dos Salesianos de Dom Bosco.
Em 1924, Padre Rodolfo chegou ao Brasil, enviado para dar atendimento espiritual aos colonos poloneses de Dom Feliciano (RS). Mais tarde, foi transferido para o Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora de Niterói (RJ) e desenvolveu atividades como vigário cooperador em Luiz Alves (SC).
No Vale do Paraíba, a primeira cidade onde chegou foi Lavrinhas, na época em que começou a sentir os primeiros sintomas de doença pulmonar. Veio morar em São José dos Campos no início da década de 1940.
Mesmo durante o tratamento contra a tuberculose, Padre Rodolfo dedicou-se a atender doentes em hospitais, asilos e pensões hospitalares da cidade, considerada então uma estância climática.
Sua morte, ocorrida no dia 11 dezembro de 1949, foi marcada pelas manifestações de carinho da população joseense. Foi enterrado no cemitério do centro de São José – que recebeu seu nome em 2003.
Entretanto, no local existe apenas uma referência , pois em 1996, Dom Nelson Westrupp, então bispo diocesano autorizou a exumação e transladação de seus restos mortais para a Casa de Relíquias, anexa à Paróquia Sagrada Família em São José dos Campos, e que recebe grande número de devotos.


ORAÇÃO PARA PEDIR A DEUS A GLORIFICAÇÃO DO VENERÁVEL PADRE RODOLFO KOMÓREK


Ó Jesus, no Venerável Padre Rodolfo nos destes um comovente exemplo de amor aos pobres e aos doentes, de paciente dedicação ao ministério das Confissões. Sua vida de caridade e penitência constitui um contínuo apelo ao seguimento do Evangelho. Concedei-nos, por sua intercessão, a graça que vos pedimos (pedir a graça desejada), e a sua glorificação entre os santos da vossa Igreja, que ele honrou com uma vida de grandes virtudes. Amém.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória

Venerável Padre Rodolfo, rogai por nós.
(Com aprovação eclesiástica)

Fonte:
www.sagradafamiliaonline.org.br/familia-salesiana.php?cg...rodolfo-komorek





Restos Mortais: na chamada “Casa das relíquias”, junto a Paróquia Sagrada Família, em São José dos Campos (endereço abaixo).
Para visitação dos fiéis: ‘Casa das Relíquias’, no endereço abaixo.
Causa de canonização: sediada na Diocese de São José dos Campos, SP. Ator: Congregação Salesiana (Sociedade Salesiana de São João Bosco).
Processo informativo diocesano iniciado em 31/01/1964 e concluído em 1969; Decreto de validade em 20/abr/1990; Decreto sobre a Heroicidade das Virtudes em 6/abril/1995; processo informativo diocesano realizado em 2005 sobre um milagre está em julgamento de mérito. Postulador: Pe. Enrico Dal Covolo, sdb; vice-postulador: Pe. Reinaldo Barbosa de Oliveira.
Bibliografia sobre Pe. Rodolfo:
LIMA, Ébion de. Rodolfo Komorek, o Padre Santo. São paulo: 2ª ed., 1972, 129pp.
AZZI, Riolando. Uma presença entre os pobres – Pe. Rodolfo Komorek. São Paulo: Ed. Salesiana Dom Bosco, 1981, 304pp.




Para comunicar graças alcançadas pelo servo de Deus e maiores informações:

Casa Padre Rodolfo (relicário)
Rua Padre Rodolfo, 28 – Vila Ema
12243-080 – São José dos Campos - SP
Tel.: (12)3942-8048
Ou
Paróquia Sagrada Família (vizinha do relicário)
Tel.: (12) 3921-9460

Fontes: 
santosdobrasil.org.br/?system=news&eid=305
www.deuslovult.org/2012/11/01/veneravel-padre-rodolfo-komorek/
padrerodolfokomorek.blogspot.com/

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