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quinta-feira, 12 de abril de 2018

Beato Miguel Kozal: Bispo e Mártir, morto por nazistas.





Miguel Kozal nasceu em 1893 na Polônia no seio de uma família de camponeses piedosos. Foi ordenado sacerdote em 1918 e exerceu o seu ministério nomeadamente como pároco na cidade de Bydgoszcz. Pio XII nomeou-o bispo auxiliar de Wloclawek a 13 de Junho de 1939 nas vésperas do início da segunda guerra mundial, com o título episcopal de Lappa.
Depois da ordenação sacerdotal, dedicou-se intensamente ao trabalho pastoral em diversas paróquias e mais tarde à formação espiritual da juventude como diretor de uma escola secundária. Deu mostras do mesmo zelo e empenho quando o transferiram para o seminário de Gniezno, onde lecionou durante doze anos.
Em 1939 foi designado pela Santa Sé Bispo auxiliar da diocese de Wloclawek. Duas semanas depois da consagração episcopal, deflagrou-se a Guerra Mundial e a Polônia foi invadida pelas tropas alemãs. Os chefes nazistas, dominados pelo ódio contra a fé católica fecharam igrejas e colégios, prenderam padres e proibiram todas as publicações religiosas. O novo bispo reagiu, defendendo os direitos da fé. Foi admoestado, perseguido e, por fim, preso.
Quando as tropas alemãs invadiram a Polônia, a diocese de Wloclawek encontrou-se dentro da zona anexada ao Reich. O regime de ocupação era terrível e tudo era feito para destruir a elite, nomeadamente os professores da Universidade e o clero diocesano em geral.
A diocese, particularmente atingida, irá ver desaparecer durante a guerra metade do seu clero. De Miguel Kozal pode dizer-se como deste ou daquele outro mártir beatificado, que ele foi um “no meio de milhares de outros”, porque o número dos mártires é bem superior ao número daqueles que a Igreja beatificou.


Logo a 7 de Novembro de 1939 ele foi apreendido, internado e torturado, primeiro num convento em Wloclawek e depois em Lad, Szczeglin e Berlim. Em 3 de Abril de 1941 foi deportado para Dachau, campo de concentração de triste memória, onde se faziam experiências inacreditáveis e inumanas. Ele aí permanecerá durante 20 meses, maltratado pelos guardas, mas continuando a oferecer os seus serviços e o seu ministério sacerdotal aos numerosos outros deportados.
No cárcere ofereceu generosamente a Deus a própria vida como holocausto pela libertação dos sacerdotes. Quanto sofreu e quanto rezou nos três anos de prisão, é difícil imaginar. Contudo, ele preocupava-se mais com os sofrimentos dos outros do que com os seus. Foi, por assim dizer, o anjo tutelar dos sacerdotes que juntamente a ele penavam nos calabouços nazistas.
Era grande a sua alegria quando lhe era possível distribuir ocultamente a Eucaristia aos presos. Dizia-lhes: “Dou-vos o dom mais precioso, Jesus Eucarístico. Deus está conosco. Deus nunca nos abandona”.
O Bispo Miguel Kozal não foi apenas mártir, mas verdadeiro mestre dos mártires. Com o seu exemplo e palavras, na sexta-feira da Paixão de 1942, todos os presos puderam conhecer melhor o mistério da dor, todos sentiram que participavam um pouco no sofrimento do Salvador pela salvação dos homens.
Em 26 de Janeiro de 1943, na enfermaria do campo de concentração de Dachau, um médico pôs fim aos seus sofrimentos, ao mesmo tempo que a sua vida, por meio de uma injeção que sem o menor escrúpulo lhe administrou. Estava com 50 anos incompletos
A quando do encerramento do Congresso Eucarístico da Polônia que se realizou em Varsóvia, o Papa João Paulo II beatificou-o em 14 de Junho de 1987, classificando-o entre os mártires e invocando o seu testemunho fiel e a sua fé inquebrantável em Cristo.


















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