“A
Pureza foi a sua vocação, a sua missão e, na fase final da sua vida, a força
secreta da sua imolação” (Mons. Paolo
Carta, Arcebispo de Sassari, nas exéquias da Venerável Serva de Deus).
Paola Muzzeddu
nasce em Aggius (na Sardenha, região da Itália), em 26 de fevereiro de 1913, numa
família de agricultores modestos. É com a mãe que ela recebe uma fervorosa
educação religiosa e o espírito de sacrifício. Na verdade, a vida é dura e, em
1937 , seus pais a mandam para Sassari para frequentar aulas de costura e
trabalho doméstico, na esperança de encontrar uma vida melhor.
A sua vida foi
logo caracterizada por particulares experiências místicas: “sentia a presença de Deus, como uma pessoa
que fala!”.
Ela vive com uma
certa Maria Lepori, com quem compartilha as mesmas aspirações espirituais. Uma
ajuda a outra no progresso da vida cristã.
Nossa Senhora,
em visão interior, no dia 23 de dezembro de 1943, em Viddalba, lhe revela que o
Senhor quer dela uma comunidade de irmãs que se esforçariam por viver, com perfeição,
um carisma único, a santa pureza, tendo como modelo a Imaculada: “sereis
um sinal de minha pureza”. Praticariam, de forma profética no mundo,
uma das bem-aventuranças: “bem-aventurados os puros de coração, pois, verão a
Deus”.
A Virgem pede
para ser invocada de um modo especial: “Um dia a senti passar como um vento e
me disse: ‘invoca-me, Mater Purissima’”! E pede para ela difundir uma especial
imagem mariana: “... vestida de azul
celeste com cordão na cintura de onde penderá o terço branco; o véu branco,
cercado de uma finíssima listra dourada. Os olhos voltados para as almas, na
mão um buquê de lírios apoiados no peito e na outra mão o terço branco, fazendo
um gesto que quer dizer: ‘Vinde a mim, vós todos que necessitais de Pureza’. A
estátua será apoiada sobre um buquê de lírios”.
A partir de
então, Paola redobra seu fervor e toma o exemplo da Virgem Maria, para a qual
desenvolve sua devoção. A partir de 05 de outubro de 1947, Paola, Maria Lepori
e mais quatro jovens mulheres se unem na vida, vivendo como freiras. Em 08 de
dezembro de 1948, Dom Arcangelo Mazzoti, arcebispo de Sassari dá-lhes o hábito
religioso. Este foi o nascimento da Sociedade das Filhas de Mater Purissima.
Elas são comumente chamadas de “celestinas”, devido à cor azul de seu hábito
religioso. Além de uma intensa vida de oração e de imitação da Virgem Maria, o
seu apostolado centra-se na juventude feminina, com o objetivo de transmitir os
valores do Evangelho e exortá-la à pureza da vida.
Madre Maria
Paola assume a liderança da pequena comunidade, que ela administra como mãe,
usando mais gentileza e exemplo do que autoridade. Nos anos que se seguiram, a
pequena sociedade se desenvolveu, com a chegada de muitas vocações, levando à fundação
de conventos. Falta-lhes meios financeiros e materiais, mas, Madre Maria Paola
confia e as fundações são sempre realizadas. Sob as ordens de seu confessor,
ela mantém um diário de 1927 a 1956, no qual ela traça aflições diabólicas,
variando de inspirações de desânimo a agressões físicas.
Em 08 de
dezembro de 1968, Paola percebeu que o Senhor aceitou a oferta total de sua
vida pela santificação dos sacerdotes. Depois de três anos de sofrimentos,
nasce para o Céu em 12 de agosto de 1971, na hora do Angelus.
A causa da
beatificação e canonização de Maria Paola Muzzeddu começa em 11 de junho de
1992, em Sassari. A investigação diocesana que reúne os testemunhos de sua vida
termina em 07 de outubro de 2004, depois foi enviada a Roma para ser estudada
pela Congregação para as Causas dos Santos.
Após o relato
positivo das diversas comissões sobre a santidade de Maria Paola Muzzeddu, o Papa Francisco prosseguiu no reconhecimento de suas virtudes heroicas
em 11 de junho de 2019 , dando-lhe assim o título “Venerável”.
Aquela que é
conhecida como a Missionária da Pureza, continua a representar um límpido
modelo de autêntica vida cristã para quem quer experimentar a beleza da pureza
de coração.
Um comentário:
Como sacerdote peço sua intercessao.
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