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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Venerável Serva de Deus Alessandra (Sandra) Sabattini, virgem e leiga - a "noiva santa".







Em 06 de março de 2018, o Papa Francisco aprovou o decreto que reconhece as virtudes heroicas da italiana Sandra Sabattini, uma jovem falecida aos 23 anos, que poderia se tornar a primeira noiva santa da Igreja Católica.


Sandra Sabattini, estudante de medicina, noiva, nasceu no dia 19 de agosto de 1961 em Riccione, em uma família profundamente católica, e viveu seus primeiros anos no município de Misano Adriatico, na província de Rimini. Aos 04 anos, ela e sua família se mudaram para a casa paroquial da Paróquia de San Girolamo, onde era pároco um de seus tios, Pe. Giuseppe Bonini, irmão de sua mãe.

 No dia 24 de janeiro de 1972, aos 10 anos de idade começa a escrever em um diário: "A vida vivida sem Deus é um passatempo, divertido ou não, com tédio, na qual se vive à espera da morte". Esse diário, rico em espiritualidade, e que dá uma mostra da beleza de alma de Sandra, será publicado por vontade de padre Oreste depois de sua morte.

Aos 12 anos conhece padre Oreste Benzi, fundador da Comunidade Papa João XXIII, que se dedicava aos muito pobres. Esse encontro marcou deveras o coração da adolescente, que também foi tocado pela graça de uma especial amor e misericórdia pelos pobres e necessitados. Após uma experiência missionária com o grupo, voltou para casa com uma certeza: “Nós quebramos nossos ossos, mas essas são as pessoas que nunca abandonarei”

Alguns anos mais tarde, inicia seus estudos em medicina. Em seu tempo livre e em suas férias, dedicava-se a atender os enfermos. Com uma vida intensa de oração, o terço diário e a meditação cotidiana da Palavra de Deus, Sandra também tinha o costume de rezar na primeira hora de cada ano (de meia-noite à 1h) diante do Santíssimo Sacramento.



Dedicada aos estudos, se prepara espiritual e psicologicamente para uma possível partida para a África, um dos muitos sonhos que ela mantinha em uma gaveta, juntamente com o projeto de um futuro com o jovem Guido, um rapaz um pouco mais velho que ela, com quem estava noiva. Foi aos 20 anos que conheceu Guido Rossi, com quem compartilhava os mesmos ideais, como o sonho de um dia, após casados, irem para a África a fim de fundar uma comunidade que serviria aos “últimos dos últimos”.

Em 29 de abril de 1984, aos 23 anos, ia com Guido a um encontro da Comunidade Papa João XXIII. Assim que saiu do carro e esperava para atravessar a rua, foi atropelada por outro veículo que seguia na direção contrária. Gravemente ferida, entra em coma. Três dias depois, no dia 02 de maio de 1984, Sandra morre no hospital a Bologna.  





Em setembro de 2006, o então Bispo de Rimini, Dom Mariano De Nicolò, abriu a causa de canonização, com cerca de 60 testemunhos sobre suas virtudes. No final da investigação sobre sua vida, virtude e fama de santidade, ela foi declarada Serva de Deus.

Ao postular sua causa, o fundador, Pe. Oreste Benzi explicou, assim, a promoção de sua causa: "Há os esposos santos, os pais santos. Mas não seria bom ter uma namorada santa”? Sim, realmente, Sandra e Guido vivam um namoro e um noivado santos, pautados pelo amor sincero e casto, colocando-se ambos a serviço de sua Comunidade e da Igreja.

Apenas em 2003, Pe. Oreste editou a primeira edição do "Diario di Sandra", uma coleção de escritos de onde surge um modelo juvenil de fidelidade evangélica excepcional.

Em uma recente entrevista a TV 2000, Guido recordou: “a primeira vez que saímos juntos (...) ela me levou a um cemitério, para olhar os rostos das senhorinhas nas sepulturas esquecidas, para perceber nessas vidas esquecidas a presença real do Senhor que nunca nos esquece”.

“O tempo do namoro não era simples ou somente uma alegria humana, mas era uma alegria que se devia ao fato de que esta relação estava no centro de um projeto maior”, ressaltou.

Sandra Sabattini foi definida como uma “santa do cotidiano”, pois não fez nada extraordinário, segundo descreve sua biografia, intitulada “A santa ao lado”, uma obra em dois volumes editada pela teóloga Laila Lucci, com prefácio do atual Bispo de Rimini, Dom Francesco Lambiasi.

A documentação sobre a cura de Stefano Vitali, ex-presidente da Província de Rimini, ocorrida em 2007 após ter pedido a intercessão de Sandra Sabattini, já foi enviada à Congregação para as Causas dos Santos e será meticulosamente examinada para uma eventual beatificação.




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