Páginas

Encontre o (a) Santo (a), Beato (a), Venerável ou Servo (a) de Deus

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Beata Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, Virgem e Fundadora, Índia 1876-1926


A Beata Teresa Chiramel Mankidiyan nasceu em 26 de abril de 1876, em Puthenchira, no estado de Kerala (Índia). O nome de Maria foi adicionado anos depois, após ter uma visão da Mãe de Deus que lhe disse que também deveria ter esse nome.

Como escrevia na autobiografia, redigida por obediência ao seu diretor espiritual, desde a mais tenra idade sentiu um intenso desejo de amar a Deus, que a levava a ir à Missa diariamente com a sua mãe, a jejuar quatro vezes por semana e a recitar o Santo Rosário várias vezes por dia. Costumava deixar as brincadeiras de criança para rezar e fazer uma série de sacrifícios, orações, vigílias e jejuns que preocupavam sua mãe porque afetavam sua saúde. A sua mãe procurava dissuadi-la desses severos jejuns, mas ela persistiu neste gesto a fim de se assemelhar cada vez mais a Cristo sofredor, e chegou a consagrar a sua virgindade quando tinha apenas dez anos.

Como consequência da morte de sua mãe, interrompeu o estudo escolar, mas, continuou muito interessada no discernimento da sua vocação. Queria uma vida escondida para se dedicar à oração. Em 1891, decidiu sair de casa para levar uma vida eremítica e de penitência, mas, o seu projeto fracassou.

Intensificou então a sua colaboração na paróquia, juntamente com três companheiras, dedicando-se aos pobres, aos doentes, às pessoas abandonadas e aos órfãos. Orava pelos pecadores, fazendo contínuos jejuns pela conversão deles. Esse apostolado era demasiado revolucionário para os moralistas do seu tempo e por isso sofreu fortes críticas, inclusive nos ambientes eclesiásticos.

Recebeu muitos favores místicos de Deus, como ter visões de Nossa Senhora e dos Santos, assim como os estigmas de Cristo que recebeu em 1909 e que sempre manteve em segredo. Sofreu terrivelmente, também, ataques do demônio. Mas, permaneceu sempre no caminho da humildade e do escondimento. O seu bispo, duvidando da autenticidade de tais fenômenos místicos, mandou-a submeter-se várias vezes a exorcismos.
Em 1903, explicou ao Vigário Apostólico de Trichur o seu desejo de fundar uma casa de retiro e oração, mas, foi-lhe sugerido entrar no convento das Clarissas Franciscanas. Depois, tendo sido enviada ao convento das Carmelitas de Ollur, também ali Maria Teresa percebeu que não era essa a sua vocação.

Finalmente, o bispo compreendeu que Deus desejava uma nova congregação religiosa ao serviço da família. No dia 14 de Maio de 1914 foi erigida canonicamente a nova congregação, que se denominou Congregação da Sagrada Família. Durante e após os difíceis anos da Primeira Guerra Mundial, com indômita energia e total confiança na Providência divina, ela deu vida a três novos conventos, duas escolas, uma casa de estudos e um orfanato.

Após doze anos de muito trabalho, teve uma queda que lhe causou uma ferida, que não pôde ser controlada devido a diabetes que sofria. Morreu com fama de santidade no dia 8 de junho de 1926.



Foi beatificada por São João Paulo II em 9 de abril de 2000. Em sua homilia, o Papa peregrino disse:
“Desde a infância, Maria Teresa Mankidiyan sabia instintivamente que o amor de Deus por ela exigia uma profunda purificação pessoal. Comprometida numa vida de oração e de penitência, a disponibilidade da Irmã Maria Teresa em abraçar a Cruz de Cristo permitiu-lhe permanecer firme diante dos frequentes mal-entendidos e das árduas provações espirituais. Convicta de que ‘Deus dará a vida eterna àqueles que convertem os pecadores e os orientam pelo caminho reto’, a Irmã Maria consagrou-se a esta tarefa mediante visitas, conselhos, orações e a prática penitencial. Por intercessão da Beata Maria Teresa, todos os consagrados e consagradas sejam fortalecidos na própria vocação de rezar pelos pecadores e de atrair os outros a Cristo através de palavras e exemplos”.
Será proclamada Santa da Igreja Católica, juntamente com outros quatro beatos, no dia 13 de outubro de 2019, pelo Papa Francisco.

Sobre essa religiosa, o bispo indiano James Pazhayattil, falecido em 2016, disse que “se parece com Madre Teresa de Calcutá. Além de compartilharem o mesmo nome, têm em comum não só ter fundado uma congregação religiosa – uma, as Missionárias da Caridade, a outra, as Irmãs da Sagrada Família –, mas, sobretudo, as duas se caracterizam pelo serviço a favor dos marginalizados, dos pobres, dos doentes e dos moribundos”.


A congregação das Irmãs da Sagrada Família conta atualmente com cerca de duas mil religiosas que atendem escolas, hospitais, enfermarias, casas para pessoas com deficiência mental e física, centros sociais entre outras obras.




Nenhum comentário:

Postar um comentário