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quarta-feira, 14 de março de 2018

Venerável Servo de Deus Donizetti Tavares Lima, presbítero brasileiro.




A tradicional benção do Pe. Donizetti. Muitos atribuíam
curas e milagres através de sua benção. 
Pe. Donizetti Tavares de Lima nasceu na cidade de Cássia-MG, no dia 03 de Janeiro de 1882, filho de Tristão Tavares de Lima e de Francisca Cândida Tavares de Lima, teve 08 irmãos. Quando Donizetti tinha quatro anos de idade, sua família mudou-se para a cidade de Franca-SP onde fez o curso primário e foi aprendendo os rudimentos da música.
Aos 15 anos de idade foi matriculado no curso preparatório do antigo Seminário Episcopal de São Paulo e depois de três anos cursou o Colégio em Sorocaba, voltando no ano de 1900 para o Seminário. No dia 12 de Julho de 1908 foi Ordenado Sacerdote em Pouso Alegre-MG.




Padre Donizetti quando jovem.
Passou pelas Paróquias de São Caetano em Pouso Alegre; Jaguariúna; Paróquia de Santa Mãe de Deus; Paróquia Sant’Ana em Vargem Grande do Sul; no dia 24 de maio de 1926 foi nomeado Pároco da Paróquia Santo Antônio em Tambaú- SP onde chegou no dia 12 de junho do mesmo ano, sua posse aconteceu no dia 13 de junho de 1926.
Trabalhou por 35 anos em Tambaú até o dia 16 de Junho de 1961 quando faleceu aos 79 anos de idade por complicações cardíacas.
 “Pe. Donizetti tinha vida austera, sem luxo, nada de requinte. Sua aspiração era servir a Deus sobre todas as coisas. Tinha total zelo pelas crianças e idosos, mas acolhia a todos sem distinção”. (Livro Pe. Donizetti de Tambaú – José Wagner Azevedo).


Fundou uma creche, a Casa da Criança, cuidou dos trabalhadores, fazendo o circulo operário, e por fim olhou pelos idosos e fez o Asilo.
Possuía grande devoção e fé a Nossa Senhora Aparecida e providenciou uma imagem da Mãe de Nossa e assim a entronizou na Igreja Santo Antônio.
Em 1929 um incêndio destruiu tudo o que havia na igreja Santo Antônio, mas o fogo não destruiu a Imagem de Nossa Senhora Aparecida que foi salva intacta. Este fato foi atribuído como um sinal de Deus.
Na década de 50 muitos fatos aconteceram e que levaram o Pe. Donizetti a ter fama de Santo, muitas curas foram atribuídas a ele através de sua benção.


A Igreja São José não comportava tantas pessoas então foi construído um palanque em frente a Casa Paroquial na porta principal onde ele falava com todos em geral, já não podia atender individualmente cada um e tomou a decisão que no dia 30 de maio de 1955 seria a sua última benção em publico, mas prometeu que mesmo sozinho em seu quarto ele continuaria a rezar por todos.
Aconteceu o encerramento de sua benção com grande multidão presente na cidade de Tambaú , aviões sobrevoaram o local derramando uma chuva de pétalas de rosas, grande emoção tomou conta de todos, no dia 30 de maio de 1955.
O Pe. Donizetti faleceu no dia 16 de junho de 1961. A sua saúde foi se complicando devido ao diabetes e algumas insuficiências cardíacas fizeram que fosse internado várias vezes para que recebesse o tratamento no Hospital. Na manhã do dia 16 de junho, sentado em uma cadeira na porta da Casa Paroquial por volta das 11h e 15min ele faleceu.
Durante toda tarde e noite o velório aconteceu na Igreja São José e milhares de pessoas se aglomeravam para ver pela última vez o Pe. Donizetti e no dia 17 foi o sepultamento.
Após o seu falecimento até nos dias de hoje, muitos relatos de curas de Tambauenses e romeiros estão registrados, testemunhos de devotos a ele atribui graças.




História do Santuário Nossa Senhora Aparecida

Padre Donizetti Tavares de Lima, nascido na cidade mineira de Cássia no dia 3 de janeiro de 1882, tinha um grande sonho, que era o de construir uma igreja que homenageasse Nossa Senhora Aparecida, sua santa de devoção. Porém não conseguiu realizar esse desejo em vida. Então, depois de sua morte (16 de junho de 1961), uma comissão presidida por Manoel Meirelles Alves deu início às providências para a construção da nova igreja, onde na década de 50 ficava a Capela São José.
A história religiosa da cidade paulista começou com a criação da Paróquia de Tambaú, sob a invocação de Santo Antônio, no dia 14 de maio de 1902. Nessa época tomou posse o primeiro vigário de Tambaú, padre Cassiano Ferreira de Menezes. Depois de sua morte o sucessor foi o padre Napolitano Salvador Sorrentino. 
Enquanto a matriz de Santo Antônio era construída os ofícios religiosos eram rezados na Igreja de São José. Transferido para São Joaquim da Barra, padre Sorrentino foi substituído pelo padre italiano Francisco Curti. Padre José Fernandes Pimenta assumiu a função do padre Francisco, seguido pelo padre Manoel Pinto Vilela, que viajou para Portugal, dando lugar ao padre Colombo, das Sete Capelas de Ribeirão Preto. Padre Manoel voltou a Tambaú e foi transferido para a Paróquia de Vargem Grande do Sul. De seu lado, o padre de Vargem Grande, Donizetti, foi transferido para Tambaú.


Ao assumir a paróquia, padre Donizetti encomendou a réplica da imagem de Nossa Senhora Aparecida para colocar na Igreja Matriz de Santo Antônio. Em 1929, um incêndio provocado por um curto circuito destruiu completamente a igreja. Das 23 imagens que havia no local restou intacta apenas a imagem da padroeira do Brasil, retirada do incêndio pelo padre Donizetti. Diante do fato o padre prometeu construir um santuário para a Virgem Santíssima. Seu desejo, porém, só foi concretizado após sua morte, aos 79 anos.
O lançamento da pedra fundamental do Santuário Nossa Senhora Aparecida ocorreu no dia 1º de novembro de 1961. O término foi no ano de 1966. O Santuário foi inaugurado quando era vigário o padre Luiz Girotti. Porém, não houve uma inauguração formal porque foi aberto para visitação antes da finalização das obras. Em outubro de 1966, o Santuário serviu para solenidades religiosas da Missão Redentora. 




Na década de 50, Tambaú (SP) foi cenário de um fenômeno sócio religioso que impactou diretamente todo o município: o padre Donizetti Tavares de Lima. Há informações de que o padre ficou conhecido quando curou as pernas cheias de feridas de um vendedor ambulante de vinho. O homem contou o milagre que o padre realizou para os comerciantes das cidades vizinhas, e em poucos dias os romeiros começavam a chegar a Tambaú para receber as bênçãos. A partir de então os milagres que realizava extrapolaram os limites do pequeno município da região de Ribeirão Preto. Aproximadamente 40 mil visitantes chegavam todos os dias à cidade da fé.






Em 1954, Tambaú contava com 16 mil habitantes, 4.500 na cidade e 11.500 na zona rural. A quantidade avassaladora de pessoas em busca das curas, através da intercessão do padre Donizetti, comovia o País e se propagava por nações das Américas, Europa e Ásia. Ele recebia cartas da Espanha, de Portugal, da Ilha da Madeira, do Uruguai, dos Estados Unidos, da Itália, da Iugoslávia, de Porto Rico, dentre outros. 
A multidão vinda de todas as regiões do Brasil e do mundo, entre homens, mulheres, crianças, idosos, aleijados transportados em macas ou se arrastando, subia até a Praça dos Milagres formando um rio humano. Em cada um a esperança em busca de graças renascia com a presença do religioso. 
Uma pacata cidade até então se transformava em um grande centro de agitação promovido pela fé. Nas primeiras horas do dia inúmeros veículos que traziam os fiéis se juntavam à frente da Casa Paroquial e ficavam à espera de miraculosa bênção.







Donizetti rezava como de costume a Santa Missa das 7h, no altar montado na porta principal da Capela de São José, e dava bênçãos públicas, ponto alto das atividades religiosas, às 9h e 20h. Quando a quantidade de pessoas era muito grande também dava às 12h. No começo, da janela de sua casa. Posteriormente, com o aumento do número de devotos, passava para um pequeno palanque improvisado junto à porta de sua casa.
A cidade de Tambaú continua recebendo visitas dos devotos de Padre Donizetti que vão à Casa Museu (antiga Casa Paroquial), Santuário Nossa Senhora Aparecida e seu jazigo no Cemitério Municipal.


O Milagre da Corrente completa 62 anos

No período de 1954 a 1955 quando Tambaú recebeu grande multidão para receber pessoalmente a benção do Pe. Donizetti, mais um caso que deixou muitas pessoas sensibilizadas com a situação de uma moça.
Uma testemunha deixou relatado na época sobre uma mulher era considerada louca, que ninguém a segurava e seus pais a acorrentaram, então a trouxeram em Tambaú. Naquele dia, ela gritava muito e não queria entrar na Casa Paroquial e a levaram até ao Pe. Donizetti para abençoá-la, pois estavam desesperados. Ao chegar perto do Padre Donizetti, ele lhe deu a benção e em seguida pediu aos pais para que tirassem a corrente, mesmo que receosos eles tiraram e ao fazer isso, sua filha se acalmou e parou de gritar e desde então ela ficou curada. Esse fato ficou conhecido como o “milagre da corrente”, que está exposto em foto na Casa Museu do Pe. Donizetti.


Milagre do Braguinha



Este Caso do Braguinha também teve grande repercussão na época de 1954 e 1955, quando grade número de pessoas vinham em busca de um alívio para o corpo e para a alma, através da bênção poderosa do Servo de Deus Padre Donizetti Tavares de Lima. O garoto José Alexandre Braga, nascido em 22 de abril de 1950 na cidade mineira de Guaranésia, tinha 05 anos e era apelidado de Braguinha.
Quando criança usava uma bota ortopédica, pois era portador de um processo agudo de articulação na coxa em uma de suas pernas, fazendo com que se locomovesse com aparelho. Com os melhores médicos que ele consultou disseram que não tinha cura. Porém, um dia Braguinha acordou e disse para sua mãe, que em Tambaú tinham um padre que ia fazê-lo andar, sua mãe nunca ouvira falar dessa cidade, nem se quer de um padre milagreiro.
Mas na manhã seguinte, quebrou em frente a sua casa um caminhão pau-de-arara de romeiros que estavam dirigindo-se para Tambaú, e parou para pedir ajuda. Aquelas pessoas que ali estavam viram o menino daquele jeito, conversaram com os pais que concordaram e assim chegaram a Tambaú. O Pe. Donizetti simplesmente deu a bênção pública como de costume para todos e se aproximou do menino Braguinha que pediu para sua mãe que tirasse as botas ortopédicas. Braguinha começou a andar normalmente e foi-lhe dada uma bola de futebol com a qual começou a brincar. Desde então ele foi curado e no futuro, Braguinha passou a ser jogador de futebol profissional.
José Alexandre Braga esteve recentemente em Tambaú visitando a Casa do Pe. Donizetti e relembrou mais uma vez este grande milagre que recebeu em sua vida.



Braguinha com seus pais/Braguinha caminhando normalmente/Braguinha adulto (à direita)





Oração pela beatificação do Padre Donizetti

Pai Santo, nós vos louvamos e agradecemos pela vida de santidade do Padre Donizetti, por suas virtudes e dons. Ele foi sacerdote zeloso na pregação e na administração dos Sacramentos, disponível no atendimento pastoral e no serviço aos pobres, e foi ungido em distribuir bênçãos pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida.
Para vossa glória e salvação das almas, nós vos pedimos que ele seja elevado à honra dos altares e que, por sua intercessão, nos concedais a graça de que tanto precisamos (faça seu pedido).
Isso vos pedimos por Jesus Cristo Vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. Amém.
(Pai Nosso, Ave Maria, Glória)


Para ouvir a bênção do Padre Donizetti, clique aqui.
Para mais informações sobre Padre Donizetti, clique aqui.












Mausoléu de Padre Donizetti 

Restos mortais de Padre Donizetti














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