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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Servos de Deus Jerônimo e Zélia, um exemplo de santidade matrimonial e de bondade cristã.



Servos de Deus Jerônimo e Zélia, Esposos. 
Jerônimo de Castro Abreu Magalhães e Zélia Pedreira Abreu Magalhães casaram-se em 27 de julho de 1876, na Chácara da Cachoeira, Tijuca. Ele engenheiro civil e ela uma jovem letrada, com primorosa formação artística, literária e científica, de modo que aos 14 anos traduziu do italiano para o português, a obra de Cesare Cantu “Il Giovinetto”, que publicou sob o título de “O Adolescente”.
Após uma temporada em Petrópolis, o casal fixou sua residência na Fazenda Santa Fé, perto do Carmo do Cantagalo, Província do Rio de Janeiro e há muito pertencente à família Abreu Magalhães. Lá os dois constituíram um autêntico lar cristão. Na fazenda tinha uma capela, na qual inúmeras vezes ao dia podiam-se vê rezando, como também seus escravos, que só iniciavam o trabalho do dia sempre com oração guiada pelo casal no pátio da fazenda onde havia um coreto.
Jerônimo e Zélia se preocupavam muito com a vida espiritual deles, por isso, eles sempre participavam da Santa Missa, confissões e catequese sempre promovidas pelo casal. Eles mesmos os catequizavam, adultos e crianças. Jerônimo e Zélia nunca trataram seus escravos como sendo propriedades suas. Lá eles viviam em liberdade e recebiam, inclusive, salário. Quando foi assinada a lei Áurea em 13 de maio de 1888, na Fazenda Santa Fé os escravos permaneceram residindo lá, pois junto com Jerônimo e Zélia eles sempre viveram e foram tratados como pessoas livres, pois já a muito tempo o casal havia libertados os escravos de sua Fazenda. Lá eles construíram uma enfermaria para tratar dos escravos doentes e, periodicamente, vinha um médico e Jerônimo e Zélia iam com seus filhos visitá-los e também tratar deles.
Desse santo e feliz casamento nasceram-lhes treze filhos: quatro falecidos em tenra idade, tendo todos os demais (três homens e seis mulheres) abraçado diferentes Ordens Religiosas. Dentre eles, o franciscano Frei José Pedreira de Castro, professor de Ciências Bíblicas, que fundou em 1956 o Centro Bíblico e o curso de Sagrada Escritura por correspondência, cuja a repercussão alcançou todos os Estados da Federação numa intensidade jamais prevista, se tornando ele personagem Histórico da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil.
Em 1909, Jerônimo morreu em odor de santidade. Zélia foi então cuidar de seu pai, cuja esposa havia falecido em 1901. Ela ficou residindo com ele até sua morte em 01 de novembro de 1913. A partir daí, Zélia então concretiza um antigo desejo seu de se tornar religiosa, ingressando então no Convento das Servas do Santíssimo Sacramento, o “Venite Adoremus”, estabelecido em 1912 no Largo do Machado, Rio de Janeiro.
Após vender todos os seus bens e doá-los aos mais necessitados e também a Igreja, depois de ter cumprido a passagem do Evangelho de vender tudo e aos pobres para depois seguir a Jesus mais de perto, Zélia a partir de então passaria a ser chamada de Irmã Maria do Santíssimo Sacramento, tomando o habito para a vida religiosa em 22 de janeiro de 1918, vindo a terminar sua edificante e modelar existência no dia 8 de setembro de 1919, em justa fama de santidade.

Inúmeras são as graças alcançadas pela intercessão deste grande casal fiel a Deus. Que não só entregaram seus filhos a Deus, mas suas próprias vidas pela causa do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Servos de Deus Jerônimo e Zélia: exemplo de santidade
matrimonial e de amor cristão pelo próximo. 



Devoção popular ao casal  Abreu Magalhães. 


Os nove filhos (na foto veem-se oito) do casal
consagraram-se a Deus na vida religiosa. 



Reconhecimento Canônico dos Restos Mortais do Casal
Jerônimo e Zélia. 


Dom Orani, Arcebispo do Rio de Janeiro, incensando
os restos mortais do casal candidato à honra dos altares. 



Um comentário:

Giovani Carvalho Mendes disse...

Que os servos de Deus Jerônimo e Zélia intercedam por nós.

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