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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Serva de Deus Magdalena Gornik, Virgem e Mística (uma das maiores dos séculos XIX).


Retrato pintado de Magdalena Gornik, uma das
maiores místicas da História da Igreja
Uma mulher eslovena que viveu 47 anos sem qualquer alimento terrestre e que trouxe as marcas das feridas de Cristo, fazendo reparação a Deus por todas as afrontas ao seu infinito Amor.


Magdalena Gornik nasceu em 1835 em uma família de pobres agricultores, na aldeia de Janeži, parte da freguesia eslovena de Gora, perto de Sodražica, que fica cerca de 50 Km ao sul de Ljubljana, a capital do país.
Seus pais eram cristãos devotos e honestos, que trouxeram ao mundo seus sete filhos com esse mesmo espírito cristão. Magdalena foi, acima de tudo, uma garota da fazenda normal, ajudando seus pais com o trabalho agrícola, desfrutando da companhia de seus amigos, sendo-lhes carinhosa e amigável.
Na primavera de 1847, quando Magdalena tinha doze anos, a Providência divina interveio em sua vida de uma forma especial. A Mãe de Deus apareceu-lhe enquanto ela caminhava para um campo para fazer uma tarefa para sua mãe. Nossa Senhora apareceu-lhe como uma camponesa, perguntando a ela se ela oferecia o trabalho diário a Deus e se amava a Jesus. Magdalena respondeu que sim, que oferecia a Deus o trabalho cotidiano  e que Jesus é quem sabe se ela O ama. Magdalena não reconheceu a mulher, pensando que a senhora era uma mulher simples da fazenda, já que estava vestida com trajes típicos da região. A mulher então apresentou-se como a Mãe de Jesus e de todos os povos. Ela indicou a sua intenção de ensinar a Magdalena as razões para seu trabalho e para quem deveria oferecer seu trabalho. Nossa Senhora disse para Magdalena amar a seu Filho, Jesus, mais e mais intensamente. Ela ensinou a Magdalena que ela deveria agradecer a Deus por toda a Sua bondade e oferecer todo o seu trabalho a Ele.
Esta visão tocou profundamente o coração de Magdalena. Ela, ainda com mais fervor, preparou-se para sua Primeira Comunhão. Magdalena recebeu a Primeira Comunhão nesse ano e foi ainda mais agraciada com uma locução interior de Cristo, que lhe disse que ela não contasse a ninguém sobre o amor intenso pela Sagrada Comunhão que ela tinha demonstrado. Com o passar dos anos foi crescendo ainda mais na piedade. Seu coração ia se tornando ainda mais inflamado de amor por Jesus e por cada Santa Missa. Começou a frequentar a escola dominical, mas não por muito tempo.
Durante o Advento de 1847, Magdalena começou a sentir-se muito mal. Em janeiro de 1848, seu estado de saúde tinha piorado a tal ponto de necessitar permanecer na cama. Suportava dores terríveis com paciência incomum. Nem suspiros ou reclamações: nenhum outro sinal de má vontade era observado nela. Não tomava qualquer tipo de medicamento. A dor aumentou gradualmente, tornando-se ainda pior em agosto de 1848. Suas pernas estavam paralisadas.
Em 02 de agosto de 1848, Magdalena teve a segunda aparição da Mãe de Deus ao acordar de um desmaio, devido à sua dor física. A Virgem apareceu-lhe com a tez pálida e um olhar triste, porém cheio de amor. Nossa Senhora disse-lhe que quando ela sofresse alguma dor, deveria suportá-la pacientemente, oferecendo toda a dor a Deus e que em tais ocasiões ela deve pensar no sofrimento de Jesus. Que ela deve confiar tenazmente em Jesus: dEle ela iria receber tudo. “No futuro, minha filha, você receberá sua comida da parte de Deus. Não sofrerá mais fome e nem sede”.
Com esta aparição da Mãe de Deus, Magdalena foi quase completamente curada. Apenas suas pernas ficaram paralisadas. Em 11 de agosto de 1848, ocorreu o primeiro dia de êxtase místico de Magdalena. Em espírito, foi transportada para um caminho escuro, íngreme, estreito e espinhoso. Em seguida, ouviu uma voz: “se você quer ir para o Céu, deve percorrer este caminho”.
Magdalena decidiu, então, que iria aceitar esse convite do Senhor: “com prazer, com prazer vou continuar nesse caminho”. A partir do dia 24 de agosto, experimentou êxtases e visões de forma regular até sua morte em 1896. Sua missão espiritual havia começado: sofrer para a expiação dos pecados e para convocar as almas à expiação. De 25 de setembro até sua morte, Magdalena não consumiu mais nenhum alimento terrestre, com exceção de algumas gotas de água. Sua comida era apenas a Sagrada Eucaristia e um “alimento místico” extraordinário que ela recebia durante os êxtases. Em seguida, na quarta feira antes do Advento de 1848, Magdalena recebeu os estigmas.
Entre 1848 e 1853 uma série de fenômenos místicos acompanhavam os êxtases e visões de Magdalena, confirmando que Deus estava falando através dela. Enquanto estava em êxtase, Magdalena exortava os assistentes, convidando-os todos à penitência, conversão e reparação das ofensas e por suas deficiências na demonstração de amor a Deus. Algumas vezes alertava para possíveis castigos de Deus caso a conversão não ocorresse. Outra confirmação foram suas declarações sobre o principal objetivo de nossa vida terrena: a redenção de cada indivíduo, e, com isso, a visão de Deus e a glorificação junto a Ele. Durante esse período, as autoridades seculares e alguns sacerdotes haviam maculado o bom nome dela, perseguindo-a através de cartas ao bispo e em artigos de jornal. A Igreja, ou melhor, o senhor bispo de Ljubljana, Dom Lobo, defendeu-a contra as autoridades seculares, convencido que estava de sua inocência (que ela não era uma impostora) e de sua piedade. A partir do dia 02 de março a 11 de abril de 1852, ocorreu uma investigação na paróquia de Sodražica. O pároco de Sodražica, Pe. Lesjak, e outros sacerdotes nas proximidades que tinham ficado em “estado de choque” e descrença em relação a Magdalena, tornaram-se convencidos da autenticidade dos fenômenos místicos e que Magdalena não era uma impostora.
Em 09 de abril de 1855, Deus curou as pernas de Magdalena depois de 07 anos de paralisia e ela caminhou novamente. No entanto, em uma visão, Jesus disse-lhe que, apesar desta cura, ela não ficaria sem sofrimento neste mundo. 
Em 1867, o pároco da paróquia de Fara, próxima a Bloke, Pe. Janez Kaplenek, aceitou Magdalena e duas de suas irmãs (Apolônia e Maria) para trabalharem na reitoria. Magdalena viveu lá até a morte de Pe. Kaplenek em 1893. Durante esse período, êxtases, visões e outros fenômenos místicos continuaram acontecendo. As autoridades seculares, que novamente a perseguiam, causaram-lhe grandes sofrimentos. Além disso, as línguas caluniosas e maliciosas se ofenderam com os fenômenos místicos e físicos incomuns, causando-lhe grande sofrimento moral.
Neste ínterim, muitas pessoas educadas, entre elas importantes dignitários eclesiásticos e seculares, testemunharam seus êxtases e o compartilhamento místico que experimentava com os sofrimentos de Cristo, especialmente durante a Semana Santa.
Em Bloke, Dr. Francis Lampe, importante filósofo esloveno, teólogo, escritor e editor, estabeleceu contato com ela e a acompanhou quase até o fim de sua vida. Magdalena e suas irmãs mudaram-se para Gora, perto de Sodražica, após a morte do Pe. Kaplenek. Elas viviam juntas na aldeia de Petrinci, onde ela continuou a viver sem comida, recebendo apenas a Sagrada Eucaristia e a comida “mística” não-ordinária, compartilhando com Cristo seus sofrimentos.
Como é de se esperar nestes casos, muitas pessoas vinham até ela com grande desejo de visita-la. Ao longo dos anos, enquanto estava em êxtase, foi repetidas vezes dito pela Mãe Santíssima e por Jesus que os dons espirituais que ela experimentava foram dados por Deus para a conversão das almas e reparação dos pecados.  Magdalena dizia que sem essa conversão, as pessoas iriam suportar grande sofrimento. Foi instruída pelo Senhor a partilhar este aviso e convite à conversão com outras pessoas.
Durante sua vida, Magdalena era ativa em sua comunidade e na igreja paroquial. Ela era professora na escola da comunidade e foi ativa socialmente como amiga e conselheira espiritual de seus alunos. O dinheiro que ganhava de salário, o dava para uma escola de crianças pobres.
Quando Magdalena estava doente, perto do fim de sua vida, uma de suas irmãs mais novas havia expressado preocupação com o grande número de pessoas que seriam, em tese, esperadas para assistir a seu funeral. Magdalena tranquilizou-a dizendo: “fique em paz, pois nosso Deus amoroso vai fazer tudo dar certo”.
Sua santa morte ocorreu no dia 23 de fevereiro de 1896, primeiro domingo da Quaresma (domingo de ramos), aos 60 anos de idade, possivelmente por tuberculose (até então não diagnosticada). Poucas horas antes de sua morte, suas irmãs vendo sua extrema fraqueza, perguntaram-lhe se não gostaria que lhe fizessem companhia. Magdalena respondeu que “não precisava, pois Jesus e Maria iriam cuidar dela”.
No dia de seu funeral, em 26 de fevereiro, confirmou-se a profecia predita por Magdalena. Aconteceu uma nevasca tão extraordinariamente pesada que apenas algumas pessoas locais foram capazes de estar presentes. Magdalena foi sepultada no cemitério da Igreja de Gora, na aldeia de Petrinci, no túmulo de seus pais.

No presente momento, há um renascimento de sua memória na Eslovênia, com peregrinos indo à sua sepultura e orando por sua intercessão. Tem havido relatos de famílias resolverem problemas familiares, a cura de doenças físicas, a recuperação do alcoolismo, a obtenção de trabalho necessário e sucesso escolar.

Nas últimas três décadas, ocorreu grande incremento da devoção
popular à Serva de Deus e afluência de peregrinos ao
seu túmulo. São muitos as curas, graças e milagres atribuídos
à sua intercessão. 


Esse avivamento é consistente com uma revelação feita por Stanislav Lenic, bispo da diocese de Ljubljana (1968-1991) que revelou seu conhecimento, como o de outros, que Magdalena havia previsto que seis gerações após sua morte milagres iriam ocorrer através de sua intercessão. Dom Anton Stres, atual bispo de Ljubljana, deu permissão para começar a preparação para a possibilidade da abertura do processo de investigação e para o reconhecimento da santidade de Magdalena. Além disso, a Conferência dos Bispos Eslovenos “deu sua recomendação de que a vida de Magdalena se tornasse conhecida”, o que se realizou concretamente na forma de um livro em língua eslovena: “Magdalena Gornik”. O livro, atualmente, está sendo traduzido para o inglês.


Fenômenos místicos na vida de Magdalena Gornik
Aqui vamos enumerar e descrever apenas alguns fenômenos místicos que ocorreram em sua vida. Tudo o que será mencionado aqui é historicamente atestado em documentos e arquivos que dizem respeito à sua vida. A maior parte do material de arquivo sobre Magdalena Gornik pode ser encontrado no Arquivo Arquidiocesano de Ljubljana.


1.    Êxtases
O primeiro êxtase de Magdalena ocorreu no tinha apenas 13 anos. A partir de 24 de agosto de 1848, até sua morte em 23 de fevereiro de 1896, ela entrava em êxtase todas as noites. Às vezes, entrava em êxtase várias vezes ao dia. Seus êxtases, às sextas feiras, que duravam 03 horas, e aqueles durante a Semana Santa, eram particularmente especiais. Além disso, algumas vezes, seus êxtases duravam vários dias, até mesmo toda a semana. Na verdade, a duração do êxtase dependia da festa ou da sacralidade do tempo, ou seja, o êxtase coincidia de forma espiritual com o Ano Litúrgico e as Festas Litúrgicas da Igreja. Magdalena entrava em êxtase em cada Missa. Enquanto em êxtase, Magdalena sabia quando o padre que levava a Santa Eucaristia estava perto dela, tanto que, mesmo sem ver o padre com os olhos naturais, virava-se em direção a ele e se ajoelhava em adoração. Permanecia, assim, em reverente adoração à presença santíssima do Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Cristo. 
Magdalena era capaz de contar tudo que acontecia em seus êxtases. Na verdade, distinguia claramente o momento no qual estava consciente, antes do êxtase, e quando estava totalmente absorta pelo êxtase. Cada um de seus êxtases envolveu visões. Durante o êxtase, seu corpo não era sensível a quaisquer estímulos externos.
Quando estava em êxtase, frequentemente participou de sofrimentos místicos. Mesmo durante os últimos anos de sua vida, sofria particularmente perto do final de cada êxtase. Na ocasião, por vezes os estigmas se abriam.


2.    Visões
O conteúdo das visões de Magdalena era muito diversificado. Correspondia às estações do Ano Litúrgico. Magdalena teve visões durante praticamente toda a sua vida, incluindo o dia anterior à sua morte. Nas visões, viu e teve colóquios com Anjos, com a Virgem Maria, com a Santíssima Trindade e com alguns Santos.  As visões de Anjos quase sempre eram ligadas a uma visão da Virgem Maria ou da Santíssima Trindade. Os Anjos, frequentemente, davam várias instruções a Magdalena, especialmente relativas à veneração para com a Virgem Maria e a adoração a Deus. Muitas vezes chorou por aqueles que não creem.
A Virgem Maria muitas vezes falou com ela sobre a humildade, a obediência e a necessidade de implorar ao Espírito Santo a luz e a coragem de sofrer com alegria e paciência.
Frequentemente, a Mãe do Senhor convidava Magdalena a meditar sobre o sofrimento e morte de Jesus. Magdalena por muitas vezes viu Maria exercendo sua onipotência suplicante diante de seu Filho em nome de toda a humanidade.
Muito frequentemente, especialmente às sextas-feiras e durante a quaresma, Magdalena esteve presente à Paixão e Morte de Jesus, através de visões que lhe mostravam seus sofrimentos assim como os Evangelistas haviam descrito. Particularmente nas visões durante a Quaresma ela estava presente e participava plenamente na Santa Ceia de Jesus bem como estava presente e participava de seus sofrimentos e de sua santa morte de cruz.
Na Páscoa, ela testemunhou a ressurreição de Jesus e, mais tarde, sua ascensão ao Céu. Quando ela estava em casa, muitas vezes ela assistiu a Santa Missa na igreja local por meio de uma visão.


3.    Comunhão Mística
Magdalena recebia a comunhão sacramental, ou seja, a Sagrada Comunhão, da mesma forma como todos os católicos podem receber a Eucaristia, mas, algumas vezes, recebia a comunhão mística, fenômeno que foi experimentado apenas por alguns santos.
Diariamente, ela recebia a Comunhão sacramental do padre local. Às vezes, era ele quem trazia a Santa Comunhão em sua casa, mas, na maioria das vezes ela a recebia na Santa Missa.
Porém, Comunhão mística era algo especial. Ela a recebia apenas durante um êxtase. Na ocasião, era o próprio Jesus quem dava a Si mesmo, Sacramentado, ou eram santos que haviam sido sacerdotes ou Anjos que traziam a Sagrada Espécie e a davam a ela.
Mais de mil pessoas testemunharam como, depois que ela se preparou para esta finalidade, Magdalena, de repente, encontrou-se com a Sagrada Hóstia em sua boca, sem qualquer intervenção sacerdotal e, em seguida, logo depois, eles viam um cálice “especial” próximo à sua boca e a viam beber também o Sangue do Santíssimo Salvador.
Muitos sacerdotes estavam convencidos da veracidade deste fenômeno, pois haviam-no testemunhado com seus próprios olhos. Magdalena, cheia amor e gratidão pelo Senhor, sempre agradecia fervorosamente a recepção da Sagrada Comunhão, quer de forma ordinária, quer de forma mística. Esse amor e gratidão de Magdalena, muitas vezes incitavam os presentes a serem ainda mais fervorosos e fiéis ao Senhor e incitavam-nos ao arrependimento de seus pecados e à penitência. Frequentemente, o conteúdo de todo o êxtase era apenas preparação e ação de graças pela recepção da comunhão mística.

4.    Levitação
O fenômeno de levitação no ar ocorreu muitas vezes com Magdalena, especialmente, quando ela intensamente desejava receber a Santa Comunhão. Na ocasião, devido ao forte anseio em reunir-se a Jesus vivo, seu corpo levantava-se no ar. Outras vezes, ela levitava quando o sacerdote dava uma benção com o Santíssimo Sacramento, bem como durante a morte mística que experimentava às Sextas Feiras da Paixão e sua ressurreição mística na manhã de Páscoa.

Foto raríssima da Serva de Deus em um de seus êxtases


5.    Estigmatização
Magdalena recebeu em seu corpo as marcas das feridas de Jesus quando tinha apenas 13 anos de idade. Apresentava feridas visíveis nas mãos, nos pés e no lado por 07 anos. Após esse período, ficou apenas com a do lado ainda aberta até o fim de sua vida.
No entanto, quando tinha a visão de Jesus coroado de espinhos, as feridas dos espinhos também abriam-se em sua testa. O sangue escorria por seu rosto como “córregos”. Além disso, especialmente durante a Semana Santa, quando ela acompanhava a Jesus em seus sofrimentos, ferimentos de sua flagelação também podiam abrir-se em seu corpo, ao ponto de o sangue encharcar suas roupas.
Os estigmas causaram-lhe grandes sofrimentos, mas, Magdalena nunca se queixou de dor. Ela submetia-se completamente à vontade de Deus e oferecia seus sofrimentos a Ele. Vários médicos investigaram os estigmas. Sacerdotes também a observaram. Ninguém pode descobrir qualquer sinal de artifício, fraude ou sinal de histeria. Desde seus treze anos de idade até sua morte, Magdalena não comeu nenhum alimento terreno. Assim, por quarenta e sete anos, ela viveu sem qualquer alimento. Ela não suportava o cheiro de nenhum alimento comum. Sua comida era apenas a Sagrada Eucaristia e um tipo de “alimento celestial” que ela comia apenas quando estava em êxtase. Apesar de nada comer, ela realizava com facilidade todas as suas obrigações diárias, tanto domésticas quanto no trabalho.


6.    “Comida celeste” e Cruz
Quando estava em estado de êxtase, Magdalena recebeu vários “objetos” que eram vistos não somente por ela, mas, também por outras pessoas. Um deles era um “alimento” incomum ou “celeste”, que Magdalena comia quase todos os dias no final de seu êxtase. Na maioria das vezes ela recebia durante uma visão da Virgem Maria ou dos Santos Anjos. Testemunhas relatam que eram “alimentos” que vinham na forma de uma partícula pequena ou de grânulos (seria uma espécie de “maná”?). Frequentemente era de várias cores. Em uma visão, Magdalena teria dito que recebia esta “comida” principalmente para que as pessoas acreditassem que era Deus quem falava com ela.
Particularmente interessante foi a pequena cruz que Magdalena recebeu em um êxtase e que permaneceu em seu peito, mesmo quando ela passou do êxtase para o estado normal. Esta pequena cruz permaneceu “colada ao corpo”, sem qualquer corrente ou outro prendedor, e nunca caiu no chão. Dois padres tocaram e beijaram a cruz. Um dos quais escreveu este evento e a própria cruz em uma carta endereçada a seu bispo. Magdalena recebeu durante o êxtase, à noite, após o qual permaneceu com ela durante a noite, mas, já em seu estado natural e, na parte da manhã, desapareceria. Ela, então, receberia novamente durante o êxtase da noite.


7.    Conhecimento das consciências (“cardiognose”).
Magdalena também tinha o dom de “ler as almas”, isto é, de compreender o estado interno das almas. Ela sabia que as intenções que as pessoas tinham ao visita-la ou, quando solicitada pela pessoa, revelava o estado interno de sua alma. Ela revelou o estado interno das almas de muitos padres que a pediram.  


8.    Conhecimento de outras línguas

Enquanto em êxtase, Magdalena entendeu e falou em línguas que nunca havia estudado ou ouvido antes. Tinha o domínio do grego, do caldeu, do hebraico, entre outras... 


    No YouTube tem um vídeo sobre a Serva de Deus. Infelizmente, no entanto, está em esloveno, mas, pelo menos, pelas imagens vale a pena ser visto: https://www.youtube.com/watch?v=xo4bYWojNOQ

Para quem tem domínio do inglês: 
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http://www.mysticsofthechurch.com/2011/11/magdalena-gornik-mystic-stigmatic-and.html#sthash.a600M7PZ.dpuf

Um comentário:

Dökk Kamskjell disse...

Esse Alimento Místico relatado pela Serva de Deus é a Carne e o Sangue de Cristo, nas Artes Marciais Ele é chamado de Chi ou Ki e é realmente Capaz de Alimentar o Corpo durante situações de Jejum, Penitência ou Eucaristia, no Kung Fu do Bodhidharma ele foi Alimentado pelo Sangue Metafísico durante 9 anos enquanto Meditava dentro da caverna no Mosteiro Shaolin.

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