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sábado, 6 de agosto de 2016

Serva de Deus Maria Josefa do Coração de Jesus, virgem carmelita descalça, grande amiga e auxiliar de Santa Maria Maravilhas de Jesus.




A madre Maria Josefa do Coração de Jesus, carmelita descalça, nasceu em Pamplona, Navarra, em 1915, em um lar profundamente cristão.
No dia seguinte a seu nascimento, como era frequente àquela época, se lhe administrou o Santo Batismo na Paróquia de San Agustín, recebendo os nomes de Maria Isabel Trinidad, ainda que, familiarmente, era conhecida como “Maribel”.

Foi a quinta dos seis irmãos com que Deus abençoou o matrimônio de seus digníssimos pais. A última foi uma menina, que voou ao Céu aos 03 anos, vítima de uma broncopneumonia.

Desde sua morte, Maribel não teve mais diversão e nem mais gosto que acompanhar a sua mãe nas tarefas e ocupações diárias. Dona Isabel Garmendia, mãe de Maribel, consciente de sua pouca inclinação à piedade nos primeiros anos de menina, deu-lhe a vida de Santa Teresinha, dizendo-lhe: “toma, leia e veja se te fazes um pouco mais boa”.

Desde então, começou a sentir mais inclinação e gosto pelas coisas de Deus, que não perderia nunca mais.

Fez a Primeira Confissão e Comunhão aos oito anos em Jaca, onde seu pai ocupava o posto de Registrador da Propriedade. Passava os invernos em Pamplona e os verões na Ochagavia, pitoresco povoado Navarro, aos pés de onde se subia à ermida da Virgem de Musquilda, Rainha e Senhora do Vale de Salazar.

Desde seus primeiros anos subia com seus pais e irmãos a visita-la e uniam suas vozes cantando, de maneira que ia crescendo em seu coração o amor à Virgem.

Sua mãe achou insuficiente a educação que podia receber em Pamplona e, fazendo um grande sacrifício, decidiu manda-la ao internato do Colégio das Damas de Sait Maur, em Madrid.

Corriam tempos muito críticos para a Espanha, com a segunda República de 1931. Esses tristes acontecimentos marcaram a Maribel para toda a vida.

Dedicou-se ao apostolado e começou a manter contato por cartas com a Madre Maravilhas (futura Santa Maria Maravilhas de Jesus, a “Teresa de Jesus do século XX”).

Em 18 de novembro de 1938, ingressou na comunidade das carmelitas descalças de Cerro de los Ángeles (instalada na localidade de Las Batuecas), na qual era ao mesmo tempo Priora e Mestra de noviças a Madre Maravilhas.

Seus pais não se opuseram por nenhum instante à decisão de sua filha e a acompanharam com o coração destroçado à Casa de Deus.

Durante toda sua vida praticou em sumo grau as virtudes da humildade, simplicidade, esquecimento de si mesma e uma caridade que se estendia a todos, especialmente aos mais necessitados.

Fui uma das filhas prediletas de Madre Maravilhas; soube manter e conservar seu espírito e colaborou com ela em todas as sus fundações, sacrificando-se por elas sem calcular e nem medir. O amor à pobreza a acompanhou por toda a vida e cresceu com ela.

Filha fiel da Igreja e de Santa Teresa de Jesus, trabalhou quanto pode para conservar em toda sua pureza a herança que ela deixou a suas filhas, seguindo as normas do Concílio Vaticano II que mandava voltar às fontes e ao espírito dos Fundadores.

Viajou a Roma para defender perante o Santo Padre o tesouro das Constituições que aprovou um ano mais tarde enchendo-a de emoção e de alegria.

Sendo Priora de Cerro de Los Ángeles desde agosto de 1958, procurou com toda sua alma que este lugar santo fosse um centro (*) de espiritualidade que trouxesse muitas almas ao Coração de Jesus, empregando para isso todos os meios a seu alcance.

O Senhor concedeu-lhe uma inteligência e um discernimento pouco correntes. Sabia sair das dificuldades com um engenho que deixava assombrados a quem a vinham escutar. Todo aquele que tratava com ela saia de sua presença confortado, animado e, muitas vezes, com o problema solucionado.

Aproveitava todos os momentos possíveis para estar com o Senhor e acompanhar-Lhe no Sacrário. Quando sua saúde o permitia era a primeira a levantar-se e a última a deitar-se e muito se alegrava e deleitava estando com a comunidade.

Em 02 de outubro de 2004, primeiro sábado do mês do Rosário, nossa Mãe Santíssima, a quem havia amado durante toda sua vida, veio busca-la em sua pobre cela do Carmelo no qual havia vivido 64 anos imolando-se pelo reinado do Coração de Jesus no mundo inteiro e, especialmente, na Espanha.

Morreu rodeada do amor e veneração de todas suas filhas, deixando uma recordação cheia de doçura e de paz que a caracterizaram durante toda sua vida e mais ainda durante sua última enfermidade, durante a qual se mantinha em contínua oração.




(*) No começo da terrível Guerra Civil Espanhola, em 1936-1937), o monumento ao Sagrado Coração de Jesus, que fica em Cerro de Los Ángeles, foi fuzilado por milicianos comunistas. Existe famosa foto que mostra o momento no qual esses inimigos da Igreja e de Deus praticaram esse ato blasfemo e hediondo.



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