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quarta-feira, 2 de junho de 2021
Santíssima Trindade: Deus Uno e Trino, Santo, Santo, Santo!
Beata Maria Teresa Soubiran la Louvière, virgem e fundadora.
A Beata Maria Teresa Soubiran la Louvière fazia parte de uma família pertencente à antiga nobreza europeia, com origens que datam, pelo menos, do século XIII. Sua família tem, ainda, como antecessores indiretos, São Luís de França, São Eleazar de Sabran e sua esposa, Beata Delfina, Santa Roselina de Villenueve, Santa Isabel da Hungria e boa parte das famílias reais da Europa.
No século XIX, a família tinha como chefe José de Soubiran la Louvière, que vivia em Castelnaudary, próximo de Carcassone, no sul da França. José casou-se com Noemi de Gélis de l´Isle d’Albi. A segunda filha do casal foi Sofia Teresa Agostinha Maria, nascida em 16/05/1834, a qual foi criada num seio profundamente católico, dirigido por seu tio, o cônego Luis de Soubiran. Por isso, Sofia logo se sentiu chamada à vida religiosa.
Aos 20 anos, realizou uma tentativa em uma comunidade católica em Gand, Bélgica, mas, durou apenas um ano, tendo retornado à França, onde quis implantar essa comunidade. Ela possuía inclinação para a austeridade e a vida reclusa do Carmelo, mas, entre os anos de 1854 e 1855, após um período de vacilações e conselhos, retornou à Gand para estudar o gênero da vida das “beguinas” e quando retornou, foi nomeada superiora da comunidade de Castelnaudary, que seu tio havia inaugurado.
Em 1863, passou a ser chamada de Madre Maria Teresa. Quando realizou os exercícios de Santo Inácio sob a direção do padre jesuíta Pablo Ginhac, Deus lhe manifestou o propósito de fundar uma congregação, tal como ela havia planejado no passado. Em 1864, Madre Maria Teresa e algumas irmãs se mudaram para o convento da Rue des Buchers, em Toulouse, onde seria a residência da nova congregação. Ela consagrou a nova comunidade a Nossa Senhora, de quem todas as irmãs adotariam o nome a partir de então. Nasceu assim a Sociedade de Maria Auxiliadora, pela qual as irmãs adotaram a espiritualidade inaciana, encontrando Deus tanto na oração quanto na ação apostólica. Sua casa-mãe logo deu origem a outras casas que se espalharam pela França chegando até mesmo à Inglaterra, após a guerra, em 1870.
Madre Maria Teresa realizou um voto profundo de pobreza, renunciando a todos os seus bens pessoais. Todas as irmãs se dedicavam ao cuidado dos órfãos e à instrução de crianças pobres. A Madre redigiu diversas constituições de sua congregação inspiradas nas da Companhia de Jesus, tendo o Pe. Ginhac, que teve papel fundamental na fundação da ordem, se encarregado de revisá-las.
Em 1868, uma noviça chamada Maria Francisca, três anos após sua entrada, tornou-se, por quase unanimidade dos votos, conselheira e assistente da Madre Geral. Contudo, Madre Maria Francisca era uma mulher muito hábil e inteligente, além de 5 anos mais velha que Madre Teresa. Sendo assim, a Beata não percebeu que sua conselheira era dominadora, instável e ambiciosa, o que ocasionou, em meados de 1874, um levan Madre Francisca declarou que a situação econômica da congregação era desesperadora por culpa da madre geral, rumor este que se espalhou pelos conventos.
Madre Maria Teresa lembrou-se então que pouco tempo antes Nosso Senhor lhe havia aparecido e lhe dizendo: “Tua missão terminará dentro de pouco tempo, não haverá lugar para ti na tua congregação. Porém, meu poder e minha bondade estarão contigo”. Após consultar o Pe. Ginhac, este a aconselhou renunciar. Sua conselheira foi nomeada superiora geral e não permitiu que a fundadora residisse em nenhum dos conventos da congregação. Ela fez isso juntamente com outras medidas desagradáveis, para evitar que a Beata reconquistasse sua antiga influência e autoridade, resultando assim, na expulsão da fundadora.
Em 20 de setembro de 1874, Maria Teresa de Soubiran foi acolhida no mosteiro de Nossa Senhora da Caridade, em Paris. Admitida inicialmente como pensionista, em 20 de abril do ano seguinte tomou o hábito e recebeu um novo nome: Irmã Maria do Sagrado Coração, tendo sido admitida definitivamente em 29 de junho de 1877. Com muita humildade, fidelidade e amor, adaptou-se a todos os usos e costumes de sua nova família religiosa, onde por 15 anos viveu sempre mais confiante no amor de Deus.
A Beata Maria Teresa passou na enfermaria os últimos sete meses de sua vida. Morreu no dia 7 de junho de 1889, murmurando estas palavras: "Vem, Senhor Jesus". Tentou fazer o sinal da cruz, mas não chegou a completá-lo. Foi sepultada no cemitério de Montparnase, na cripta do convento de Nossa Senhora da Caridade. Atualmente, suas relíquias encontram-se na Casa-Mãe das Auxiliadoras em Paris.
Ela foi
beatificada em 10/10/1946 pelo Papa Pio XII. A Beata Maria Teresa foi congregada
mariana em Castelnaudary, França, onde lançou as raízes da Congregação de Maria
Auxiliadora.
Fonte:
https://www.santodelgiorno.it/beata-maria-teresa-di-gesu/
quarta-feira, 5 de maio de 2021
SANTO ÂNGELO DA SICÍLIA, carmelita (memória na Ordem Carmelita, no dia 05 de maio)
Não se sabe muito sobre sua vida. Um Catálogo de Santos do final do século 14, aparentemente bastante crível, nos traz esta notícia sucinta: Ele morou no Monte Carmelo e junto com outros Carmelitas, por volta de 1220, ele veio para a Sicília.![]() |
| Encontro, em Roma, entre São Francisco, São Domingos e Santo Ângelo. |
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020
Beato Valentino Paquay, presbítero da Ordem dos Frades Menores, modelo de pastor de almas e apóstolo do confessionário.
![]() |
| Antiquíssima imagem de Maria, Virga Jesse, venerada em Hasselt, Bélgica. |
quarta-feira, 18 de dezembro de 2019
SANTA MARIA BERTILLA BOSCARDIN, Virgem e Religiosa, Protetora das vítimas do câncer
Seu
nome de batismo era Anna Francesca Boscardin. Nasceu na periferia de
Brendola, Itália, no dia 6 de outubro de 1888. Filha de pobres
camponeses, passou sua infância e adolescência trabalhando nas
lavouras, ajudando seus pais. Este era o caminho para qualquer menina
vêneta, antes que as indústrias chegassem. Além disso, trabalhava
também como empregada doméstica para ajudar a família. Filha de
família católica, desde pequena desenvolveu um grande amor por
Nossa Senhora. Sempre que podia, dedicava-se à oração.
Sã
e robusta, foram-lhe entregues os trabalhos mais custosos, o forno e
a lavandaria. Fez o segundo ano de noviciado no hospital de Treviso.
A Superiora Geral destinava-a para o cargo de enfermeira. Mas a
superiora do hospital, Irmã Margarida, pensou diferentemente: que
esperar de bom dessa noviça tímida, com rosto pastoso e
inexpressivo? Pô-la na cozinha como ajudante de uma freira idosa e
enferma, encarregada de a vigiar e formar.
No
hospital, logo ficou conhecida como um exemplo de amor cristão,
conquistando a simpatia de todos. Sempre tinha uma palavra de
conforto e esperança para aqueles que sofriam em seu leito de dor.
Sua caridade no trato com os doentes levou muitos à conversão.
Embora
tendo falecido jovem, Santa Maria Bertilla Boscardin deixou um grande
legado de caridade cristã e de dedicação aos enfermos. Aqueles que
se converteram à fé graças à sua caridade, nunca se esqueceram
dela. Por causa de sua fama de santidade, muitos foram – e ainda
vão – rezar em seu túmulo e grandes graças aconteceram por sua
intercessão. Por causa disso, ela foi beatificada pelo Papa Pio XII
no dia 8 de junho de 1952 e canonizada pelo Papa João XXIII no dia
11 de maio de 1861. Sua festa passou a ser celebrada no dia 20 de
outubro, dia de sua morte.
https://paroquiasantabertila.wordpress.com/2013/08/27/historia-de-santa-bertila/
segunda-feira, 25 de novembro de 2019
Beata Liduina Meneguzzi, Religiosa Missionária das Irmãs de São Francisco de Sales (Salésias)
Elisa Ângela Meneguzzi,
(a futura irmã Liduina), nasce aos 12 de Setembro de 1901, em Santa Maria de
Ábano, na província de Pádua, Itália. A família é de lavradores muito modestos,
mas ricos de fé e de honestidade, valores que a pequena assimila muito cedo.Desempenha com amor os seus trabalhos quotidianos, como roupeira, enfermeira e sacristã, entre as meninas do colégio Santa Cruz que sempre encontram em irmã Liduina uma amiga boa, capaz de escuta, de ajuda nos seus problemas, por meio de bons conselhos. Em todas elas, deixa impressões indeléveis de ternura, de encorajante serenidade, de paciência a toda a prova.
terça-feira, 17 de setembro de 2019
Guilles Bouhours, O menino que revelou ao Papa o Dogma da Assunção
Gilles
Bouhours nasce em 27 de Novembro de 1944, em Bergerac, sul de França.
Quando tinha apenas 1 ano, foi curado milagrosamente, graças à
intercessão de Santa Teresinha do Menino Jesus. Aos 4 anos foi
portador de uma mensagem de Maria Santíssima, na qual se lhe
ordenava que a sua missão era ir até ao Papa Pio XII para lhe
transmitir o que a Virgem lhe tinha comunicado.
Durante
a viagem o senhor Bouhours tinha este pensamento, com que cara iria
tocar as portas do Vaticano e dizer “Eu preciso de uma audiência
com o Papa, mas não para mim, mas para meu filho de 5 anos!?”
Um
secretário recebe e leva a criança para falar com sua santidade o
papa, e seu pai ficou esperando do lado de fora cerca de uma hora.
Nota: as audiências com o papa raramente duravam mais que 20
minutos.
O
seu recolhimento era algo insólito e nada usual. Inclusivamente
chegou – nunca como um jogo, ou para se divertir – a celebrar
“Missas Brancas”, o que significava recitar num altar, disposto
num compartimento de sua casa, todas as orações da Missa, tais como
as diz o sacerdote, do princípio ao fim, sem que se produzisse a
Consagração, como é lógico, mas revestido com os paramentos que
previamente lhe tinham confeccionado para esse efeito, tendo em conta
a sua estatura.
Admiráveis
expressões na boca de uma criança. Muito poucos anos depois, Nosso
Senhor levá-lo-á para o Céu.sexta-feira, 16 de agosto de 2019
SANTO ESTEVÃO, Leigo e Rei da Hungria (+ 1038) - memória em 16 de agosto.
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| Relíquias de Santo Estevão: o cetro, a espada, a coroa e a cruz sobre o globo. |
Com louvável energia, Estevão atacou e aboliu os costumes supersticiosos de seu tempo e deu aos súditos leis sábias e severas. Um cuidado especial dispensava aos órfãto os e viúvas. Aos pobres, o santo rei, em pessoa, levava esmola e sustento. No seu apostolado civilizador e evangelizador, Estevão encontrou forte apoio na cooperação fiel e dedicada da esposa Gisela, princesa bávara e irmão de Santo Henrique, Imperador da Alemanha.
Estevão cultivava, de um modo extraordinário, o espírito de penitência. Avarento com o tempo, não perdia hora, ocupando-se sempre de coisas úteis no cumprimento do dever.
Dedicação especial da parte do rei experimentaram os próprios filhos, dos quais o mais velho, Emérico, mais tarde, com o santo pai, recebeu as honras da canonização.
Nos três últimos anos de vida, Estevão foi visitado por muita doença. Sentindo a proximidade da morte, para ela se preparou com toda a piedade. Tendo em redor os representantes da corte e da alta nobreza do país, muito lhes recomendou a obediência aos representantes de Cristo sobre a terra e a prática das virtudes cristãs.
Munido dos Santos Sacramentos, morreu santamente, não sem ter novamente consagrado a Nossa Senhora sua amada pátria. Estevão entregou a alma ao Criador no dia 15 de agosto de 1038. A mão direita conservou-se incorrupta e é guardada com grandes honras.
Fonte:
Padre João Batista Lehmann, "Na Luz Perpétua", Tomo II, páginas 241 a 242














