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sexta-feira, 21 de julho de 2017

SANTA DINFNA, VIRGEM E MÁRTIR, Padroeira dos Psicólogos e Psiquiatras, Profissionais de Saúde Mental, Padroeira dos que sofrem com distúrbios e transtornos mentais, dos que sofrem abusos dos pais


SANTA DINFNA

SANTA DIMPNA

SANTA DYNPHNA

(variadas grafias)





Eis a história de Santa Dymphna (Santa Dinfna em português) que era filha de um rei irlandês pagão e de sua esposa cristã no século VII e que foi assassinada por seu pai. A história de Santa Dymphna foi relatada pela primeira vez no século XIII num cânone da Igreja de São Aubert em Cambrai, encomendado pelo bispo da cidade, Guy I (1235 - 1247). O autor afirma expressamente que seus escritos foram baseados numa tradição oral muito antiga e em persistentes histórias de curas milagrosas e inexplicáveis de pessoas acometidas de doenças mentais.Não que a psicologia ou a consulta a um psicólogo seja somente para pessoas com transtornos mentais, mas Santa Dinfna é também padroeira dos psicólogos e enfermidades neurológicas como vícios, vítimas de incesto e de quem se sente perturbado mentalmente.





Padroeira dos Psicólogos e Psiquiatras, Profissionais de Saúde Mental, Padroeira dos que sofrem com distúrbios mentais, dos que sofrem abusos dos pais, familiares e dos que sofrem abuso em geral.

Invocada contra doenças e distúrbios mentais, epilepsia, pessoas consideradas possuídas pelo demônio, pessoas com insônia, sonambulismo, estresse, colapso nervoso, ansiedade, depressão, transtorno do pânico e todos os transtornos psicológicos e psiquiátricos, que são o mal do nosso tempo.





   A Irlanda, bela ilha evangelizada por São Patrício, que se aninha nas águas azuis do Atlântico, há muito tempo é conhecida popularmente como A Ilha dos Santos. Um nome apropriado, visto que ela é assim chamada devido ao número de santos irlandeses ser tão alto que não caberiam no calendário cristão. Contudo, grande parte dos católicos desconhece a maioria desses santos, não sabendo sequer seus nomes. Uma dessas gloriosas e esquecidas santas, muitas vezes referida como “Lírio de Fogo”, devido a suas incontáveis virtudes e penoso martírio, é Santa Dimpna. E, embora os registros da vida desta santa virgem sejam escassos e incompletos, são suficientes para tomarmos conhecimento das principais emanações de sua existência, que se enobrece e se glorifica devido aos seus inúmeros milagres autenticados, os quais atestam e exaltam a sua santidade.
   O primeiro relato histórico da veneração de Santa Dymphna remonta a meados do século XIII. De acordo com Bispo Guy I de Cambrai (1238-1247), Pierre, um cânone da igreja de Santo Alberto em Cambrai, escreveu um "Vita" da santa, da qual ficamos a saber que ela havia sido venerada por muitos anos em uma igreja em Gheel (província de Antuérpia, na Bélgica), que foi lhe dedicada.
   O autor declara expressamente que ele tem atraído a sua biografia de tradição oral. De acordo com a narrativa, Dinfna era filha de um rei pagão da Irlanda, tornou-se cristã e foi batizada secretamente. Santa Dinfna nasceu no século VII, em Clogher, no Condado de Tyrone, Irlanda, quando o país havia sido evangelizado. Porém, seu pai, rei de Oriel, ainda era pagão. Sua mãe, de família nobre, era cristã e notável por sua beleza e piedade. 
   Como sua mãe, Dinfna era um exemplo de beleza e de virtude, favorecida desde o nascimento com graças especiais. Desde muito pequena Dinfna foi entregue aos cuidados de uma piedosa cristã, que a preparou para o Batismo. O Padre Gereberno administrou-lhe o Sacramento e aparentemente fazia parte da família, pois foi ele quem deu as primeiras noções de escrita, bem como das verdades da religião, à pequena Dinfna. 
   Bem cedo Dinfna, como muitas outras nobres irlandesas antes e depois dela, escolheu Nosso Senhor Jesus Cristo como seu Divino Esposo e consagrou sua virgindade a Ele e a sua Santa Mãe pelo voto de castidade. Uma grande prova veio turbar a vida da adolescente: sua querida mãe falece. Ela ofereceu a Deus sua grande dor. Seu pai também ficou inconsolável com a perda da esposa e durante muito tempo ficou prostrado pelo luto. Seus conselheiros persuadiram-no a buscar um segundo matrimônio. Em vão os mensageiros procuraram uma pessoa com a beleza física e moral de sua primeira esposa. Os conselheiros diziam que não havia ninguém mais amável e encantadora do que sua filha, Dinfna. Dando ouvidos à sugestão deles, o rei concebeu o pecaminoso desejo de casar-se com a própria filha. Com palavras persuasivas ele manifestou seus propósitos a ela.
   Após seu pai haver tentado violentá-la, fugiu para a Bélgica em companhia do seu confessor São Gerebernus, um velho padre amigo da família e dois companheiros ajudantes, eles fundaram um oratório perto de Amsterdã e passaram a viver como eremitas. 
   Na aldeia de Gheel, para onde haviam fugido, havia uma capela de São Martin, ao lado da qual eles levantaram a sua morada. Os mensageiros de seu pai no entanto, descobriram o seu paradeiro, o pai dirigiu-se para lá e renovou sua oferta.
   Vendo que tudo foi em vão, ele ordenou a seus servos para matar o padre Gererbenus e seus companheiros. Seu pai ordenou que Dinfna retornasse com ele, mas esta se recusou e acabou sendo torturada e finalmente num acesso de fúria ele a degolou. Os cadáveres foram colocados em um sarcófago e sepultado em uma caverna onde foram encontrados mais tarde. O corpo de Santa Dinfna foi sepultado na igreja de Gheel, e os ossos de São Gerebernus foram transferidos para Kanten. 
   Esta narrativa é sem qualquer fundamento histórico, sendo apenas uma variação da história do rei que queria se casar com sua própria filha, um tema que aparece com freqüência nas lendas populares. Daí, não podemos concluir com exatidão o tempo em que ocorreu a história de Santa Dinfna, alguns creem que tenha ocorrido no séc. VI.
   Que ela é a mesma Santa Damhnat da Irlanda, que possui história parecida, não pode ser provado. Há fragmentos, em Gheel ,de dois simples sarcófagos antigos em que a tradição diz que os corpos de Dymphna e Gerebernus foram encontrados.
   Os restos mortais de Santa Dymphna foram posteriormente colocados em um relicário de prata numa igreja em Geel nomeada em sua honra. Os restos mortais de São Gerebernus foram transferidos para Xanten , Alemanha. Durante o final do século 15 , a igreja original de Santa Dymphna, em Geel, foi incendiada. Uma segunda "Igreja de Santa Dymphna" foi então construída e consagrada em 1532. A igreja ainda está no local onde se acredita que seu corpo tenha sido enterrado.
   Segundo a tradição, milagres ocorreram imediatamente após o seu túmulo foi descoberto. Um grande número de pessoas disseram ter sido curadas de epilepsia, doença mental ou influência maligna depois de visitar seu túmulo. Ela é invocado como padroeira contra a doença mental.

   Existe também um tijolo quadrangular, que diz ter sido encontrado em um dos sarcófagos, tendo duas linhas de letras lidas como Dympna.

   A descoberta deste sarcófago com o corpo e o tijolo foi talvez a origem da veneração. Na arte cristã, Santa Dinfna é retratada com uma espada na mão e um diabo acorrentado a seus pés.

   Sua festa é celebrada dia 15 de Maio, data em que ela é encontrada também no Martirológio Romano. Desde tempos imemoriais, a santa foi invocada como padroeira contra a insanidade.

   Os bolandistas publicaram inúmeros relatos de curas milagrosas, especialmente entre 1604 e 1668. Como resultado, existe há muito tempo uma colônia para pessoas com transtornos mentais em Gheel, ainda hoje existem, às vezes, até 1500, cujos parentes invocam Santa Dinfina para a sua cura.

   As pessoas com transtornos mentais são tratados de uma maneira peculiar, é só no começo que eles são colocados em uma instituição para a observação, mais tarde, eles recebem abrigo em casas dos habitantes, participam de seus trabalhos agrícolas, e são tratados de forma muito gentil. Eles são vigiados, sem ter a consciência disso. O tratamento produz bons resultados. 
   A antiga igreja de Santa Dinfna, em Gheel, foi destruída pelo fogo em 1489. A nova igreja foi consagrada em 1532 e ainda está de pé. Todos os anos na festa de Santa Dinfna e na terça-feira depois de Pentecostes numerosos peregrinos visitar seu santuário. Em Gheel há também uma fraternidade em seu nome. 
   Ao assistir a cena do martírio de Santa Difna, um homem que era alienado recuperou repentinamente a razão. Por isso, Santa Dinfna passou a ser considerada padroeira dos que sofrem problemas mentais.


Batismo de Dinfna




ORAÇÃO:
Senhor, nosso Deus, 
vós, graciosamente, escolhestes Santa Dinfna 
como padroeira das pessoas atingidas
com transtornos mentais e nervosos.
Ela é, portanto, uma inspiração e um símbolo da caridade
para os milhares que pedem sua intercessão. 
Por favor, 
conceda, Senhor, 
através das orações desta mártir pura jovem, 
alívio e consolação a todos os que padecem tal sofrimento,
e especialmente a aqueles por quem oramos. 
(Aqui mencionar aqueles para quem quiser rezar). 
Nós te pedimos, Senhor,
para ouvir as orações de Santa Dinfna em nosso nome.
Concedei a todos aqueles por quem oramos 
paciência em seus sofrimentos 
e resignação à sua vontade divina. 
Por favor, preencha-os com a esperança, 
e concedei-lhes o alívio 
e a cura que tanto desejamos. 
Nós vos pedimos por Cristo nosso Senhor, 
que sofreu em agonia no jardim do Getesêmani .
Amém.





Ó Cristo, flor dos vales,

de todo bem origem,
com palmas de martírio
ornastes vossa virgem.

Prudente, forte, sábia,
professa a fé em vós
por quem aceita, impávida,
a pena mais atroz.

O príncipe do mundo
por vós, Senhor, venceu.
Vencendo o bom combate,
ganhou os bens do céu.


Os sofrimentos desta vida aqui na terra
não se comparam com a glória que teremos.


"Estamos sempre cheios de confiança e bem lembrados de que, enquanto moramos no corpo,
somos peregrinos longe do Senhor;
7pois caminhamos na fé e não na visão clara.
8Mas estamos cheios de confiança e preferimos deixar a moradia do nosso corpo, para ir morar junto do
Senhor."

Da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios 4,6-8.







ORAÇÃO:

Ó Deus,

que a intercessão da gloriosa virgem Santa Dinfna

reanime o nosso fervor,

para que possamos hoje celebrar o seu martírio

e contemplar um dia a sua glória.

Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

AMÉM!


martírio de Santa Dinfna






Oração:
Deus eterno e todo-poderoso,
que escolheis as criaturas mais frágeis
para confundir os poderosos,
dai-nos, ao celebrar o martírio de Santa Dinfna,
a graça de imitar sua constância na fé.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.
Amém!








Dinfna e seu pai mal intencionado, causa de seu martírio.

Igreja de Geel, dedicada em sua honra

A descoberta dos corpos de santa Dinfna e São Gerebernus









Fonte texto e imagens:

http://santossanctorum.blogspot.com.br/2012/05/santa-dinfna-dymphna-padroeira-dos.html

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