Páginas

Encontre o (a) Santo (a), Beato (a), Venerável ou Servo (a) de Deus

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Venerável Alessandro Nottegar: pai de família, médico e fundador que foi missionário no Brasil.


Médico atuou em Anaurilândia, Mato Grosso do Sul, entre os anos de 1978 e 1981. Ele queria servir o Senhor no matrimônio e partilhar com os outros os dons que tinha recebido. Inscreveu-se em Medicina, mas não lhe interessavam dinheiro nem carreira.

O Venerável médico Alessandro Nottegar, nasceu em Verona, na Itália, em 30 de Outubro de 1943. Quando estava cursando ainda a 5ª série do Ensino Fundamental, a família o mandou para estudar no Colégio dos Servos de Maria, mas, após anos de estudo e de discernimento vocacional, Alessandro entendeu que o seu chamado não era para o sacerdócio, mas para a família.
Ele queria servir o Senhor no matrimônio e partilhar com os outros os dons que tinha recebido. Inscreveu-se em Medicina, mas não lhe interessavam dinheiro nem carreira. Em 1971, ele se casou com Luisa, que partilhava dos seus ideais, e lhe deu três filhas, Chiara, Francisca e Mirian.
Alessandro Nottegar se formou em 1977 e, em 1978, partiu com a família para o Brasil, mais precisamente para a cidade de Anaurilândia, onde autuou no Hospital Sagrado Coração de Jesus até o ano de 1981, onde serviu aos doentes mais pobres, em especial os leprosos. 
Nos anos de missão Alessandro repetia à esposa: “Devemos fazer-nos pequenos na escola dos pobres”. E dizia também: “Temos Jesus na Eucaristia, devemos vê-lo e cuidar dele nos nossos irmãos!”.
O seu amor pelos pobres e doentes do Brasil deixou um sinal, tanto que, ainda hoje, depois de tantos anos, ele é lembrado com saudade.
Aldenor, um doente de hanseníase assistido pelo Dr. Alessandro em um leprosário na Amazônia, recorda:
 “O doutor Alessandro era um homem maravilhoso, nunca o vi com raiva, estava sempre alegre. Dava conselhos a nós doentes e falava muito conosco. Quando eu estava mal, vinha imediatamente ver o que eu tinha. Trabalhava todo dia, cuidando da gente e, à noite, mais ou menos a uma hora, dava uma volta nos pavilhões do leprosário e nos dizia: 'Se precisarem de algo, basta chamar-me. Eu estou aqui para isso!'. Ele nos amava muito e tinha muita paciência. Era um homem que me dava esperança, que me encorajava. Era muito piedoso, muito caridoso, era um homem de Deus.”
Voltando para a Itália após os quatro anos de missão, encontrou trabalho junto ao Hospital de São Bonifácio, em Verona. Sentiu o chamado de vender tudo o que possuía para seguir o Senhor com a sua família e iniciar uma nova comunidade. Vendeu as terras herdadas do pai e depositou o dinheiro numa conta-corrente no nome de Maria Rainha da Paz, nomeada, em Medjugorje, como Mãe e Rainha da futura comunidade.
De modo milagroso, a Divina Providência multiplicou por sete vezes o dinheiro da família Nottegar, permitindo-lhes comprar uma grande casa nas colinas de Verona. Ali, em 15 de Agosto de 1986, nasceu a Comunidade Regina Pacis. Em Setembro de 1986, Alessandro disse às filhas: “Filhas, eu não vos deixo em herança terras, nem apartamentos, nem contas bancárias. A herança que vos deixo é a escolha total pelo Evangelho e a possibilidade de estudar até a formatura, se vocês quiserem e se merecerem”. Este foi o seu testamento.
Alguns dias depois, em 19 de Setembro de 1986, voltando do trabalho no hospital, Alessandro morreu repentinamente de infarto. Tinha apenas 42 anos. Luisa se encontrou sozinha com as três filhas na nova Comunidade, iniciada há pouco mais de um mês. Na mesma noite, um jovem casal, Mario e Rita Granuzzo, decidiram ir viver com Luisa. O Senhor lhe deu força e ela continuou a levar adiante a obra. Alessandro manteve a sua promessa e as suas filhas, mesmo órfãs, puderam estudar até a formatura. Já em 1987, a Prefeitura de Verona atribuiu ao médico Alessandro o “Prêmio da Bondade Padre Bassi”.

A FAMÍLIA E A HUMILDADE

Alessandro tinha um amor todo particular pela sua família: queria caminhar rumo ao Senhor junto com Luisa, porque acreditava firmemente que também os casais são chamados à santidade. Com a sua ternura e com as escolhas de vida, transmite às famílias a beleza de viver por Cristo e por Seus pobres.
Alessandro e Luisa consagram a sua família à Virgem Maria, Rainha da Paz, pedindo-Lhe para tomá-los pela mão e conduzi-los a Jesus.
A humildade é a característica mais luminosa de sua pessoa: Alessandro se sente feliz e indigno de servir a sua família e os pobres, não se sente melhor e não julga ninguém. Até o mais pobre, junto dele, se sente bem. A humildade se manifesta na paz que vive dentro do próprio coração, com a sua família e com quem vive ou trabalha com ele.
Alessandro afirma: “Cristo é a verdadeira realização do homem sob todos os pontos de vista!”. E ainda: "O Evangelho! Ou o vivemos por inteiro, ou senão, se for arrancada uma só página, precisa jogá-lo todo fora!”.
Generoso e total, puxando o forro dos bolsos das calças, convicto e sorridente, declara: “Se nós dermos ao Senhor tudo aquilo que tivermos, Ele é constrangido a colocar todo o resto!”.
Uma outra característica da pessoa de Alessandro é o serviço, como nos testemunha a filha Chiara: “O serviço do papai sempre impressionava as pessoas que o encontravam. Lembro-me de quando eu era pequena, a sua ajuda à mamãe nos trabalhos de casa: varria o chão, lavava os pratos ou estendia a roupa todo contente, enquanto escutava Bach ou Beethoven. Enxugava nossos cabelos com o secador, cortava nossas unhas, tudo com a precisão de cirurgião! No Brasil, para os doentes não tinha horário, de dia, de noite, aos domingos, era até exagerado. No leprosário de Porto Velho, às 22 h cortavam a energia elétrica até as 4 h da manhã; o papai ia visitar os doentes nos pavilhões, à meia-noite ou a uma hora, com a lanterna, para ver se estava tudo bem. Os amigos que vinham a nossa casa eram habituados ao seu sorriso, ao café, a sua gentileza que os fazia sentir-se em casa”.
Todo aquele que quiser tornar-se grande entre vós, se faça vosso servo. E o que quiser tornar-se entre vós o primeiro, se faça vosso escravo. (Mt. 20,26)

A COMUNIDADE

A Comunidade Regina Pacis nasceu em Verona, na Itália, no dia 15 de Agosto de 1986, fundada pelo casal Alessandro e Luisa Nottegar. Foi reconhecida, em 1996, como Fundação Regina Pacis. Em 2004, foi erigida a Associação de Vida Evangélica, com estilo de vida de tipo religioso, pelo Bispo de Verona. A Comunidade Regina Pacis é uma comunidade de vida em comum, formada por famílias, leigos, religiosos e sacerdotes, que querem viver o Evangelho em radicalidade para ser anúncio e profecia do Reino na Igreja e no mundo.
O centro da Comunidade é Jesus Eucarístico: da Palavra de Deus, da Santa Missa, da Adoração Eucarística, da oração quotidiana pessoal e comunitária se adquire a força para buscar viver o Evangelho a exemplo das primeiras comunidades cristãs (cf. At 2,42-48). O nome Regina Pacis deriva da primeira inspiração recebida em Medjugorje, em 1983, porque lá, na Colina das Aparições, Alessandro e Luisa consagraram a futura Comunidade a Nossa Senhora.
A vida comunitária é baseada, portanto, na oração, que desemboca na evangelização e na atividade missionária, na qual se concretiza a verdadeira alma da comunidade, presente hoje com diversas missões em Verona e Grezzana, na Itália; Quixadá e Fortaleza, no Ceará; Feira de Santana, na Bahia; Budapeste, na Hungria e Medjugorje, na Bósnia.

CANONIZAÇÃO

Em 2007 teve início em Verona o Processo pela Causa de Beatificação e Canonização de Alessandro Nottegar, declarado “Servo de Deus”. Em 06 de junho de 2009 foi concluída a fase Diocesana e o Processo continua em Roma.
Segundo a Irmã Anésia Saraiva, que atua em Nova Andradina e que já trabalhou ao lado do médico e de sua esposa, o processo é lento e pode levar anos para que ele seja considerado santo pela Igreja Católica. Recentemente, em uma Celebração Eucarística, o pároco de Batayporã, padre Ibanor Zanatta, falou sobre a importância da canonização do médico.
Em 14 de maio de 2017 foi declarado Venerável, tendo sido reconhecido que praticou as virtudes de modo heroico.
Canonização pode-se dizer que é o termo utilizado pela Igreja Católica e que diz respeito ao ato de atribuir o estatuto de Santo a alguém que já era Beato. A canonização de um beato é um assunto sério e um processo complexo dentro da Igreja, a ponto de só poder ser tratada pela Santa Sé em si, por uma comissão de altos membros e com a aprovação final do Papa. Canonização é a confirmação final da Santa Sé para que um Beato seja declarado Santo. Só o Papa tem a autoridade de conceder o estatuto de Santo.
O Código de Direito Canônico da Igreja, no seu cânon 1186 estabelece: “Para fomentar a santificação do povo de Deus, a Igreja recomenda à veneração peculiar e filial dos fiéis a Bem-aventurada sempre Virgem Maria, Mãe de Deus, que Jesus Cristo constituiu Mãe de todos os homens, e promove o verdadeiro e autêntico culto dos outros Santos, com cujo exemplo os fiéis se edificam e de cuja intercessão se valem”; e, ainda no artigo 1187: “Só é lícito venerar com culto público os servos de Deus, que foram incluídos pela autoridade da Igreja no álbum dos Santos ou Beato”.
Haverá um postulador que deverá recolher informações pormenorizadas sobre a vida do Servo de Deus e informar-se sobre as razões que pareceriam favorecer a promoção da causa da canonização. Os escritos que tenham sido publicados devem ser examinados por teólogos censores, nada havendo neles contra a fé e aos bons costumes, passa-se ao exame dos escritos inéditos e de todos os documentos que de alguma forma se refiram à causa. Se ainda assim o bispo considerar que se pode ir em frente, providenciará o interrogatório das testemunhas apresentadas pelo postulador e de outras que achar necessário.
Em separado se faz o exame do eventual martírio e o das virtudes, que o servo de Deus deverá ter praticado em grau heroico (fé, esperança e caridade; prudência, temperança, justiça, fortaleza e outras) e o exame dos milagres a ele atribuídos. Concluídos estes trabalhos tudo é enviado a Roma para a Congregação da Causa dos Santos. Para tratar das causas dos santos existem, na Congregação para a Causa dos Santos, consultores procedentes de diversas nações, uns peritos em história e outros em teologia, sobretudo espiritual, há também um Conselho de médicos. Reconhecida a prática das virtudes em grau heroico o decreto que o faz declara o Servo de Deus "Venerável".
Havendo apresentação de milagre este é examinado numa reunião de peritos e se se trata de curas pelo conselho de médicos, depois é submetido a um congresso especial de teólogos e por fim à congregação dos cardeais e bispos. O parecer final destes é comunicado ao Papa, a quem compete o direito de decretar o culto público eclesiástico que se há de tributar aos Servos de Deus. A beatificação, portanto, só pode ocorrer após o decreto das virtudes heroicas e da verificação de um milagre atribuído à intercessão daquele venerável.
O milagre deve ser uma cura inexplicável à luz da ciência e da medicina, consultando inclusive médicos ou cientistas de outras religiões e ateus. Deve ser uma cura perfeita, duradoura e que ocorra rapidamente, em geral de um a dois dias. Comprovado o milagre é expedido um decreto, a partir do qual pode ser marcada a cerimônia de beatificação, que pode ser presidida pelo Papa ou por algum bispo ou cardeal delegado por ele.
Caso a pessoa em causa já tenha o estatuto de beato e seja comprovado mais um milagre pela Igreja Católica, em missa solene o Santo Padre ou um Cardeal por ele delegado declarará aquela pessoa como Santa e digna de ser levada aos altares e receber a mesma veneração em todo o mundo, concluindo assim o processo de Canonização.




Saiba mais nesse Vídeo.






terça-feira, 27 de março de 2018

Venerável Tecla Merlo, Virgem e Religiosa Cofundadora das Filhas de São Paulo


Uma mulher de grande fé e audácia apostólica. Uma vida doada a serviço da comunicação do Evangelho, por meio da Congregação das Irmãs Paulinas.
Uma história alicerçada no amor a Deus e as pessoas, uma vida destemida e serena com pés firmes no chão, se envolvia na realidade social de sua época. Com um olhar sempre a sua frente, que a impulsionava a transformar a palavra, o som, os meios para comunicar ao mundo a notícia maravilhosa, a beleza de ser de Deus e viver para Deus, comunicar o amor supremo: Jesus Cristo.


Em 1915, os clérigos e os cooperadores espirituais do bem-aventurado Tiago Alberione celebraram o mês de maio com a intenção de que o Senhor providenciasse a família feminina (AD 241).
Concluído o mês, disseram a Alberione:
“Há em Castagnito de Alba uma jovem de boa família, que, pela piedade, inteligência, docilidade, bondade, serviria bem... Mas, há duas dificuldades: a pouca saúde e o ter frequentado só as escolas da sua terra.”
“Venha!” respondeu o Primeiro Mestre. “Receberá do Senhor saúde suficiente e a ciência necessária para o seu cargo: quando o Senhor quer...”
Em junho de 1915, Teresa Merlo entrou na comunidade de São Paulo.

Padre Tiago Alberione e Ir. Tecla Merlo
Teresa Merlo nasceu a 20 de fevereiro de 1894, em Castagnito d’Alba (Cuneo, Piemonte), ao norte da Itália. Única mulher entre os quatro filhos do casal Heitor e Vincenza Rolando Merlo. De saúde frágil, dedicou-se, desde adolescente, à arte da costura, num pequeno atelier da família. Quando o pai a envia para aprender costura e bordado, Teresa, está longe de imaginar que a sua ação viria a ser determinante para que a Igreja católica consolidasse a sua presença nos média e na área editorial.
Sua sensibilidade religiosa chamou a atenção de Padre Tiago Alberione, que a convidou para coordenar um grupo de jovens que se preparavam para trabalhar com a imprensa. Teresa abraça o projeto do sacerdote italiano e, com esse grupo de moças motivadas pelo mesmo ideal, relança um jornal diocesano e abre uma livraria cristã. Era o dia 15 de junho de 1915, quando encontra Pe. Tiago Alberione pela primeira vez em Alba, na igreja dos Santos Cosme e Damião, e segue o seu convite em permanecer na cidade e iniciar sua “aventura” de futura Filha de São Paulo.
Teresa intuiu logo que a proposta de Padre Alberione correspondia aos seus anseios de consagrar-se a Deus. Aceitou o convite, trocando o atelier de costura pela tipografia, tornando-se pioneira da evangelização na imprensa, cinema, rádio e televisão.
De fato, em 1918, Teresa com algumas de suas companheiras foram enviadas pelo Fundador a Susa, norte da Itália, onde o bispo lhes confiou a produção e divulgação do jornal diocesano La Valsusa. Esse momento marcou uma etapa significativa na vida de Teresa, que passará a considerar a experiência de Susa como o início da missão das Filhas de São Paulo.
Apoiada na fé, mais do que em recursos materiais, Irmã Tecla assumiu sem medo os meios modernos de comunicação, e contando apenas com a força de Deus, encorajou, no mundo inteiro, iniciativas até então inexploradas.
Desde o início, Teresa sentiu a força de Deus e, na pobreza absoluta, apenas com a bagagem da fé, da confiança e da humildade, ela começou, orientada por Alberione, a Congregação que veria florescer no mundo inteiro, a Congregação das Irmãs Paulinas, as mensageiras de Deus, ou andarilhas de Deus, como o fundador gostava de chamá-las.
No dia 22 de julho de 1922 pronuncia a profissão religiosa privada, juntamente com oito companheiras, e assume o nome programático de Tecla, o mesmo da primeira discípula de São Paulo, apóstolo dos gentios. Padre Alberione a nomeou Superiora geral do nascente Instituto. Em março de 1936 inicia a primeira de uma longa série de viagens nas várias partes do mundo, para encontrar-se com suas Filhas e confirmá-las no caminho da vocação paulina.
De São Paulo, mestra Tecla aprendeu o amor incondicional a Jesus e a todos os povos: moldou o seu coração à universalidade e abriu-se a todas as culturas e povos; como ele, foi mestra e formadora de outras irmãs; como ele, usou os novos meios de comunicação para que o Evangelho cumprisse a sua corrida gloriosa; como ele, viajou por terra, por mar e ainda pelo céu para iniciar comunidades em todos os continentes, para se encontrar com as irmãs e avaliar novas situações, encorajando novas iniciativas apostólicas para fazer o bem a muitas pessoas.
O nascimento da revista “Família Cristã”, que depressa se estendeu a outros países, a realização de curtas-metragens para a catequese e a gravação de discos para pessoas analfabetas constituem algumas das suas ações precursoras enquanto primeira superiora do atual Instituto Missionário Filhas de São Paulo.
A par da evangelização nos média, a irmã Tecla acompanha o padre Alberione na constituição de outros institutos, como as Discípulas do Divino Mestre, as Irmãs de Jesus Bom Pastor e as Irmãs da Rainha dos Apóstolos, ao mesmo tempo em que acompanhava o alargamento da congregação.
Em Tecla Merlo, padre Alberione encontrou a colaboradora sapiente e a fiel intérprete para a transmissão do carisma das Filhas de São Paulo. Sob a sua orientação, a congregação cresceu e deu início a obras inovadoras na edição de livros, revistas, discos, programas de rádio e de televisão, e chegou a todos os continentes.
As Filhas de São Paulo, que 16 anos após a fundação estavam implantadas no Brasil, Argentina e Estados Unidos, marcam hoje presença em 240 comunidades, distribuídas por 52 países dos cinco continentes.
Seus últimos anos de vida foram como uma oferta ao Pai, não se cansava de oferecer a própria vida pelo êxito da missão paulina e por cada Filha de São Paulo. “No dia 28 maio de 1961, em Ariccia (Itália), durante os Exercícios, na festa da Santíssima Trindade, Mestra Tecla ofereceu a vida para que todas as Filhas de São Paulo sejam santas. No dia 16 de Junho de 1963 foi atingida por um espasmo cerebral. Foi hospitalizada em Albano (Itália)”. Todas as Filhas de São Paulo sentiam fortemente sua serenidade e tão grande carinho que dedicava a cada uma. Não é por acaso que ela proferiu as seguintes palavras: “Se mil vidas eu tivesse, mil vidas eu daria por causa do Evangelho”.

Irmã Tecla retoma suas atividades e o seu desejo de fazer ainda mais pelo anúncio do Evangelho cresce dentro dela. “No dia 7 de julho do mesmo ano, restabelecida, volta para Roma para uma breve visita; reúne todas as irmãs na Via Antonino Pio para saudá-las e agradecê-las pela sua cura”. A sua serenidade e o abandono em Deus comovem a todas.
Em 22 agosto de 1963 experimenta grande alegria pelo encontro com o papa Paulo VI, na visita à casa de saúde Regina Apostolorum, de Albano Laziale. Em 22 novembro de 1963 foi acometida por um novo e mais grave espasmo cerebral. Pe. Alberione lhe administrou a unção dos enfermos.

E chega a hora de nossa querida irmã se despedir desse mundo, ela já havia cumprido sua missão aqui na terra, agora Deus a chamava para estar com Ele no paraíso. Em 05 fevereiro de 1964 morreu em Albano, na casa de saúde Regina Apostolorum, após uma hemorragia cerebral. Foi assistida espiritualmente por Pe. Alberione. Era uma quarta-feira. Assim, mais um anjo foi povoar o céu, ser uma estrela a iluminar todas as Filhas de São Paulo e demais membros da Família Paulina aqui na terra. No dia 22 de janeiro de 1991 é proclamada venerável.



UM IDEAL: Viver como São Paulo, o apóstolo das nações: com espírito universal, na caridade que se faz “tudo para todos”.

UMA PAIXÃO: Revelar a todos o Senhor Jesus, Caminho, Verdade e Vida.

UMA INTUIÇÃO: Trabalhar na evangelização com os meios modernos de comunicação: imprensa, cinema, rádio, televisão, discos, cassetes, vídeo, CR-ROM, internet…

UM PROGRAMA DE VIDA: A caridade da verdade.




Para pedir a intercessão de Mestra Tecla

Trindade Santíssima,
Pai, Filho e Espírito Santo,
eu te louvo pelas maravilhas que fizeste
na vida da Venerável Irmã Tecla Merlo.
Ela seguiu Jesus Mestre
Caminho, Verdade e Vida,
dedicando-se à missão de evangelizar
por meio da comunicação social.
A exemplo do Apóstolo Paulo,
ela queria ter mil vidas
para doá-las ao Evangelho.
Jesus Mestre, concede-me fé e coragem
para imitá-la em suas virtudes,
e, por sua intercessão, peço esta graça
tão necessária para mim... (pausa para pedido)

Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.

Comunique graças alcançadas a:
ou



















sexta-feira, 23 de março de 2018

São Pedro Nolasco, Religioso fundador da Ordem dos Mercedários e Padroeiro dos encarcerados


Na história das deportações encontramos um capítulo tristíssimo e infelizmente não último, que se refere às devastações dos sarracenos ao longo das costas italianas e espanholas para saquear e capturar homens e mulheres, levados à força aos confins da África para serem vendidos como escravos e depois restituídos aos parentes mediante volumosa soma de resgate. Nesta calamidade insere-se um capítulo de exultante caridade e devoção mariana. Em Barcelona, na noite entre 1º e 2 de agosto de 1218, Nossa Senhora teria aparecido a Pedro Nolasco, um jovem de vinte e nove anos, para convidá-lo a fundar uma Ordem religiosa com o fim principal de resgatar os prisioneiros.
Pedro Nolasco nasceu no dia 29 de julho de 1183, no pequeno povoado de Mas-Saintes-Puelles da Diocese de Saint Paul, no sul da França, no antigo condado de Languedocentre Tolosa e Carcasona. Seu pai era um comerciante abastado e sua mãe dona de casa, ambos fervorosos cristãos o levaram para batizar e lhe impuseram o nome cristão de Pedro.
O pequeno Pedro manifestou sempre uma doçura como virtude específica. Conta a lenda do seu tempo que, certo dia estando no berço entrou um enxame de abelhas no quarto onde a criança repousava tranquila e deixaram um favo de mel nas suas mãozinhas. Sinal da doçura que destilaria Nolasco durante toda a sua vida.
A época de Pedro Nolasco foi para os países ao redor do mar Mediterrâneo uma época de guerras religiosas em que se digladiavam a cruz de Cristo e a meia lua de Mohamed. Semeando a desolação nos lares mais organizados, tanto de ricos abastados como de pobres, em que muita gente era aprisionada e feita cativa em nome de Alá (Deus). Algo parecido com o que acontece hoje com o chamado estado islâmico. Homens e mulheres, adultos, jovens e crianças, eram submetidos a um duro cativeiro, obrigados a realizarem trabalhos pesados. As mulheres eram usadas nos mais baixos instintos, principalmente jovens que eram violentadas. Seres humanos que se tornavam mercadoria em mãos daqueles que se diziam seus donos.

O pai de Pedro Nolasco transferiu-se para Barcelona, onde se estabeleceu como rico mercador. O jovem Nolasco acompanhava seu pai nesta tarefa de mercadejar nas cidades litorâneas onde o seu pai vendia a mercadoria e muitas vezes Pedro testemunhava os maus tratos dos infelizes cativos. Alguns desses cativos eram oferecidos também como mercadoria. A alma de Nolasco se afligia e ele prometia a Deus que aliviaria o sofrimento destes irmãos abandonados à sorte.
Em 1203, com 20 anos, encontramos Pedro Nolasco comprando cativos. Dava liberdade aos pobres infelizes, devolvendo-lhes às suas famílias. Com a morte de seus pais, o jovem Nolasco herdou toda a fortuna da família a qual renunciou em benefício da redenção dos cativos.
“Ninguém tem maior caridade do que aquele que dá a vida pelo irmão.” Estas palavras martelavam profundamente a alma do jovem Nolasco, que unido a outros jovens, moças e rapazes não se entregavam somente a redenção de cativos, mas gastavam suas horas entre os empestados no Hospital de Santa Eulália.
Além da invasão árabe entre os espanhóis, mais uma desgraça se abatia sobre o povo. Uma peste que dizimava as cidades afetava as multidões sendo insuficiente o atendimento hospitalar (como hoje o ebola ou a dengue). Então nossos jovens cheios de amor ao próximo sofredor cuidavam dos enfermos. Este Hospital mais tarde formou parte da estrutura das redenções, pois os cativos eram levados para uma quarentena e lá tratados com todo carinho.
Os recursos econômicos minguaram, as moedas guardadas nos cofres não davam mais para comprar tão rica mercadoria e o número de cativos cada vez crescia mais. Em certa noite, Nolasco não conseguia conciliar o sono e pôs-se a rezar e pedir à Mãe do Céu, de quem era profundamente devoto, que o auxilia-se. Eis que a noite se iluminou e lá estava Maria amorosa com um branco hábito em suas mãos. “Nolasco”, disse a Mãe de Jesus, “é vontade de meu filho e vontade minha que fundes uma Ordem religiosa para remir os cativos. Eis que nós estaremos sempre contigo”. Quando Pedro Nolasco voltou a si, a linda Senhora havia desaparecido.
Nolasco esperou amanhecer e correu para contar o sucedido ao seu confessor Raimundo de Penafort e ambos foram contar ao Rei Dom Jaime I de Aragão e ao bispo de Barcelona Dom Berenguer de Palau que aprovaram entusiasmados a inspiração de Pedro Nolasco. No dia 02 de agosto de 1218, o rei achou por bem ter uma Organização do reino para redenção dos cativos, desejo falido do rei Afonso II. Dez dias depois, no dia 10 de agosto do mesmo ano, a harmonia do órgão e os cantos enchiam a catedral de Barcelona.
Uma nova Ordem religiosa constituía-se oficialmente e um grupo de jovens de saiotes brancos proclamavam as grandezas de Deus por meio de Maria Santíssima e emitiam três votos comuns às ordens religiosas: dominicanos, franciscanos, servitas, agostinianos, trinitários e etc.
Mas a vontade daquele grupo movido pela caridade ainda gritara, perante os fieis reunidos no templo, um quarto voto: “daremos nossas vidas, se necessário for, para tirar do cativeiro um irmão necessitado”. A regra deles, redigida sob a direção de são Raimundo de Penafort, exigia o Voto heroico que custou à Ordem Mercedária alguns milhares de vidas e muito sangue derramado, imitando assim o Redentor dos homens, Jesus, que São Pedro Nolasco tão bem imitou durante toda a sua vida. Esse voto obrigava a oferecer-se como escravo dos muçulmanos, quando necessário, para livrar um cristão em perigo de apostasia. Dos vinte e seis mil prisioneiros libertados por mercedários, no seu primeiro século de vida, nada menos que 890 foram resgatados e reconduzidos à pátria por Pedro Nolasco. Mas ele não se limitava a estabelecer com os mouros o preço do resgate. A um preço bem mais árduo de sofrimentos, torturas, prisões, Pedro Nolasco pregava o Evangelho aos infiéis, arriscando a própria vida.


Esta Ordem recebeu muitos nomes. Chamou-se Ordem de Santa Eulália; Ordem das Mercês dos cativos, Ordem da Redenção dos cativos; Ordem das Mercês. Desde 1272 o verdadeiro nome é: Ordem da Virgem Maria das Mercês da Redenção dos Cativos.
Logo apareceu a Rama feminina, as freiras, fundada por Santa Maria de Cervellón, com um grupo de moças que ajudaram muito a Pedro Nolasco e a seus religiosos orando na capela pelo êxito da redenção.
São Pedro Nolasco preocupou-se sempre em ser fiel imitador de Cristo, não só na caridade, mas também nos gestos e atitudes. Este varão de Deus dedicou toda a sua vida a serviço do próximo vendo em cada sofredor o próprio Cristo. Os historiadores mais recentes dizem que ele morreu em Barcelona, no dia 06 de maio de 1245.
Para melhor realizar sua missão, sua “equipe” se constituía de clérigos, irmãos de obediência; donatos (leigos serventes de convento de frades e que usam hábito), amigos piedosos que permaneciam com os religiosos ajudando nos vários serviços domésticos e mais tarde emitiam os votos; terciários, leigos que viviam com sua família, mas participavam dos bens espirituais da Ordem, e em momentos determinados da história fez-se mister grupos armados para defender os navios ou outros transportes dos cativos da pirataria. Viviam em seus castelos e usavam armas. Às vezes eram requisitados pelo rei para exercer sua guarda.
A missão principal de todos era recolher esmolas para pagar o resgate de cativos. Que muitas vezes era insuficiente e, se o cativo estivesse numa situação grave, um ou dois redentores deveria ficar como refém até ser resgatado.
É grande o número de religiosos que deram a vida para salvar os cativos. São Raimundo Nonato, São Pedro Armengol, São Serápio, São Pedro Pascual, São Juán Gilaber Jofré, e alguns milhares dos quais desconhecemos os nomes, mas estão escritos no céu. Entre os anos 1302 e 1489 foram feitas aproximadamente 153 redenções em que foram resgatados 18.623, segundo dados do historiador Garí e Siumell.
Após a aparição da Virgem, num momento de encanto, Nolasco viu uma frondosa árvore. Mas logo chegaram uns desalmados com foices e machados e começaram a decepar os galhos, porém, quanto mais galhos eram derrubados, mais rebentos nasciam. Esta visão foi prenúncio da expansão no mundo do carisma do fundador que dividido em forma de associações e grupos religiosos, tornou-se presente na Igreja a obra redentora de Cristo.
São Pedro Nolasco foi um homem destemido, profundamente conhecedor das questões sociais e políticas do seu tempo, exímio articulador e organizador de expedições para resgatar cativos. Homem que sabia usar bem as estratégias do seu tempo para alcançar seus objetivos. Diz a história que quando seu dinheiro acabou, ele criou uma campanha de arrecadação de recursos pelas esquinas da cidade de Barcelona, colocando arcas de redenção, onde as pessoas depositavam doações. Nolasco havia conseguido também uma autorização do Bispo para sair pelas igrejas pregando e conseguindo mais recursos. Nolasco era um homem que transitava no palácio do Rei, nos ambientes mais ricos, sem deixar jamais de viver de forma humilde entre os mais pobres.
Em 1256, ele partiu para a glória sabendo que ele, seus filhos espirituais e sua ordem – que foi abençoada pela Igreja e reconhecida pelo rei – já tinham resgatado muitos cristãos da escravidão.

Assim, era um santo, homem de profunda oração, muito mariano e com vocação heróica. Nunca foi ordenado sacerdote, morreu leigo (religioso), preferindo ser chamado de frei Pedro Nolasco, pela sua simplicidade. A Ordem também não recebeu seu nome, e sim o nome da Mãe de Jesus, com título de Mercês.


Os mercedários, como são chamados os que pertencem à Ordem fundada por São Pedro Nolasco, atualmente trabalham entre os encarcerados, nas missões e na ação pastoral junto ao povo e à juventude. São Pedro Nolasco é considerado protetor dos encarcerados.
Que São Pedro Nolasco nos ajude a viver o espírito do Cristo Redentor nos dias de hoje.



http://mercedarios.com.br/sao-pedro-nolasco
http://www.imaculadaconceicaoriopreto.com/listaprod.asp?lista=categoria&tipo_id=2&prod_id=300



terça-feira, 20 de março de 2018

Serva de Deus Madre Maria de Lourdes de Santa Rosa, religiosa concepcionista que viveu no Brasil.




A cidade de Guaratinguetá, duas vezes abençoada - por Nossa Senhora Aparecida, no Rio Paraíba em 1717, e Frei Galvão, o primeiro Santo Brasileiro, nascido em 1739 - assiste agora o processo de Beatificação de Madre Maria de Lourdes de Santa Rosa fundadora do Mosteiro da Imaculada Conceição em Guaratinguetá, aberto no dia 12 de Março de 2009. No Mosteiro tem mais de 500 graças alcançadas vindo do Brasil e do exterior e esse número aumenta a cada dia que passa.
A religiosa nasceu em Polignano a Mare, Itália, em 1910, recebendo o nome de Maria Joanna Laselva. Veio para o Brasil aos 02 meses de idade, junto com seus pais e sua irmã Filomena. Foram morar no bairro do Pari, em São Paulo, onde nasceram seus irmãos Paulo José e Domingos. Passado alguns anos a menina entrou em um colégio Salesiano, onde fez seus primeiros estudos. Foi aí que despertou o desejo de seguir a vida religiosa. 
No dia 11 de Fevereiro de 1931, ingressava no Mosteiro da Luz em São Paulo a menina Maria Joanna Laselva, com então 21 anos, e um forte desejo de seguir o exemplo de Santa Beatriz, fundadora da ordem das Irmãs Concepcionistas. Maria Joanna Laselva recebeu o hábito no dia 15 de Agosto de 1931, mudando o seu nome para Irmã Maria de Lourdes de Santa Rosa.
Depois de um noviciado fervoroso fez sua profissão solene a 15 de Agosto de 1935, desde então, o seu estilo de vida e seu modo virtuoso fez com que muitas pessoas a procurassem pedindo orações, estando ela sempre disposta a atender todos sem medir esforços. Por seu modo exemplar foi escolhida pela então Madre Abadessa para fundar um novo Mosteiro em Guaratinguetá, cidade natal de Frei Galvão, o santo conselheiro espiritual das primeiras irmãs Concepcionistas. A irmã Maria de Lourdes viveu aproximadamente 13 anos em São Paulo até que os seus caminhos começaram a se assemelhar com aquele que com muita dificuldade arquitetou e construiu o Mosteiro da Luz.
Logo que foi escolhida para empreender a árdua missão de fundar um novo mosteiro, a irmã veio para Guaratinguetá em 1944, junto com mais 05 irmãs, com os poucos recursos de que provinham. Então Padre Antônio Morais Júnior, pároco da Catedral de Santo Antônio e futuro arcebispo, assumiu a responsabilidade da construção do novo Mosteiro e a planta ficou a cargo dos franciscanos do Convento de Nossa Senhora das Graças.
Família de Madre Maria de Lourdes (ao centro).
Esse mosteiro ficava do lado da Igreja de Santa Luzia, no bairro do Campinho. Quando as irmãs se mudaram para lá ele ainda estava inacabado, então, Madre Maria de Lourdes junto com as outras irmãs tiveram que assentar os batentes e portas, rebocar paredes, cimentar o chão e ainda, por não permitir que estranhos entrassem no Mosteiro, tiveram que ser carpinteiro, eletricista, encanador, pintor, etc. E mesmo com todas as dificuldades que passaram, a vida das concepcionistas passa grande parte no altar, intercedendo por todos os guaratinguetaenses, e mesmo quando elas estavam com a mão na “obra” o pensamento estava em Deus. No meio dos trabalhos podemos citar a confecção das pílulas de Frei Galvão. 
Mesmo com as doações do povo o Mosteiro era muito pobre e pequeno faltando o necessário para as irmãs. Madre Maria de Lourdes começou então a angariar meios para construir um novo mosteiro maior e retirado do centro da cidade, onde elas teriam mais espaço para as plantações, conseguindo do prefeito a doação de uma parte de um terreno e a outra parte de sua própria mãe. Esse terreno ficava situado aproximadamente a 04 km do centro urbano da cidade, sendo grande e propício para o silêncio. As obras foram sendo realizadas com doações e sacrifícios no decorrer de quase 10 anos. 
As orações e penitências valeram a pena e o novo Mosteiro foi inaugurado em 1962, no dia 08 de dezembro, dia da Imaculada Conceição, e foi consagrado também a São Miguel Arcanjo. A vida dessas religiosas sempre foi de muito sacrifício e uma constante penitência e, mesmo com todas as dificuldades, elas viviam felizes e em paz com a providência Divina.
 Depois de um longo período de paz, o Mosteiro entrou em uma crise de vocações e muita pobreza. Foi nessa ocasião que um Visitador Apostólico ordenou que fosse fechado e as irmãs transferidas. A então Abadessa, com a saúde já abalada por uma vida sofrida e um grave problema no pulmão, inconformada com a decisão, obteve a licença de defender o Mosteiro.
Procurou o apoio dos religiosos locais e não conseguiu, indo posteriormente atrás das autoridades religiosas do Brasil, mas não teve êxito por não serem da mesma diocese. Foi então que, com a saúde frágil, a Madre Maria de Lourdes de Santa Rosa partiu para Roma no dia 09 de Setembro de 1974, na companhia da Madre Maria Passiflora.
Essa extraordinária irmã, aparentemente frágil, impressionou a todos que a assistiram ao apresentar suas razões perante a Sagrada Congregação para os Religiosos. Por esse ato de heroísmo, o decreto foi suspenso e o Mosteiro pode seguir sua vida normal.  
Ainda em Roma, ela teve uma grave crise de saúde, tendo então que voltar a Guaratinguetá, sendo internada no Hospital Frei Galvão e mais tarde transferida para São Paulo. Veio a falecer no dia 19 de Novembro de 1974. No dia seguinte foi sepultada na capela do Mosteiro da Imaculada Conceição em Guaratinguetá, onde se encontra sua sepultura até hoje.
             Com essa pequena biografia podemos dizer que vamos ter em um futuro próximo outro reconhecimento de Santidade em terras de Guaratinguetá, o que vai aumentar e muito o turismo no Mosteiro da Imaculada Conceição. Isso vem enriquecer a nossa região, que posso dizer que é o maior centro de peregrinação religiosa do Brasil e um dos maiores do mundo.  



Túmulo da Serva de Deus.